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quarta-feira, 20 de março de 2024

Boletim do Futebol Feminino: São Paulo e Ferroviária vencem na Segunda Rodada do Brasileirão e Chelsea larga na frente do Ajax nas quartas da Champions

A segunda rodada do Campeonato Brasileiro Feminino começou hoje com duas partidas e duas vitórias paulistas.

Jogando em Cotia, o São Paulo não teve dificuldades para superar o Avaí Kindermann por 4x0 e conquistar seu primeiro triunfo na competição.

Quem também comemorou a primeira vitória no Brasileirão foi a Ferroviária, que foi até o Distrito Federal e venceu o Real Brasília por 2x0.

A rodada continua com um jogo hoje à noite, às 20h30, quando o Flamengo encara o Cruzeiro, e com três partidas amanhã, com o Red Bull Bragantino duelando com o Palmeiras às 15h, com o Atlético Mineiro recebendo o Santos às 18h e com o Internacional medindo forças com o Fluminense às 20h30. 

Embarcando rumo a Europa, é hora de destacar a Liga dos Campeões Feminina. Abrindo as quartas de final da competição europeia, o Chelsea venceu o Ajax fora de casa por 2x0 e deu um grande passo rumo às semifinais. 

Benfica e Lyon também jogam hoje e encerram o primeiro dia dessa fase, enquanto amanhã, outros dois confrontos complementam as partidas de ida, com o Häcken encarando o Paris Saint Germain e o Brann duelando com o Barcelona. 

Por fim, vale destacar a convocação da seleção brasileira para a disputa da SheBelieves Cup, que será realizada entre os dias 01 e 09 de abril. Os destaques da lista divulgada pelo técnico Arthur Elias são oito jogadoras do Corinthians e os retornos de Marta e Cristiane ao selecionado tupiniquim. 

Essas informações você recebe em primeira-mão durante o Nova Esportes, de segunda a sexta-feira, às 18, na Rádio Nova Difusora.






segunda-feira, 6 de novembro de 2023

Santos segue sua sina de se complicar

A rodada estava excelente para o Santos - Corinthians, Cruzeiro e Bahia perderam. Era a chance da equipe santista dar um salto na tabela, passar o rival paulista e o adversário baiano e abrir vantagem para o mineiro.

Mas, o Santos segue sua sina de fraquejar quando depende apenas de si. O Peixe ficou no 0x0 com o Cuiabá na Vila Belmiro e decepcionou os 12 mil torcedores que encheram o estádio. E terminará o Brasileirão tendo somado apenas um ponto contra o time do Centro-Oeste. E que ponto feio...

O time santista entrou em campo muito fragilizado pelas ausências de Basso, Dodô e Lucas Braga - três dos seis jogadores que compõem a linha defensiva (dois zagueiros e um lateral).

Kevyson, João Lucas e Mendoza entraram, mudando o esquema tático do 352 para o 451/433, e foram mal demais, assim como Caiçara, que entrou no lugar de João Lucas. 

Sem poder contar com seus laterais (Kevyson e João Lucas, em péssima jornada), o time santista pouco assustou o goleiro Walter, do Cuiabá, equipe que é o sexto visitante mais indigesto e que somou quase 70% das suas vitórias fora de casa.

Afunilando as jogadas, o Santos também não obteve sucesso, já que Soteldo, Jean Lucas e Lucas Lima estavam pouco inspirados.

Marcelo Fernandes até mexeu no time, mas esqueceu apenas de deixar um armador em campo, pois no segundo tempo, sem Jean Lucas, Soteldo e Lucas Lima, quem tinha para armar as jogadas? Apenas Nonato, que entrou bem, mas, sozinho, não conseguiu criar muitas chances.

E, assim, o Santos encerrou (mais) uma melancólica partida na Vila Belmiro. Perdeu a chance de ultrapassar o Corinthians e abrir três pontos pra zona de rebaixamento. Agora, com 38, segue apenas um acima do Cruzeiro, 17° colocado, mas com uma partida a menos.

A única coisa positiva desse duelo é que após 19 jogos, finalmente o Santos saiu sem sofrer gols - e justamente contra o rival que iniciou essa sequência de partidas com gols sofridos.

De negativo, além de perder dois pontos em casa contra um rival direto, a péssima atuação coletiva. Individualmente, é incompreensível a insistência dos técnicos com Mendoza como titular. É um mistério que os meros mortais jamais descobrirão. 

Agora, resta ao Santos não fraquejar contra o Goiás na próxima rodada. Mais um confronto direto, agora, fora de casa. É vencer ou voltar à zona de rebaixamento.

domingo, 22 de outubro de 2023

Outro 7x1 que eu não vi

Em 2014, quando a Alemanha fez 3x0 sobre o Brasil, eu desisti do jogo. Fui para meu quarto, liguei o vídeo-game e passei o restante da tarde ali, jogando.

Em 22 de outubro de 2023, repeti o feito. Dessa vez, após o Internacional fazer 2x0 de maneira vexatória, amadora e inadmissível em um time profissional.

Coincidentemente, o resultado de ambas as partidas foi o mesmo: 7x1.

Pouco pode ser falado sobre um jogo assim.

Pela 16ª partida seguida a defesa santista foi vazada.

Pela sétima vez no Brasileirão 2023, o Santos sofreu três ou mais gols.

Pela décima rodada (mais de 33% do campeonato), o Peixe encontra-se na zona de rebaixamento.

A terceira pior defesa do Campeonato sofreu sete gols daquele que era o pior ataque da competição.

O bote falso do Lucas Braga, o gol contra de Kevyson e o passe que Dodô entregou a Alan Patrick são sinais de uma equipe absolutamente desfocada, frágil defensiva e mentalmente.

Os sete chutes a gol que atingiram e balançaram as redes defendidas por Vladimir mostram uma incapacidade defensiva inexplicável.

Azar ou incompetência de rebaixado?

O Santos precisa vencer cinco dos dez jogos que disputará até o final do Brasileirão para sonhar em não ser rebaixado. Improvável para quem venceu só oito dos 28 duelos do torneio - sendo quatro vitórias (turno e returno) sobre Bahia e Vasco.

Desses 10 adversários, o Santos só venceu um deles no primeiro turno - o Goiás. Empatou com Coritiba, Botafogo e Athletico. Perdeu para Corinthians, Cuiabá, São Paulo, Flamengo, Fluminense e Fortaleza. 

Previsão de mais sofrimento para os santistas...

segunda-feira, 9 de outubro de 2023

O Santos renasceu?

O começo de setembro foi duro para os santistas. 

Equipe afundando no Brasileirão e mergulhando na zona de rebaixamento. Derrotas atrás de derrotas, vexames atrás de vexames. 

O caminho da Série B estava senso cimentado com mais uma troca de técnico, após a demissão de Aguirre - o terceiro treinador demitido pelo Peixe no Brasileirão. 

Para piorar, iria para o confronto direto contra o Bahia, fora de casa, com um técnico interino, Marcelo Fernandes, que ficou um ano fora do Santos após ser demitido em 2022 por Rueda e recontratado no meio de 2023.

O improvável aconteceu.

O Santos reagiu.

Saiu perdendo, mas virou o jogo e ganhou do Bahia em plena Fonte Nova.

Quem seria o novo técnico do Santos? Depois do jogo contra o Vasco seria decidido.

E na segunda partida como treinador, Marcelo Fernandes fez seu time golear os cariocas por 4x1. Foi efetivado.

Foi mesmo? Resistiria ao clássico contra o Palmeiras? 

Há quatro anos o Santos não ganhava do rival. Há um ano não ganhava um clássico.

Marcelo Fernandes resistiu. 

Ressurgiu. 

Fez o Santos ressurgir.

Os 2x1 sobre o alviverde mostraram uma luz no fim do túnel que há muito tempo não aparecia nos trilhos santistas. 

O caminho certo rumo à Série B já não parece tão certo assim.

As três vitórias consecutivas deram ânimo e confiança ao Santos, algo que não se via há muito tempo, embora a situação na tabela ainda seja bastante perigosa e incômoda.

Quanto tempo irá durar e se será suficiente para mudar o final dessa história só será descoberto nos próximos meses.

Mas, ao menos por essa semana, o santista está feliz e em paz.

Que seja eterno enquanto dure.

quinta-feira, 28 de setembro de 2023

Luxemburgo demitido do Corinthians. Justo?

Luxemburgo sai do Corinthians após 38 jogos e 14 vitórias comandando o clube. Eliminado na fase de grupos da Libertadores e nas semifinais da Copa do Brasil, deixa o time na semifinal da Sul-americana. Os resultados encobrem um desempenho muito fraco em campo.

Surpresa não foi ele ser demitido, mas ter sido contratado. Faz muito tempo que Luxemburgo não tem um trabalho acima da média, minimamente esperado pelo treinador vitorioso dos anos 90 e começo desse século. E as entrevistas dele revelam um técnico com uma mentalidade confusa.

Revelar q queria "perder por 1x0" no primeiro tempo da semifinal contra o São Paulo, afirmar que o clube foi bem ao empatar com o Fortaleza na Neo Química Arena em uma semifinal ou até mesmo ressaltar a estratégia de ir pros pênaltis contra o Estudiantes é, no mínimo, bizarro.

Se em campo ele não conseguia impor suas ideias e explorar ao máximo o talento dos seus jogadores, fora de campo ele foi folclórico com declarações como essas. 

Porém, um ponto precisa ser destacado nessa demissão...

Luxemburgo fez o Corinthians engrenar sua melhor sequência de jogos e resultados no ano. E embora muito dependente de Renato Augusto, conseguiu vencer partidas com o talento de Roger Guedes, vendido na janela de transferências junto de Adson e Murilo. E aqui vem um ponto crítico!

Quando o Corinthians parecia engrenar, Luxemburgo perdeu três peças fundamentais para seu esquema e apenas uma delas, a zaga, foi reposta. Ou seja, perdeu muita força, não teve reposição, mas mesmo assim, a cobrança seguiu intensa sobre o desempenho e os resultados do time.

Ao ser demitido, Luxemburgo paga pela decisão da diretoria de vender titulares no meio da temporada e sem tempo para repor. Dentro do elenco, não há ninguém, por exemplo, com a qualidade de Guedes que pudesse assumir a posição e ao menos manter o padrão tático que Luxa criou.

Luxa sai criticado, como em suas últimas demissões, mas o preço pelos fracassos nas competições deveria ser repartido com toda a diretoria do Corinthians, que errou ao contratá-lo e errou de novo ao vender jogadores importantes pro esquema que ele criou e não repor as perdas.


segunda-feira, 18 de setembro de 2023

Santos vence em jogo improvável e respira no Brasileirão

Bahia e Santos fizeram um jogo morno na Arena Fonte Nova. E o desfecho foi o mais improvável.

Nos 45 minutos iniciais, o Santos foi superior em boa parte e com três minutos de jogo, já tinha acertado a trave duas vezes e obrigado o goleiro do Bahia a fazer uma baita defesa.

O tempo foi passando e o Bahia equilibrando o duelo. E o Tricolor foi crescendo no jogo, rondando a área santista, mas sem grandes ameaças. Quando o Santos parecia dominado, no fechamento da primeira etapa, desperdiçou uma grande oportunidade com Soteldo e Lucas Lima. 

No segundo tempo, o Bahia seguiu crescendo e o Santos se apequenando. E de tanto achar espaços, o Tricolor abriu o placar em um chutaço de fora da área. Pela 12ª partida seguida, a meta santista era vazada.

O Santos parece não ter sentido o golpe, pois seguia não jogando (exato, não jogando) da mesma maneira.

Rogério Ceni não estava satisfeito com o placar e fazia mudanças no Bahia, enquanto o Santos seguia sem mudar - e sem jogar.

E no pior momento da equipe paulista em campo, os deuses santistas resolveram agir. E numa bola levantada na área, Joaquim desviou para o meio e Marcos Leonardo mergulhou para empatar.

O jogo seguiu morno, com os baianos satisfeitos com o empate e os santistas aparentemente também.

Aos 45 minutos do segundo tempo, Marcelo Fernandes resolveu tirar seus dois melhores jogadores em campo - Soteldo e Marcos Leonardo, e colocou Dodi e Furch. Parecia inexplicável. 

E era. Assim como foi o passe de Joaquim e o chute preciso de Furch para estufar as redes do Bahia. O Santos virava o jogo e buscava encerrar um tabu de 20 anos sem vitórias na Fonte Nova.

O placar acabou 2x1 para os visitantes, que respiram no campeonato, apesar de ainda estarem na zona de rebaixamento. O Santos vai a 24 pontos, um a menos que o Bahia, e terá outra final diante do Vasco, na Vila Belmiro. Mas, chega com a moral e a fé reforçada após essa improvável vitória fora de casa.

A luta contra o rebaixamento promete pegar fogo até a última rodada!

domingo, 20 de agosto de 2023

Santos vence o Grêmio de virada e mantém esperanças no Brasileirão

Santos e Grêmio fizeram um jogo para testar cardíacos na Vila Belmiro.

Se no primeiro tempo o jogo foi pegado, mas com poucas chances (apenas uma, clara e desperdiçada pelo santista Marcos Leonardo), na segunda etapa, a partida pegou fogo.

O Grêmio abriu o placar em um golaço de Cristaldo, que aproveitou brecha da zaga santista, que afastou mal a bola e acertou um foguete indefensável. E tudo isso aos 50 segundos de bola rolando.

O Santos sentiu o golpe. O Tricolor foi pra cima e por pouco não ampliou.

Aí entrou Aguirre na história. O treinador santista botou em campo a dupla venezuelana Rincon e Soteldo e eles iniciaram a jogada que terminaria no gol de Marcos Leonardo, no meio do segundo tempo. Empate santista! 

O Santos empolgou, foi pra cima e quase virou em lance similar ao do primeiro gol, mas ML parou na boa saída do goleiro gremista. 

E a estrela de Aguirre resolveu brilhar de novo: ele tirou Fernandes e Marcos Leonardo, puxou Mendoza pra direita e colocou Nonato e Furch para buscar a virada. E ela veio de forma bizarra.

Escanteio do Grêmio. Furch dá um chutão pra frente e a bola, pelo alto, vai em direção à lateral. Ferreirinha, do Grêmio, para no lance pedindo lateral, mas a bola não sai e Mendoza percebe isso. Arranca em velocidade, toca para Soteldo e dele para Furch. De Furch para o gol.

O gol da virada santista. O gol da vitória que dá esperanças aos torcedores alvinegros. 

Há muito tempo que os segundos tempos dos Santos eram péssimos e as substituições matavam o time. Contra o Grêmio, deu tudo certo: o Peixe mostrou poder de reação, contou com atletas vindos do banco para mudar a partida e venceu uma equipe do topo da tabela.

A vitória não foi suficiente para tirar o Santos da Zona de Rebaixamento, mas o futebol competitivo diante de um time do G6 e a boa atuação coletiva (principalmente Joaquim,  Lucas Lima e Soteldo foram muito bem) mostraram que o segundo turno pode ser bem diferente pro alvinegro. 

A conferir...

sábado, 29 de julho de 2023

Flu afunda mais o acovardado Santos no Brasileirão

O Fluminense recebeu o Santos no Maracanã e fez um treino de luxo "ataque X defesa". 

O Tricolor se impôs mesmo com time misto, aproveitando a covardia tática do Santos, que abdicou de atacar em todos os 45 minutos iniciais e perdeu sua eficiência defensiva no segundo tempo com as mudanças do técnico Turra.

O Flu ainda se deu ao luxo de desperdiçar um pênalti na primeira etapa. Na segunda, Cano, sempre ele, aproveitou a falha defensiva do Santos (mais uma pra conta) e fez o gol que fez justiça.

Vale destacar: no primeiro tempo, faltou qualidade ao Flu para abrir o placar. Diniz corrigiu isso com as mudanças no segundo tempo. 

Ao Santos, faltou ousadia nos 45 minutos iniciais para provocar uma expulsão (foram 3 amarelos ao Flu em 20minutos). Turra não só não corrigiu isso, como novamente fez péssimas substituições, tirou o único volante marcador, improvisou um meia como volante e deixou a defesa vulnerável - não foi coincidência o gol do Flu sair pouco depois dessas mexidas.

Com o triunfo, o Fluminense segue no grupo de elite do Brasileirão e vai embalado para o mata-mata da Libertadores.

Já o Santos segue o calvário e pode abraçar a zona de rebaixamento nessa rodada, já que tem apenas três pontos a mais que Bahia e Coritiba, os primeiros no "Z4".

segunda-feira, 24 de julho de 2023

A difícil rotina do Vasco

Pior ataque do Brasileirão: 11 gols feitos em 16 rodadas.

Quarta pior defesa do Brasileirão: 25 gols sofridos em 15 rodadas.

Nove pontos conquistados de 45 disputados.

Perdeu todos os jogos em São Januário e não marcou um gol sequer.

Venceu só uma partida como mandante, no Luso Brasileiro, e uma como visitante.

Dez derrotas em 15 jogos.

E quando jogava melhor diante do Athetico (PR) e criava (e desperdiçava) chances de abrir o placar, tomou um gol em contra-ataque. 

Foi o suficiente para desmontar toda a pressão vascaína. E nesse momento de fragilidade, o clube paranaense aproveitou para ampliar o marcador, de pênalti. 

Não houve forças para o cruz-maltino reagir. De nada adiantou o futebol razoável apresentado nos 70 minutos. 

Nada mesmo?

Talvez, tenha ficado um fio de esperança aos vascaínos ao verem sua equipe dominar um dos times mais fortes da América do Sul nos últimos anos. A vitória pode não ter vindo, mas, ao menos, na maior parte do jogo, o Vasco mostrou que pode evoluir. Missão difícil, mas, talvez, ainda possível.

domingo, 16 de julho de 2023

São Paulo humilha o Santos e coroa semana perfeita

Morumbi lotado.
Clima de festa.
Dia de clássico.

E, em campo, o São Paulo fez uma partida perfeita, goleou o Santos por 4x1 e coroou uma semana dos sonhos para os são-paulinos, que vence no Brasileirão logo após eliminar o Palmeiras na Copa do Brasil.

Michel Araújo e Calleri pareciam dois adultos jogando contra juvenis, diante da péssima escalação santista, que entrou com dois volantes sem poder de marcação, um lateral esquerdo sem ritmo e entrosamento e um ponta esquerda que não recompõe. E o São Paulo soube explorar muito bem isso. Usou e abusou das jogadas pelo seu lado direito, marcou quatro vezes, acertou a trave em mais duas oportunidades e poderia ter feito mais se não tivesse diminuído o ritmo no segundo tempo.

É animadora a perspectiva são-paulina para o time bem organizado por Dorival, com desempenho em alto nível de Michel Araújo e Arboleda e da eficiente de Calleri. 

Já o Santos, parece estar sem rivais. Está prestes a completar um ano sem vencer clássicos e perdeu 13 dos últimos 20 jogos contra São Paulo, Palmeiras e Corinthians. A gestão de Rueda pode ser boa financeiramente, mas futebolisticamente é pífia e protagoniza as piores marcas santistas da história. E até o final do ano, tem potencial para fazer um estrago ainda maior.

É preocupante a perspectiva santista, principalmente se insistir em jogar no 433 com dois volantes que não marcam (pode escolher entre Dodi, Sandry e Camacho, que são bons segundos volantes, mas não rendem como primeiro volante) e um ponta - Mendoza - que não marca e não ajuda na recomposição (ele joga bem mais centralizado e sem responsabilidade de marcar).

Memórias do clássico Santos x São Paulo

São Paulo e Santos se enfrentam no Morumbi em mais um clássico da 15ª rodada do Brasileirão. 

Esse duelo me traz 3 recordações positivas e 3 não tão boas. Quais lembranças o clássico San-São te traz?

Top3 positivas:

1) Duelo no mata-mata do Brasileirão 2002, eliminando o time de Rogério Ceni, Kaká e Luis Fabiano;

2) Jogo pelo Paulistão, em 2010, na Arena Barueri, com gol de letra de Robinho e de pênalti, com paradinha, de Neymar.

3) Duplo 3x1 pela Copa do Brasil de 2015 (Ricardo Oliveira marcou 2x no primeiro jogo e uma vez no segundo).

Top3 Negativas

1) 3x0 pro São Paulo em plena Vila Belmiro, no Paulistão 2022.

2) Outra goleada no Paulista, dessa vez, 4x0 em 2021, no Morumbi.

3) Final do Paulistão de 2000: Santos perdeu a decisão numa disputa tensa e emocionante, mas que deu Tricolor...

terça-feira, 11 de julho de 2023

O que o Leicester 2016 e o Botafogo 2023 têm em comum?

Improvável, mas não impossível: o futebol é uma caixinha de surpresas e muitas das previsões vão por água abaixo quando a bola rola.

E o Botafogo, imparável no Brasileirão 2023, está surpreendendo a muitos que apontavam o alvinegro como candidato ao rebaixamento.

Em 2016, o Leicester escreveu uma história mágica na Premier League ao ser o improvável campeão inglês, num contexto similar ao que o Botafogo vive hoje:

1) Do fundo do poço ao êxtase: duas temporadas antes do título, o Leicester estava disputando a Segundona inglesa. Mas, já começava a organizar a espinha dorsal do elenco, com nomes como o goleiro Schmeichel, o polivalente Drinkwater e os atacantes Mahrez e Vardy (autor do golaço desse vídeo aqui). Ou seja, a base construída anteriormente, mesmo em divisão inferior, foi fundamental para sustentar o clube na épica campanha.

2) Equilíbrio tático: com o terceiro melhor ataque e a terceira defesa menos vazada, conseguiu pontuar bem e só perdeu três vezes na competição, sendo duas derrotas no primeiro turno (coincidência?).

3) Dinheiro? Eu quero é título: mesmo longe do poderio financeiro dos rivais, como Liverpool, Arsenal, Chelsea e a dupla de Manchester, o Leicester mostrou que dá pra formar um time competitivo gastando menos que os adversários (outra coincidência?).

Sonhar não custa nada, e o torcedor botafoguense tem motivos de sobra para acreditar no título desse ano. O Leicester já mostrou que sim, é possível!

domingo, 9 de julho de 2023

Vitória desesperadora do Santos sobre o Goiás

Jogos que terminam com muitos gols normalmente refletem partidas boas, disputadas e intensas. 

Mas, o 4x3 do Santos sobre o Goiás, que está na zona de rebaixamento e entrou em campo com time misto, foi exatamente o contrário disso.

Em uma Vila Belmiro vazia, devido à punição por atos de vandalismo, o Santos conseguiu encerrar o jejum de 12 jogos sem vitória, mas deixou seus torcedores muito preocupados, ao invés de aliviados.

No primeiro tempo, o Peixe abriu 3x1 mais na sorte do que no juízo - o Goiás teve mais posse de bola e criou mais chances, porém, o Santos foi mais eficiente e contou com o talento de Marcos Leonardo, que fez dois gols e deu o passe para o terceiro, de Mendoza, para abrir boa vantagem.

Porém, em pênalti duvidoso e em situação totalmente inofensiva (o atacante do Goiás estava de costas para o gol e saindo da área quando teria sido tocado pelo defensor santista), a equipe do Centro-Oeste mostrou que poderia dificultar o duelo.

Na segunda etapa, o Santos de Paulo Turra não voltou dos vestuários. Se no primeiro tempo foi reativo, mas letal, na segunda etapa, abdicou de jogar e deu campo pata o Goiás. Pagou caro por isso, sofreu pressão e dois gols. O Esmeraldino foi pra cima, dominou o jogo, criou chances de virar, mas em outro pênalti duvidoso, dessa vez pro Santos, nos acréscimos, Mendoza marcou o segundo dele e acabou com o jejum santista de triunfos.

A vitória deveria dar alívio aos santistas, mas apenas gerou mais preocupações - mal escalado e com substituições questionáveis, o Santos não mostrou força, não mostrou futebol e não mostrou evolução. Tem uma série de jogos bem difíceis pela frente. E as expectativas criadas após essa sofrida vitória não são boas.

Foto: Redes Sociais do Santos FC.

terça-feira, 14 de março de 2023

Estádios Que Eu Conheci - Morumbi

A primeira vez que fui a um estádio de futebol foi em 2000, no Gigantesco e Glorioso Morumbi. E o melhor: era dia de jogo da seleção brasileira, pelas Eliminatórias da Copa de 2002! Roteiro ideal para um dia que era pra ser perfeito.

Sim, era pra ser... E "era" pois o time treinado por Emerson Leão não vinha apresentando o melhor dos futebóis... E minha estreia em um estádio veio justo numa partida épica dessa equipe.

Não, o Brasil não fez uma grande partida contra a Colômbia. Pelo contrário. Foi um jogo feio, chato e que não ajudava muito a seleção, na época, tetracampeã mundial, que sofria para garantir a vaga no Mundial seguinte. O desempenho ruim levou a um ato histórico nos minutos finais da partida: uma verdadeira chuva de bandeiras da arquibancada em direção ao campo. 

E em meio à insatisfação dos torcedores, decidimos ir embora antes do apito final, para evitar a muvuca que seria proporcionada pela saída de mais de 60 mil torcedores.

E eis que quando atravessamos o portão da saída, ouvimos o estádio vibrar e balançar.

Sim, gol do Brasil. Vitória por 1x0.

E não vimos esse gol... Mas eu vi, de camarote, a chuva de bandeiras. Saí de lá com uma história peculiar em meu primeiro jogo em um estádio. 

Posteriormente, voltei algumas vezes ao Morumbi em outras partidas memoráveis, como a primeira final do Brasileiro de 2002 (2x0 para o Santos sobre o Corinthians); a final da Libertadores de 2003 (derrota santista para o Boca Juniors), a final do Paulistão diante do São Caetano, que tirou o Santos da fila do torneio estadual; e o jogo 1000 do Rogério Ceni pelo São Paulo, na partida contra o Atlético Mineiro, em 2011. E ainda trabalhei em alguns eventos no Morumbi, quando tive a oportunidade de estar ao lado de Muller, Pavão e Aloísio Chulapa, por exemplo.

(A foto é de minha autoria, tirada durante alguma partida do Santos lá em 2006, 2007, no famoso Morumbi).

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Opinião: o Santos sem rumo na temporada 2021

O Santos começou um ano promissor, disputando as finais da Libertadores/2020. Mas, o futebol ousado, envolvente e eficiente do Peixe parece ter ficado nas semifinais da competição continental. De lá pra cá,  o nível do futebol caiu absurdamente, com o alvinegro perdendo a decisão continental de maneira melancólica, quase sendo rebaixado no Paulistão e brigando contra a degola no Brasileirão.

O que aconteceu para o clube ir do céu ao inferno em somente 8 meses? Algumas coisas explicam:

1) Trocas constantes de técnicos - começou 2021 com Cuca, trocou por Ariel Holan, chamou Diniz e agora está sob a gestão de Carille. Quatro técnicos em apenas 8 meses. Fica difícil entrosar, encaixar o trabalho...

2) Venda da espinha dorsal (e sem reposição à altura) - saíram Lucas Verissimo e Luan Peres, dupla titular da zaga; Alison, o volante de contenção; Diego Pituca, o volante de técnica; Soteldo, o ponta de criação; e Kaio Jorge, que vinha sendo responsável pelos gols santistas. Cinco jogadores titulares saíram e a reposição não foi, nem de longe, à altura. 

3) Faltou apoio à Holan - o técnico argentino vinha dando oportunidades principalmente aos jogadores de base (que a torcida santista tanto exige) e botando no banco os medalhões que não vinham rendendo - e foi aí que o negócio azedou (quem não lembra do episódio da substituição do Marinho?). Ao público externo, parece ter faltado pulso da diretoria para bancar a atitude do treinador. Os resultados não eram encantadores, mas o time começava a tomar forma. 

4) Má fase geral - Marinho e Sanches pararam de jogar. Jean Mota, Luís Felipe e Pará voltaram a jogar o futebol fraquinho que a torcida tanto odeia. Lucas Braga, Ângelo e Kaiky oscilaram, como se espera de jovens, e ainda não conseguiram retomar o futebol em alto nível.

5) Contratações que não renderam ainda: Léo Baptistão e Diego Tardelli são famosos e reconhecidos no meio esportivo, mas ainda não engrenaram nem decidiram partidas à favor do Peixe. Zanocelo e Boza chegaram há alguns meses como desconhecidos, tiveram já algumas oportunidades, mas ainda não convenceram para serem titulares absolutos. Camacho, Marcos Guilherme e Velásquez são os que mais se destacaram até o momento, mas ainda não conseguem "carregar", enquanto que Moraes começou bem, mas se lesionou.

6) Sangue no olho - o Santos parece não entender que precisa fazer gols para ganhar. Ataca sem muita organização, sem pressa, sem objetividade e quando não toca errado, deixa de finalizar ou recua para a zaga recomeçar a jogada que poderia ter sido efetivada com um cruzamento ou um chute à gol. Falta treino? Confiança? Qualidade? Ambição? 

O futuro é preocupante para os Santistas. Nunca o clube esteve tão forte na disputa pelo rebaixamento como em 2021. Precisa reagir e se reinventar logo. O tempo está passando e a última vitória santista no campeonato já faz mais de dois meses - foi em 01/08, com 1x0 sobre a Chapecoense. De lá pra cá, são nove jogos de jejum (seis empates e três derrotas), com somente cinco gols marcados nesse período e 13 sofridos. 

San-Sãozinho: empate péssimo para Santos e São Paulo no Brasileirão

Santos e São Paulo fizeram um clássico medíocre no Morumbi, válido pela 24a Rodada do Campeonato Brasileiro. O empate por 1x1, gols ainda no primeiro tempo, reflete o baixo nível de ambos.

O São Paulo teve a posse de bola e criou algumas poucas chances de gol, mas não foi nada eficiente. Como mandante, os três pontos contra um adversário em crise eram obrigatórios. Achou o gol em um pênalti convertido por Calleri, após o VAR observar toque de mão do zagueiro improvisado Vinicius Balieiro.

Já o Santos criou menos ainda e em uma das três bolas que acertou no gol, balançou as redes, em um belo chute do apagado Sanches. E quase infartou seus torcedores com tantos erros defensivos e inúmeros passes e domínios errados. O que o Carille anda treinando na Baixada Santista? Até agora, ainda não se viu em campo.

Observações:

1) O meio-de-campo do São Paulo carece de criatividade. Urgentemente. 

2) Crespo precisa organizar a casinha defensiva do São Paulo e trabalhar a objetividade da linha ofensiva. Muito toque de bola e pouca produtividade.

3) Carille precisa parar de inventar e improvisar. O volante Balieiro provocou um pênalti infantil enquanto jogou improvisado na zaga e o atacante Marcos Guilherme quase entregou o jogo no final ao errar um lançamento, mostrando sua pouca aptidão como lateral.

4) Sanches e Marinho parecem jogar outro esporte. Lentos e sem criatividade, não estão jogando nem 10% do que os Santistas viram nos últimos anos. 

5) O Santos é mais forte sem Jean Mota e Pará. Mas joga demasiadamente pra trás e erra passes e domínios básicos. Tá faltando treino?

6) O empate manteve ambos próximos da Zona de Rebaixamento. A próxima rodada será fundamental para delinear o futuro do Santos: é vencer o Grêmio na Vila Belmiro ou começar a organizar o time para a Série B. Ao São Paulo, que enfrenta o Cuiabá fora de casa, outro empate será bem-vindo na atual fase - não é satisfatório, mas pontuar fora ajuda nessa luta contra a degola. Porém,  uma vitória do Tricolor o coloca na metade de cima da tabela, podendo sonhar com um possível G9.

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