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sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

Quem deve ficar para o Santos recomeçar sua vida?

Tragédia consumada, rebaixamento consolidado e, agora, o Santos precisa correr contra o tempo. Afinal, o Campeonato Paulista já está aí, competição na qual, assim como no Brasileirão, o Peixe lutou para não ser rebaixado nos últimos anos.

E para se reerguer em 2024, o Peixe deverá construir um time bem mais humilde, já que o orçamento será beeeem baixo.

Por isso, listo abaixo quem, do elenco atual ou dos atletas emprestados, pode ser usado para ser a base do elenco do próximo ano, que lutará pela permanência na elite do Paulistão e pelo retorno à Série A do Campeonato Brasileiro. 

GOLEIROS
- João Paulo: ídolo do clube, deve receber muitas propostas. É a oportunidade para optar ficar no Peixe, ajudar no acesso e cravar seu nome pra sempre na história do clube.

- Vladimir: manda embora.

- Diógenes e Paulo Mazotti: meninos da base, se não tiveram qualidade para desbancar Vladimir na reserva, melhor irem para outro clube. Manda embora.

CONCLUSÃO: terá que contratar um (caso JP fique) ou dois (titular e reserva) caso JP saia.

LATERAL-DIREITO
- Júnior Caiçara, Gabriel Inocêncio e João Lucas: laterais de ofício, não conseguiram manter a posição no duelo contra o improvisado Lucas Braga. Manda embora.

- Nathan: perdeu espaço após ser pego na balada e acabou emprestado. Quando jogou, não agradou. Manda embora.

CONCLUSÃO: precisa urgentemente contratar dois nomes pra posição - sendo um que chegue pra jogar. Não dá pra errar mais.

LATERAL-ESQUERDO 
- Dodô: não rendeu como lateral, esboçou um bom futebol como zagueiro, mas durou pouco e o desempenho seguiu muito abaixo das expectativas. Manda embora.

- Felipe Jonatan: não vivia grande fase antes de se lesionar. Diante das opções no mercado, pode ser útil nessa reconstrução. Fica.

- Kevyson: mostrou potencial na mesma proporção em que tomou péssimas decisões em campo. Como é jovem, vale mais um período de testes, mas como opção de elenco, não como titular. Fica.

- Lucas Pires: mostrou grande talento quando surgiu em 22, mas entrou em polêmicas e acabou perdendo espaço. Se estiver disposto a focar na carreira e no Santos, é a melhor opção pra posição. Fica.

CONCLUSÃO: tem nomes que podem ser suficientes para a posição. Mas, depende de estabilizar o psicológico dos candidatos à vaga.

ZAGUEIROS
- João Basso: começou bem, mas depois caiu muito o desempenho. Focado, tende a ser um bom nome. Fica.

- Joaquim: melhor zagueiro do elenco, deve receber propostas e gerar $ para o clube. Infelizmente, precisa vender para fazer caixa.

- Messias: bom para compor elenco. Fica.

- Jair: candidato a grande jogador. Precisa de minutagem, mas já mostrou qualidade. Fica.

- Alex Nascimento: não mostrou grande desempenho quando entrou, mas também não comprometeu. Vale testar. Fica.

- Luiz Felipe: não tem apoio da torcida, mas conseguiu um acesso com o Atlético Goianiense, onde foi titular. Pode ser útil na dura caminhada pela Série B. Fica.

CONCLUSÃO: tem nomes que podem dar conta do recado, mas que oscilam muito. Por isso, vale trazer mais um zagueiro pra ser titular.

VOLANTES
- Rincón: tem que ficar. Tem qualidade e personalidade para puxar o elenco pra cima. Fica.

- Fernandes: fez ótimo 2022, mas um 2023 ruim. Se o salário for alto, vale negociar e conseguir dinheiro com ele. Manda embora.

- Alisson: chegou e mal jogou, por conta de lesão. Se melhorar a forma física, será ótimo. Fica.

- Vinicius Balieiro: não rendeu com o Santos e nem com o Ituano. Manda embora.

- Sandry: menino da Vila que mostrou bom potencial, oscila muito e sofre com lesões. Vale mais um período. Fica.

- Dodi: começou bem, mas o desempenho foi caindo, caindo e seu futebol sumiu. Como já não é garoto, negociaria para gerar caixa. Manda embora.

- Camacho: desde que chegou, ficou mais tempo no banco do que em campo. Embora seja santista, não demonstrou desempenho para ficar. Manda embora.

- Jean Lucas: escolheu voltar pro Santos e começou muito bem, mas caiu demais nas últimas partidas e causou na semana mais decisiva da história do clube. Pelo conjunto da obra, melhor gerar caixa. Manda embora.

- Ivonei: se destacou na base, mas não rendeu no profissional, nem no Santos, nem no Botafogo. Manda embora.

- Zanocelo: não rendeu no Santos, nem no Fortaleza. Manda embora.

CONCLUSÃO: setor que precisa de reforços, tanto para ser titular, como para opção no elenco.

ARMADORES
- Nonato: mostrou dedicação e uma certa qualidade. Fica.

- Lucas Lima: muito salário e pouca efetividade nos momentos mais decisivos. Manda embora.

- Luan Dias: Manda embora.

- Miguelito: bom nome da base, teve poucas oportunidades no profissional. Fica.

- Carabajal: não rendeu no Santos, nem no Vasco. Manda embora.

- Gabriel Pirani: oscilou no Santos, oscilou mas ganhou bagagem no Flu e na seleção de base. Está ganhando experiência no DC United. Pode ajudar tanto o elenco como o caixa, aí depende da vontade do jogador e do técnico. Fica.

CONCLUSÃO: posição muito carente e cheia de nomes que não tiveram bom desempenho. Precisa de reforços. 

ATACANTES
- Marcos Leonardo: melhor jogador de linha do Peixe nos últimos anos, ajudou muito o clube e construiu bons números, mas o desempenho caiu muito na reta final do Brasileirão e ainda "causou" na semana mais decisiva do clube, além de já ter "causado" quando negociava com a Roma. Melhor gerar $ do que estresse. Manda embora.

- Morelos: chegou fora de forma, se machucou e voltou em forma pior do que quando chegou. Não mostrou a que veio e é um dos maiores salários. Manda embora.

- Soteldo: um oásis de criatividade, mas uma fábrica de polêmicas. Muito bom tecnicamente, mas de alto salário. Caso se adeque à nova realidade do clube, tem tudo para ser o líder que o time precisa e ainda "limpa a barra" com torcedores ressentidos pelas polêmicas em que ele já se envolveu com a camisa do Santos. Fica.

- Patati: foi muito nem na base e teve poucas oportunidades no profissional. Quando entrou, ciscou, mas não produziu muito nos poucos minutos em campo. Pode ter mais chances. Fica.

- Mendoza: Manda embora.

- Furch: mostrou muitas qualidades. Fica.

- Lucas Braga: manda embora.

- Maxi Silvera: mostrou alguma qualidade. Fica.

- Bruno Mezenga: Manda embora.

- Lucas Barbosa: Manda embora.

- Rwan Seco: não rendeu no Santos e no Vasco, mas está ganhando experiência na Bulgária, onde joga o campeonato local e a Conference League - e tá fazendo gols. Vale novo teste. Fica.

- Bruno Marques: centroavantão (1,94m), perdeu espaço no Santos em 2021 e foi pra Portugal, onde tem jogado muito pouco. Honestamente? Se tem salário baixo, testa... Fica.

CONCLUSÃO: muitos nomes, pouca qualidade. Precisa de reforços.

TÉCNICO:
- Marcelo Fernandes foi muito melhor do que os medalhões Hellmann e Aguirre. Mas, faltou mais atitude para mudar o time em momentos ruins e para não insistir nos jogadores que estavam dando errado. Uma boa diretoria poderia dar uma sustentação melhor para ele, com mais profissionais qualificados ao seu lado. Não vejo no mercado opções muito melhores, que conhecem o clube e o elenco e são "baratos". Então... Fica.

Meu time-base, considerando o 433 mais usado nos últimos anos, seria: João Paulo, Lucas Pires, Jair, Basso e novo lateral-direito;  Rincón, Sandry e Nonato; Soteldo, Silvera e Furch. 

Se for jogar no 352 que deu certinho em vários jogos, seria: João Paulo, Jair, Basso e Messias; Lucas Pires, Rincón, Sandry, Nonato e ala direito; Soteldo e Furch.

domingo, 22 de outubro de 2023

Outro 7x1 que eu não vi

Em 2014, quando a Alemanha fez 3x0 sobre o Brasil, eu desisti do jogo. Fui para meu quarto, liguei o vídeo-game e passei o restante da tarde ali, jogando.

Em 22 de outubro de 2023, repeti o feito. Dessa vez, após o Internacional fazer 2x0 de maneira vexatória, amadora e inadmissível em um time profissional.

Coincidentemente, o resultado de ambas as partidas foi o mesmo: 7x1.

Pouco pode ser falado sobre um jogo assim.

Pela 16ª partida seguida a defesa santista foi vazada.

Pela sétima vez no Brasileirão 2023, o Santos sofreu três ou mais gols.

Pela décima rodada (mais de 33% do campeonato), o Peixe encontra-se na zona de rebaixamento.

A terceira pior defesa do Campeonato sofreu sete gols daquele que era o pior ataque da competição.

O bote falso do Lucas Braga, o gol contra de Kevyson e o passe que Dodô entregou a Alan Patrick são sinais de uma equipe absolutamente desfocada, frágil defensiva e mentalmente.

Os sete chutes a gol que atingiram e balançaram as redes defendidas por Vladimir mostram uma incapacidade defensiva inexplicável.

Azar ou incompetência de rebaixado?

O Santos precisa vencer cinco dos dez jogos que disputará até o final do Brasileirão para sonhar em não ser rebaixado. Improvável para quem venceu só oito dos 28 duelos do torneio - sendo quatro vitórias (turno e returno) sobre Bahia e Vasco.

Desses 10 adversários, o Santos só venceu um deles no primeiro turno - o Goiás. Empatou com Coritiba, Botafogo e Athletico. Perdeu para Corinthians, Cuiabá, São Paulo, Flamengo, Fluminense e Fortaleza. 

Previsão de mais sofrimento para os santistas...

segunda-feira, 9 de outubro de 2023

O Santos renasceu?

O começo de setembro foi duro para os santistas. 

Equipe afundando no Brasileirão e mergulhando na zona de rebaixamento. Derrotas atrás de derrotas, vexames atrás de vexames. 

O caminho da Série B estava senso cimentado com mais uma troca de técnico, após a demissão de Aguirre - o terceiro treinador demitido pelo Peixe no Brasileirão. 

Para piorar, iria para o confronto direto contra o Bahia, fora de casa, com um técnico interino, Marcelo Fernandes, que ficou um ano fora do Santos após ser demitido em 2022 por Rueda e recontratado no meio de 2023.

O improvável aconteceu.

O Santos reagiu.

Saiu perdendo, mas virou o jogo e ganhou do Bahia em plena Fonte Nova.

Quem seria o novo técnico do Santos? Depois do jogo contra o Vasco seria decidido.

E na segunda partida como treinador, Marcelo Fernandes fez seu time golear os cariocas por 4x1. Foi efetivado.

Foi mesmo? Resistiria ao clássico contra o Palmeiras? 

Há quatro anos o Santos não ganhava do rival. Há um ano não ganhava um clássico.

Marcelo Fernandes resistiu. 

Ressurgiu. 

Fez o Santos ressurgir.

Os 2x1 sobre o alviverde mostraram uma luz no fim do túnel que há muito tempo não aparecia nos trilhos santistas. 

O caminho certo rumo à Série B já não parece tão certo assim.

As três vitórias consecutivas deram ânimo e confiança ao Santos, algo que não se via há muito tempo, embora a situação na tabela ainda seja bastante perigosa e incômoda.

Quanto tempo irá durar e se será suficiente para mudar o final dessa história só será descoberto nos próximos meses.

Mas, ao menos por essa semana, o santista está feliz e em paz.

Que seja eterno enquanto dure.

quinta-feira, 28 de setembro de 2023

Luxemburgo demitido do Corinthians. Justo?

Luxemburgo sai do Corinthians após 38 jogos e 14 vitórias comandando o clube. Eliminado na fase de grupos da Libertadores e nas semifinais da Copa do Brasil, deixa o time na semifinal da Sul-americana. Os resultados encobrem um desempenho muito fraco em campo.

Surpresa não foi ele ser demitido, mas ter sido contratado. Faz muito tempo que Luxemburgo não tem um trabalho acima da média, minimamente esperado pelo treinador vitorioso dos anos 90 e começo desse século. E as entrevistas dele revelam um técnico com uma mentalidade confusa.

Revelar q queria "perder por 1x0" no primeiro tempo da semifinal contra o São Paulo, afirmar que o clube foi bem ao empatar com o Fortaleza na Neo Química Arena em uma semifinal ou até mesmo ressaltar a estratégia de ir pros pênaltis contra o Estudiantes é, no mínimo, bizarro.

Se em campo ele não conseguia impor suas ideias e explorar ao máximo o talento dos seus jogadores, fora de campo ele foi folclórico com declarações como essas. 

Porém, um ponto precisa ser destacado nessa demissão...

Luxemburgo fez o Corinthians engrenar sua melhor sequência de jogos e resultados no ano. E embora muito dependente de Renato Augusto, conseguiu vencer partidas com o talento de Roger Guedes, vendido na janela de transferências junto de Adson e Murilo. E aqui vem um ponto crítico!

Quando o Corinthians parecia engrenar, Luxemburgo perdeu três peças fundamentais para seu esquema e apenas uma delas, a zaga, foi reposta. Ou seja, perdeu muita força, não teve reposição, mas mesmo assim, a cobrança seguiu intensa sobre o desempenho e os resultados do time.

Ao ser demitido, Luxemburgo paga pela decisão da diretoria de vender titulares no meio da temporada e sem tempo para repor. Dentro do elenco, não há ninguém, por exemplo, com a qualidade de Guedes que pudesse assumir a posição e ao menos manter o padrão tático que Luxa criou.

Luxa sai criticado, como em suas últimas demissões, mas o preço pelos fracassos nas competições deveria ser repartido com toda a diretoria do Corinthians, que errou ao contratá-lo e errou de novo ao vender jogadores importantes pro esquema que ele criou e não repor as perdas.


segunda-feira, 18 de setembro de 2023

Santos vence em jogo improvável e respira no Brasileirão

Bahia e Santos fizeram um jogo morno na Arena Fonte Nova. E o desfecho foi o mais improvável.

Nos 45 minutos iniciais, o Santos foi superior em boa parte e com três minutos de jogo, já tinha acertado a trave duas vezes e obrigado o goleiro do Bahia a fazer uma baita defesa.

O tempo foi passando e o Bahia equilibrando o duelo. E o Tricolor foi crescendo no jogo, rondando a área santista, mas sem grandes ameaças. Quando o Santos parecia dominado, no fechamento da primeira etapa, desperdiçou uma grande oportunidade com Soteldo e Lucas Lima. 

No segundo tempo, o Bahia seguiu crescendo e o Santos se apequenando. E de tanto achar espaços, o Tricolor abriu o placar em um chutaço de fora da área. Pela 12ª partida seguida, a meta santista era vazada.

O Santos parece não ter sentido o golpe, pois seguia não jogando (exato, não jogando) da mesma maneira.

Rogério Ceni não estava satisfeito com o placar e fazia mudanças no Bahia, enquanto o Santos seguia sem mudar - e sem jogar.

E no pior momento da equipe paulista em campo, os deuses santistas resolveram agir. E numa bola levantada na área, Joaquim desviou para o meio e Marcos Leonardo mergulhou para empatar.

O jogo seguiu morno, com os baianos satisfeitos com o empate e os santistas aparentemente também.

Aos 45 minutos do segundo tempo, Marcelo Fernandes resolveu tirar seus dois melhores jogadores em campo - Soteldo e Marcos Leonardo, e colocou Dodi e Furch. Parecia inexplicável. 

E era. Assim como foi o passe de Joaquim e o chute preciso de Furch para estufar as redes do Bahia. O Santos virava o jogo e buscava encerrar um tabu de 20 anos sem vitórias na Fonte Nova.

O placar acabou 2x1 para os visitantes, que respiram no campeonato, apesar de ainda estarem na zona de rebaixamento. O Santos vai a 24 pontos, um a menos que o Bahia, e terá outra final diante do Vasco, na Vila Belmiro. Mas, chega com a moral e a fé reforçada após essa improvável vitória fora de casa.

A luta contra o rebaixamento promete pegar fogo até a última rodada!

domingo, 20 de agosto de 2023

Santos vence o Grêmio de virada e mantém esperanças no Brasileirão

Santos e Grêmio fizeram um jogo para testar cardíacos na Vila Belmiro.

Se no primeiro tempo o jogo foi pegado, mas com poucas chances (apenas uma, clara e desperdiçada pelo santista Marcos Leonardo), na segunda etapa, a partida pegou fogo.

O Grêmio abriu o placar em um golaço de Cristaldo, que aproveitou brecha da zaga santista, que afastou mal a bola e acertou um foguete indefensável. E tudo isso aos 50 segundos de bola rolando.

O Santos sentiu o golpe. O Tricolor foi pra cima e por pouco não ampliou.

Aí entrou Aguirre na história. O treinador santista botou em campo a dupla venezuelana Rincon e Soteldo e eles iniciaram a jogada que terminaria no gol de Marcos Leonardo, no meio do segundo tempo. Empate santista! 

O Santos empolgou, foi pra cima e quase virou em lance similar ao do primeiro gol, mas ML parou na boa saída do goleiro gremista. 

E a estrela de Aguirre resolveu brilhar de novo: ele tirou Fernandes e Marcos Leonardo, puxou Mendoza pra direita e colocou Nonato e Furch para buscar a virada. E ela veio de forma bizarra.

Escanteio do Grêmio. Furch dá um chutão pra frente e a bola, pelo alto, vai em direção à lateral. Ferreirinha, do Grêmio, para no lance pedindo lateral, mas a bola não sai e Mendoza percebe isso. Arranca em velocidade, toca para Soteldo e dele para Furch. De Furch para o gol.

O gol da virada santista. O gol da vitória que dá esperanças aos torcedores alvinegros. 

Há muito tempo que os segundos tempos dos Santos eram péssimos e as substituições matavam o time. Contra o Grêmio, deu tudo certo: o Peixe mostrou poder de reação, contou com atletas vindos do banco para mudar a partida e venceu uma equipe do topo da tabela.

A vitória não foi suficiente para tirar o Santos da Zona de Rebaixamento, mas o futebol competitivo diante de um time do G6 e a boa atuação coletiva (principalmente Joaquim,  Lucas Lima e Soteldo foram muito bem) mostraram que o segundo turno pode ser bem diferente pro alvinegro. 

A conferir...

sábado, 29 de julho de 2023

Flu afunda mais o acovardado Santos no Brasileirão

O Fluminense recebeu o Santos no Maracanã e fez um treino de luxo "ataque X defesa". 

O Tricolor se impôs mesmo com time misto, aproveitando a covardia tática do Santos, que abdicou de atacar em todos os 45 minutos iniciais e perdeu sua eficiência defensiva no segundo tempo com as mudanças do técnico Turra.

O Flu ainda se deu ao luxo de desperdiçar um pênalti na primeira etapa. Na segunda, Cano, sempre ele, aproveitou a falha defensiva do Santos (mais uma pra conta) e fez o gol que fez justiça.

Vale destacar: no primeiro tempo, faltou qualidade ao Flu para abrir o placar. Diniz corrigiu isso com as mudanças no segundo tempo. 

Ao Santos, faltou ousadia nos 45 minutos iniciais para provocar uma expulsão (foram 3 amarelos ao Flu em 20minutos). Turra não só não corrigiu isso, como novamente fez péssimas substituições, tirou o único volante marcador, improvisou um meia como volante e deixou a defesa vulnerável - não foi coincidência o gol do Flu sair pouco depois dessas mexidas.

Com o triunfo, o Fluminense segue no grupo de elite do Brasileirão e vai embalado para o mata-mata da Libertadores.

Já o Santos segue o calvário e pode abraçar a zona de rebaixamento nessa rodada, já que tem apenas três pontos a mais que Bahia e Coritiba, os primeiros no "Z4".

segunda-feira, 24 de julho de 2023

A difícil rotina do Vasco

Pior ataque do Brasileirão: 11 gols feitos em 16 rodadas.

Quarta pior defesa do Brasileirão: 25 gols sofridos em 15 rodadas.

Nove pontos conquistados de 45 disputados.

Perdeu todos os jogos em São Januário e não marcou um gol sequer.

Venceu só uma partida como mandante, no Luso Brasileiro, e uma como visitante.

Dez derrotas em 15 jogos.

E quando jogava melhor diante do Athetico (PR) e criava (e desperdiçava) chances de abrir o placar, tomou um gol em contra-ataque. 

Foi o suficiente para desmontar toda a pressão vascaína. E nesse momento de fragilidade, o clube paranaense aproveitou para ampliar o marcador, de pênalti. 

Não houve forças para o cruz-maltino reagir. De nada adiantou o futebol razoável apresentado nos 70 minutos. 

Nada mesmo?

Talvez, tenha ficado um fio de esperança aos vascaínos ao verem sua equipe dominar um dos times mais fortes da América do Sul nos últimos anos. A vitória pode não ter vindo, mas, ao menos, na maior parte do jogo, o Vasco mostrou que pode evoluir. Missão difícil, mas, talvez, ainda possível.

quarta-feira, 5 de abril de 2023

Santos: vitória gigante, futebol minúsculo

Após quase um mês sem disputar uma partida oficial, o Santos voltou a campo nessa terça e suou, sofreu e maltratou seus torcedores para conquistar uma vitória magra, gigantesca, histórica, mas extremamente preocupante.

A equipe santista teve quatro semanas pata treinar e evoluir, visando não repetir os erros que culminaram em mais uma eliminação precoce no Campeonato Paulista. O cenário era perfeito para o retorno: jogo de estreia na Sul-americana contra um adversário de qualidade baixa, penúltimo colocado no fraquinho Campeonato Boliviano - o Blooming. Era hora de mostrar que a ausência de uma pré-temporada de qualidade no começo do ano foi superada com esse tempo provocado pela vexatória eliminação no estadual.

Mas o que se viu foi o contrário. Uma equipe com os mesmos erros defensivos, mal postada, com dois volantes que pouco marcam, com laterais que não atacam nem defendem com qualidade e um sistema que oferece diversas oportunidades ao adversário. Ofensivamente falando, nenhuma jogada trabalhada - sem triangulações, tabelas, infiltrações, inversões de jogo e até mesmo um chuveirinho bem pensado. Nada disso. Eram apenas chutões da defesa pro ataque e torcida para que um dos habilidosos pontas pudesse fazer algo contra cinco ou seis defensores bolivianos.

Nem a polêmica expulsão do goleiro adversário, no início do segundo tempo, mudou o cenário. Para piorar, o técnico Odair Hellmann, além de escalar mal, ainda mexeu mal. Manteve os dois volantes e apenas trocou seis por meia dúzia no ataque. Não mudou a formação para aproveitar a vantagem numérica. Manteve a (fraca) escalação conservadora. E ainda tirou o único meia armador.

Mas, contou com a sorte. E em um escanteio no final da partida, inacreditavelmente nenhum defensor boliviano acompanhou o zagueiro Bauermann, que subiu livre para cabecear pro fundo do gol. 

Para encerrar a noite dos terrores santista, os torcedores do alvinegro ainda viram o técnico de seu clube berrar para o árbitro encerrar o jogo. Sim, atuando com um jogador a mais por quase 40 minutos e com um gol de vantagem, ainda assim ele temia o incompetente clube vice-lanterna do "Bolivianão".

Foi somente a primeira partida após um mês de treino. É uma equipe cheia de desfalques e que nao contratou ninguém desde a eliminação no Paulista. Mas a postura medrosa, sem confiança e sem atitude nem ganância de mudar de patamar demonstrada contra o Blooming mostram que o Brasileirão será muito, mas muito aterrorizante aos santistas. Novamente... E nem a primeira vitória em estreia fora de casa no torneio continental tem forças para apagar o péssimo desempenho do time.

Foto: Santos FC

sexta-feira, 24 de março de 2023

Estádios Que Eu Conheci - Professor José Liberatti

Uma das coisas mais legais que o mundo do futebol propocia é o contato com muuuitas pessoas. Algumas delas, passam rápido e deixam boas memórias, outras ficam mais tempo e geram ainda mais ótimas recordações. E a craque, 10 e a faixa, Juliana Oliveira, é uma dessas pessoas. Eu a conheci quando ela aceitou conceder uma entrevista para mim, quando eu trabalhava na Rádio Nova Difusora em Osasco. E a partir daí, virei fã de carteirinha (jornalista pode ser fã? Pode e quem discordar é clubista. rs).

Ficamos algum tempo sem se ver, mas mantendo contato pelas redes sociais, até que em 2020, ela me chamou para assistir um jogo de seu clube, o imortal Grêmio (RS), que viria medir forças "do lado de casa", em Osasco, pelo Brasileirão Feminino. E lá fui eu, prestigiar a amiga, o futebol feminino e ainda conhecer mais um estádio, o Professor José Liberatti, onde o Audax manda suas partidas.

Levei um pouco de sorte para a fera e o Grêmio venceu com tranquilidade por 3x0. Ao final do jogo, pude dar um abraço nessa parceira que o futebol me apresentou!

Foto: Anderson Lima

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

O Santos Respira

No reencontro do Santos com o torcedor na Vila Belmiro, o que se viu foi emoção. Muita emoção. E esperança aos santistas nesse Brasileirão.

A vitória por 1x0 sobre o Grêmio foi conquistada com muita raça e com a correção do VAR. E foi justa. O Santos jogou para ganhar, atacando, criando e buscando o gol de todas as formas: chutando, cruzando, driblando...

Houve uma evolução. O time se postou mais organizado defensiva e ofensivamente. O esquema com 3 zagueiros, se não resolveu todos os problemas, ao menos se mostrou uma alternativa possível para dar mais solidez à zaga.

Porém, o alvinegro seguiu apresentando erros graves: pouca eficiência nos arremates, muitos passes simples errados e espaços defensivos, principalmente. a entrada da área e na famosa "segunda bola".

Com o triunfo, o Peixe sai da Zona de Rebaixamento e ganha fôlego para disputar as próximas rodadas. 

O próximo jogo, contra o Atlético Mineiro, será duríssimo. Um empate em BH já será valioso!

Por fim, vale apontar os destaques individuais dessa partida.

Velásquez foi firme e ganhou quase todas as divididas. 

Camacho se desdobrou em campo, marcou bem e ainda mostrou técnica para dar bons dribles e passes. 

Lucas Braga foi um desafogo pela esquerda e não pode sair do time.

Marinho foi caçado em campo, mas foi inteligente e amarelou "metade" do time do Grêmio. E criou oportunidades de gol, como a que originou a vitória. 

Tardelli entrou bem como meia, aparecendo pro jogo e puxando a equipe verticalmente.

Carille, dessa vez, organizou bem o time e as alterações no decorrer do jogo melhoraram o desempenho da equipe.

A torcida apoiou desde antes da partida. "Lotou", dentro das possibilidades, a Vila, apoiou do minuto inicial ao final e molhou a arquibancada com lágrimas no gol aos 47 do segundo tempo. Lágrimas de esperança. 

Mas, alguns pontos ainda precisam evoluir.

Baptistão é voluntarioso, mas parece deslocado ainda, sem uma função para explorar a técnica diferenciada que ele já mostrou ter.

Marcos Guilherme não tem rendido bem como ala e pela direita o Grêmio criou as melhores oportunidades. 

João Paulo precisa entrar no ritmo do jogo. Muitas vezes, demora demais para repor a bola e atrapalha contra-ataques.

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sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Opinião: o Santos sem rumo na temporada 2021

O Santos começou um ano promissor, disputando as finais da Libertadores/2020. Mas, o futebol ousado, envolvente e eficiente do Peixe parece ter ficado nas semifinais da competição continental. De lá pra cá,  o nível do futebol caiu absurdamente, com o alvinegro perdendo a decisão continental de maneira melancólica, quase sendo rebaixado no Paulistão e brigando contra a degola no Brasileirão.

O que aconteceu para o clube ir do céu ao inferno em somente 8 meses? Algumas coisas explicam:

1) Trocas constantes de técnicos - começou 2021 com Cuca, trocou por Ariel Holan, chamou Diniz e agora está sob a gestão de Carille. Quatro técnicos em apenas 8 meses. Fica difícil entrosar, encaixar o trabalho...

2) Venda da espinha dorsal (e sem reposição à altura) - saíram Lucas Verissimo e Luan Peres, dupla titular da zaga; Alison, o volante de contenção; Diego Pituca, o volante de técnica; Soteldo, o ponta de criação; e Kaio Jorge, que vinha sendo responsável pelos gols santistas. Cinco jogadores titulares saíram e a reposição não foi, nem de longe, à altura. 

3) Faltou apoio à Holan - o técnico argentino vinha dando oportunidades principalmente aos jogadores de base (que a torcida santista tanto exige) e botando no banco os medalhões que não vinham rendendo - e foi aí que o negócio azedou (quem não lembra do episódio da substituição do Marinho?). Ao público externo, parece ter faltado pulso da diretoria para bancar a atitude do treinador. Os resultados não eram encantadores, mas o time começava a tomar forma. 

4) Má fase geral - Marinho e Sanches pararam de jogar. Jean Mota, Luís Felipe e Pará voltaram a jogar o futebol fraquinho que a torcida tanto odeia. Lucas Braga, Ângelo e Kaiky oscilaram, como se espera de jovens, e ainda não conseguiram retomar o futebol em alto nível.

5) Contratações que não renderam ainda: Léo Baptistão e Diego Tardelli são famosos e reconhecidos no meio esportivo, mas ainda não engrenaram nem decidiram partidas à favor do Peixe. Zanocelo e Boza chegaram há alguns meses como desconhecidos, tiveram já algumas oportunidades, mas ainda não convenceram para serem titulares absolutos. Camacho, Marcos Guilherme e Velásquez são os que mais se destacaram até o momento, mas ainda não conseguem "carregar", enquanto que Moraes começou bem, mas se lesionou.

6) Sangue no olho - o Santos parece não entender que precisa fazer gols para ganhar. Ataca sem muita organização, sem pressa, sem objetividade e quando não toca errado, deixa de finalizar ou recua para a zaga recomeçar a jogada que poderia ter sido efetivada com um cruzamento ou um chute à gol. Falta treino? Confiança? Qualidade? Ambição? 

O futuro é preocupante para os Santistas. Nunca o clube esteve tão forte na disputa pelo rebaixamento como em 2021. Precisa reagir e se reinventar logo. O tempo está passando e a última vitória santista no campeonato já faz mais de dois meses - foi em 01/08, com 1x0 sobre a Chapecoense. De lá pra cá, são nove jogos de jejum (seis empates e três derrotas), com somente cinco gols marcados nesse período e 13 sofridos. 

San-Sãozinho: empate péssimo para Santos e São Paulo no Brasileirão

Santos e São Paulo fizeram um clássico medíocre no Morumbi, válido pela 24a Rodada do Campeonato Brasileiro. O empate por 1x1, gols ainda no primeiro tempo, reflete o baixo nível de ambos.

O São Paulo teve a posse de bola e criou algumas poucas chances de gol, mas não foi nada eficiente. Como mandante, os três pontos contra um adversário em crise eram obrigatórios. Achou o gol em um pênalti convertido por Calleri, após o VAR observar toque de mão do zagueiro improvisado Vinicius Balieiro.

Já o Santos criou menos ainda e em uma das três bolas que acertou no gol, balançou as redes, em um belo chute do apagado Sanches. E quase infartou seus torcedores com tantos erros defensivos e inúmeros passes e domínios errados. O que o Carille anda treinando na Baixada Santista? Até agora, ainda não se viu em campo.

Observações:

1) O meio-de-campo do São Paulo carece de criatividade. Urgentemente. 

2) Crespo precisa organizar a casinha defensiva do São Paulo e trabalhar a objetividade da linha ofensiva. Muito toque de bola e pouca produtividade.

3) Carille precisa parar de inventar e improvisar. O volante Balieiro provocou um pênalti infantil enquanto jogou improvisado na zaga e o atacante Marcos Guilherme quase entregou o jogo no final ao errar um lançamento, mostrando sua pouca aptidão como lateral.

4) Sanches e Marinho parecem jogar outro esporte. Lentos e sem criatividade, não estão jogando nem 10% do que os Santistas viram nos últimos anos. 

5) O Santos é mais forte sem Jean Mota e Pará. Mas joga demasiadamente pra trás e erra passes e domínios básicos. Tá faltando treino?

6) O empate manteve ambos próximos da Zona de Rebaixamento. A próxima rodada será fundamental para delinear o futuro do Santos: é vencer o Grêmio na Vila Belmiro ou começar a organizar o time para a Série B. Ao São Paulo, que enfrenta o Cuiabá fora de casa, outro empate será bem-vindo na atual fase - não é satisfatório, mas pontuar fora ajuda nessa luta contra a degola. Porém,  uma vitória do Tricolor o coloca na metade de cima da tabela, podendo sonhar com um possível G9.

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