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quinta-feira, 21 de março de 2024

Conhece os Piratas que vão disputar a Sul-americana?

O sorteio da Copa Sul-americana reservou um curioso time para lutar com o Red Bull Bragantino no grupo H. 

Com escudo de pirata e um nome diferentão, o Coquimbo Unido representa a cidade portuária que leva o mesmo nome do time - Coquimbo.

Fundado em 1958, o clube do Chile mistura fases de meio de tabela, rebaixamentos e temporadas na Segunda Divisão com alguns momentos de glória, como o vice-campeonato Chileno de 1991 e a chegada às semifinais da Sul-americana de 2020 - ano em que seria rebaixado na Liga Nacional, ilustrando bem o que é o clube.

Além de levar o nome da cidade pelo país afora, sua bandeira remete à história lendária dos piratas que causavam uma série de confusões no porto da cidade desde o final dos anos 1500 - inclusive, diz a lenda que há um tesouro escondido deixado por piratas na Bahía de La Herradura, em Coquimbo.

Dentre os nomes que já defenderam o clube, um se destaca - não exatamente pelo grande futebol apresentado com a camisa aurinegra, mas por ter jogado em dois clubes brasileiros - Palmeiras e Gama. 

Os mais "veteranos" devem se lembrar de Sérgio Gioino, atacante que em 2005 e 2006 defendeu o alviverde paulista e em 2008 passou pelo alviverde do Distrito Federal. Antes, entre 1998 e 1999, Gioino defendeu o Coquimbo, equipe que voltaria a atuar em 2009, antes de pendurar as chuteiras.

Se a história não remete a uma poderosa equipe capaz de fazer frente com o Red Bull Bragantino, equipe em ascensão no futebol brasileiro e Sul-americano, o presente também não é dos mais animadores: em seis jogos no Campeonato Chileno, são duas vitórias, dois empates e duas derrotas, ocupando uma modesta 11ª colocação (de 16 times no total).

O que não quer dizer muito para a equipe que chegou às semifinais desse mesmo torneio no ano em que foi rebaixada...

quinta-feira, 28 de setembro de 2023

Luxemburgo demitido do Corinthians. Justo?

Luxemburgo sai do Corinthians após 38 jogos e 14 vitórias comandando o clube. Eliminado na fase de grupos da Libertadores e nas semifinais da Copa do Brasil, deixa o time na semifinal da Sul-americana. Os resultados encobrem um desempenho muito fraco em campo.

Surpresa não foi ele ser demitido, mas ter sido contratado. Faz muito tempo que Luxemburgo não tem um trabalho acima da média, minimamente esperado pelo treinador vitorioso dos anos 90 e começo desse século. E as entrevistas dele revelam um técnico com uma mentalidade confusa.

Revelar q queria "perder por 1x0" no primeiro tempo da semifinal contra o São Paulo, afirmar que o clube foi bem ao empatar com o Fortaleza na Neo Química Arena em uma semifinal ou até mesmo ressaltar a estratégia de ir pros pênaltis contra o Estudiantes é, no mínimo, bizarro.

Se em campo ele não conseguia impor suas ideias e explorar ao máximo o talento dos seus jogadores, fora de campo ele foi folclórico com declarações como essas. 

Porém, um ponto precisa ser destacado nessa demissão...

Luxemburgo fez o Corinthians engrenar sua melhor sequência de jogos e resultados no ano. E embora muito dependente de Renato Augusto, conseguiu vencer partidas com o talento de Roger Guedes, vendido na janela de transferências junto de Adson e Murilo. E aqui vem um ponto crítico!

Quando o Corinthians parecia engrenar, Luxemburgo perdeu três peças fundamentais para seu esquema e apenas uma delas, a zaga, foi reposta. Ou seja, perdeu muita força, não teve reposição, mas mesmo assim, a cobrança seguiu intensa sobre o desempenho e os resultados do time.

Ao ser demitido, Luxemburgo paga pela decisão da diretoria de vender titulares no meio da temporada e sem tempo para repor. Dentro do elenco, não há ninguém, por exemplo, com a qualidade de Guedes que pudesse assumir a posição e ao menos manter o padrão tático que Luxa criou.

Luxa sai criticado, como em suas últimas demissões, mas o preço pelos fracassos nas competições deveria ser repartido com toda a diretoria do Corinthians, que errou ao contratá-lo e errou de novo ao vender jogadores importantes pro esquema que ele criou e não repor as perdas.


quarta-feira, 5 de abril de 2023

Santos: vitória gigante, futebol minúsculo

Após quase um mês sem disputar uma partida oficial, o Santos voltou a campo nessa terça e suou, sofreu e maltratou seus torcedores para conquistar uma vitória magra, gigantesca, histórica, mas extremamente preocupante.

A equipe santista teve quatro semanas pata treinar e evoluir, visando não repetir os erros que culminaram em mais uma eliminação precoce no Campeonato Paulista. O cenário era perfeito para o retorno: jogo de estreia na Sul-americana contra um adversário de qualidade baixa, penúltimo colocado no fraquinho Campeonato Boliviano - o Blooming. Era hora de mostrar que a ausência de uma pré-temporada de qualidade no começo do ano foi superada com esse tempo provocado pela vexatória eliminação no estadual.

Mas o que se viu foi o contrário. Uma equipe com os mesmos erros defensivos, mal postada, com dois volantes que pouco marcam, com laterais que não atacam nem defendem com qualidade e um sistema que oferece diversas oportunidades ao adversário. Ofensivamente falando, nenhuma jogada trabalhada - sem triangulações, tabelas, infiltrações, inversões de jogo e até mesmo um chuveirinho bem pensado. Nada disso. Eram apenas chutões da defesa pro ataque e torcida para que um dos habilidosos pontas pudesse fazer algo contra cinco ou seis defensores bolivianos.

Nem a polêmica expulsão do goleiro adversário, no início do segundo tempo, mudou o cenário. Para piorar, o técnico Odair Hellmann, além de escalar mal, ainda mexeu mal. Manteve os dois volantes e apenas trocou seis por meia dúzia no ataque. Não mudou a formação para aproveitar a vantagem numérica. Manteve a (fraca) escalação conservadora. E ainda tirou o único meia armador.

Mas, contou com a sorte. E em um escanteio no final da partida, inacreditavelmente nenhum defensor boliviano acompanhou o zagueiro Bauermann, que subiu livre para cabecear pro fundo do gol. 

Para encerrar a noite dos terrores santista, os torcedores do alvinegro ainda viram o técnico de seu clube berrar para o árbitro encerrar o jogo. Sim, atuando com um jogador a mais por quase 40 minutos e com um gol de vantagem, ainda assim ele temia o incompetente clube vice-lanterna do "Bolivianão".

Foi somente a primeira partida após um mês de treino. É uma equipe cheia de desfalques e que nao contratou ninguém desde a eliminação no Paulista. Mas a postura medrosa, sem confiança e sem atitude nem ganância de mudar de patamar demonstrada contra o Blooming mostram que o Brasileirão será muito, mas muito aterrorizante aos santistas. Novamente... E nem a primeira vitória em estreia fora de casa no torneio continental tem forças para apagar o péssimo desempenho do time.

Foto: Santos FC

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