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domingo, 7 de julho de 2024

Sem surpresas: o Brasil atual é isso

Há 22 anos, o Brasil vencia sua última Copa do Mundo.

De lá pra cá, iniciou uma sequência ingrata, sendo eliminado em cinco Copas do Mundo seguidas por seleções europeias. O Brasil desaprendeu a vencer as potências da Europa?

Mas, essa questão não é o foco desse post. É que até pouco tempo, num passado recente, o Brasil "só" tinha os europeus como pedras no sapato.

Agora, vejam só, os inimigos são os outros: não somente os europeus viraram barreiras quase intransponíveis, mas também africanos, "concacafianos" e até sul-americanos! 

O Brasil enfrentou três sul-americanos na Copa América. E venceu apenas um, empatando com a Colômbia e Uruguai, porém, perdendo para os uruguaios nas penalidades, dando adeus ao torneio nas quartas-de-final. 

Nesse ano, enfrentou três seleções que disputam torneios da Concacaf. Venceu apenas o México (eliminado na fase de grupos da Copa América) num amistoso e empatou com Estados Unidos (amistoso) e Costa Rica, já pelo torneio continental. 

Em 2023, venceu apenas dois dos seis jogos contra sul-americanos. E perdeu dois dos três jogos contra seleções africanas.

A eliminação nos pênaltis para o Uruguai não surpreendeu. Apenas confirmou alguns pontos que eu já abordei anteriormente, como um meio-campo sem combatividade e sem criatividade. 

Além do fato de não ter nenhum jogador com personalidade para chamar a responsabilidade e desequilibrar jogos - o único que faz isso tem passado mais tempo no departamento médico do que nos gramados.

Temos um ótimo goleiro, mas que não decide jogos. Temos bons laterais, mas que não dão assistências e nem opções de jogadas ofensivas. Temos um meio-campo que não marca nem cria chances de ataque. E temos um ataque de média de 1,75m de altura que vive de cruzamentos...

O Brasil tem bons talentos, mas não consegue formar um time. Dorival está apenas no início do trabalho, mas é inevitável questionar por qual razão insistir num esquema que claramente não funciona, que claramente trava o potencial dos atletas e que claramente deixa o Brasil fadado ao fracasso.

Até quando insistir no que está dando errado?

sexta-feira, 28 de junho de 2024

Brasil goleia o Paraguai, Vini Jr. brilha e mostra que há esperança por um bom futebol

Finalmente, Vini Jr. fez um jogo de destaque pela seleção brasileira. Finalmente, o Vini Jr. da seleção brasileira jogou no mesmo nível do Vini Jr. do Real Madrid.

E com o camisa 7 inspirado, o Paraguai não foi páreo para enfrentar a única seleção pentacampeã do mundo.

Vini Jr. driblou. Correu. Tabelou. E anotou dois gols. Um com muita categoria para abrir o placar. Outro mostrando oportunismo para aparecer no lugar certo e na hora certa.

Foi a melhor partida dele com a camisa do Brasil.

E o Brasil fez o que se deve fazer quando encontra uma seleção mais fraca: golear.

Não fez contra a Costa Rica - e mereceu todas as críticas.

Fez contra o Paraguai - e merece os elogios.

Savinho anotou seu primeiro gol pelo Brasil e Paquetá, que desperdiçou um pênalti no 1° tempo, marcou de pênalti na segunda etapa e fechou o placar por 4x1.

Com boa participação do setor ofensivo, o defensivo é quem bobeou - deu espaços demais ao Paraguai, inclusive no gol solitário de Alderete, que pegou rebote na entrada da área e, livre, dominou, pensou, ajeitou o corpo e chutou como quis - e Alisson não fez a defesa impossível como todo brasileiro queria.

Outro ponto de atenção: os brasileiros estavam entrando em todas as discussões provocadas pela agressiva seleção paraguaia. É necessário ter cautela e sangue frio para não entrar na onda e acabar tomando um cartão amarelo desnecessário. 

Enfim, o Brasil de Dorival Junior vence a primeira na Copa América. Com as bênçãos de Vini Jr. e a esperança de um futebol melhor, mais digno das cinco estrelas!

segunda-feira, 22 de abril de 2024

Kaká: 42 anos do último brasileiro a ser eleito melhor do mundo

Ídolo no São Paulo, Milan, Real Madrid e Orlando City, Ricardo Izecson dos Santos Leite, mundialmente conhecido como Kaká, completa 42 anos nesse 22/04/2024.

Último brasileiro a ser eleito o melhor do mundo, lá em 2007, foi também o último antes da era Messi-CR7, que dominaria a disputa pelos 11 anos seguintes - somente em 2018 Luka Modrić encerraria a longa sequência do reinado imposto pelo argentino e pelo português.

Eu lembro de quando Kaká surgiu no São Paulo, no início dos anos 2000.

Passada larga, cabeça erguida e com arrancadas impossíveis de serem acompanhadas por qualquer defensor, era cornetado por uma parte da torcida Tricolor antes de embarcar para a Europa.

Com a camisa são-paulina, acabou não ganhando nenhum título relevante - apenas um Rio-São Paulo em 2001, justamente o torneio no qual ele começou a aparecer para o mundo.

Eu tive o privilégio de vê-lo jogar pessoalmente apenas uma vez - em dezembro de 2023, quando São Paulo e Milan fizeram um jogo festivo no Morumbi. 

Mesmo quarentão, Kaká ainda teria espaço em muito clube grande se o seu físico permitisse. 😅





terça-feira, 26 de março de 2024

Amistosos mostram um Brasil competitivo

Inglaterra 0x1 Brasil.

Espanha 3x3 Brasil.

Dois amistosos sob o comando de Dorival Junior.

Duas partidas contra potências mundiais.

E um saldo muito positivo. Que vai além da invencibilidade nessas partidas da Data FIFA. 

O Brasil jogou. O Brasil competiu. O Brasil não se entregou - vide o empate no último minuto do duelo contra a Espanha.

Se contra a Inglaterra o futebol foi muito mais consistente, contra a Espanha foi irregular, mas valente.

E alguns pontos ficaram bem evidentes nessas partidas:

- Lateral-esquerda é uma fragilidade. Principalmente contra a Espanha, foi o setor que mais gerou oportunidades para o adversário. 

- Zaga: temos uma safra muito boa de zagueiros. Fabrício Bruno fez o arroz com feijão e Beraldo mostrou potencial para vestir a amarelinha por muitos anos.

- Meio-campo:

1. Falta mais proteção para a entrada da área. André e Douglas Luiz podem fazer isso, mas precisam de um sistema que funcione melhor travando as beiradas de campo, liberando que eles foquem na meiuca. João Gomes, Paquetá e Bruno Guimarães são ótimos nomes para compor o meio-campo, mas não vejo nenhum deles atuando com segurança como primeiro volante.

2. Andreas Pereira tem talento, mas falta intensidade. Parece estar meio desconectado da vibração da partida. É bom nome, mas tem que entrar mais ligado. 

3. Rodrygo atua bem na função, mas falta um meia de origem, com a visão de jogo para construir jogadas que ele, como ponta de origem, não tem.

- Ataque: Endrick se mostrou um nome para brigar pela titularidade. Forte, de personalidade, habilidoso, com boa visão de jogo e estrela para marcar nas duas partidas. Precisa apenas controlar os nervos para não cair na pilha, como com Cucurella.

- Técnico: Dorival conseguiu montar um time com muita briga pelos espaços. Falta ainda acertar posicionamento, principalmente defensivo, e trabalhar mais jogadas ofensivas, que não dependam apenas do improviso. Mas, começa muito bem, conduzindo uma seleção competitiva.

Observação: 

- pela Espanha - Yamal é um nome muito interessante. Arisco, habilidoso e também de personalidade, tem tudo para trilhar uma carreira brilhante.

- pela Inglaterra - Bellingham dispensa comentários. Jogador versátil e que ocupa vários espaços. Estrela do futebol mundial mesmo com apenas 20 anos.




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