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terça-feira, 26 de março de 2024

O Dia Que Um Furacão Passou Pelo Brasileirão

O ano era 2001. Final de Brasileirão. 

De um lado, o São Caetano, vice-campeão Brasileiro de 2000 e repetindo sua força pelo segundo ano consecutivo. Com a base sólida da Copa João Havelange, sustentada por Silvio Luiz, Mancini, Dininho, Serginho, Adãozinho, Esquerdinha, Magrão e Anailson, buscava o topo do Campeonato Brasileiro mais uma vez.

Do outro, o ainda "Atlético", hoje Athletico Paranaense, surpreendendo o país inteiro após eliminar São Paulo e Fluminense no mata-mata. Apostando na força de um elenco com o delicado Cocito, o versátil Kleberson, o eficiente Adriano Gabiru e um ataque letal com Alex Mineiro, Kleber Pereira e Ivan se revezando na missão de estufar as redes.

Paulista ou paranaense, o Brasileirão teria um campeão inédito.

Expectativa de um duelo emocionante e com dois jogos equilibrados.

Mas, o equilíbrio na disputa acabou assim que o juiz apitou.

O time rubro-negro se impôs de maneira incontestável. 

Venceu o jogo de ida, no Paraná, por 4x2. E chegou à glória na partida da volta com uma firme vitória por 1x0.

O Furacão entrava pro seleto time de Campeões do Brasileirão. 

E hoje entra pro seleto grupo de times centenários. 

Fundado em 26 de março de 1924, o Athletico, hoje uma das principais equipes da América do Sul, celebra 100 anos de muita história. 

O que esperar do mais novo 100zão do Brasil?

terça-feira, 14 de março de 2023

Estádios Que Eu Conheci - Morumbi

A primeira vez que fui a um estádio de futebol foi em 2000, no Gigantesco e Glorioso Morumbi. E o melhor: era dia de jogo da seleção brasileira, pelas Eliminatórias da Copa de 2002! Roteiro ideal para um dia que era pra ser perfeito.

Sim, era pra ser... E "era" pois o time treinado por Emerson Leão não vinha apresentando o melhor dos futebóis... E minha estreia em um estádio veio justo numa partida épica dessa equipe.

Não, o Brasil não fez uma grande partida contra a Colômbia. Pelo contrário. Foi um jogo feio, chato e que não ajudava muito a seleção, na época, tetracampeã mundial, que sofria para garantir a vaga no Mundial seguinte. O desempenho ruim levou a um ato histórico nos minutos finais da partida: uma verdadeira chuva de bandeiras da arquibancada em direção ao campo. 

E em meio à insatisfação dos torcedores, decidimos ir embora antes do apito final, para evitar a muvuca que seria proporcionada pela saída de mais de 60 mil torcedores.

E eis que quando atravessamos o portão da saída, ouvimos o estádio vibrar e balançar.

Sim, gol do Brasil. Vitória por 1x0.

E não vimos esse gol... Mas eu vi, de camarote, a chuva de bandeiras. Saí de lá com uma história peculiar em meu primeiro jogo em um estádio. 

Posteriormente, voltei algumas vezes ao Morumbi em outras partidas memoráveis, como a primeira final do Brasileiro de 2002 (2x0 para o Santos sobre o Corinthians); a final da Libertadores de 2003 (derrota santista para o Boca Juniors), a final do Paulistão diante do São Caetano, que tirou o Santos da fila do torneio estadual; e o jogo 1000 do Rogério Ceni pelo São Paulo, na partida contra o Atlético Mineiro, em 2011. E ainda trabalhei em alguns eventos no Morumbi, quando tive a oportunidade de estar ao lado de Muller, Pavão e Aloísio Chulapa, por exemplo.

(A foto é de minha autoria, tirada durante alguma partida do Santos lá em 2006, 2007, no famoso Morumbi).

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