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segunda-feira, 18 de março de 2024

O Santo de Casa Que Faz Milagres

Vida de goleiro é um inferno. Se no mesmo jogo faz 10 defesas "milagrosas", mas falha em um golzinho, pronto: a marca do arqueiro na partida será o erro.

No futebol imediatista, onde os feitos da quarta-feira são esquecidos no jogo de domingo, a reputação construída pouco a pouco desmorona em um lance.

Weverton e Cássio, goleiros de Palmeiras e Corinthians, respectivamente, têm vivido sob esse fio da navalha, por onde também se equilibra João Paulo.

Um dos principais nomes do Santos nos últimos quatro anos, o goleiro ganhou espaço no coração santista com grandes atuações dentro das quatro linhas e por não se omitir nem antes, nem durante e nem depois dos jogos. Sempre dando a cara a tapa e se posicionando, nas (muitas) derrotas ou nas (poucas) vitórias desde 2020.

Mas, o fato dele não brilhar muito nas cobranças de pênaltis começou a pesar. Mesmo com o Santos sofrendo jogo após jogo e com JP sendo eleito o craque da partida jogo após jogo, as críticas vinham ganhando força.

E se em 2024 ele aceitou reduzir salários para defender o clube após o maior vexame da sua histórica e fazer parte da reconstrução pós-rebaixamento, alguns lances questionáveis fizeram a titularidade dele ser contestada. 

Não que qualquer jogador tenha lugar cativo no time. Longe disso. Mas, em três meses, a gangorra balançou muito entre atuações boas e críticas mais ácidas de torcedores em busca do atleta perfeito, de zero erros.

Na entrevista do recém-contratado goleiro Gabriel Brazão, ele se autoproclamou pegador de pênalti. Farpas?

Sendo indireta ou não, a resposta de João Paulo foi, como sempre, em campo. Mais uma atuação segura nos 90 minutos contra a limitada (e esforçada) Portuguesa, que graças às traves e ao goleiro santista não ganhou no tempo normal.

E nos pênaltis, defesa de JP que colocou o Santos na semifinal, aliviando a sofrida noite do Peixe.

Do inferno ao céu em uma defesa.

Até o próximo jogo, a santidade de João Paulo está retomada. Com uma (não) defesa distanciando o céu do inferno.

segunda-feira, 11 de março de 2024

Lembra como o mundo era quando o Palmeiras perdeu pela última vez na fase de grupos do Paulistão?


Se algumas surpresas apareceram na fase de grupos do Paulistão 2024, como a eliminação precoce do Corinthians, a surpreendente vice-liderança do Santos e o rebaixamento do Ituano, algo que se tornou recorrente nos últimos anos se repetiu: a invencibilidade palmeirense nessa etapa do estadual.

São incríveis três anos sem perder nas 12 primeiras rodadas do Campeonato Paulista, sendo que a última derrota alviverde nessa etapa do Campeonato foi em 2021, mais precisamente na nona rodada.

Naquela época, o mundo era um pouquinho diferente:

- vivíamos um dos momentos mais agudos da pandem1a, com o avanço da cov1d e o contra-ataque com o início da vac1nação; 

- Jair Bolsonaro era o presidente do Brasil, enquanto Joe Biden assumia o comando do executivo nos Estados Unidos, após invasão do Capitólio; 

- Presidente do Haiti foi assass1nado dentro de sua própria casa;

- As Olimpíadas de Tóquio foram realizadas sem público; 

- Apesar da onda de Hyundai HB20 invadindo as ruas brasileiras, a FIAT Strada foi o carro mais vendido daquele ano;

- Vários hits agitaram as rádios e plataformas de música, com destaque para Facas, de Bruno e Marrone & Diego e Victor Hugo, Drivers License, de Olivia Rodrigo, e Montero (Call Me By Your Name), de Lil Nas X;

- Lionel Messi, que deixaria o Barcelona rumo ao PSG, ganharia a Bola de Ouro em 2021;

- Com show de Hulk, artilheiro do Brasileirão, o Atlético-MG foi campeão do torneio encerrando um jejum de 50 anos. Hulk também foi artilheiro da Copa do Brasil, vencida também pelo Galo;

- Com gol heroico de Deyverson, o Palmeiras ganhou a segunda Libertadores consecutiva, somando seu terceiro título na competição.

- E foi também o fim do jejum de 16 anos do São Paulo sem vencer o Estadual, superando o próprio Palmeiras na decisão. 

sábado, 2 de março de 2024

Portuguesa: um gol que a tirou do inferno e a deixou a um passo do paraíso

Novamente, foi no sufoco.

Novamente, foi com o coração na ponta da chuteira.

Novamente, foi na reta final do Paulistão. 

Mas, novamente, a Portuguesa disputará a elite do Campeonato Estadual em 2025.

Talvez, depois de muitos anos, volte a disputar as quartas do Paulistão. 

Por isso, o gol de Maceió é muito significativo. 

O gol solitário que garantiu a vitória da Lusa sobre o Mirassol.

Vitória que traz um pouco de paz a um clube amaldiç0ado há quase uma década por péssimas gestões.

Vitória que pode recolocar a equipe rubro-verde entre as melhores do estado. 

Mas, principalmente, que vai mantê-la entre as melhores do estado. Nesse momento, é o mais importante.

A Lusa não merece todo esse sofrimento. 

Saindo da luta contra o rebaixamento para a esperança de avançar ao mata-mata com um gol separando o céu do inferno, o futebol, novamente, mostrou que tudo é possível.

O que não é possível é a Portuguesa seguir na sofrência. 

Viva a Lusa!

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Com falhas de goleiros, Palmeiras e Corinthians empatam em dérbi emocionante

Cássio e Weverton foram os nomes do clássico paulista entre Palmeiras e Corinthians, que terminou em 2x2.

Se de um lado Cássio falhou no primeiro gol palmeirense, já que o forte chute de Endrick foi pertinho dele, do outro, Weverton "devolveu" ao tirar as mãos na cobrança de falta de Garro no final da partida, no gol corintiano que empatou o duelo - e quando o Corinthians tinha dois jogadores a menos em campo: Cássio expulso e Yuri Alberto contundido.

Foi uma dura lição ao Palmeiras, que criou várias chances e perdeu um caminhão de gols - com direito a Raniele salvar uma bola em cima da linha (que passou por baixo do "goleiro" Gustavo Henrique - que tomaria um frango se não fosse a intervenção do volante).

O Verdão perde dois pontos que poderiam lhe render a liderança na classificação geral do Paulistão - ainda tem um jogo a menos que o líder Santos, mas deixou escapar a oportunidade de tomar a primeira posição com antecedência.

Já o Corinthians ganha um pontinho valioso, que o deixa com três jogos de invencibilidade, sendo duas vitórias e um empate nessa sequência. Vai se recuperando no Paulistão, mas ainda longe da luta pela classificação para o mata-mata do Estadual.

domingo, 18 de fevereiro de 2024

Santos faz sua pior partida no ano

Uma tarde péssima para os santistas.

Em plena Vila Belmiro, o Santos não viu a cor da bola contra o Novorizontino. O placar de 2x1 para o clube interiorano foi pouco diante de tudo o que produziu o aurinegro, principalmente no primeiro tempo.

O Santos entrou com dois centroavantes - Morelos e Bigode - e pouco produziu no ataque. Ambos praticamente não tocaram na bola.

Defensivamente, Joaquim e Gil batiam cabeça na cobertura dos laterais e volantes e davam botes errados, deixando livres os atacantes adversários. E foi assim que o Novorizontino abriu o placar. E pouco depois acertou a trave. 

E em seguida ampliou com Rômulo, ganhando da zaga praiana em mais uma jogada bem trabalhada pelo ataque aurinegro, aproveitando o espaço entrelinhas na defesa alvinegra.

Aderlan e Felipe Jonatan sofriam nas laterais - FJ perdeu praticamente todos os duelos pelo seu setor.

No meio, Schmidt não acertou o ritmo de marcação e nem de construção. Pituca ficou isolado e pouco apareceu. 

No segundo tempo, Carille mexeu. Mas manteve o esquema ineficiente, apenas trocando peças, não funções.

Com o jogo controlado, o Novorizontino apenas administrou a partida e pouco sofreu, mesmo com o gol de Pituca, de cabeça. 

O Santos até esboçou uma pressão no final, mas nada que gerasse muitos transtornos ao Novorizontino. 

Derrotado, o Peixe deixou muito a desejar diante de um adversário que vem bem no Paulistão e quase conseguiu o acesso à Série A do Brasileirão em 2023.

Se a surpreendente campanha santista recheada de vitórias - incluindo dois clássicos - estão na conta do Carille, essa derrota também vai com sua assinatura. Escalou um esquema que não funcionou e insistiu até o minuto final, mesmo com seu time pouco produzindo e sendo dominado na maior parte do jogo.


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Aposentado?

No final de 2023, um dos pilares do Corinthians nas últimas temporadas virou um dos maiores alvos de protestos da torcida corintiana.

"Lento" e "velho" foram alguns dos adjetivos que mais li de um dos jogadores de linha que mais jogos fez pelo Timão na última temporada. Além das 61 partidas disputadas, Gil anotou quatro gols e deu cinco assistências, participando efetivamente de nove gols, mostrando valor também ofensivamente.

Ainda assim, foi um dos mais criticados pela fraca temporada corintiana, que por pouco não resultou em novo rebaixamento no Brasileirão. 

E se o Corinthians não caiu, Gil aceitou o desafio de jogar a Segundona, trocando a Neo Química Arena pela Vila Belmiro.

E em Santos, após oito jogos, o zagueiro renasceu. Atuando com firmeza, bom posicionamento e tranquilidade, tem sido um dos protagonistas da reconstrução santista e da surpreendente campanha que faz do Peixe o primeiro time classificado para a segunda fase do Paulistão, com quatro rodadas de antecedência. 

Aos 36 anos, Gil jogou todos os jogos do Santos até o momento. Atuou nos 90 minutos + acréscimos em todas as partidas.

E ainda tem quem dizia que ele deveria se aposentar...

domingo, 11 de fevereiro de 2024

Empate com gosto de derrota para o Santos

Foram 15 minutos de bom futebol do Santos e um gol de Hayner. 

Após isso, só deu Mirassol em campo. Veio o justo empate ainda no primeiro tempo, em falha coletiva da zaga santista, que não bloqueou o cruzamento, assistiu a bola atravessar toda a área e, com Messias mal posicionado, deixou o artilheiro do Paulistão, Dellatorre, cutucar pro fundo do gol.

Por pouco não teve virada no primeiro tempo. Faltou capricho nas finalizações para o Mirassol fazer o segundo. 

Na segunda etapa, os dois times partiram em busca do segundo gol, mas o Mirassol sofreu um revés com a expulsão justa de Rodrigo Ferreira.

Com um jogador a menos, o time anfitrião se fechou e o Peixe dominou a partida. Sem afobação e até com pouca ganância, os santistas criaram algumas chances até Bigode escorar de cabeça um chute de Otero e recolocar os alvinegros em vantagem.

Mas, novamente uma falha bizarra comprometeu o jogo do Santos.

O Mirassol atacava sem força e com poucos atletas no campo santista. Eis que Morelos, o Búfalo, chega pelas costas e empurra o adversário, sem nem tentar disputar a bola. Falta boba. E tudo o que o Mirassol queria para levantar a bola na área do Peixe.

Cobrança na entrada da área, pane defensiva de novo e, mais uma vez, a zaga praiana fica vendo a bola passar e o ataque adversário sair na cara de João Paulo. Dessa vez, foi Mario Sérgio. E assim como Dellatorre, pro gol.

Empate com gosto amargo aos santistas. Empate que mostra força e poder de reação do Mirassol.

E os dois ainda vão se ver de novo na Série B do Brasileirão. 

Diretas do Peixe:

- Messias jogou abaixo da média, mal posicionado e errando todos os lançamentos que tentou.

- Rincón ainda não mostrou a força na marcação que o consagrou em 2023.

- Pituca não contribuiu na marcação e pouco ajudou no ataque.

- Nonato não tocou na bola enquanto esteve em campo.

- Marcelinho e Guilherme não criaram ofensivamente e pouco contribuíram defensivamente.

- Pedrinho precisa urgentemente evoluir nas finalizações. 

- Com Gil, Messias (Joaquim), Pituca, Rincón (Schmidt) como bons cabeceadores, é inadmissível que praticamente todos os escanteios tenham sido cobrados baixo, na primeira trave;

- As laterais são o ponto forte do ataque santista, mas ainda não fecham a defesa como deveriam (seja Hayner, Aderlan, Felipe Jonathan, Kevyson, Souza...).

domingo, 4 de fevereiro de 2024

Com cinco jogos em 2024, Santos já se mostra outro time...

O segundo mês de mandato de Marcelo Teixeira mal começou, mas já mostra muitos avanços em campo.

Se o Santos ainda não é uma equipe que se mostra candidata a títulos, a evolução em relação à desastrosa gestão de Rueda no último triênio já é evidente.

Com pouco mais de 30 dias oficiais de mandato, o Santos se mostra mais organizado, com um elenco mais homogêneo e comprometido, com resultados que dão a entender que o vexame de lutar contra o rebaixamento no Paulistão ficará no passado. 

São quatro vitórias e apenas uma derrota, no clássico contra o Palmeiras. 

Contra o Guarani, na Vila Belmiro, mais uma boa vitória santista, por 2x0. E poderia ter sido 3, 4, 5 se o ataque alvinegro estivesse mais calibrado.

Com 11 mil pagantes no estádio litorâneo na partida de hoje contra o Bugre, pouco a pouco a reconexão entre clube e torcida vai sendo consolidada, cimentada por boas atuações, muita luta e resultados positivos.

Falta muito para evoluir (como a ausência se um meia criativo e mais contundência no ataque). Mas o começo é esperançoso aos santistas.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

A culpa não é do Mano

Vitória sobre o Guarani na abertura do Paulistão, por 1x0, na Neo Química Arena. Sem culpados nem ressentimentos.

Derrota na segunda rodada para o Ituano, em Itu, por 1x0. Na coletiva ao final do jogo, Mano Menezes comenta assim uma finalização errada de Raniele: "Talvez te referiste a uma cobrança no Raniele, porque tentou chutar uma bola ao gol... Acho que estava lá em Cuiabá, tentou chutar. Não dá, né? Estamos no Corinthians". Torta de climão, principalmente com o Cuiabá, ex-clube do atleta, que emitiu uma nota repudiando a fala infeliz do treinador corintiano.

Derrota na terceira rodada para o São Bernardo, no ABC, por 1x0. Mesmo com o adversário tendo um atleta expulso aos 10 minutos de partida, o Corinthians conseguiu levar um gol pouco depois, não marcar nenhum e sair derrotado. E após falta de ataque de Yuri Alberto nos minutos finais do duelo, Mano brada com o atacante: "você é burro?". Mais uma torta de climão para o menu corintiano.

Em ambos os casos, Mano Menezes se pronunciou e tentou se esquivar. Na primeira, disse que estavam fazendo reality show e que a declaração era sobre o atleta estar na cidade de Cuiabá, longe de Itu. Na segunda, argumentou que no futebol existem palavras fortes, mas que não foi nada pessoal e que a atitude teria sido burra, não a pessoa.

E veio o quarto ato. Clássico contra o São Paulo na Neo Química Arena, onde o Tricolor nunca havia vencido, nos dez anos de existência do estádio. Expulsão do zagueiro alvinegro Caetano aos 42 minutos do primeiro tempo. Tabu quebrado: vitória são-paulina por 2x1. E Mano, o técnico que não conseguiu fazer seu time se defender nem atacar com o mínimo de eficiência contra o São Bernardo, quando eram 11 corintianos em campo contra 10 adversários, analisa: "Não podemos cometer esses pequenos erros que têm nos atrapalhado em termos de jogo. Ficar com um a menos é difícil nessa hora". 

Assim, após 31 dias, o janeiro que começou esperançoso aos corintianos, encerra turbulento, com o pior início do Corinthians no Paulistão nesse século, ultrapassando a péssimo largada em 2001, quando perdeu duas, empatou uma e só foi vencer na quarta rodada. 

Mas, a culpa não é do Mano...




segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

Ponte Preta e Inter Limeira: empate com gosto amargo para os anfitriões

Ponte Preta e Inter de Limeira fizeram um jogo bem interessante no Moisés Lucarelli, pela terceira rodada do Paulistão.

Com as duas equipes ainda sem vencer na competição, os dois treinadores escalaram formações ofensivas. E o que se viu em 90 minutos foi uma Ponte impotente e uma Inter de Limeira valente.

A Ponte sofreu e foi dominada a maior parte do jogo, tendo seu goleiro, Pedro Rocha, como melhor jogador em campo. Mesmo jogando em casa, com apoio da torcida e contra o lanterna, dono da defesa mais vazada nas duas primeiras rodadas e único time que ainda não tinha pontuado, a Macaca ficou devendo - e muito.

Os únicos lances de perigo foram em lampejos de Elvis - que deu um chapéu espetacular em Emerson Santos no começo do segundo tempo - mas sumariamente desperdiçados pelos atacantes pontepretanos. Jeh recebeu poucas bolas e aproveitou mal as raras oportunidades. Renato, contratado como esperança de gols, praticamente não participou do jogo e quando recebeu uma boa bola em boas condições, finalizou muito mal. Dodô, que foi bem contra o Santos, esteve apagado, inofensivo pelas pontas.

Já a Inter foi arisca e criou muito, principalmente pelo lado esquerdo, com a dupla Zé Mário e Juninho. Eles fizeram uma fumaça danada pra cima da defesa da Ponte e por muito pouco não conseguiram arrancar três pontos no Moisés Lucarelli.

Como ninguém balançou as redes, cada time saiu com um ponto - a Ponte foi a dois e segue dividindo a penúltima colocação com o Santo André. E completa seis anos sem vencer o adversário, com dois empates e duas derrotas no período, mesmo tendo jogado três vezes no Moisés Lucarelli. A torcida que foi ao estádio certamente não gostou do que viu. E pelo futebolzinho apresentado, o sinal amarelo já está soando alto no Majestoso para não repetir a trágica queda de 2022.

A Inter soma seu primeiro ponto e embora siga na última colocação, deu indícios nos três jogos de que poderá evoluir no campeonato. Perdeu por 3x2 para Portuguesa e Palmeiras, mas lutando até o último minuto, e foi muito superior à Ponte. Ou seja, contra três adversários fortes, o placar foi adverso, mas o desempenho nas quatro linhas foi esperançoso.



sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

Santos começa bem sua reconstrução

A queda é dura. Mas, ficar caído não é uma opção.

O Santos começou 2024 reescrevendo sua história após o vergonhoso rebaixamento.

E os primeiros jogos dão boas esperanças aos santistas.

O time termina a segunda rodada do Paulistão como a única equipe com 100% de aproveitamento, melhor ataque (quatro gols feitos), segunda melhor defesa (um gol sofrido) e, o mais importante, com uma organização que não se via há muito tempo em campo.

João Paulo segue sendo o pilar para fechar o gol, bem protegido por Gil e Joaquim, que têm se mostrado seguros e calmos.

Nas laterais, Aderlan e Felipe Jonatan estão conquistando corações fazendo o básico: fechando a defesa e apoiando o ataque. Depois de MESES sem que um lateral participasse de um gol santista, Aderlan, com um cruzamento preciso contra a Ponte, encerrou a maldição. 

No meio, João Schmidt tem mostrado segurança, firmeza e inteligência para brigar pela posição com o candidato a ídolo Rincón.

Pituca voltou mas parece não ter saído, onipresente em campo.

Giuliano nem parece o meia escanteado no Corinthians. Embora ainda pouco participativo nos 90 minutos, tem sido extremamente eficiente, criando chances de gol quando toca na bola - já deu uma assistência e marcou dois gols em apenas dois jogos. Mesmo dando umas sumidinhas em campo...

Guilherme e Pedrinho encaixaram bem nas pontas e não só atacam, como ajudam na recomposição defensiva. Precisam evoluir na tomada de decisão no ataque, pois tem desperdiçado chances preciosas e que podem fazer muita falta em partidas mais complicadas.

Furch foi mal no primeiro jogo, mas melhorou no segundo e marcou um gol. Tem recebido poucas bolas na área e, por isso, seu futebol caiu. Se receber a pelota mais próximo à meta adversária, tende a crescer muito.

Rincón entrou nas duas partidas no segundo tempo. Líder, capitão, sério e seguro, faz um bem danado ao psicológico do time.

Otero também entrou no segundo tempo dos dois jogos, marcou um golaço na primeira partida e criou boas chances no segundo. Parece a fim de jogo!

Cazares e Bigode entraram nos dois jogos, mas não produziram muito e não aproveitaram muito bem as oportunidades. Com mais minutagem, podem encontrar uma função.

Carille tem trabalhado bastante para compactar o time e diminuir as panes mentais que derrubaram o Santos em 2023. Com seriedade, explorando o melhor de cada atleta em cada função, tem conseguido bons resultados e seu time tem uma cara, um padrão de jogo.

Obviamente é muito cedo para falar sobre até onde esse Santos pode chegar. Mas, diferentemente dos últimos três anos, o Peixe passa a impressão de que não morrerá na praia dessa vez.

sexta-feira, 24 de março de 2023

Estádios Que Eu Conheci - Novelli Júnior

Um Gigante entre os Gigantes. Assim descrevo o Ituano, tradicional equipe de Itu (SP), que adora aprontar para cima dos mais tradicionais clubes brasileiros - especialmente o meu Santos. E o Novelli Junior é a casa onde o Ituano manda seus jogos.

Curiosamente, nos dois anos em que eu viajei para Itu, o time da cidade deixou marcas dolorosas no meu time de coração. Em 2014, o rubro-negro do interior foi campeão Paulista ao vencer o alvinegro praiano na final do estadual. E em 2023, goleou por 3x0 na última rodada da fase de grupos, eliminou as chances do Peixe ir ao mata-mata do torneio paulista e de quebra, escapou do rebaixamento para se garantir nas quartas de final (não satisfeitos, ainda eliminaram o Corinthians, nos pênaltis, após empate por 1x1 no tempo normal em Itaquera).

Nessa última ida à Itu, aproveitei para dar um pulinho no estádio. Com a maior parte das arquibancadas descobertas e em formato oval, é um estádio bem bacana. 

Que nas minhas próximas idas à Itu, cidade que sou apaixonado, o Santos não seja punido pelo Ituano. 

Foto: acervo pessoal

Estádios Que Eu Conheci - Nicolau Alayon

Um dos estádios mais acanhados do futebol Paulistano, construído em região privilegiada, fincado no coração da Zona Oeste e no caminho para o Centro, o Nicolau Alayon é a casa do Nacional. Com capacidade para cerca de 10 mil torcedores, é talvez um dos menos utilizados pelos principais clubes profissionais da cidade para jogos oficiais.

Porém, isso não deixa o estádio sem seu charme. E lá eu vivi uma baita experiência: durante o Cursos Prado de Jornalismo Esportivo, o Nicolau Alayon foi palco de uma atividade prática: transmitir uma partida do Campeonato Paulista sub-17. E eu fui o narrador do meu grupo. Foi ESPETACULAR viver o que os narradores já estão acostumados: estar em um estádio e fazer parte de uma transmissão de jogo de futebol. Poder ver a movimentação dos jogadores, o desempenho tático das equipes e trazer tudo isso para uma narração foi uma das experiências mais deliciosas que eu pude saborear em minha vida. 

Foto: Denise Ornellas

quarta-feira, 15 de março de 2023

Estádios Que Eu Conheci - Walter Ribeiro

Assistir jogos em estádios do Interior de São Paulo é uma das coisas mais gostosas de se fazer. É meio que uma viagem no tempo, pois são palcos normalmente mais antigos, em estruturas mais arcaicas, porém muuuuito charmosas. E o público é muito simpático. Dá pra ouvir algumas boas histórias de partidas antigas "bisbilhotando" as conversas alheias.😬

E eu tive a oportunidade de assistir um São Bento X Santos em pleno Walter Ribeiro, em 2017, graças a um convite do chefe que virou um grande amigo, David Grinberg.

O estádio é bem legal, construído no formato de "U", com praticamente todas as arquibancadas descobertas. A visão é boa para o gramado - a arquibancada não é colada ao campo, como a Vila ou a Arena Barueri, mas não tão distante quanto no Mineirão e Morumbi.

Logo após o trabalho, pegamos a estrada e fomos para Sorocaba, onde vimos o Peixe, comandado por Dorival Junior e com um setor ofensivo que contava com Bruno Henrique, Vitor Bueno e Lucas Lima, ganhar por 2x1. 

Estádios Que Eu Conheci - Arena Barueri

Uma ideia inesperada para deixar o sábado do cunhado e do sogro mais animado. E foi assim que decidimos ir para a Arena Barueri assistir Santos X Ponte Preta, numa tarde de 2012. Faltavam menos de 2h para o jogo, mas era tempo suficiente de chegarmos lá e comprarmos os ingressos. Arriscado? Talvez. Mas fomos mesmo assim.

E deu tudo certo. Apesar de ter apenas uma fila na bilheteria e ter muita gente à nossa frente, conseguimos entrar bem perto do início da partida.

E pra ser sincero, na verdade, deu MUITO certo, pois o Santos de Neymar, Ganso e cia. goleou a Ponte por 6x1. Assistimos um verdadeiro espetáculo daquela equipe mágica. 

E o estádio é muito legal, com arquibancadas próximas ao campo e ótima visibilidade para todos os espaços do gramado.

Não poderia ter tido uma melhor primeira vez na Arena Barueri!


Foto do site da Prefeitura de Barueri.

Estádios Que Eu Conheci - Pacaembu

No "Municipal Paulistano" foi onde mais vi jogos de futebol. Assisti partidas do Campeonato Paulista, Copa Sul-americana, Libertadores, Campeonato Brasileiro... Tenho um carinho especial pelo Pacaembu, onde vi o Santos ganhar títulos estaduais e também o tri continental.

Confesso que não recordo quando foi a primeira vez que fui ao Paca, mas acredito que tenha sido na final do Paulistão de 2010 entre Santos e Santo André. 

A entrada monumental pela Praça Charles Miller é inesquecível. E como era gostoso ver os jogos no finado Tobogã...

De lá, tenho memórias incríveis. Uma delas é da dura final contra o Santo André, em 2010, e a partida mágica de Neymar e, principalmente, Ganso. Outra é da finalíssima contra o Peñarol, na partida decisiva do tri da Liberta, em 2011. E ainda teve uma partida mais que memorável diante do Ceará, pelo Brasileirão de 2018, celebrando 106 anos do Peixe.

Porém, uma das últimas vezes que fui ao Paca foi na polêmica partida entre Santos e Independiente, pela Sul-americana, que resultou na eliminação santista em 2018.

E que saudade que estou de ver uma partida no Pacaembu...

terça-feira, 14 de março de 2023

Estádios Que Eu Conheci - Vila Belmiro

O segundo estádio que tive o privilégio de conhecer foi o do meu time de coração. Chegar à Vila Belmiro foi de arrepiar! Eu estava ansioso para ver... Jabaquara e Portuguesa B, pela última divisão do Campeonato Paulista de 2002.

Além do óbvio (era estádio do meu time) o que essa partida tinha de interessante para uma família santista? O fato de que o Jabaquara estava repleto de jogadores das categorias de base do Santos. O craque daquela equipe que seria campeã da divisão era Jerri, que posteriormente teria oportunidade no profissional do Santos, mas sem grande destaque.

Como era um campeonato de pouca expressão, pudemos assistir a partida na cadeira coberta, em frente às cabines de transmissão. Fiquei encantado com a proximidade do gramado e o charme vintage do estádio. 

Mas, tive meia sorte nessa experiência: o Jabuca perdeu por 3x2, mas foi campeão por ter vencido o primeiro duelo por 4x0.

Festa na Vila. Festa na minha primeira vez na Vila.

Mas, demorei para ver uma vitória do meu time em sua própria casa. Posteriormente, assisti derrotas do Peixe para Coritiba e Portuguesa, pelo Brasileirão de 2002 e somente na quarta ida à Vila presenciei uma vitória, diante do Flamengo, também pelo torneio nacional daquele ano. E ainda tive o privilégio de ver as Sereias da Vila se sagrarem campeãs da Libertadores Feminina, com a rainha Marta em campo e um show de 9x0 na final!

Em 2023, depois de muito tempo sem colocar os pés na Vila, voltei ao estádio para ver Santos 4x0 Portuguesa, na primeira vez que meu irmão caçula esteve na casa do alvinegro praiano. Linda memória!

(A foto não é de 2002, é de 2011. Não tiramos foto naquela primeira visita ao estádio, guardamos apenas na memória essa experiência).

terça-feira, 9 de abril de 2019

Os santistas estão orgulhosos




Perder para um rival é ruim. Ser eliminado de um torneio por um rival é horrível.

E nessa terça-feira (09), o gosto amargo paira sobre todos os santistas pela eliminação do Campeonato Paulista.

Mas, mesclado a esse gosto amargo, um orgulho, que como já antecipa o hino do clube, nem todos podem ter.

O futebol jogado pelo Santos de Sampaoli é de encher os olhos. Um futebol que combina com o DNA santista: ofensivo, em busca do gol, da magia futebolística em sua essência.

Uma pena que o futebol é, como todos já sabem, injusto, muitas vezes.

Nessa segunda, não parecia um clássico, diante da impressionante superioridade santista.

Foi um verdadeiro bombardeio à meta adversária, como até então eu não lembro de ter visto em clássicos (mesmo no fatídico 1x7, ou no 6x0 que o alvinegro da capital aplicou sobre o rival do Morumbi, ou no 5x1 que o próprio Santos emplacou sobre o time do Parque São Jorge, em noite inspirada de Gabigol).

As estatísticas comprovam isso, a ponto de que o presidente do alvinegro paulistano afirmou que foi a pior partida que ele viu seu time jogar na história.

Ou melhor, não jogou. Apenas uma equipe jogou no Pacaembu.

A vitória magra e a derrota nos pênaltis custou não só a eliminação do Santos, mas foi uma derrota do futebol ofensivo e da equipe que se propôs a jogar.

Nada contra esquemas defensivos. Pelo contrário, faz parte do espetáculo e é interessante ver estratégias diferentes se confrontando. O que não faz parte é abdicar de jogar.

Enfim, nessa terça-feira, os santistas acordam tristes pela eliminação, mas orgulhosos pelo futebol que sua equipe joga, mesmo com elenco enfraquecido pela péssima gestão do clube.

Com Sampaoli dirigindo essa equipe, o Santos tem um time que dá gosto de ver. Que encanta e joga um futebol que não só os santistas, mas que todos gostam de assistir.

A bola não para. E quinta-feira o Santos tem a oportunidade de curar a ressaca e mostrar que tem futebol para ir longe na Copa do Brasil.

domingo, 12 de março de 2017

Guarani brilha e entra na briga pelo G4

Votuporanguense e Guarani se enfrentaram nesse domingo (12) em Votuporanga e o time de Campinas se deu melhor. O duelo foi válido pela décima rodada da A2, a segunda divisão do Campeonato Paulista.

Buscando mais o ataque e com mais qualidade técnica, o Bugre chegou ao gol da vitória no segundo tempo, com Eliandro aproveitando rebote do goleiro Vitor.

Antes, o Votuporanguense perdeu um pênalti com Paulo Josué e acertou a trave com Nathan, um dos poucos lúcidos na equipe anfitriã.

Com o triunfo, o Guarani chega a 15 pontos, quatro a menos que o Taubaté, primeira equipe no G4.

Já o Votuporanguense, que abusou das faltas, segue ameaçado pelo rebaixamento com apenas 10 pontos, a mesma pontuação do Juventus, que abre o Z6.

Destaques:

Votuporanguense: Nathan, mais habilidoso e raçudo do time.

Guarani: Evandro, esforçado e um dos mais técnicos da equipe.

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