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quarta-feira, 28 de agosto de 2024

Batalha no Pacaembu: a noite tensa que vivi com o Vice-Presidente do McDonald's

Essa noite eu não vou esquecer de jeito algum! Há exatos seis anos!

Dia 28 de agosto de 2018. Estádio do Pacaembu. Oitavas de final da Copa Libertadores da América. Em campo: Santos e Independiente (ARG).

No duelo de ida, na Argentina, empate por 0x0, mas que virou 3x0 para os argentinos após uma punição da Conmebol, que alegou escalação irregular de Carlos Sánchez pelo alvinegro.

Na partida da volta, cerca de 40 mil santistas lotaram o estádio do Pacaembu, banhado em um clima bélico que eu jamais tinha visto antes num campo de futebol. Os torcedores do Peixe estavam raivosos com a polêmica punição.

E na arquibancada, estava eu, santista pacato, ao lado de outro pacato cidadão, um argentino torcedor do Independiente e que ocupava o cargo de Vice-Presidente da Divisão Brasil da Arcos Dorados, operadora da marca McDonald's no país.

O clima tenso das arquibancadas se refletiu em campo: um duelo pegado, nervoso e que graças a uma defesa espetacular de Vanderlei, num pênalti para o Independiente, seguia 0x0 até perto dos 40 do segundo tempo.

Ao perceber que o placar não seria revertido, alguns "torcedores" (ou melhor, baderneiros disfarçados) resolveram partir para a violência: tentaram invadir o gramado e começaram a soltar rojões para dentro do campo. 

Confusão nas arquibancadas e no gramado. Muvuca. Empurra empurra. Cenas lamentáveis para todos os cantos.

O jeito foi sair rapidinho do estádio, afinal, ainda tínhamos familiares conosco assistindo essa partida. 

Conseguimos deixar o Pacaembu ilesos (amém!), apesar do susto.

Ficaram as lembranças e a história de uma das noites mais tensas que vivi num estádio. 

segunda-feira, 25 de março de 2024

O Dia em Que a Sorte de Campeão Salvou o Atlético Mineiro na Libertadores

Quem acompanha o futebol sabe que tem lances simbólicos, significativos.

Tem dia que tudo dá errado: craque do time escorrega na hora do passe, atacante artilheiro chuta bola pra fora na cara do gol, goleiro toma aquele frango...

Mas, também tem dias em que tudo dá certo. A bola chutada pra longe acaba desviando no meio do caminho e entra no gol. O habilidoso tenta o drible, tropeça e acaba conseguindo tirar vantagem na jogada... E quando lances assim acontecem numa final, chamamos de sorte de campeão.

Em 2013, ela bateu na porta do Atlético Mineiro para encerrar uma dor gigantesca. Afinal, o Centenário clube convivia há décadas com o Cruzeiro, maior rival, sendo o único mineiro campeão da Libertadores. Até aquele ano!

E parecia que seguiria assim, pois na final da Liberta de 2013, o tradicional e encardido Olimpia, do Paraguai, venceu o jogo de ida por 2x0. Um empate bastava para ficar com mais um título continental. Ou até uma derrota por um gol de diferença era suficiente aos paraguaios.

O jogo da volta, no Mineirão, tinha o Atlético Mineiro em vantagem por 1x0, quando aos 38 minutos do segundo tempo, Ferreyra foi lançado nas costas da zaga atleticana. Ele saiu cara a cara com Victor. O goleirão do Galo saiu do gol e não achou nada, sendo facilmente driblado pelo atacante rival. 

Era o gol do empate. O gol do título do Olimpia.

Era. Mas não foi. A sorte de campeão deu uma rasteira no jogador da equipe paraguaia e jogou uma ducha de água fria nas pretensões do Olimpia.

Eu estava vendo esse jogo. E nesse lance, eu tive certeza: o Galo seria campeão. Não tinha outro desfecho possível para um lance desse.

Pouco depois, segundo gol do Atlético. O jogo foi pros pênaltis e o Galo venceu a Libertadores pela primeira vez.

Essa é uma das memórias mais emocionantes que recordo do clube aniversariante do dia.

São 116 anos de muitas glórias, títulos e craques.

São 116 anos de Clube Atlético Mineiro. 

terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

Quando Ronaldinho Gaúcho deu aula em um jogo de Libertadores

Não teve Rogério Ceni, Lúcio, Jadson nem Luis Fabiano capaz de ofuscar o brilho do bruxo Ronaldinho Gaúcho naquele 13 de fevereiro de 2013.

No ano em que o Atlético Mineiro conquistaria sua primeira Libertadores, o Galo enfrentou nada menos do que o tricampeão continental e mundial, o São Paulo, na fase de grupos.

E quem foi ao Horto ver esse duelo viu o professor RG10 dar aulas em campo.

Primeiro ao aproveitar bem a regra de que não há impedimento em cobrança de lateral. Bem posicionado, recebeu um baita lançamento de Marcos Rocha e deu passe açucarado para Jô fazer o primeiro gol atleticano.

No segundo tempo, teve habilidade e frieza para se livrar da marcação são-paulina e classe e precisão para mandar um cruzamento perfeito na cabeça de Réver, que anotou o segundo gol do Galo.

A partir daí, quem mais seria capaz de duvidar do poderio do Atlético de Victor, Réver,  Marcos Rocha, Bernard, Tardelli, Jô e, claro, Ronaldinho e companhia? 


domingo, 5 de novembro de 2023

Com quantas letras se escreve "História"?

Não, não são com oito letras. Não para o Fluminense. 

Para o Flu, história se escreve com a letra...

A de André, o volante onipresente; 
B de bravura para ser líder do grupo com River e duas equipes que exploram o efeito altitude; 
C de Cano, artilheiro de 13 gols em 13 jogos;
D de Dinizismo, o polêmico estilo mantido e evoluído há anos até chegar ao ápice 
E de Encantador - pergunte ao torcedor do Flu o que ele acha de se time...
F de Flu - dispensa explicações...
G de Gols - muitos gols (24 ao todo)
H de heroico, como foi Jhon Kennedy;
I de imparável - ninguém foi páreo para o Flu nessa Liberta!
J de Jhon Arias, o motorzinho do ataque!
K de Keno, a válvula de escape, o garçom! 
L de Lima, o inesperado coringa;
M de Martinelli, a cria de Xerém que jogou como veterano;
N de Nino, o gigante da defesa;
O de obediente, como foi o elenco ao seguir as ordens de seu comandante; 
P de Paulo Henrique Ganso, o Maestro; 
Q de Quente, como foi o clima imposto pela torcida.
R de Renegados - Fabio e Felipe Melo sorrindo à toa;
S de superação - contra tudo e contra todos!
T de torcida tricolor que canta, vibra e empurra o time! 
U de único - nada é como o Flu!
V de vitória - algo que o Boca não soube o que era no mata-mata e o Flu soube bem.
X - de Xerém, a fábrica de craques
Y de Yoni González, o 12° jogador
Z de zebra - o Flu nunca foi nem será uma!
W de Washington - o coração valente esteve presente no coração de cada Tricolor 

quarta-feira, 15 de março de 2023

Estádios Que Eu Conheci - Pacaembu

No "Municipal Paulistano" foi onde mais vi jogos de futebol. Assisti partidas do Campeonato Paulista, Copa Sul-americana, Libertadores, Campeonato Brasileiro... Tenho um carinho especial pelo Pacaembu, onde vi o Santos ganhar títulos estaduais e também o tri continental.

Confesso que não recordo quando foi a primeira vez que fui ao Paca, mas acredito que tenha sido na final do Paulistão de 2010 entre Santos e Santo André. 

A entrada monumental pela Praça Charles Miller é inesquecível. E como era gostoso ver os jogos no finado Tobogã...

De lá, tenho memórias incríveis. Uma delas é da dura final contra o Santo André, em 2010, e a partida mágica de Neymar e, principalmente, Ganso. Outra é da finalíssima contra o Peñarol, na partida decisiva do tri da Liberta, em 2011. E ainda teve uma partida mais que memorável diante do Ceará, pelo Brasileirão de 2018, celebrando 106 anos do Peixe.

Porém, uma das últimas vezes que fui ao Paca foi na polêmica partida entre Santos e Independiente, pela Sul-americana, que resultou na eliminação santista em 2018.

E que saudade que estou de ver uma partida no Pacaembu...

terça-feira, 14 de março de 2023

Estádios Que Eu Conheci - Vila Belmiro

O segundo estádio que tive o privilégio de conhecer foi o do meu time de coração. Chegar à Vila Belmiro foi de arrepiar! Eu estava ansioso para ver... Jabaquara e Portuguesa B, pela última divisão do Campeonato Paulista de 2002.

Além do óbvio (era estádio do meu time) o que essa partida tinha de interessante para uma família santista? O fato de que o Jabaquara estava repleto de jogadores das categorias de base do Santos. O craque daquela equipe que seria campeã da divisão era Jerri, que posteriormente teria oportunidade no profissional do Santos, mas sem grande destaque.

Como era um campeonato de pouca expressão, pudemos assistir a partida na cadeira coberta, em frente às cabines de transmissão. Fiquei encantado com a proximidade do gramado e o charme vintage do estádio. 

Mas, tive meia sorte nessa experiência: o Jabuca perdeu por 3x2, mas foi campeão por ter vencido o primeiro duelo por 4x0.

Festa na Vila. Festa na minha primeira vez na Vila.

Mas, demorei para ver uma vitória do meu time em sua própria casa. Posteriormente, assisti derrotas do Peixe para Coritiba e Portuguesa, pelo Brasileirão de 2002 e somente na quarta ida à Vila presenciei uma vitória, diante do Flamengo, também pelo torneio nacional daquele ano. E ainda tive o privilégio de ver as Sereias da Vila se sagrarem campeãs da Libertadores Feminina, com a rainha Marta em campo e um show de 9x0 na final!

Em 2023, depois de muito tempo sem colocar os pés na Vila, voltei ao estádio para ver Santos 4x0 Portuguesa, na primeira vez que meu irmão caçula esteve na casa do alvinegro praiano. Linda memória!

(A foto não é de 2002, é de 2011. Não tiramos foto naquela primeira visita ao estádio, guardamos apenas na memória essa experiência).

quinta-feira, 11 de março de 2010

Santos nota 10

O Santos não tomou conhecimento do Naviraiense e marcou 10x0. Sem dó, sem firula, sem desprezo ao rival.

Os Meninos da Vila jogaram 90 minutos concentrados, empenhados em fazer gol, não importa como. E foi o que aconteceu. André marcou três, Neymar e Mádson dois cada, Robinho, Paulo Henrique e Marquinhos também deixaram a marca. E quem foi à Vila nesse dia 10 não tem do que reclamar.

O Santos jogou sério, fez gols bonitos, criou lances bonitos, mas em nenhum momento fez a chamada "firula", pelo contrário, os jogadores santistas reclamavam entre si a cada erro, exigindo o máximo do companheiro, mesmo aos 40 minutos do segundo tempo.

O Naviraiense, pelo menos, conheceu o mar, a Vila Belmiro, o porto de Santos. E ficam essas boas recordações do "pré-jogo". E é de se elogiar também a lealdade do time visitante, que em nenhum momento partiu para a pancadaria (apesar de duas expulsões).

Quem também merece destaque é o técnico Dorival Júnior. Com o time ganhando e controlando a partida, qualquer técnico trocaria um zagueiro por outro para manter o domínio. Qualquer técnico faria isso, mas não Dorival, que sacou o beque Edu Dracena e colocou o meia-atacante Giovanni. Coisa de quem não fica satisfeito com um a zero...

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O Corinthians conseguiu um  resultado muito bom na Colômbia (empate em 1x1 com o Independiente) e Dentinho salvou, de novo, o Timão. O que mais o garoto terá que fazer para figurar entre os onze titulares? O Corinthians pode não encantar, mas está fazendo o básico para vencer a Libertadores: ganha em casa e não perde fora. E Ronaldo, para voltar a ser o Fenômeno, decisivo, precisa melhorar um pouquinho o condicionamento fisíco. Em 2010 o Fenômeno ainda não engrenou e, por enquanto, o Corinthians não está sentindo falta. Mas, na reta decisiva da Libertadores, será uma grande vantagem ter Ronaldo "voando".

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Melhor que o Corinthians foi o Flamengo, que venceu o Caracas na Venezuela, por 3x1. Excelente placar e que deixa o Fla bem encaminhado para a próxima fase, já que é o líder isolado com seis pontos e 100% de aproveitamento. Se fizer bem a "lição de casa", o Fla garante a classificação para o mata-mata.

Mais do que deixar a classificação bem encaminhada, o Fla mostrou que sobrevive sem o Imperador, o que fortalece o grupo. Adriano é craque, mas quando quer jogar. E o Fla não pode ser um refém de um jogador instável.

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Dois gigantes caíram na Champions League: Real e Milan deram adeus ao torneio ainda nas oitavas-de-final.

O Real foi eliminado em casa ao empatar com o modesto Lyon por 1x1. A desclassificação mostra como é necessário mais do que ótimos jogadores para se formar um grande time. E Kaká saiu vaiado... Será que o Manuel Pellegrini continuará como técnico? Agora, os merengues têm que apostar todas as fichas na conquista da Liga Espanhola. e, convenhamos, seria apenas um prêmio de consolação diante dos milhões de euros gastos para formar mais um elenco galáctico, não é?

Já o Milan, novamente, vai caminhando para ser um mero figurante nessa temporada. O envelhecido time italiano precisa urgentemente de sangue novo. Depender de um jogador só é muito pouco para uma equipe com a grandeza do Milan. Quem são os laterais? E os goleiros, passam confiança? Decidem uma partida? E quem é o companheiro de Pato no ataque? Ou o reserva dele? Inzaghi não tem mais condições de levar nas costas o time durante uma temporada inteira. E Ronaldinho Gaúcho vai tentando, de partida em partida, cavar uma vaga na seleção às vésperas da Copa.

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Li que o Brasil pode disputar dois amistosos antes da Copa. Será que vai surgir uma brecha para Paulo Henrique e Neymar, do Santos, Kléber do Cruzeiro e Pierre, do Palmeiras?

Afinal, há pouco tempo Dunga disse que quem nunca disputou um amistoso pela Seleção não deu certo, esquivando-se da pergunta se convocaria Neymar para a Copa.

Essa não é uma chance para o atleta disputar um amistoso? Esses jogadores que estão jogando muito no Brasil podem sonhar em defender a amarelinha na Copa da África?

Ps: hoje, sou contra a convocação de Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, Fred e Vagner Love para a seleção, pois não renderam nada quando tiveram a chance. E o Adriano que se cuide, pois já pensou se na véspera da final da Copa, por exemplo, o cara fala que brigou com a namorada e não vai jogar?

Eu prefiro dar chance a um dos citados no primeiro paragráfo, ou continuar apostando em Grafite e Carlos Eduardo...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Imprensa cega

Lamentável e desrespeitoso. Dessa forma é que a imprensa está lidando com a histórica conquista do Santos FC nesse domingo.

Há décadas as mulheres vêm lutando para terem maior reconhecimento na sociedade. Conseguiram vitórias importantes como a equiparação salarial, mais oportunidades de emprego, mas são vitórias que ainda não estão completas. Ainda nã há igualdade de possibilidades e valorização.

O futebol, paixão do brasileiro, reflete bem isso.

Há alguns anos o futebol feminino tem crescido no Brasil por pura determinação das mulheres, apoiadas em alguns pilares incentivadores do esporte. Condições de praticar o futebol feminino quase não existiam: o calendário, até pouco tempo, não existia, as meninas não recebiam salário e os campos eram semelhantes aos encontrados nas várzeas.

Mas a situação começou a mudar com a evolução do futebol feminino no Brasil. Mas, que fique claro: evolução do futebol praticado pelas meninas, não da estrutura.

Com o aparecimento de Marta, Cristiane e cia, o futebol feminino começou a ganhar força. A final do Pan-Americano com o Engenhão lotado foi marcante. Mas, de lá para cá, pouco mudou.

O Santos resolveu investir na categoria. Deu condições melhores do que as encontradas pelo país, mas ainda longe do ideal. Investiu em contratações, entrou com força nos campeonatos, trouxe uma equipe técnica para orientar as garotas e, em 2009, os resultados começaram a surgir.

Em um ano fantástico, as Sereias da Vila deixaram a torcida alvinegra cheia de motivos para comemorar, mesmo na fase "pré-Marta":

- Campeãs da LINAF com 100% de aproveitamento - 23 vitórias, com 164 gols marcados e 6 sofridos, sendo 3 nos dois jogos da final contra o Corinthians (4x2 e 2x1).

- Finalistas do Campeonato Paulista contra o Botucatu (um dos melhores times de futebol feminino do país), ainda a ser jogado (24 e 31 de outubro) - campanha de 13 vitórias e 7 empates.

- Copa Mulher - eliminadas na semi-final por não ter time para disputar o torneio devido à convocação de 9 jogadoras para a Seleção Brasileira

- Copa do Brasil - classificadas para a segunda fase, onde enfrentarão as meninas do Mixto - MT, nos dias 22 e 29 de outubro.

Foram mais de 200 gols marcados e menos de 20 sofridos em seis meses.

Mas a coroação estava por vir em outubro, com a conquista da Libertadores feminina, com Marta e Cristiane na equipe.

Porém, a conquista teve pequena repercussão. Os jornais impressos pouco citaram o título (um jornal chegou a colocar somente um"quadrinho" falando sobre a conquista).

O empate sem gols do time masculino foi mais comentado do que a conquista das meninas. Um descaso e um verdadeiro "chute no estômago" daqueles que defendem e incentivam o crescimento do futebol feminino.

A imprensa deveria destacar a conquista, valorizar o esforço e cooperar com a evolução da categoria, além de cobrar que o trabalho feito por Santos e Botucatu seja exemplo para outros grandes times.

Mas, a grande imprensa não tem olhos para o futebol feminino e pouco enxerga as outras modalidades.

Ao invés de somente comemorar os Jogos Olímpicos que ocorrerão no Rio de Janeiro, a imprensa deveria é cobrar mais incentivo aos esportes "extra-futebol", masculino e feminino.

O que faz a imprensa esportiva hoje é apenas tapar o sol com a peneira e se conformar em apenas vender jornais, não em informar com mais qualidade e variedade.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Noite quente

Pensei que a taça da Libertadores estaria hoje no Brasil e torci para isso. Mas não está, foi para La Plata. Mais uma derrota para time estrangeiro na Libertadores, a quinta para argentinos... Haja coração... No papel, o Cruzeiro tem um belo time, acredito que melhor que o do Estudiantes. Mas no futebol, para ser o melhor, tem que fazer acontecer. E ontem, quem fez foi o Estudiantes... Agora, é levantar a cabeça e se recuperar no Brasileiro. Como ficou claro no ano passado (vide Flu), não há tempo para brincadeiras...

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E o Peixe quase se afoga na Vila... Como tem jogador ruim! A lateral direita continua sendo uma avenida para os adversários. Aliás, a defesa toda está uma droga - a pior do campeonato. Fabão não ganha uma! E o Douglas... Bom, se ele consegue ser reserva do Fábio Costa na pior fase que eu já vi, tente imaginar a agonia dos santistas a cada ataque adversário... Eu mudaria todo o esquema do Santos. Colocaria 3 zagueiros. Tiraria os dois laterais (já que eles só atrapalham mesmo). Colocaria mais um volante. Ou seja, seriam 3 zagueiros e 3 volantes. E deixaria a turma da frente livre, com Mádson, Paulo Henrique, Neymar e mais alguém (Kléber Pereira não serve, virou especialista em perder gols) só preocupados em atacar e atrapalhar a saída de bola dos rivais. Pode até ser o Róbson ou o Tiago Luis. Roni, não, obrigado, parece sempre cansado.

Para mim, essa é a solução. Wagner Diniz + Luizinho = gols adversários. Léo ainda não voltou. Então, vamos mudar, vamos inovar. Vamos nos defender com 6 jogadores e atacar com 5 ou 6, já que os volantes aparecem de vez em quando como elemento surpresa. Chega de jogador medíocre. Não adianta deixar um lateral-direito que não sabe atacar, defender, cruzar e passar. Wagner Diniz e Luizinho já comprovaram: não são jogadores para o Santos. Léo precisa voltar a jogar e Pará não passa de um bom reserva.

O novo treinador deverá ter personalidade, pois precisa agitar e mudar esse time.

Quanto ao jogo de ontem, 3x3 contra o Barueri, foi, na verdade, uma vitória para alguns poucos e esforçados jogadores - os mesmos de sempre: Mádson, Paulo Henrique, Neymar, Roberto Brum... E Róbson, sempre dedicado.

Na rodada, algumas surpresas:

Goiás 0 x 2 Avaí - Inexplicável. Perder para o lanterna, em casa, quando se almeja as primeiras colocações é algo surpreendente. Será que foi apenas um escorregão, ou é melhor ligar o farol amarelo?

Flamengo 1 x 2 Palmeiras - O Verdão conseguiu um excelente resultado. O Flamengo pode não ser um time maravilhoso, mas é uma equipe encardida. E atenção: essa foi a 4ª derrota rubronegra em 11 jogos, apenas uma a menos que o penúltimo colocado, o rival Fluminense...

Coritiba 2 x 1 Grêmio - Esse time do Coritiba é estranho. Vence rivais como São Paulo, Grêmio e Flamengo, mas perde em casa para o Santo André, empata com o Avaí...

Nas outras partidas, não me surpreendi com nada.

Internacional 4 x 2 Fluminense - O óbvio : O Inter tem um bom time e o Fluminense não.

Santo André 1 x 0 Atlético Paranaense - O time do ABC paulista faz uma boa campanha, já o Furacão pode voltar para o G4 do mal ainda nessa rodada...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Santos sem controle

A fase não é nada boa para os santistas.

Não bastasse ver um rival comemorando o título da Copa do Brasil e a vaga para Libertadores 2010, o Peixe atravessa um péssimo momento dentro e fora de campo.

Dentro das quatro linhas, o que se vê é um time desmotivado, sem tática, sem estratégia. Os jogadores parecem não estar nem um pouco a fim de jogar. Os atletas não se posicionam direito, não se comunicam...

Fora de campo o clima é ainda pior. O goleiro descontrolado Fábio Costa briga com todo mundo - Fabiano Eller, Paulo Henrique, Neymar, roupeiro... Os zagueiros Fabiano Eller e Paulo Henrique criticam os atacantes pedindo mais colaboração na marcação. O centroavante Neymar não deixou barato e respondeu que a missão deles (atacantes) é fazer gols, não evitá-los.

E o clima é péssimo. O time não se encontra, não joga bem, não vence e dá a impressão de que o elenco está rachado.

Mancini precisa agir, o time não pode se comportar desse jeito. A diretoria também precisa tomar atitudes para acabar com essa troca de farpas via imprensa. Do jeito que está, a torcida santista pode se preparar para fortes emoções, iguais a do último brasileiro...

Diretoria e comissão técnica têm que mudar, ou, que mudem a diretoria e a comissão técnica.

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Corinthians tri-campeão da Copa do Brasil. Um título merecido devido à competência e eficiência demonstrada durante o ano. O Inter precisa acordar. O primeiro semestre já foi e não veio nenhum título de expressão até o momento. Agora resta vencer a LDU fora de casa, pela Recopa, e arrebentar no Brasileiro, para garantir o segundo semestre. Isso sem esquecer a Sulamericana, infelizmente desvalorizada pelos brasileiros.

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Brasil x Argentina na final da Libertadores. Nos últimos 3 confrontos em finais, eles estão com a vantagem:o Boca bateu na decisão grande times - Palmeiras (2000), Santos (2003) e Grêmio (2007). Esse ano o Estudiantes já se garantiu e agora espera Cruzeiro ou Grêmio.

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