Mostrando postagens com marcador Peñarol. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Peñarol. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de março de 2023

Estádios Que Eu Conheci - Pacaembu

No "Municipal Paulistano" foi onde mais vi jogos de futebol. Assisti partidas do Campeonato Paulista, Copa Sul-americana, Libertadores, Campeonato Brasileiro... Tenho um carinho especial pelo Pacaembu, onde vi o Santos ganhar títulos estaduais e também o tri continental.

Confesso que não recordo quando foi a primeira vez que fui ao Paca, mas acredito que tenha sido na final do Paulistão de 2010 entre Santos e Santo André. 

A entrada monumental pela Praça Charles Miller é inesquecível. E como era gostoso ver os jogos no finado Tobogã...

De lá, tenho memórias incríveis. Uma delas é da dura final contra o Santo André, em 2010, e a partida mágica de Neymar e, principalmente, Ganso. Outra é da finalíssima contra o Peñarol, na partida decisiva do tri da Liberta, em 2011. E ainda teve uma partida mais que memorável diante do Ceará, pelo Brasileirão de 2018, celebrando 106 anos do Peixe.

Porém, uma das últimas vezes que fui ao Paca foi na polêmica partida entre Santos e Independiente, pela Sul-americana, que resultou na eliminação santista em 2018.

E que saudade que estou de ver uma partida no Pacaembu...

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Tricampeão!!!!

Onze horas para comprar o ingresso, tumulto, pancadaria, confusão, cansaço. Tudo isso valeu a pena.

Eu vi, lá do tobogã, o Santos vencer o Peñarol por 2x1 e faturar o terceiro título da Libertadores, depois de 48 anos de jejum.

Eu vi os torcedores santistas incendiarem o Pacaembu. E vi os jogadores do Peixe incendiarem os torcedores.

Eu vi Neymar fazer belas jogadas, apanhar, dar pontapé e quase não consegui enxergar o chute certeiro que colocou o Santos em vantagem. Não tem problema.

Vi Adriano mostrar como um volante pode contribuir para o futebol arte com desarmes precisos!

Vi como um jogador com estrela faz a diferença em partidas decisivas. E vi uma constelação composta por Ganso, Elano, Arouca, Léo e Danilo.

Eu estava lá e vi e ouvi os torcedores gritando o nome de Edu Dracena e Durval. E vi, ainda, os santistas aplaudirem de pé as jogadas simples e eficientes do raçudo Pará.

Pude observar um goleiro entrar para a história como o mais jovem arqueiro a conquistar a Libertadores. Rafael foi fundamental nessa campanha vitoriosa.

E como foi emocionante ver Pelé puxando Muricy pelo braço até o meio do campo. O Rei e o trabalhador. O técnico brasileiro mais vitorioso dos últimos cinco anos merecia conquistar o maior título da América do Sul.

E Muricy foi o grande responsável pela ressurreição do Santos na competição.

Fez o time entrar em sintonia e colocar o coração na ponta das chuteiras.

A nação santista agradece a todos que participaram dessa conquista.

Alan Patrick, Bruno Aguiar, Bruno Rodrigo, Zé Eduardo, Maikon Leite, Rodrigo Possebon, Aranha, Vladimir, Felipe Anderson, Vinicius...

Os nomes são muitos. Mas todos estão marcados eternamente no coração e na memória dos santistas.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Assim será na Copa do Mundo?

O relógio ainda não marca uma hora da manhã na fria madrugada paulista, mas mais de 800 santistas já estão no estádio do Pacaembu em busca de um dentre os cinco mil ingressos disponibilizados para não-sócios.


O sonho desses torcedores é poder comemorar no estádio o título da Libertadores contra o Peñarol, no dia 22 de junho.

Porém, o sonho começa a virar pesadelo quando a velha arte de vender ingressos se torna uma verdadeira guerra.

No meu mundo, vejo o processo da seguinte maneira: um local tem dez bilheterias, então dez funcionários estarão nos guichês no horário previsto para vender os bilhetes.


As filas são "engenhosamente" ordenadas com cavaletes ou grades, aparentemente equipamentos dentre os mais modernos e difíceis de encontrar...

Os atendentes abrem o guichê, recebem o dinheiro (ou cartão) e validam a compra. Em um processo extremamente complicado, em menos de um minuto, o torcedor está com o ingresso na mão.

Mas os brasileiros são gênios e conseguem achar meios mais ridículos e ineficientes para se fazer a venda de ingressos.

Em plena final de Libertadores, no ano de 2011, a "organização" é a seguinte:

- Os torcedores chegam pela madrugada, aguardam dez, 12 horas na fila até colocar o nome na lista, que uma funcionária se apressa em escrever utilizando o moderno sistema de papel e caneta.

- O "felizardo" vai para outra fila e aguarda que todos os nomes inscritos antes dele sejam chamados para, enfim, comprar o bilhete.

- Para organizar todo esse processo, uma equipe composta por três funcionários sem uniforme e nenhum policiamento para dar respaldo.

Pronto. Essa é a fórmula para acabar com os nervos de qualquer ser humano e provocar tumultos e caos.

Foi isso o que aconteceu nessa terça-feira, 14 de junho de 2011.

As bilheterias abririam às seis da manhã, mas devido à pressão agressiva dos "torcedores", iniciada em torno de 5h50, os guichês permaneceriam fechados até que os três funcionários colocassem em ordem os mais de dois mil indivíduos que queriam comprar a entrada.

Às oito horas da manhã, quem havia chegado à meia-noite e quem havia chegado cinco minutos antes estavam juntos, e, com sorte, espremidos próximos aos guichês.

Os líderes da torcida organizada é que começam a tentar ordenar as filas. Os próprios torcedores começam a arrumar as grades para evitar que os "espertalhões" burlem a vez dos outros. A fiscalização é feita por alguém que tentava comprar o bilhete, mas não conseguia se aproximar da bilheteria.

Os funcionários sumiram.

Polícia? Apenas uma ou outra viatura ronda a Praça Charles Miller.

Um ou outro policial desce do veículo, dá uma olhadinha na bagunça e volta para a ronda.


Para deixar o espetáculo mais pavoroso, os indivíduos começam a se ofender, trocar xingamentos e socos.

Depois de três horas de tumulto, aperto e palavras agressivas entre os santistas, finalmente a Polícia Militar chega, com a Tropa de Choque.

Em menos de uma hora a fila foi organizada e os ingressos começaram a ser vendidos.

É desse modo que serão vendidos os bilhetes para os jogos da Copa do Mundo?

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Emoção e nostalgia

Eu não queria estar na pele de um torcedor do Vélez ou do Peñarol na noite dessa quinta-feira.

O jogo que definiu o adversário do Santos na final da Libertadores foi cruel demais para os fanáticos dos dois times.

O Peñarol venceu o primeiro duelo por 1x0, no Uruguai, e saiu na frente na Argentina, com Mier.

O Vélez precisava de três gols para chegar à decisão e foi com tudo para cima dos uruguaios.

Teve gol mal anulado, bola que passou perto do gol, bola defendida, bola rebatida, bola desviada. Só não teve bola perdida...

E teve mais gols. Tobio empatou e reacendeu as esperanças do clube argentino ainda na primeira etapa.

No segundo tempo, "El Tanque" Santiago Silva virou o jogo.

Um golzinho era tudo o que o Vélez precisava para roubar do Peñarol a vaga na final.

E a chance bateu na porta argentina.

Pênalti aos 30 minutos do segundo tempo.

Santiago Silva foi para cobrança e chutou na arquibancada a classificação do Vélez ao escorregar na hora de bater a penalidade.

Vinte quatro anos depois, o Peñarol chega à final da Libertadores novamente.

Quarenta e nove anos depois, Santos e Peñarol se enfrentam na decisão do torneio mais importante da América do Sul, de novo.

Sete títulos da Libertadores entrarão em campo nos dias 15 e 22 de junho - cinco dos uruguaios e dois dos brasileiros.

Uma decisão que atrai os olhares dos românticos do futebol.

Uma final que põe frente-a-frente dois gigantes que buscam ressuscitar os tempos de glória no mundo inteiro.

Santos e Peñarol: uma final em preto, branco e amarelo, para deixar qualquer saudosista entusiasmado.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Como explicar?

Peñarol e Vélez Sarsfield se entrentaram nessa quinta-feira no estádio Centenário, em Montevidéu, pela semifinal da Libertadores.

Nos primeiros cinco minutos, o time uruguaio marcou a saída de bola do adversário argentino e não deixou o time de branco tocar na bola.

Depois disso, nos 85 minutos seguintes + os acréscimos, o que se viu foi um verdadeiro ataque contra defesa.

O Vélez começou a criar e perder chances de gol seguidamente.

Em um ou outro contra-ataque, o Peñarol ameaçava a meta do goleiro Barovero e, inclusive, chegou a acertar a trave.

Mas a noite era do time de branco, que atacava pela direita, pela esquerda, pelo meio, por cima, por baixo... O Peñarol inteiro jogava atrás da linha do meio-de-campo.

Até que nos acréscimos da primeira etapa, veio uma cobrança de escanteio em favor do time uruguaio e... Gol de Dario Rodriguez.

No segundo tempo, o tradicional time pentacampeão da Libertadores armou um ferrolho na defesa.

Ao mesmo tempo em que não deixava o Vélez se aproximar da meta defendida por Sosa, o Peñarol dava espaços e chances para o clube argentino empatar.

Mas a camisa pesou. A tradição entrou em campo e, por incrível que pareça, o Vélez não criou UMA chance de perigo na etapa complementar.

Eram passes errados, chutes tortos e muito chuveirinho mal executado.

No fim, o Peñarol venceu.

Dominado, recuado, limitado e com um gol de vantagem, a equipe uruguaia quebrou a série de vitórias do time argentino no mata-mata da Libertadores.

Coisas que só acontecem no futebol. Só no futebol...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Detalhes, detalhes...

Peñarol e Universidad Católica fizeram um jogo muito equilibrado no estádio Centenário, em Montevidéu, nessa quarta-feira, pelas quartas-de-final da Libertadores.

Após um começo nervoso, com muitos erros de passes, os dois times passaram a acertar as jogadas e as chances de gol começaram a surgir.

O zero provavelmente não sairia do placar se não fosse a atuação patética do goleiro do Universidad, Paulo Garcés.

Ele foi o responsável direto pela derrota chilena por 2x0.

O Universidad criou chances de gol, desperdiçou algumas oportunidades, assim como o Peñarol. O empate sem gols não seria um resultado tão ruim para o Católica, que decide em casa o confronto, mas seria extremamente justo.

Mas Garcés colocou tudo a perder.

Primeiro em uma saída de gol desastrada, na qual o arqueiro atropelou um companheiro e soltou uma bola fácil na pequena área. A falha culminou no gol de Oliveira, o primeiro do jogo.

Quando tudo caminhava para o placar magro, aos 48 minutos do segundo tempo, a defesa do Peñarol deu um chutão para frente.

A bola atravessou o campo inteiro e foi parar nas mãos bambas de Garcés. A pelota, então, passou pelos braços do arqueiro, bateu em sua perna e foi ao encontro do atacante Martinucchio, do time uruguaio.

Sem ter a possibilidade de reagir, o atacante uruguaio apenas sentiu a bola bater em sua perna e ir parar no fundo das redes.

Dois a zero e fim de jogo.

Graças a Garcés, o Universidad precisa vencer um time super tradicional por pelo menos dois gols de diferença.

Nos detalhes, o Peñarol conquistou uma grande vantagem.

Detalhes que fazem a diferença em decisões.

Detalhes que decidem quem fracassa e quem triunfa.

E dessa vez, o time chileno foi a vítima e pagou pelos erros de seu goleiro.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

V de vitória, V de Vélez

O Vélez segue impossível no mata-mata da Libertadores. Em três jogos nessa fase, a equipe fez oito gols e não sofreu nenhum.

Jogando a primeira partida das quartas-de-final diante da própria torcida, o clube argentino fez 3x0 sobre o paraguaio Libertad e está praticamente classificado para a semifinal da competição.

O placar elástico retrata bem a superioridade do Vélez diante do adversário. Abusando da garra e forçando as jogadas, o time argentino deve ser um dos semifinalistas após a bela vantagem conquistada na Bombonera.

O Libertad até criou algumas raras chances de gol, mas a maioria das jogadas ofensivas acabavam quando chegavam no atacante Maciel. E se o clube de Nicolas Leóz jogar do mesmo modo como nessa partida e como no último duelo contra o Fluminense, a torcida paraguaia pode esquecer a chance de ter dois times do país na semifinal.

O único clube argentino na competição é a sensação no mata-mata e é o time a ser batido até o final do torneio.

A LDU já provou do veneno do Sarsfield e se despediu da Libertadores sob um placar agregado de 5x0.

O Libertad já colocou um pé na cova ao tomar três na Argentina.

Será que o clube paraguaio terá forças para reagir?

Ou será derrotado mais uma vez pelo bicho-papão dessa fase?

Mais lidas