Eu não queria estar na pele de um torcedor do Vélez ou do Peñarol na noite dessa quinta-feira.
O jogo que definiu o adversário do Santos na final da Libertadores foi cruel demais para os fanáticos dos dois times.
O Peñarol venceu o primeiro duelo por 1x0, no Uruguai, e saiu na frente na Argentina, com Mier.
O Vélez precisava de três gols para chegar à decisão e foi com tudo para cima dos uruguaios.
Teve gol mal anulado, bola que passou perto do gol, bola defendida, bola rebatida, bola desviada. Só não teve bola perdida...
E teve mais gols. Tobio empatou e reacendeu as esperanças do clube argentino ainda na primeira etapa.
No segundo tempo, "El Tanque" Santiago Silva virou o jogo.
Um golzinho era tudo o que o Vélez precisava para roubar do Peñarol a vaga na final.
E a chance bateu na porta argentina.
Pênalti aos 30 minutos do segundo tempo.
Santiago Silva foi para cobrança e chutou na arquibancada a classificação do Vélez ao escorregar na hora de bater a penalidade.
Vinte quatro anos depois, o Peñarol chega à final da Libertadores novamente.
Quarenta e nove anos depois, Santos e Peñarol se enfrentam na decisão do torneio mais importante da América do Sul, de novo.
Sete títulos da Libertadores entrarão em campo nos dias 15 e 22 de junho - cinco dos uruguaios e dois dos brasileiros.
Uma decisão que atrai os olhares dos românticos do futebol.
Uma final que põe frente-a-frente dois gigantes que buscam ressuscitar os tempos de glória no mundo inteiro.
Santos e Peñarol: uma final em preto, branco e amarelo, para deixar qualquer saudosista entusiasmado.
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sexta-feira, 3 de junho de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Como explicar?
Peñarol e Vélez Sarsfield se entrentaram nessa quinta-feira no estádio Centenário, em Montevidéu, pela semifinal da Libertadores.
Nos primeiros cinco minutos, o time uruguaio marcou a saída de bola do adversário argentino e não deixou o time de branco tocar na bola.
Depois disso, nos 85 minutos seguintes + os acréscimos, o que se viu foi um verdadeiro ataque contra defesa.
O Vélez começou a criar e perder chances de gol seguidamente.
Em um ou outro contra-ataque, o Peñarol ameaçava a meta do goleiro Barovero e, inclusive, chegou a acertar a trave.
Mas a noite era do time de branco, que atacava pela direita, pela esquerda, pelo meio, por cima, por baixo... O Peñarol inteiro jogava atrás da linha do meio-de-campo.
Até que nos acréscimos da primeira etapa, veio uma cobrança de escanteio em favor do time uruguaio e... Gol de Dario Rodriguez.
No segundo tempo, o tradicional time pentacampeão da Libertadores armou um ferrolho na defesa.
Ao mesmo tempo em que não deixava o Vélez se aproximar da meta defendida por Sosa, o Peñarol dava espaços e chances para o clube argentino empatar.
Mas a camisa pesou. A tradição entrou em campo e, por incrível que pareça, o Vélez não criou UMA chance de perigo na etapa complementar.
Eram passes errados, chutes tortos e muito chuveirinho mal executado.
No fim, o Peñarol venceu.
Dominado, recuado, limitado e com um gol de vantagem, a equipe uruguaia quebrou a série de vitórias do time argentino no mata-mata da Libertadores.
Coisas que só acontecem no futebol. Só no futebol...
Nos primeiros cinco minutos, o time uruguaio marcou a saída de bola do adversário argentino e não deixou o time de branco tocar na bola.
Depois disso, nos 85 minutos seguintes + os acréscimos, o que se viu foi um verdadeiro ataque contra defesa.
O Vélez começou a criar e perder chances de gol seguidamente.
Em um ou outro contra-ataque, o Peñarol ameaçava a meta do goleiro Barovero e, inclusive, chegou a acertar a trave.
Mas a noite era do time de branco, que atacava pela direita, pela esquerda, pelo meio, por cima, por baixo... O Peñarol inteiro jogava atrás da linha do meio-de-campo.
Até que nos acréscimos da primeira etapa, veio uma cobrança de escanteio em favor do time uruguaio e... Gol de Dario Rodriguez.
No segundo tempo, o tradicional time pentacampeão da Libertadores armou um ferrolho na defesa.
Ao mesmo tempo em que não deixava o Vélez se aproximar da meta defendida por Sosa, o Peñarol dava espaços e chances para o clube argentino empatar.
Mas a camisa pesou. A tradição entrou em campo e, por incrível que pareça, o Vélez não criou UMA chance de perigo na etapa complementar.
Eram passes errados, chutes tortos e muito chuveirinho mal executado.
No fim, o Peñarol venceu.
Dominado, recuado, limitado e com um gol de vantagem, a equipe uruguaia quebrou a série de vitórias do time argentino no mata-mata da Libertadores.
Coisas que só acontecem no futebol. Só no futebol...
sexta-feira, 13 de maio de 2011
V de vitória, V de Vélez
O Vélez segue impossível no mata-mata da Libertadores. Em três jogos nessa fase, a equipe fez oito gols e não sofreu nenhum.
Jogando a primeira partida das quartas-de-final diante da própria torcida, o clube argentino fez 3x0 sobre o paraguaio Libertad e está praticamente classificado para a semifinal da competição.
O placar elástico retrata bem a superioridade do Vélez diante do adversário. Abusando da garra e forçando as jogadas, o time argentino deve ser um dos semifinalistas após a bela vantagem conquistada na Bombonera.
O Libertad até criou algumas raras chances de gol, mas a maioria das jogadas ofensivas acabavam quando chegavam no atacante Maciel. E se o clube de Nicolas Leóz jogar do mesmo modo como nessa partida e como no último duelo contra o Fluminense, a torcida paraguaia pode esquecer a chance de ter dois times do país na semifinal.
O único clube argentino na competição é a sensação no mata-mata e é o time a ser batido até o final do torneio.
A LDU já provou do veneno do Sarsfield e se despediu da Libertadores sob um placar agregado de 5x0.
O Libertad já colocou um pé na cova ao tomar três na Argentina.
Será que o clube paraguaio terá forças para reagir?
Ou será derrotado mais uma vez pelo bicho-papão dessa fase?
Jogando a primeira partida das quartas-de-final diante da própria torcida, o clube argentino fez 3x0 sobre o paraguaio Libertad e está praticamente classificado para a semifinal da competição.
O placar elástico retrata bem a superioridade do Vélez diante do adversário. Abusando da garra e forçando as jogadas, o time argentino deve ser um dos semifinalistas após a bela vantagem conquistada na Bombonera.
O Libertad até criou algumas raras chances de gol, mas a maioria das jogadas ofensivas acabavam quando chegavam no atacante Maciel. E se o clube de Nicolas Leóz jogar do mesmo modo como nessa partida e como no último duelo contra o Fluminense, a torcida paraguaia pode esquecer a chance de ter dois times do país na semifinal.
O único clube argentino na competição é a sensação no mata-mata e é o time a ser batido até o final do torneio.
A LDU já provou do veneno do Sarsfield e se despediu da Libertadores sob um placar agregado de 5x0.
O Libertad já colocou um pé na cova ao tomar três na Argentina.
Será que o clube paraguaio terá forças para reagir?
Ou será derrotado mais uma vez pelo bicho-papão dessa fase?
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Terça histórica
Essa terça-feira foi um prato cheio para os amantes do futebol.
Primeiro, no duelo entre Manchester United e Schalke 04, na Alemanha, um show de defesas da muralha Neuer, que fez o que pode, mas não conseguiu evitar a derrota do time alemão na primeira partida da semifinal da Liga dos Campeões.
Os dois gols do time inglês surgiram em belas jogadas. A primeira foi de Rooney, que deu um lindo passe, no meio de três adversários, para Giggs bater por baixo do goleiro alemão e entrar para a história como o jogador mais velho a marcar um gol na competição. Depois foi Rooney quem estufou as redes após receber um presentaço de Chicharito.
Mais tarde, veio o jogo do Grêmio, abrindo as oitavas-de-final da Libertadores. O Imortal jogou em casa contra a Universidad Católica, que foi um visitante indigesto.
Com dois gols de Pratto, o time chileno conseguiu uma ótima vantagem e deu uma indigestão danada nos gremistas, que ainda descontaram com um chutaço de Douglas.
O 2x1 acabou barato para o time da casa, que jogou com um a menos desde os 34 minutos do primeiro tempo, quando Borges deu uma cotovelada no adversário e foi expulso. O clube chileno poderia ter saído com uma vantagem maior se não desperdiçasse tantas chances de gol, principalmente no final da partida.
Por fim, o Vélez Sarsfield recebeu a LDU com uma missão: golear no 100º jogo do clube na Libertadores.
O 3x0 construído com dois gols de Fernandez e um de Sebá Dominguez dá a impressão que o time argentino já está com "uma chuteira e meia" nas quartas-de-final. Mas engana-se quem pensa assim.
Perder para a LDU na altitude de Quito é rotina para os times acostumados a jogar no nível do mar, como os clubes brasileiros e argentinos. E não sofrer três gols do time equatoriano a mais de três mil metros de altura é uma das missões mais complicadas do futebol.
O Vélez poderia ter saído com um resultado ainda mais confortável, pois marcou dois gols antes dos 15 minutos de jogo e ainda ficou com um jogador a mais por quase toda a segunda etapa devido à expulsão de Bolaños.
Mas, ficou no 3x0. Ótimo resultado, porém, graças à altitude, o time argentino não pode, de jeito nenhum, se considerar classificado para a próxima fase.
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| Giggs: o jogador mais velho a marcar um gol na Champions. |
Os dois gols do time inglês surgiram em belas jogadas. A primeira foi de Rooney, que deu um lindo passe, no meio de três adversários, para Giggs bater por baixo do goleiro alemão e entrar para a história como o jogador mais velho a marcar um gol na competição. Depois foi Rooney quem estufou as redes após receber um presentaço de Chicharito.
Mais tarde, veio o jogo do Grêmio, abrindo as oitavas-de-final da Libertadores. O Imortal jogou em casa contra a Universidad Católica, que foi um visitante indigesto.
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| Pratto causou uma indigestão nos gremistas ao marcar dois gols. |
O 2x1 acabou barato para o time da casa, que jogou com um a menos desde os 34 minutos do primeiro tempo, quando Borges deu uma cotovelada no adversário e foi expulso. O clube chileno poderia ter saído com uma vantagem maior se não desperdiçasse tantas chances de gol, principalmente no final da partida.
Por fim, o Vélez Sarsfield recebeu a LDU com uma missão: golear no 100º jogo do clube na Libertadores.
O 3x0 construído com dois gols de Fernandez e um de Sebá Dominguez dá a impressão que o time argentino já está com "uma chuteira e meia" nas quartas-de-final. Mas engana-se quem pensa assim.
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| Vélez vence a LDU por 3x0, mas não pode se considerar classificado. |
O Vélez poderia ter saído com um resultado ainda mais confortável, pois marcou dois gols antes dos 15 minutos de jogo e ainda ficou com um jogador a mais por quase toda a segunda etapa devido à expulsão de Bolaños.
Mas, ficou no 3x0. Ótimo resultado, porém, graças à altitude, o time argentino não pode, de jeito nenhum, se considerar classificado para a próxima fase.
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segunda-feira, 5 de abril de 2010
Até quando?
É inacreditável acompanhar o que acontece com os grandes times argentinos.
Quem não está muito atualizado até acha que é mentira quando vê na ponta da tabela do campeonato argentino times como Godoy Cruz, Argentinos, Banfield, Lanús e Tigre.
E não acredita quando ouve que entre os cinco últimos colocados estão Rosário Central, River Plate, San Lorenzo e Boca Juniors.
Por enquanto, salvam a reputação dos gigantes apenas Vélez, Estudiantes e Independiente.
É incrível ver onde foram parar os gigantes argentinos.
É sempre legal ver times pequenos crescendo, conquistando títulos, apresentando alternativas e deixando um torneio mais competitivo, mas o que se vê na Argentina é muito estranho.
No Brasil, grandes times foram rebaixados, se reestruturaram e voltaram para a elite com times fortes.
Será que os grandes argentinos terão que passar pelo mesmo processo? Vão ter que colocar uma mancha na história para poder voltar às glórias?
E o que mais me chama a atenção é que todos passam por essa fase ruim na mesma época.
No Brasil, Palmeiras e Botafogo foram os pioneiros a desbravar a Segundona a partir dos anos 2000 e logo depois se recuperaram do tombo. Depois, Grêmio, Atlético Mineiro, Coritiba, Corinthians e Vasco seguiram o mesmo caminho. O Fluminense, na década de 90, chegou a cair para a terceirona.
Porém, nem todos os tradicionais times brasileiros conseguiram retomar a antiga força.
O Bahia não aparece na elite há alguns anos.
O Santa Cruz chegou ao fundo do poço e hoje disputa a quarta divisão.
O Guarani também experimentou o gosto amargo da terceira divisão e depois de muitos anos volta a figurar entre as principais equipes nacionais.
A Portuguesa fica na gangorra: é rebaixada, volta para a elite, cai de novo, e vai seguindo nessa rotina...
O Paysandu, que há sete anos venceu o Boca na Bombonera pela fase de mata-mata da Libertadores, não disputa nem mais a segunda divisão nacional.
Exemplos bem sucedidos de times que caíram e ressurgiram não faltam. Mas exemplos de clubes que se afundaram e ainda não conseguiram honrar as tradições também aparecem aos montes.
O negócio é mudar logo a administração, mudar o pensamento, reciclar a gestão, pois do jeito que está, logo nós, brasileiros, nem vamos mais comemorar as vitórias sobre os tradicionais rivais argentinos.
PS: não tenho nada contra os "pequenos", pelo contrário, acho sensacional quando temos "zebras" e vejo times com pouca tradição atormentando os grandes. Mas chama muito a atenção quando um campeonato tem muitos times "pequenos" (sem títulos importantes nacionais ou internacionais) na ponta de cima e grandes na ponta de baixo.
Quem não está muito atualizado até acha que é mentira quando vê na ponta da tabela do campeonato argentino times como Godoy Cruz, Argentinos, Banfield, Lanús e Tigre.
E não acredita quando ouve que entre os cinco últimos colocados estão Rosário Central, River Plate, San Lorenzo e Boca Juniors.
Por enquanto, salvam a reputação dos gigantes apenas Vélez, Estudiantes e Independiente.
É incrível ver onde foram parar os gigantes argentinos.
É sempre legal ver times pequenos crescendo, conquistando títulos, apresentando alternativas e deixando um torneio mais competitivo, mas o que se vê na Argentina é muito estranho.
No Brasil, grandes times foram rebaixados, se reestruturaram e voltaram para a elite com times fortes.
Será que os grandes argentinos terão que passar pelo mesmo processo? Vão ter que colocar uma mancha na história para poder voltar às glórias?
E o que mais me chama a atenção é que todos passam por essa fase ruim na mesma época.
No Brasil, Palmeiras e Botafogo foram os pioneiros a desbravar a Segundona a partir dos anos 2000 e logo depois se recuperaram do tombo. Depois, Grêmio, Atlético Mineiro, Coritiba, Corinthians e Vasco seguiram o mesmo caminho. O Fluminense, na década de 90, chegou a cair para a terceirona.
Porém, nem todos os tradicionais times brasileiros conseguiram retomar a antiga força.
O Bahia não aparece na elite há alguns anos.
O Santa Cruz chegou ao fundo do poço e hoje disputa a quarta divisão.
O Guarani também experimentou o gosto amargo da terceira divisão e depois de muitos anos volta a figurar entre as principais equipes nacionais.
A Portuguesa fica na gangorra: é rebaixada, volta para a elite, cai de novo, e vai seguindo nessa rotina...
O Paysandu, que há sete anos venceu o Boca na Bombonera pela fase de mata-mata da Libertadores, não disputa nem mais a segunda divisão nacional.
Exemplos bem sucedidos de times que caíram e ressurgiram não faltam. Mas exemplos de clubes que se afundaram e ainda não conseguiram honrar as tradições também aparecem aos montes.
O negócio é mudar logo a administração, mudar o pensamento, reciclar a gestão, pois do jeito que está, logo nós, brasileiros, nem vamos mais comemorar as vitórias sobre os tradicionais rivais argentinos.
PS: não tenho nada contra os "pequenos", pelo contrário, acho sensacional quando temos "zebras" e vejo times com pouca tradição atormentando os grandes. Mas chama muito a atenção quando um campeonato tem muitos times "pequenos" (sem títulos importantes nacionais ou internacionais) na ponta de cima e grandes na ponta de baixo.
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