Sensacional. Elegante. Eficiente. Envolvente. Superior. Histórico.
Faltam palavras para definir esse Barcelona de Pep Guardiola, campeão da Liga dos Campeões após dar um baile no poderoso Manchester United.
O 3x1 não refletiu o que foi o jogo.
O ótimo Manchester de Alex Ferguson foi amplamente dominado. Nos primeiros minutos, os ingleses até foram melhores, marcando forte.
Mas quando o Barça tem a posse de bola, o mundo para.
Xavi, Iniesta, Daniel Alves, Messi, Villa, Pedro Rodrigues, Busquets, Mascherano tocam sem parar.
Os adversários entram na roda e ficam que nem bobos procurando a pelota.
O Barça faz isso em todos os jogos, inclusive, fez isso com o Real Madrid e repetiu com o Manchester.
O posicionamento do time catalão é absurdamente perfeito. Todos os espaços são preenchidos por alguém do time de Guardiola.
A movimentação é intensa, imprevisível, simples e enlouquecedora. Parece até fácil jogar desse modo.
Mas díficil mesmo é parar esse time.
Se o futebol fosse justo, ninguém derrotaria esse time.
Time mesmo: elenco forte, jogadores que sabem o que têm que fazer e muita união e respeito.
Contra o Real Madrid, Guardiola homenageou Abidal, que voltou a jogar futebol após vencer um câncer, e o colocou em campo para participar de alguns minutos desse superclássico.
Contra o Manchester, o homenageado foi Puyol, que entrou no final da partida apenas para levantar a taça, já que estava machucado.
Mas o que o capitão catalão fez?
Na hora de erquer o troféu, passou a tarja para que Abidal tivesse a honra de levantar o caneco.
Isso é companheirismo e respeito.
Isso é o Barcelona, um time que será lembrado por toda a história, como o Santos de Pelé, o Benfica de Eusébio e o Real Madrid de Di Stéfano.
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domingo, 29 de maio de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Endiabrados
Jogar a Liga dos Campeões é o sonho da maioria dos jogadores de futebol. Levantar o troféu do torneio, então, seria mais do que perfeito.
Para o público, os jogos da Champions são um espetáculo, com vários craques em campo, estádios lotados na maioria das partidas.
Mas dá para acreditar que um certo técnico resolveu escalar os reservas em plena Semifinal de Liga dos Campeões? A justificativa é a seguinte: poupar os titulares para o jogo de domingo, que será quase uma final na liga nacional.
Pois é, foi isso o que aconteceu hoje em pleno Old Trafford, casa do Manchester United, no duelo decisivo contra o Schalke 04.
Sir Alex Ferguson, campeão de tudo pelos Red Devils, mandou a campo simplesmente mais da metade do time composto por jogadores que normalmente estão no banco. Já os titulares descansavam para entrar 100% no confronto contra o Chelsea, pela Liga Inglesa, no final de semana.
E o resultado do jogão desta tarde deixou bem claro quem deveria chegar à final: 4x1 para o time da casa, além das inúmeras chances de gol perdidas.
O United dominou completamente a partida desde o início e abriu o placar com Valencia. Pouco depois foi a vez de Gibson ampliar em uma rara falha do goleiro Neuer.
O time alemão ainda descontou com Jurado, mas o brasileiro Anderson marcou dois gols e sacramentou a goleada.
No placar agregado, o clube inglês derrotou o adversário alemão por meros 6x1.
Dia 28, em Wembley, Manchester e Barcelona disputarão o título do charmoso torneio. E desempatarão um duelo particular, já que ambos foram campeões da Champions três vezes cada.
O favorito é o clube catalão. Mas não duvidem desse Manchester, perigoso e muito bem armado por Ferguson.
Para o público, os jogos da Champions são um espetáculo, com vários craques em campo, estádios lotados na maioria das partidas.
Mas dá para acreditar que um certo técnico resolveu escalar os reservas em plena Semifinal de Liga dos Campeões? A justificativa é a seguinte: poupar os titulares para o jogo de domingo, que será quase uma final na liga nacional.
Pois é, foi isso o que aconteceu hoje em pleno Old Trafford, casa do Manchester United, no duelo decisivo contra o Schalke 04.
Sir Alex Ferguson, campeão de tudo pelos Red Devils, mandou a campo simplesmente mais da metade do time composto por jogadores que normalmente estão no banco. Já os titulares descansavam para entrar 100% no confronto contra o Chelsea, pela Liga Inglesa, no final de semana.
E o resultado do jogão desta tarde deixou bem claro quem deveria chegar à final: 4x1 para o time da casa, além das inúmeras chances de gol perdidas.
O United dominou completamente a partida desde o início e abriu o placar com Valencia. Pouco depois foi a vez de Gibson ampliar em uma rara falha do goleiro Neuer.
O time alemão ainda descontou com Jurado, mas o brasileiro Anderson marcou dois gols e sacramentou a goleada.
No placar agregado, o clube inglês derrotou o adversário alemão por meros 6x1.
Dia 28, em Wembley, Manchester e Barcelona disputarão o título do charmoso torneio. E desempatarão um duelo particular, já que ambos foram campeões da Champions três vezes cada.
O favorito é o clube catalão. Mas não duvidem desse Manchester, perigoso e muito bem armado por Ferguson.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Levantou poeira
A épica série de quatro jogos entre Barcelona e Real Madrid em apenas um mês terminou hoje, no Camp Nou.
Foram dois empates e uma vitória para cada lado. Mas, se for colocar na balança, quem se deu bem mesmo foi o time catalão.
O primeiro capítulo dessa saga aconteceu pela Liga Espanhola no estádio Santiago Bernabéu, casa do Real. O empate por 1x1 foi bom para o Barça, que manteve a vantagem de oito pontos sobre o rival na tabela e se aproximou ainda mais do título nacional.
No segundo encontro entre os dois gigantes, deu Real Madrid, 1x0, gol de Cristiano Ronaldo. O jogo foi no estádio Mestalla e a vitória rendeu o título da Copa do Rei ao clube merengue.
Mas, o duelo mais importante estava por vir: os confrontos pelas semifinais da Liga dos Campeões.
E, jogando como sempre, o Barça se classificou para mais uma final do maior torneio de clubes do mundo.
Os gols de Messi que garantiram a vitória catalã por 2x0 no Santiago Bernabéu foram fundamentais para o Barça jogar com tranquilidade nesta terça-feira.
No jogo final, o empate por 1x1 no Camp Nou, gols de Pedro e Marcelo, foi o suficiente para o clube da Catalunha chegar à final.
Empate com um gosto amargo para os merengues, que tiveram um gol muito mal anulado no início do segundo tempo, quando a partida ainda estava empatada sem gols.
Mas, lamentações à parte, seria uma injustiça o Barça ser eliminado. Jogou melhor nas duas partidas, foi mais ousado e merece ser finalista da Champions.
Agora, Manchester ou Schalke 04 conseguirão parar o clube catalão?
E o que o Real fará daqui para frente?
Insistirá no futebol medíocre e covarde apresentado na semana passada? Continuará assistindo de camarote o Barça crescer, crescer e crescer?
Ou jogará como hoje e tentará vencer os adversários e honrar as glórias do melhor clube do século passado?
Foram dois empates e uma vitória para cada lado. Mas, se for colocar na balança, quem se deu bem mesmo foi o time catalão.
O primeiro capítulo dessa saga aconteceu pela Liga Espanhola no estádio Santiago Bernabéu, casa do Real. O empate por 1x1 foi bom para o Barça, que manteve a vantagem de oito pontos sobre o rival na tabela e se aproximou ainda mais do título nacional.
No segundo encontro entre os dois gigantes, deu Real Madrid, 1x0, gol de Cristiano Ronaldo. O jogo foi no estádio Mestalla e a vitória rendeu o título da Copa do Rei ao clube merengue.
Mas, o duelo mais importante estava por vir: os confrontos pelas semifinais da Liga dos Campeões.
E, jogando como sempre, o Barça se classificou para mais uma final do maior torneio de clubes do mundo.
Os gols de Messi que garantiram a vitória catalã por 2x0 no Santiago Bernabéu foram fundamentais para o Barça jogar com tranquilidade nesta terça-feira.
No jogo final, o empate por 1x1 no Camp Nou, gols de Pedro e Marcelo, foi o suficiente para o clube da Catalunha chegar à final.
Empate com um gosto amargo para os merengues, que tiveram um gol muito mal anulado no início do segundo tempo, quando a partida ainda estava empatada sem gols.
Mas, lamentações à parte, seria uma injustiça o Barça ser eliminado. Jogou melhor nas duas partidas, foi mais ousado e merece ser finalista da Champions.
Agora, Manchester ou Schalke 04 conseguirão parar o clube catalão?
E o que o Real fará daqui para frente?
Insistirá no futebol medíocre e covarde apresentado na semana passada? Continuará assistindo de camarote o Barça crescer, crescer e crescer?
Ou jogará como hoje e tentará vencer os adversários e honrar as glórias do melhor clube do século passado?
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Sem limites
Real Madrid e Barcelona faziam um jogo chato, brigado, tenso e com poucas chances de gol pela semifinal da Liga dos Campeões.
Messi estava sumido e Cristiano Ronaldo isolado. As duas estrelas tentavam produzir algo, mas a tarde no Santiago Bernabéu era dos volantes.
O Barça jogava como sempre, tocando a bola, trocando passes incontáveis até que, de repente, a velocidade dos passes aumentava e surgia uma finalização.
Já o Real parecia jogar em um esquema 4-6-0, sem força ofensiva e apenas se limitando a não deixar o Barcelona jogar, com Di Maria e Ozil completamente perdidos em campo.
Tudo caminhava para um zero a zero quando Pepe acertou uma voadora em Daniel Alves, um dos jogadores mais odiados pela torcida merengue, e foi expulso.
O holandês Afellay entrou na partida e destruiu o meio-de-campo do Real.
Aí o pequeno gênio apareceu. Messi marcou um gol aproveitando passe de Afellay e, pouco depois, deixou quatro adversários para trás antes de estufar as redes novamente. Mais uma obra-prima de um jogador que parece não ter limites vestindo a camisa do Barça.
Com os dois tentos, o argentino chega a 51 gols em uma mesma temporada e a 11 bolas na rede em 11 jogos nessa edição da Champions.
Perdendo por dois a zero diante da própria torcida, o Real, esfacelado, não conseguiu criar nada.
Acuado, apenas se preocupou em não tomar mais gols.
Agora, o time merengue precisará vencer o rival catalão no Camp Nou por, pelo menos, dois gols de diferença.
Se jogar como nessa quarta-feira, de maneira covarde, sem querer atacar, com medo do adversário, o Real nem precisa sair de Madrid, pois perderá novamente.
E agora, Mourinho?
Qual é o limite para esse esquadrão que veste a camisa do Barcelona?
Messi estava sumido e Cristiano Ronaldo isolado. As duas estrelas tentavam produzir algo, mas a tarde no Santiago Bernabéu era dos volantes.
O Barça jogava como sempre, tocando a bola, trocando passes incontáveis até que, de repente, a velocidade dos passes aumentava e surgia uma finalização.
Já o Real parecia jogar em um esquema 4-6-0, sem força ofensiva e apenas se limitando a não deixar o Barcelona jogar, com Di Maria e Ozil completamente perdidos em campo.
Tudo caminhava para um zero a zero quando Pepe acertou uma voadora em Daniel Alves, um dos jogadores mais odiados pela torcida merengue, e foi expulso.
O holandês Afellay entrou na partida e destruiu o meio-de-campo do Real.
Aí o pequeno gênio apareceu. Messi marcou um gol aproveitando passe de Afellay e, pouco depois, deixou quatro adversários para trás antes de estufar as redes novamente. Mais uma obra-prima de um jogador que parece não ter limites vestindo a camisa do Barça.
Com os dois tentos, o argentino chega a 51 gols em uma mesma temporada e a 11 bolas na rede em 11 jogos nessa edição da Champions.
Perdendo por dois a zero diante da própria torcida, o Real, esfacelado, não conseguiu criar nada.
Acuado, apenas se preocupou em não tomar mais gols.
Agora, o time merengue precisará vencer o rival catalão no Camp Nou por, pelo menos, dois gols de diferença.
Se jogar como nessa quarta-feira, de maneira covarde, sem querer atacar, com medo do adversário, o Real nem precisa sair de Madrid, pois perderá novamente.
E agora, Mourinho?
Qual é o limite para esse esquadrão que veste a camisa do Barcelona?
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Terça histórica
Essa terça-feira foi um prato cheio para os amantes do futebol.
Primeiro, no duelo entre Manchester United e Schalke 04, na Alemanha, um show de defesas da muralha Neuer, que fez o que pode, mas não conseguiu evitar a derrota do time alemão na primeira partida da semifinal da Liga dos Campeões.
Os dois gols do time inglês surgiram em belas jogadas. A primeira foi de Rooney, que deu um lindo passe, no meio de três adversários, para Giggs bater por baixo do goleiro alemão e entrar para a história como o jogador mais velho a marcar um gol na competição. Depois foi Rooney quem estufou as redes após receber um presentaço de Chicharito.
Mais tarde, veio o jogo do Grêmio, abrindo as oitavas-de-final da Libertadores. O Imortal jogou em casa contra a Universidad Católica, que foi um visitante indigesto.
Com dois gols de Pratto, o time chileno conseguiu uma ótima vantagem e deu uma indigestão danada nos gremistas, que ainda descontaram com um chutaço de Douglas.
O 2x1 acabou barato para o time da casa, que jogou com um a menos desde os 34 minutos do primeiro tempo, quando Borges deu uma cotovelada no adversário e foi expulso. O clube chileno poderia ter saído com uma vantagem maior se não desperdiçasse tantas chances de gol, principalmente no final da partida.
Por fim, o Vélez Sarsfield recebeu a LDU com uma missão: golear no 100º jogo do clube na Libertadores.
O 3x0 construído com dois gols de Fernandez e um de Sebá Dominguez dá a impressão que o time argentino já está com "uma chuteira e meia" nas quartas-de-final. Mas engana-se quem pensa assim.
Perder para a LDU na altitude de Quito é rotina para os times acostumados a jogar no nível do mar, como os clubes brasileiros e argentinos. E não sofrer três gols do time equatoriano a mais de três mil metros de altura é uma das missões mais complicadas do futebol.
O Vélez poderia ter saído com um resultado ainda mais confortável, pois marcou dois gols antes dos 15 minutos de jogo e ainda ficou com um jogador a mais por quase toda a segunda etapa devido à expulsão de Bolaños.
Mas, ficou no 3x0. Ótimo resultado, porém, graças à altitude, o time argentino não pode, de jeito nenhum, se considerar classificado para a próxima fase.
![]() |
| Giggs: o jogador mais velho a marcar um gol na Champions. |
Os dois gols do time inglês surgiram em belas jogadas. A primeira foi de Rooney, que deu um lindo passe, no meio de três adversários, para Giggs bater por baixo do goleiro alemão e entrar para a história como o jogador mais velho a marcar um gol na competição. Depois foi Rooney quem estufou as redes após receber um presentaço de Chicharito.
Mais tarde, veio o jogo do Grêmio, abrindo as oitavas-de-final da Libertadores. O Imortal jogou em casa contra a Universidad Católica, que foi um visitante indigesto.
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| Pratto causou uma indigestão nos gremistas ao marcar dois gols. |
O 2x1 acabou barato para o time da casa, que jogou com um a menos desde os 34 minutos do primeiro tempo, quando Borges deu uma cotovelada no adversário e foi expulso. O clube chileno poderia ter saído com uma vantagem maior se não desperdiçasse tantas chances de gol, principalmente no final da partida.
Por fim, o Vélez Sarsfield recebeu a LDU com uma missão: golear no 100º jogo do clube na Libertadores.
O 3x0 construído com dois gols de Fernandez e um de Sebá Dominguez dá a impressão que o time argentino já está com "uma chuteira e meia" nas quartas-de-final. Mas engana-se quem pensa assim.
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| Vélez vence a LDU por 3x0, mas não pode se considerar classificado. |
O Vélez poderia ter saído com um resultado ainda mais confortável, pois marcou dois gols antes dos 15 minutos de jogo e ainda ficou com um jogador a mais por quase toda a segunda etapa devido à expulsão de Bolaños.
Mas, ficou no 3x0. Ótimo resultado, porém, graças à altitude, o time argentino não pode, de jeito nenhum, se considerar classificado para a próxima fase.
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