quarta-feira, 4 de maio de 2011

Com o coração na ponta das luvas

Na semana passada, no final do jogo na Vila Belmiro, o volante Arouca falou que a vitória do Santos sobre o América (MEX) por apenas um gol foi pouco.

Pode ter sido pouco antes da partida em Querétaro, por que durante o segundo duelo pelas oitavas-de-final da Libertadores, o 1x0 virou uma goleada.

Acuado e desorganizado, o Santos tomou sufoco durante a partida inteira e pouco preocupou o goleiro mexicano Ochoa, que se assustou apenas com uma bola na trave após cobrança de falta de Ganso no meio do segundo tempo.

No mais, foi praticamente um treino de ataque contra defesa.

E o Santos só conseguiu a classificação graças a atuação excepcional do goleiro Rafael. O arqueiro defendeu chute de perto, de longe, da esquerda, da direita, cabeceios... Foi um desempenho memorável!

Para variar, Edu Dracena foi o ponto fraco do Peixe e perdeu todas as disputas de bola (por alto e por baixo), inclusive no lance em que se machucou e teve que ser substituído.

Porém, dessa vez o zagueiro não foi o único mal em campo (foi o pior, mas não o único ruim). Neymar e Ganso produziram muito pouco, Arouca estava muito mal na partida e Danilo parece que não entrou em campo. Zé Eduardo, então, nem se fale... A torcida santista está agradecendo de joelhos ao Genoa por ter investido alguns milhões de euros no atacante.

Enfim, o Santos sofreu, lutou, tomou sustos, jogou mal, no entanto, está classificado.

Agora, Muricy Ramalho terá muitos problemas para resolver.

O primeiro, e principal, é o cansaço. Afinal, há cerca de um mês e meio o Santos entra na partida seguinte como se fosse uma final.

E nos dois próximos domingos serão mesmo decisões, já que o Peixe disputa o título do Paulistão com o Corinthians.

É bom Muricy ficar de olho bem aberto, por que ontem os santistas terminaram a partida se arrastando em campo.

E na próxima fase encarará o rápido e leve time do Cruzeiro ou a altitude da Colômbia, onde joga o Once Caldas.

O Peixe vai aguentar a sequência de decisões?

terça-feira, 3 de maio de 2011

Levantou poeira

A épica série de quatro jogos entre Barcelona e Real Madrid em apenas um mês terminou hoje, no Camp Nou.

Foram dois empates e uma vitória para cada lado. Mas, se for colocar na balança, quem se deu bem mesmo foi o time catalão.

O primeiro capítulo dessa saga aconteceu pela Liga Espanhola no estádio Santiago Bernabéu, casa do Real. O empate por 1x1 foi bom para o Barça, que manteve a vantagem de oito pontos sobre o rival na tabela e se aproximou ainda mais do título nacional.

No segundo encontro entre os dois gigantes, deu Real Madrid, 1x0, gol de Cristiano Ronaldo. O jogo foi no estádio Mestalla e a vitória rendeu o título da Copa do Rei ao clube merengue.

Mas, o duelo mais importante estava por vir: os confrontos pelas semifinais da Liga dos Campeões.

E, jogando como sempre, o Barça se classificou para mais uma final do maior torneio de clubes do mundo.

Os gols de Messi que garantiram a vitória catalã por 2x0 no Santiago Bernabéu foram fundamentais para o Barça jogar com tranquilidade nesta terça-feira.

No jogo final, o empate por 1x1 no Camp Nou, gols de Pedro e Marcelo, foi o suficiente para o clube da Catalunha chegar à final.

Empate com um gosto amargo para os merengues, que tiveram um gol muito mal anulado no início do segundo tempo, quando a partida ainda estava empatada sem gols.

Mas, lamentações à parte, seria uma injustiça o Barça ser eliminado. Jogou melhor nas duas partidas, foi mais ousado e merece ser finalista da Champions.

Agora, Manchester ou Schalke 04 conseguirão parar o clube catalão?

E o que o Real fará daqui para frente?

Insistirá no futebol medíocre e covarde apresentado na semana passada? Continuará assistindo de camarote o Barça crescer, crescer e crescer?

Ou jogará como hoje e tentará vencer os adversários e honrar as glórias do melhor clube do século passado?

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Nervos, para que tê-los?



O Palmeiras entraria em um campo de guerra, não no gramado do Pacaembu nesse domingo.

Não aconteceria um jogo de futebol contra o Corinthians, mas sim uma batalha contra adversários mortais.

Era possível observar faíscas voando pelos olhos dos jogadores palmeirenses.

Era guerra, batalha, luta, briga. Não futebol.

Parece que esse era o espírito dos atletas do Verdão no início do jogo contra o Corinthians, na disputa por uma vaga na final do Campeonato Paulista.

O nervosismo era tão grande que em um minuto de partida, os palmeirenses conseguiram a proeza de cometer três faltas. Praticamente uma a cada 20 segundos de bola rolando.

Até o momento em que a terra tremeu e a bola se assustou.

Danilo desferiu uma violenta rasteira em Liedson, que maldosamente deixou o pé que tirou sangue do zagueiro palmeirense.

O contestado árbitro Paulo César de Oliveira deveria expulsar os dois, mas mandou apenas o defensor para o vestiário.

Valdivia chutou o ar e se machucou.

Felipão foi expulso.

Cicinho se machucou.

Arbitragem contra, o melhor jogador fora do jogo, um atleta a menos e sem o técnico à beira do gramado.

Mas o Palmeiras provou que a culpa da eliminação não foi a péssima arbitragem de Paulo César, mas sim os nervos de seus jogadores.

Com 10 em campo, o Verdão fez parecer que o adversário estava com sete ou oito atletas no gramado.

O alviverde cresceu e dominou a partida. Criou chances e mais chances de gol, até que Leandro Amaro, de cabeça, abriu o placar, no começo do segundo tempo.

O Palmeiras jogava com uma segurança incrível. Não tomava sufoco, pouco era atacado e ia acuando o Corinthians em seu campo.

Mas, os nervos dos palmeirenses...

Veio um escanteio dado ao Corinthians pela zaga alviverde, que poderia tranquilamente ter mandado a bola para a lateral.

A zaga palestrina parou e ficou olhando Deola sair em falso.

E, incrivelmente, o atacante William teve tempo de dominar a bola dentro da área adversária e chutar para um gol quase vazio.

O empate era injusto, tamanha era a superioridade palmeirense.

Com um a menos, o Verdão se impôs, mas a falta de controle emocional de seus atletas comprometeu o desempenho alviverde.

Nos pênaltis, a sorte sorriu para o goleiro Júlio César. E acabou com a esperança alviverde de reencontrar o Santos em uma final 52 anos depois do último duelo em uma decisão...

A bela campanha no primeiro turno foi para o lixo.



No site do Palmeiras, há declarações dos alviverdes culpando a arbitragem pela eliminação.

"Novamente, a arbitragem conseguiu ser ruim e prejudicar a nossa equipe", criticou Kleber.

"Ele não teve coerência. Deveria ter sido igual para as duas equipes. O Kleber apanhou o jogo inteiro. O Danilo não merecia ter sido expulso sozinho. Fizemos a nossa parte, mas o árbitro foi muito mal", reclamou Valdivia.

O técnico Felipão foi além de seus atletas na hora de reclamar. "É natural que fosse premeditado. Temos um dossiê com 26 jogos em que muitos deles apontam erros do Paulo Cesar contra o Palmeiras. E tinham duas solicitações de veto contra ele, uma na Federação Paulista (FPF), e outra na CBF. Para piorar, um jornal divulga que esse árbitro seria o escolhido para o jogo. No sorteio, caiu justamente ele. Deveria jogar na loto o cara que acertou", ressaltou o comandante alviverde.

Um pouco mais contundente foi a declaração de Márcio Araújo: “a equipe lutou desde o primeiro tempo e criou muito mais chance que o Corinthians. A lição que a gente tira foi a de manter a cabeça no lugar, já que dominamos o jogo, mas nos desequilibramos com o tumulto da arbitragem”.

Desequilíbrio. Márcio Araújo acertou em cheio na escolha da palavra. Só errou o momento, pois os palmeirenses já entraram pilhados no clássico e saíram mais ainda.

Depois do jogo, Valdívia e Kleber mostraram pelo twitter o quão nervosos estavam. Um xingou torcedores, outro continuou criticando a arbitragem.











Mas, mais do que a arbitragem ruim de Paulo César, o gol de William e a defesa de Júlio César, o nervosismo palmeirense foi o principal responsável pelo ponto final do Verdão no Campeonato Paulista.

domingo, 1 de maio de 2011

Santos: de novo na final do Paulistão

O Santos venceu o São Paulo por 2x0, em pleno estádio do Morumbi, e está na final do Campeonato Paulista pela terceira vez consecutiva.

O clássico San-São foi bem disputado, com as duas equipes focadas em atacar e fazer gols. Mas, apesar da grande quantidade de chances de gol, o primeiro tempo terminou sem nenhuma bola na rede.

Primeira etapa, aliás, que foi dominada pelo São Paulo, principalmente nos 15 minutos finais, quando o Tricolor foi com tudo para cima do Peixe e obrigou o goleiro Rafael a trabalhar bastante.

No intervalo, a grande jogada da partida. O técnico santista Muricy Ramalho tirou o centroavante Zé Eduardo, que até então só errava tudo o que tentava, e colocou o zagueiro Bruno Aguiar. O comandante do Peixe explicou que a mudança era para o Santos preencher melhor o meio-de-campo.

E a estratégia deu muito certo. O Santos acertou a marcação, aumentou a posse de bola e começou a criar mais chances de gol.

O São Paulo se perdeu no jogo e graças a uma pane na zaga são-paulina e a um cruzamento milimétrico de Ganso, o Peixe tirou o zero do placar. Elano apareceu sozinho na pequena área e, de cabeça, mandou a bola para o fundo do gol.

Em desvantagem, o Tricolor se abriu e foi para cima do Santos, que desarmava os são-paulinos com facilidade e partia rapidamente em perigosos contra-ataques.

Em um deles, Neymar deixou a defesa adversária para trás e tocou para Ganso encher o pé e ampliar.

A partir daí, o São Paulo se desestabilizou e o Santos poderia ter até fito mais gols, se o ataque estivesse com a mira mais calibrada.

No fim, 2x0 e vaga garantida na final.

Agora o Peixe espera pelo vencedor do duelo entre Palmeiras e Corinthians para ver com quem disputará o título.

Curiosidades

- Essa foi a sexta vitória consecutiva do Santos sobre o São Paulo pelo torneio estadual. Último triunfo tricolor foi em 2008;




- Pelo quarto ano seguido o time do Morumbi é eliminado do Paulistão na semifinal;

- Em 2008, Palmeiras e São Paulo se encontraram na semifinal do Paulistão. O Verdão conseguiu chegar à final e conquistou o título. Em 2009, o Corinthians eliminou o São Paulo na semifinal e foi campeão estadual. Em 2010, foi o Santos quem passou pelo Tricolor e, advinha? O Peixe ficou com a taça. Esse ano, novamente o time praiano passou pelo clube do Morumbi na semifinal. Pintou o campeão?

- Santos e Palmeiras não duelam em uma final há quase 52 anos. A última decisão envolvendo os dois clubes foi no Campeonato Paulista de 1959.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Futweets #01

Finalmente, chegou a hora da estreia da nova seção do blog!

Para deixar os dirigentes de cabelo em pé e fazer a sua alegria, entram em campo os "Futweets, as pérolas dos boleiros no twitter".



Toda sexta-feira você verá aqui as principais "tuítadas" dos jogadores, ex-jogadores, dirigentes e empresários do mundo do futebol.

E para abrir o "Futweets #01", um jogador que tem mestrado e doutorado em polêmicas: o goleiro Felipe, atualmente defendendo o Flamengo.

No final de semana passado, o time da Gávea eliminou o Fluminense da Taça Rio e, após a partida, o arqueiro acabou discutindo com alguns torcedores através do twitter. Veja só o que ele escreveu:

Sem medir palavras, Felipe apelida o time das Laranjeiras
de "Florminense".

Mostrando uma enorme falta de sensibilidade,
o goleiro ainda chama
uma torcedora de gorda.

E para completar, o arqueiro mostra muita "humildade"
ao afirmar que
é um paredão.




































Depois das polêmicas, o atleta postou um esclarecimento no microblog.

Depois de toda a polêmica, o goleiro postou
que foi um primo quem
escreveu as mensagens
provocando os rivais. Ah tá. Acredita?





















Mas, como diz o sábio provérbio: quem tuíta o que quer, lê o que não quer. Veja só a mensagem do meia Carlos Alberto, um atleta que raramente se envolve em polêmicas e que foi dispensado pelo Grêmio nessa quinta-feira.

Depois de postar essas mensagens, o meia garante
que não foi uma indireta
para ninguém. E, claro,
todos nós acreditamos nisso.
























Ainda no clima de indiretas, o zagueiro Rio Ferdinand, do Manchester United, destilou ironias pela rede social e alfinetou os jogadores do Barcelona, após o duelo contra o Real Madrid pela Liga dos Campeões.

"Isso só pode ser uma piada. Quando o Pedro assistir
ao lance, ele pensará:
o que eu estava fazendo? Os
jogadores de rugby devem rir do futebol." O
zagueiro
se referia ao lance em que Pedro tromba com um jogador

do Real e cai no chão com a mão no rosto.

"Se alguma vez vocês me verem sair de maca e, então,
voltar correndo
para o jogo, podem me dar um carrinho."
O comentário foi postado depois de Daniel Alves ser atingido
por uma "voadora" de Pepe e sair do campo, mas pouco
depois retornar aos gramados já 100% recuperado.




























Quem também estava assistindo ao jogo entre os grandes rivais espanhóis era o ex-zagueiro e agora técnico, Antônio Carlos Zago. Sem papas na língua, o boleiro disparou contra o zagueiro luso-brasileiro do Real.

Curto e grosso, Zago não poupou o defensor da seleção
portuguesa.
E, vamos lá, Antonio Carlos é mestre quando
o assunto é zaga...













Fugindo das polêmicas, o atacante Neymar também foi direto ao ponto ao comentar a qualidade de Lionel Messi.

A jóia santista mostrou admiração pelo gênio argentino.
E quem não admira
esse craque?










Que Messi é o melhor jogador do mundo atualmente ninguém discute, mas o empresário Wagner Ribeiro exagerou um pouquinho nesse tweet, concorda?

Menos, Wagner, bem menos. Falta muito arroz e feijão
(gols e títulos) para Neymar
chegar lá...











E para fechar nossa estreia, será que o novo casal mais badalado do mundo gostará da sugestão de presente do atacante Leandrão? Atualmente, o jogador defende o ABC de Natal-RN, o maior campeão de torneios estaduais do Brasil: 51 canecos.

Se isso acontecer, vai dar briga pelo controle da TV:
assistir ao
jogo entre os tradicionais ABC e América ou
ver uma pelada
entre Aston Villa (time do coração do
príncipe William) e Blackpool?

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