O Santos venceu o Corinthians por 2x1 e faturou seu 19º título estadual.
Inegável que essa conquista teve um sabor especial.
Primeiro por que foi a primeira grande decisão disputada na história da Vila mais famosa do mundo, a Vila Belmiro.
Segundo por que foi sobre um rival, o Corinthians, time que em 2009 foi campeão estadual sobre o Peixe, sendo que na primeira partida, em Santos, o Timão foi quem fez a festa, com direito a um belo gol de Ronaldo.
Terceiro por que essa conquista confirma a hegemonia do Santos no torneio estadual nesse século. Dos anos 2000 para cá, ninguém conquistou mais Paulistões do que o alvinegro praiano. O Santos esteve no topo em quatro ocasiões, o Corinthians em três, o São Paulo, polemicamente, em duas. Palmeiras e São Caetano venceram o estadual uma vez cada.
Vale ressaltar que nos últimos seis anos, o Santos faturou o Paulistão quatro vezes e esteve em cinco finais.
Por fim, o título conquistado ontem consagra uma geração que tem dado muitas alegrias aos torcedores santistas.
No gol, Rafael vai se firmando como um dos melhores goleiros do Brasil, apesar de ter apenas 20 anos. Por muito pouco a muralha não quebrou o recorde santista de partidas sem tomar gols.
Nas laterais, Jonathan e Léo estão em fase iluminada.
A dupla de zaga, o ponto mais fraco do time, melhorou um pouco após a chegada de Muricy Ramalho, mas ainda erra muito.
No meio-de-campo, Arouca, Adriano e Danilo estão impecáveis em 2011. Tanto no Paulistão como na Libertadores, o trio tem sido o pilar do Peixe.
Elano, o xodó do Santos, vive uma fase ruim, aparece pouco nos jogos, parou de fazer gols, perdeu a eficiência na bola parada e não tem marcado os adversários com tanta precisão, além de estar demonstrando muita irritação durante as partidas. No entanto, tem papel fundamental na equipe de Muricy e a torcida espera que o bom futebol do polivalente meia retorne logo.
Ganso, o maestro polêmico do Peixe, não consegue manter uma sequência de partidas. Contestado devido aos boatos de que irá para o Corinthians, o meia está vendo de camarote a ascensão de Alan Patrick, meia habilidoso, mas ainda pouco participativo.
No ataque, o gênio Neymar mostra a cada jogo que a torcida precisa ver com carinho suas jogadas habilidosas, impensáveis e surpreendentes. Afinal, jogando como está, é difícil pensar que Neymar ficará muitos anos no futebol brasileiro.
Falando em deixar o futebol brasileiro, Zé Eduardo não é nem sombra do atacante que infernizou as defesas no primeiro trimestre desse ano. A diretoria do Genoa deve estar temendo pelos milhões de dólares investidos na compra do Zé Love.
Por fim, Muricy Ramalho, invicto no Peixe - já são onze jogos, com oito vitórias e apenas três empates. O treinador mais vitorioso dos últimos anos mostra toda sua capacidade ao reorganizar o Santos, que havia perdido o rumo nas mãos de Adilson Batista e Marcelo Martellote.
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segunda-feira, 16 de maio de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Santos: vencedor ou derrotado na final do Paulistão?
O objetivo do Santos nesse primeiro jogo da final do Campeonato Paulista era não perder e ir para a Vila Belmiro sem um peso extra na bagagem.
E foi isso que o time conseguiu ao empatar por 0x0 com o Corinthians, no Pacaembu.
O jogo foi equilibrado e, apesar da rede não ter balançado, os dois times criaram diversas chances de gol.
Neymar infernizou a defesa corintiana: driblou, chutou, marcou o adversário, acertou a trave duas vezes, deixou Danilo na cara de Júlio César...
E é ele a maior esperança santista daqui para frente, tanto para levar o Peixe ao título estadual, como para conquistar a Libertadores.
Afinal, seu parceiro PH Ganso, com quem divide a tarefa de tomar porradas e realizar belas jogadas, se machucou em uma dividida no meio do campo e ficará, pelo menos, um mês longe dos gramados.
Ter saído sem uma derrota para o Corinthians no Pacaembu, na final do Paulistão, foi um bom resultado, mas perder Ganso para a sequência da Libertadores valia esse risco?
O Santos deveria mesmo ter colocado todos seus titulares diante do grande rival, em um decisão de torneio estadual, ou deveria ter poupado seus melhores jogadores para a disputa do campeonato continental?
Se o calendário brasileiro fosse um pouco mais inteligente, daria para escalar a força máxima nas duas competições.
Oras, para que um campeonato estadual tão grande? (Até agora, Santos e Corinthians disputaram 22 rodadas, em quase quatro meses de disputa).
Mas, aparentemente, os dirigentes não estão preocupados com o sucesso dos clubes, e sim com o $$$ que a federação fatura com seus jogos para 16 torcedores, com times que duram três meses e depois ficam os outros nove sem disputar um torneio oficial...
Porém, vale ressaltar um detalhe: TODOS os clubes participantes do Campeonato Paulista concordaram com os termos e formato da competição.
Agora não adianta chorar, reclamar, espernear por que tem que viajar por 10 horas para chegar à Colômbia e, pouco depois do jogo, pegar mais 10 horas de viagem para voltar ao Brasil e disputar a final do estadual.
Ajoelhou, então vai ter que rezar...
E foi isso que o time conseguiu ao empatar por 0x0 com o Corinthians, no Pacaembu.
O jogo foi equilibrado e, apesar da rede não ter balançado, os dois times criaram diversas chances de gol.
Neymar infernizou a defesa corintiana: driblou, chutou, marcou o adversário, acertou a trave duas vezes, deixou Danilo na cara de Júlio César...
E é ele a maior esperança santista daqui para frente, tanto para levar o Peixe ao título estadual, como para conquistar a Libertadores.
Afinal, seu parceiro PH Ganso, com quem divide a tarefa de tomar porradas e realizar belas jogadas, se machucou em uma dividida no meio do campo e ficará, pelo menos, um mês longe dos gramados.
Ter saído sem uma derrota para o Corinthians no Pacaembu, na final do Paulistão, foi um bom resultado, mas perder Ganso para a sequência da Libertadores valia esse risco?
O Santos deveria mesmo ter colocado todos seus titulares diante do grande rival, em um decisão de torneio estadual, ou deveria ter poupado seus melhores jogadores para a disputa do campeonato continental?
Se o calendário brasileiro fosse um pouco mais inteligente, daria para escalar a força máxima nas duas competições.
Oras, para que um campeonato estadual tão grande? (Até agora, Santos e Corinthians disputaram 22 rodadas, em quase quatro meses de disputa).
Mas, aparentemente, os dirigentes não estão preocupados com o sucesso dos clubes, e sim com o $$$ que a federação fatura com seus jogos para 16 torcedores, com times que duram três meses e depois ficam os outros nove sem disputar um torneio oficial...
Porém, vale ressaltar um detalhe: TODOS os clubes participantes do Campeonato Paulista concordaram com os termos e formato da competição.
Agora não adianta chorar, reclamar, espernear por que tem que viajar por 10 horas para chegar à Colômbia e, pouco depois do jogo, pegar mais 10 horas de viagem para voltar ao Brasil e disputar a final do estadual.
Ajoelhou, então vai ter que rezar...
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Com o coração na ponta das luvas
Na semana passada, no final do jogo na Vila Belmiro, o volante Arouca falou que a vitória do Santos sobre o América (MEX) por apenas um gol foi pouco.
Pode ter sido pouco antes da partida em Querétaro, por que durante o segundo duelo pelas oitavas-de-final da Libertadores, o 1x0 virou uma goleada.
Acuado e desorganizado, o Santos tomou sufoco durante a partida inteira e pouco preocupou o goleiro mexicano Ochoa, que se assustou apenas com uma bola na trave após cobrança de falta de Ganso no meio do segundo tempo.
No mais, foi praticamente um treino de ataque contra defesa.
E o Santos só conseguiu a classificação graças a atuação excepcional do goleiro Rafael. O arqueiro defendeu chute de perto, de longe, da esquerda, da direita, cabeceios... Foi um desempenho memorável!
Para variar, Edu Dracena foi o ponto fraco do Peixe e perdeu todas as disputas de bola (por alto e por baixo), inclusive no lance em que se machucou e teve que ser substituído.
Porém, dessa vez o zagueiro não foi o único mal em campo (foi o pior, mas não o único ruim). Neymar e Ganso produziram muito pouco, Arouca estava muito mal na partida e Danilo parece que não entrou em campo. Zé Eduardo, então, nem se fale... A torcida santista está agradecendo de joelhos ao Genoa por ter investido alguns milhões de euros no atacante.
Enfim, o Santos sofreu, lutou, tomou sustos, jogou mal, no entanto, está classificado.
Agora, Muricy Ramalho terá muitos problemas para resolver.
O primeiro, e principal, é o cansaço. Afinal, há cerca de um mês e meio o Santos entra na partida seguinte como se fosse uma final.
E nos dois próximos domingos serão mesmo decisões, já que o Peixe disputa o título do Paulistão com o Corinthians.
É bom Muricy ficar de olho bem aberto, por que ontem os santistas terminaram a partida se arrastando em campo.
E na próxima fase encarará o rápido e leve time do Cruzeiro ou a altitude da Colômbia, onde joga o Once Caldas.
O Peixe vai aguentar a sequência de decisões?
Pode ter sido pouco antes da partida em Querétaro, por que durante o segundo duelo pelas oitavas-de-final da Libertadores, o 1x0 virou uma goleada.
Acuado e desorganizado, o Santos tomou sufoco durante a partida inteira e pouco preocupou o goleiro mexicano Ochoa, que se assustou apenas com uma bola na trave após cobrança de falta de Ganso no meio do segundo tempo.
No mais, foi praticamente um treino de ataque contra defesa.
E o Santos só conseguiu a classificação graças a atuação excepcional do goleiro Rafael. O arqueiro defendeu chute de perto, de longe, da esquerda, da direita, cabeceios... Foi um desempenho memorável!
Para variar, Edu Dracena foi o ponto fraco do Peixe e perdeu todas as disputas de bola (por alto e por baixo), inclusive no lance em que se machucou e teve que ser substituído.
Porém, dessa vez o zagueiro não foi o único mal em campo (foi o pior, mas não o único ruim). Neymar e Ganso produziram muito pouco, Arouca estava muito mal na partida e Danilo parece que não entrou em campo. Zé Eduardo, então, nem se fale... A torcida santista está agradecendo de joelhos ao Genoa por ter investido alguns milhões de euros no atacante.
Enfim, o Santos sofreu, lutou, tomou sustos, jogou mal, no entanto, está classificado.
Agora, Muricy Ramalho terá muitos problemas para resolver.
O primeiro, e principal, é o cansaço. Afinal, há cerca de um mês e meio o Santos entra na partida seguinte como se fosse uma final.
E nos dois próximos domingos serão mesmo decisões, já que o Peixe disputa o título do Paulistão com o Corinthians.
É bom Muricy ficar de olho bem aberto, por que ontem os santistas terminaram a partida se arrastando em campo.
E na próxima fase encarará o rápido e leve time do Cruzeiro ou a altitude da Colômbia, onde joga o Once Caldas.
O Peixe vai aguentar a sequência de decisões?
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Nervos, para que tê-los?
O Palmeiras entraria em um campo de guerra, não no gramado do Pacaembu nesse domingo.
Não aconteceria um jogo de futebol contra o Corinthians, mas sim uma batalha contra adversários mortais.
Era possível observar faíscas voando pelos olhos dos jogadores palmeirenses.
Era guerra, batalha, luta, briga. Não futebol.
Parece que esse era o espírito dos atletas do Verdão no início do jogo contra o Corinthians, na disputa por uma vaga na final do Campeonato Paulista.
O nervosismo era tão grande que em um minuto de partida, os palmeirenses conseguiram a proeza de cometer três faltas. Praticamente uma a cada 20 segundos de bola rolando.
Até o momento em que a terra tremeu e a bola se assustou.
Danilo desferiu uma violenta rasteira em Liedson, que maldosamente deixou o pé que tirou sangue do zagueiro palmeirense.
O contestado árbitro Paulo César de Oliveira deveria expulsar os dois, mas mandou apenas o defensor para o vestiário.
Valdivia chutou o ar e se machucou.
Felipão foi expulso.
Cicinho se machucou.
Arbitragem contra, o melhor jogador fora do jogo, um atleta a menos e sem o técnico à beira do gramado.
Mas o Palmeiras provou que a culpa da eliminação não foi a péssima arbitragem de Paulo César, mas sim os nervos de seus jogadores.
Com 10 em campo, o Verdão fez parecer que o adversário estava com sete ou oito atletas no gramado.
O alviverde cresceu e dominou a partida. Criou chances e mais chances de gol, até que Leandro Amaro, de cabeça, abriu o placar, no começo do segundo tempo.
O Palmeiras jogava com uma segurança incrível. Não tomava sufoco, pouco era atacado e ia acuando o Corinthians em seu campo.
Mas, os nervos dos palmeirenses...
Veio um escanteio dado ao Corinthians pela zaga alviverde, que poderia tranquilamente ter mandado a bola para a lateral.
A zaga palestrina parou e ficou olhando Deola sair em falso.
E, incrivelmente, o atacante William teve tempo de dominar a bola dentro da área adversária e chutar para um gol quase vazio.
O empate era injusto, tamanha era a superioridade palmeirense.
Com um a menos, o Verdão se impôs, mas a falta de controle emocional de seus atletas comprometeu o desempenho alviverde.
Nos pênaltis, a sorte sorriu para o goleiro Júlio César. E acabou com a esperança alviverde de reencontrar o Santos em uma final 52 anos depois do último duelo em uma decisão...
A bela campanha no primeiro turno foi para o lixo.
No site do Palmeiras, há declarações dos alviverdes culpando a arbitragem pela eliminação.
"Novamente, a arbitragem conseguiu ser ruim e prejudicar a nossa equipe", criticou Kleber.
"Ele não teve coerência. Deveria ter sido igual para as duas equipes. O Kleber apanhou o jogo inteiro. O Danilo não merecia ter sido expulso sozinho. Fizemos a nossa parte, mas o árbitro foi muito mal", reclamou Valdivia.
O técnico Felipão foi além de seus atletas na hora de reclamar. "É natural que fosse premeditado. Temos um dossiê com 26 jogos em que muitos deles apontam erros do Paulo Cesar contra o Palmeiras. E tinham duas solicitações de veto contra ele, uma na Federação Paulista (FPF), e outra na CBF. Para piorar, um jornal divulga que esse árbitro seria o escolhido para o jogo. No sorteio, caiu justamente ele. Deveria jogar na loto o cara que acertou", ressaltou o comandante alviverde.
Um pouco mais contundente foi a declaração de Márcio Araújo: “a equipe lutou desde o primeiro tempo e criou muito mais chance que o Corinthians. A lição que a gente tira foi a de manter a cabeça no lugar, já que dominamos o jogo, mas nos desequilibramos com o tumulto da arbitragem”.
Desequilíbrio. Márcio Araújo acertou em cheio na escolha da palavra. Só errou o momento, pois os palmeirenses já entraram pilhados no clássico e saíram mais ainda.
Depois do jogo, Valdívia e Kleber mostraram pelo twitter o quão nervosos estavam. Um xingou torcedores, outro continuou criticando a arbitragem.
Mas, mais do que a arbitragem ruim de Paulo César, o gol de William e a defesa de Júlio César, o nervosismo palmeirense foi o principal responsável pelo ponto final do Verdão no Campeonato Paulista.
domingo, 1 de maio de 2011
Santos: de novo na final do Paulistão
O Santos venceu o São Paulo por 2x0, em pleno estádio do Morumbi, e está na final do Campeonato Paulista pela terceira vez consecutiva.
O clássico San-São foi bem disputado, com as duas equipes focadas em atacar e fazer gols. Mas, apesar da grande quantidade de chances de gol, o primeiro tempo terminou sem nenhuma bola na rede.
Primeira etapa, aliás, que foi dominada pelo São Paulo, principalmente nos 15 minutos finais, quando o Tricolor foi com tudo para cima do Peixe e obrigou o goleiro Rafael a trabalhar bastante.
No intervalo, a grande jogada da partida. O técnico santista Muricy Ramalho tirou o centroavante Zé Eduardo, que até então só errava tudo o que tentava, e colocou o zagueiro Bruno Aguiar. O comandante do Peixe explicou que a mudança era para o Santos preencher melhor o meio-de-campo.
E a estratégia deu muito certo. O Santos acertou a marcação, aumentou a posse de bola e começou a criar mais chances de gol.
O São Paulo se perdeu no jogo e graças a uma pane na zaga são-paulina e a um cruzamento milimétrico de Ganso, o Peixe tirou o zero do placar. Elano apareceu sozinho na pequena área e, de cabeça, mandou a bola para o fundo do gol.
Em desvantagem, o Tricolor se abriu e foi para cima do Santos, que desarmava os são-paulinos com facilidade e partia rapidamente em perigosos contra-ataques.
Em um deles, Neymar deixou a defesa adversária para trás e tocou para Ganso encher o pé e ampliar.
A partir daí, o São Paulo se desestabilizou e o Santos poderia ter até fito mais gols, se o ataque estivesse com a mira mais calibrada.
No fim, 2x0 e vaga garantida na final.
Agora o Peixe espera pelo vencedor do duelo entre Palmeiras e Corinthians para ver com quem disputará o título.
Curiosidades
- Essa foi a sexta vitória consecutiva do Santos sobre o São Paulo pelo torneio estadual. Último triunfo tricolor foi em 2008;
- Pelo quarto ano seguido o time do Morumbi é eliminado do Paulistão na semifinal;
- Em 2008, Palmeiras e São Paulo se encontraram na semifinal do Paulistão. O Verdão conseguiu chegar à final e conquistou o título. Em 2009, o Corinthians eliminou o São Paulo na semifinal e foi campeão estadual. Em 2010, foi o Santos quem passou pelo Tricolor e, advinha? O Peixe ficou com a taça. Esse ano, novamente o time praiano passou pelo clube do Morumbi na semifinal. Pintou o campeão?
- Santos e Palmeiras não duelam em uma final há quase 52 anos. A última decisão envolvendo os dois clubes foi no Campeonato Paulista de 1959.
O clássico San-São foi bem disputado, com as duas equipes focadas em atacar e fazer gols. Mas, apesar da grande quantidade de chances de gol, o primeiro tempo terminou sem nenhuma bola na rede.
Primeira etapa, aliás, que foi dominada pelo São Paulo, principalmente nos 15 minutos finais, quando o Tricolor foi com tudo para cima do Peixe e obrigou o goleiro Rafael a trabalhar bastante.
No intervalo, a grande jogada da partida. O técnico santista Muricy Ramalho tirou o centroavante Zé Eduardo, que até então só errava tudo o que tentava, e colocou o zagueiro Bruno Aguiar. O comandante do Peixe explicou que a mudança era para o Santos preencher melhor o meio-de-campo.
E a estratégia deu muito certo. O Santos acertou a marcação, aumentou a posse de bola e começou a criar mais chances de gol.
O São Paulo se perdeu no jogo e graças a uma pane na zaga são-paulina e a um cruzamento milimétrico de Ganso, o Peixe tirou o zero do placar. Elano apareceu sozinho na pequena área e, de cabeça, mandou a bola para o fundo do gol.
Em desvantagem, o Tricolor se abriu e foi para cima do Santos, que desarmava os são-paulinos com facilidade e partia rapidamente em perigosos contra-ataques.
Em um deles, Neymar deixou a defesa adversária para trás e tocou para Ganso encher o pé e ampliar.
A partir daí, o São Paulo se desestabilizou e o Santos poderia ter até fito mais gols, se o ataque estivesse com a mira mais calibrada.
No fim, 2x0 e vaga garantida na final.
Agora o Peixe espera pelo vencedor do duelo entre Palmeiras e Corinthians para ver com quem disputará o título.
Curiosidades
- Essa foi a sexta vitória consecutiva do Santos sobre o São Paulo pelo torneio estadual. Último triunfo tricolor foi em 2008;
- Pelo quarto ano seguido o time do Morumbi é eliminado do Paulistão na semifinal;
- Em 2008, Palmeiras e São Paulo se encontraram na semifinal do Paulistão. O Verdão conseguiu chegar à final e conquistou o título. Em 2009, o Corinthians eliminou o São Paulo na semifinal e foi campeão estadual. Em 2010, foi o Santos quem passou pelo Tricolor e, advinha? O Peixe ficou com a taça. Esse ano, novamente o time praiano passou pelo clube do Morumbi na semifinal. Pintou o campeão?
- Santos e Palmeiras não duelam em uma final há quase 52 anos. A última decisão envolvendo os dois clubes foi no Campeonato Paulista de 1959.
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