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segunda-feira, 12 de agosto de 2024

Boletim do Futebol Feminino - 12/08: seleção brasileira se despede das Olimpíadas com terceira prata na história, mas deixa Paris mais confiante do que quando chegou

A seleção brasileira terminou os Jogos Olímpicos de Paris com a terceira prata na história do futebol feminino na competição.

Diante dos Estados Unidos, então tetra e agora pentacampeão olímpico, o Brasil buscava sua primeira vitória na decisão contra o algoz das duas finais anteriores. E assim como aconteceu em 2004 e 2008, as estadunidenses ficaram com o ouro.

Porém, a prata conquistada em Paris traz confiança e esperança como há muito não se via em relação à seleção brasileira feminina.

Se havia dúvidas sobre o poder da equipe após o fim do ciclo de Marta, agora não há mais. Com um futebol aguerrido e muita aplicação tática, o Brasil voltou a se colocar entre as principais seleções do planeta, mesmo jogando sem sua icônica camisa 10.

E por pouco não conquistou o ouro em Paris. Tendo criado e desperdiçado diversas oportunidades, principalmente na primeira etapa, a seleção acabou mostrando que precisa evoluir na definição das jogadas, mas que tem força ofensiva para infernizar qualquer adversário.

E necessita também melhorar a questão física, já que no segundo tempo da final mostrou um certo cansaço e desgaste físico, o que foi decisivo para o polêmico e solitário gol estadunidense.

Apesar desses pontos críticos, a seleção brasileira mostrou uma força coletiva no mata-mata que impressionou quem ficou receoso com a péssima campanha na fase de grupos.

Agora, é focar nas melhorias e na formação do elenco que disputará a Copa do Mundo de 2027, no Brasil. 

Essas informações você recebe em primeira-mão durante o Nova Esportes, de segunda a sexta-feira, às 18h, na Rádio Nova Difusora. 



sábado, 10 de agosto de 2024

Haters: podem comemorar! A seleção brasileira feminina é prata de novo

Haters do futebol feminino no Brasil: comemorem! 

No país onde a prata e o bronze são fracassos futebolísticos, a seleção fica pela terceira vez com o vice-campeonato Olímpico. 

Mesmo criando um caminhão de chances contra os Estados Unidos, mas desperdiçando na mesma proporção. 

Não foi dessa vez que Marta levantou um troféu de grande peso com a tarja de capitã do Brasil.

A maior jogadora de todos os tempos é também a mais questionada por alguns de seus compatriotas que insistem em diminuir os feitos por ela alcançados.

Será Marta a cara da prata do Brasil. Uma prata de choro e decepção para aqueles que torcem contra a seleção brasileira e contra a ícone do futebol feminino, sempre dando a cara à tapa, jogo após jogo, ganhando ou perdendo.

Medalha que na verdade é uma prata de ouro para uma seleção que se reinventou durante as Olimpíadas de Paris.

O fracasso na Copa do Mundo de 2023 saindo na fase de grupos e os quase 20 anos longe de uma decisão Olímpica pesavam.

Mas, a quase eliminação na fase de grupos das Olimpíadas transformou uma equipe desacreditada em uma potência. 

Potência que eliminou a França, jogando em casa e com o apoio de sua torcida.

Potência que atropelou a Espanha campeã do mundo - e as fez chorar durante e depois do jogo.

Potência que criou inúmeras chances de mudar o final desse roteiro já conhecido de outros Jogos Olímpicos. 

Mas, uma potência que parou num chute fraco cara a cara com um minuto de jogo.

Potência que parou por faltarem centímetros para acertar a bola.

Potência que parou por centímetros à frente, observado pelo VAR.

Potência que parou num pênalti desprezado pelo VAR.

Potência que não conseguiu parar um ataque que começava impedido e terminava legal(?).

Potência forjada sob o suor de Sissi, Fanta, Formiga, Rosana, Roseli, Cristiane, Maurine...

Potência que ressurge como uma fênix sob os pés de Lorena, Tarciane, Lauren, Duda Sampaio, Angelina, Ana Vitória, Gabi Portilho, Gabi Nunes, Tamires, Antônia, Marta...

Para a alegria dos apoiadores e dos haters: a seleção brasileira feminina conquistou mais uma medalha olímpica de prata! Novamente se colocou entre as melhores do mundo.

Esse é lugar que ela merece ficar. E pelo que mostrou em Paris, é onde ela vai estar.


sexta-feira, 9 de agosto de 2024

Boletim do Futebol Feminino - 09/08: por ouro inédito, Brasil busca a revanche contra os Estados Unidos, maior campeão dos Jogos Olímpicos

A partir das 12h desse sábado, a seleção brasileira feminina terá oportunidade de fazer história nos Jogos Olímpicos.

Pela terceira vez, o Brasil chega à decisão da competição, inserida nas Olimpíadas em 1996, sendo a segunda equipe que mais disputou a final olímpica da modalidade. 

E pela terceira vez, medirá forças com os Estados Unidos, seleção que mais jogou e mais ganhou finais das Olimpíadas, ficando ausente da decisão apenas em 2016 e 2020. As estadunidenses ficaram com o ouro em quatro oportunidades e com uma prata e um bronze em outras duas ocasiões.

Para entrar para a restrita lista de seleções campeãs olímpicas, que conta apenas com Estados Unidos, Noruega, Alemanha e Canadá, o Brasil terá que quebrar a invencibilidade norte-americana, que chega à decisão com uma campanha perfeita, tendo vencido seus cinco jogos.

Marta, que cumpriu suspensão de duas partidas, está liberada para atuar e dependerá do técnico Arthur Elias para saber se inicia entre as titulares ou se começará a final entre as reservas. 

Ela, inclusive, foi tema de declarações das adversárias Sophia Smith e Trinity Rodman, que exaltaram a camisa 10 brasileira, afirmaram que ela mudou o futebol feminino no mundo e se tornou inspiração para milhares de garotas, incluindo elas.

Que Marta e companhia estejam inspiradas nesse sábado e conquistem o tão sonhado ouro olímpico.

Essas informações você recebe em primeira-mão durante o Nova Esportes, de segunda a sexta-feira, às 18h, na Rádio Nova Difusora. 


 

 

quinta-feira, 8 de agosto de 2024

Boletim do Futebol Feminino - 08/08: Arthur Elias faz mistério sobre escalação do Brasil para final olímpica contra os Estados Unidos

Um mistério tem rondado a seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de Paris: quais serão as 11 titulares escaladas pelo técnico Arthur Elias?

Nos cinco jogos que o Brasil disputou, foram cinco escalações diferentes. Algumas vezes, por conta de lesão, como a que tirou as laterais Antônia, na terceira rodada da fase de grupos, e Tamires, na semifinal contra a Espanha.

Outras por suspensão, como quando Marta foi expulsa diante da Espanha e não pode atuar nem nas quartas, nem nas semifinais.

E teve também mudanças por opção técnica, seja por conta da adversária a ser enfrentada, seja para manutenção do grupo. Afinal, o Brasil tem enfrentado um desgaste excessivo por conta dos acréscimos.

Só para se ter ideia, contando os cinco jogos até o momento, a seleção brasileira atuou por 114 minutos adicionais devido aos acréscimos concedidos pelas equipes de arbitragem. Ou seja, só considerando o tempo extra, o Brasil disputou uma partida a mais.

Por conta de todos esses fatores, o treinador prefere guardar em segredo qual a formação que ele planeja utilizar na partida seguinte.

Até agora, tem dado certo. Que funcione novamente pela sexta e última vez nos Jogos Olímpicos e transforme esse mistério em ouro.

Essas informações você recebe em primeira-mão durante o Nova Esportes, de segunda a sexta-feira, às 18h, na Rádio Nova Difusora. 



terça-feira, 6 de agosto de 2024

Brasil joga a melhor partida em anos e goleia a poderosa Espanha. Agora, é manter o foco na final olímpica contra os Estados Unidos!

Uma partida praticamente perfeita faz o Brasil renascer no futebol feminino.

Parecia que não havia mais forças para ser uma seleção competitiva.

Eliminada na fase de grupos da Copa do Mundo de 2023 ao empatar sem gols com a Jamaica.

Ganhou "só" de 1x0 da Nigéria, sem apresentar grande futebol.

Perdeu de maneira absurda ao tomar dois gols do Japão nos acréscimos.

Tomou um baile da Espanha, perdeu "só" de 2x0 na fase de grupos e precisou contar com a sorte para avançar às quartas.

O roteiro de mais uma eliminação foi traçado com a suspensão de Marta. O Brasil não teria sua principal estrela contra a poderosa França, a dona da casa olímpica.

O gol de Gabi Portilho reacendeu as chamas da fênix brasileira.

Nem 20 minutos de acréscimos foram suficientes para arrebatar o Brasil.

E nas semis, a atual campeã do mundo, com as duas últimas melhores jogadoras do planeta.

Mas, com personalidade, disposição e disciplina, o Brasil surpreendeu. 

Contou com a sorte para abrir o placar numa saída de bola desastrosa de Cata Coll. Péééra! Sorte ou competência para explorar o que seria uma grave deficiência espanhola ao longo da partida?

E com contra-ataques afiadíssimos, teve chances de fazer 2, 3, 4. E fez. Poderia ter feito mais. Mas, não fez.

Não precisou. Nem os dois gols da grandona Paralluelo desestabilizaram as brasileiras.

O Brasil elimina mais uma seleção europeia e volta a uma final olímpica.

Pela frente, os Estados Unidos, que nos deixaram o gosto amargo da prata em 2004 e 2008.

Chegou a hora da vingança? 

Foto: "X" Seleção Feminina


segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Um dia ela ousou sonhar...

Mas, quanto pode sonhar uma mulher preta?

Ou melhor, uma menina preta, que deixa sua cidade, seu estado, sua família, e vai para outra região do país para treinar?

Para muitos (e muitas) o limite é a realidade. Fria, insensível, muitas vezes injusta, violenta e desigual.

Para Rebeca, o limite é a história.

Mesmo sendo uma criança que mal conhece a vida fazendo a escolha mais importante de sua vida.

Mesmo sabendo que o país do futebol, muitas vezes, despreza os outros esportes desde a infância (quantas escolas têm a prática de diversas modalidades durante a educação física?).

Mesmo vivendo num país que pouco investe em esportes.

Mesmo sabendo que mulheres e pessoas pretas precisam não apenas vencer as disputas esportivas, mas derrubar as barreiras do preconceito diariamente.

Nada disso foi capaz de parar Rebeca Andrade.

De Guarulhos para Curitiba. De Curitiba para o Rio de Janeiro. Do Rio para Tóquio. De Tóquio para Paris. De Paris para a eternidade.

Da distância da família para os braços dos brasileiros.

A mulher preta que ganhou uma medalha de bronze em Paris, em equipe.

Que ganhou duas medalhas de prata em solo francês (individual geral e salto) e uma em território japonês (individual geral).

Que ganhou duas medalhas de ouro - uma em Tóquio (salto) e outra em Paris (solo).

Que se torna a atleta brasileira (masculino e feminino) com o maior número de medalhas olímpicas conquistadas (seis).

A mulher preta que se junta à outra mulher preta - Bia Souza - no topo do pódio francês (por enquanto, as duas únicas medalhas de ouro do Brasil nessas Olimpíadas).

Duas mulheres pretas que inspiram e reforçam o coro na luta contra a desigualdade. Contra o preconceito.

Duas vozes poderosas que se posicionam e que ecoam no mundo todo.

Com a medalha de ouro brilhando tanto quanto os olhos marejados após suas vitórias épicas.

E mostrando que não há limites para sonhar, por mais que machistas e racistas insistam em boicotar. 


Foto: Alexandre Loureiro (COB)

Falamos sobre a Rebeca, mas precisamos falar sobre a Simone

Uma das cenas mais bonitas que vi nas Olimpíadas de Paris aconteceu no pódio da ginástica artística, logo após a final do solo.

De um lado, Jordan Chiles. Do outro, simplesmente a maior ginasta de todos os tempos: Simone Biles. Ambas estadunidenses de joelhos, reverenciando Rebeca Andrade, no lugar mais alto do pódio. 

E o que me chamou a atenção foi o sorriso das três. Estavam visivelmente felizes. 

Mas, me chama mais ainda a atenção a atitude de Simone Biles. 

Afinal, não se trata de uma atleta iniciante, que teria uma prata nas Olimpíadas como um belíssimo prêmio no início de carreira. 

Trata-se de uma "veterana" de 27 anos, com três Olimpíadas no currículo e 11 medalhas, sendo sete de ouro, duas de prata e duas de bronze. Mais de 30 medalhas em campeonatos mundiais. É a mais vencedora ginasta de todos os tempos. 

Tudo isso mesmo tendo se retirado de algumas provas nas Olimpíadas de Tóquio, revelando ao mundo ser uma humana "comum", uma pessoa como todos nós, e estar lidando com dificuldades mentais, devido à pressão que atletas de alto rendimento sofrem.

Se atletas "normais" sofrem a pressão por resultados, imagine a pressão pra cima da maior de todos os tempos na modalidade, na flor da idade?

Mas, mesmo com todo esse peso em suas costas, Biles sorriu ao se ajoelhar perante sua principal adversária nos últimos anos. Um sorriso sincero, leve, de quem vive e respira os valores do esporte.

Diante das lentes do mundo todo, ela teve a simplicidade, a coragem, a humildade de reverenciar outra competidora. 

Nas Olimpíadas de Tóquio, ela deu uma lição ao mundo sobre a necessidade de cuidar da saúde mental.

Nas Olimpíadas de Paris, ela dá uma lição ao mundo sobre humildade e respeito com os adversários. 

Essa é Simone Biles!

Foto: Reuters


sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Boletim do Futebol Feminino - 02/08: Sem Marta e Antônia, Brasil busca superação para vencer a França e seguir na disputa por medalha nas Olimpíadas de Paris

Chegou a hora do Brasil mostrar sua força nos gramados franceses. 

A irregular campanha na fase de grupos, que por pouco não custou a eliminação precoce da seleção brasileira dos Jogos Olímpicos de Paris, ficou pra trás.

Agora, é um novo campeonato. É mata-mata, onde a tolerância para erros não existe.

Se o Brasil quer sair das Olimpíadas com alguma medalha no futebol feminino, terá que se superar. E além de jogar muito mais do que jogou na primeira fase, terá que superar também dois desfalques de peso.

A primeira ausência é de Marta, camisa 10 e icônica jogadora da seleção, expulsa diante da Espanha e que fica na torcida para que o chute na cabeça da espanhola não tenha sido seu último ato nos gramados olímpicos.

A segunda ausência é de Antônia, lateral-direita recém-contratada pelo Real Madrid e que fraturou a fíbula da perna esquerda na partida contra a Espanha. Com a lesão, ela está fora das Olimpíadas, mesmo que o Brasil alcance a final.

Para deixar o desafio ainda mais difícil, nesse sábado (03), às 16h, a seleção brasileira enfrentará uma adversária que além de jogar em casa, está invicta contra o Brasil: em 12 jogos, foram sete vitórias da França, além de cinco empates.

Se o futebol é realmente uma caixinha de surpresas, seria essa a maior chance de ser a primeira vitória do Brasil sobre a França?

Essas informações você recebe em primeira-mão durante o Nova Esportes, de segunda a sexta-feira, às 18h, na Rádio Nova Difusora.



quarta-feira, 31 de julho de 2024

Boletim do Futebol Feminino: Brasil joga mal, Marta é expulsa, seleção brasileira perde para a Espanha e deixa classificação nos pés de outras seleções

Um dia para a seleção brasileira feminina esquecer... O duelo contra a Espanha foi um choque de realidade para quem sonha com uma medalha.

Nos números, um massacre: 83% de posse de bola para as espanholas, que finalizaram 28 vezes contra apenas seis arremates do Brasil e conseguiram 16 escanteios contra somente dois das brasileiras. 

Olhando assim, os 2x0 para as europeias foram até pouco, ainda mais considerando que o Brasil jogou todo o segundo tempo sem Marta, expulsa nos acréscimos da primeira etapa, e quase 20 minutos sem poder contar com Antônia, que se lesionou após acabarem as substituições.

Com o tropeço, o Brasil recorreu à calculadora para saber se passaria ou não de fase. E aí, a "sorte" sorriu: como a Alemanha goleou a Zâmbia por 4x1 e os Estados Unidos venceram a Austrália por 2x1, o time de Arthur Elias conseguiu a vaga como uma das duas terceiras colocadas. 

O adversário será o líder do grupo A, a França.

Mas, se quiser brigar por medalha, o Brasil terá que jogar o que não jogou nos três primeiros jogos.

E terá que lutar pela vaga na semifinal sem sua camisa 10, já que Marta cumprirá suspensão.

Essas informações você recebe em primeira-mão durante o Nova Esportes, de segunda a sexta-feira, às 18h, na Rádio Nova Difusora.



terça-feira, 30 de julho de 2024

Boletim do Futebol Feminino: Brasil se prepara para jogo da vida nas Olimpíadas; e Final da Segundona do Brasileirão começa sem gols

A seleção brasileira realizou nessa terça-feira (30) o único treino antes do duelo decisivo contra a Espanha, pela última rodada da fase de grupos dos Jogos Olímpicos de Paris.

Com uma vitória e uma derrota em duas partidas, o Brasil aparece na terceira posição do grupo C, atrás de espanholas e japonesas, e precisa de um empate para avançar para as quartas-de-final sem depender de outros resultados.

Caso seja derrotada nessa quarta-feira, a seleção brasileira precisará fazer as contas para se classificar como uma das duas melhores terceiras colocadas. 

Até o momento, apenas Estados Unidos, que lidera o grupo B, e Espanha, que lidera o grupo C, estão asseguradas na próxima fase. 

Se não tivesse sido punida por espionagem, a seleção canadense, que venceu seus dois jogos, também estaria classificada, porém, por ter perdido seis pontos como punição, está zerada na tabela de pontuação, mas ainda viva na briga por uma vaga entre as oito que seguirão lutando pelo título. 

Mudando de assunto, vamos falar sobre a final da Série A2 do Campeonato Brasileiro. Na primeira partida da decisão, o Instituto 3B (AM) recebeu o Bahia no Amazonas, porém, o zero não saiu do placar. O confronto da volta será nesse domingo, às 11h, para as jogadoras se deliciarem com o calor baiano enquanto disputam o título nacional.

Essas informações você recebe em primeira-mão durante o Nova Esportes, de segunda a sexta-feira, às 18h, na Rádio Nova Difusora.



segunda-feira, 29 de julho de 2024

Boletim do Futebol Feminino - 29/07: Brasil sofre virada surpreendente para o Japão e se complica nas Olimpíadas; e Vasco é campeão da Terceirona

Do céu ao inferno em cinco minutos. Assim foi o final do segundo jogo do Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris, diante do Japão.

A seleção brasileira vencia as japonesas por 1x0 até os 45 minutos do segundo tempo, quando um apagão defensivo permitiu dois gols do Japão em cinco minutos.

A derrota complicou a situação do Brasil, que aparece em terceiro lugar no grupo C com três pontos e saldo de gols zerado, porém, a seleção segue viva na disputa por vaga na próxima fase. 

Como avançam as duas primeiras colocadas de cada um dos três grupos mais as duas melhores terceiras colocadas, a equipe de Arthur Elias avança sem depender de ninguém com um empate na última rodada, diante da Espanha. Caso sofra nova derrota na quarta-feira, fica dependendo dos resultados das outras partidas.

Mudando de assunto, vamos falar da Série A3 do Campeonato Brasileiro, pois o Vasco (RJ) foi campeão ao segurar o empate sem gols diante do Paysandu (PA). Na partida de ida, a equipe carioca havia vencido por 2x1.

O título foi conquistado de forma invicta pelas vascaínas, que ganharam nove jogos e empataram apenas a última partida da competição, que é disputada desde o início em formato de mata-mata.

Essas informações você recebe em primeira-mão durante o Nova Esportes, de segunda a sexta-feira, às 18h, na Rádio Nova Difusora.



sexta-feira, 26 de julho de 2024

Boletim do Futebol Feminino - 26/07: Segundo jogo do Brasil nas Olimpíadas e Finais da Segundona e da Terceirona do Brasileirão agitam o final de semana

Após estrear nas Olimpíadas de Paris com vitória por 1x0 sobre a Nigéria, o Brasil se prepara para o segundo jogo pela competição - e a expectativa é de mais uma pedreira.

Ainda sem saber se poderá contar com a lateral-esquerda Tamires, que se lesionou no primeiro tempo do jogo contra as nigerianas, o técnico Arthur Elias terá que se desdobrar para pensar em estratégias para conter o poderio ofensivo do Japão, que perdeu na estreia para a Espanha, mas mostrou um futebol de alta qualidade e com ataques bastante perigosos.

E o treinador terá pouco tempo para isso, já que o duelo contra as japonesas acontece no domingo (28), às 12h. Caso vença a equipe asiática, o Brasil coloca um pezinho na próxima fase e deixa as japonesas com um pezinho fora das Olimpíadas.

Mudando de assunto, vamos falar das Séries A2 e A3 do Campeonato Brasileiro, que têm jogos decisivos nesse final de semana.

No sábado (27), às 21h, Vasco (RJ) e Paysandu (PA) fazem a segunda e última partida que definirá a equipe campeã da Terceirona. O clube carioca tem a vantagem de ter vencido o jogo de ida, no Pará, por 2x1.

Já a Segundona terá a primeira partida da decisão nesse domingo (28), às 21h, quando o Instituto 3B (AM), dono da melhor campanha da competição na fase de grupos, recebe o Bahia, que está fazendo a melhor campanha no mata-mata. O duelo da volta será no próximo final de semana, em solo baiano.

Essas informações você recebe em primeira-mão durante o Nova Esportes, de segunda a sexta-feira, às 18h, na Rádio Nova Difusora.



quinta-feira, 25 de julho de 2024

Boletim do Futebol Feminino: Brasil vence a Nigéria e Espanha supera o Japão em dia de estreia do Futebol Feminino nas Olimpíadas

Como era de se esperar, o Brasil teve dificuldades em sua estreia nos Jogos Olímpicos de Paris.

A Nigéria, adversária da seleção brasileira na primeira partida de ambos na competição, buscou atormentar o Brasil exatamente como o técnico Arthur Elias previa: em contra-ataques e em jogadas de bola parada.

Porém, a bem posicionada defesa brasileira deu poucos espaços - e quando isso aconteceu, a goleira Lorena cresceu para cima das adversárias e evitou o gol nigeriano.

Já no ataque, o gol só saiu quando Marta apareceu. Ela balançou as redes, mas a arbitragem anulou corretamente vendo impedimento no início da jogada. Porém, no lance seguinte, a camisa 10 do Brasil descolou lindo passe para Gabi Nunes, que dominou com estilo e, de frente pro gol, bateu com categoria para fazer o gol solitário e que garantiu os três pontos.

No outro jogo do grupo, Espanha e Japão fizeram um grande duelo, com as japonesas abrindo o placar em bela cobrança de falta. Porém, as espanholas não se abalaram e buscaram a virada, vencendo por 2x1.

Pelo grupo A, o Canadá derrotou a Nova Zelândia por 2x1 e a França fez 3x2 sobre a Colômbia, enquanto pelo grupo B, a Alemanha bateu a Austrália por 3x0, mesmo placar da vitória dos Estados Unidos sobre a Zâmbia.

A próxima rodada do futebol feminino acontecerá no domingo, quando o Brasil encara o Japão, ao meio-dia.

Essas informações você recebe em primeira-mão durante o Nova Esportes, de segunda a sexta-feira, às 18h, na Rádio Nova Difusora.




quarta-feira, 24 de julho de 2024

Boletim do Futebol Feminino - 24/07: Brasil estreia nas Olimpíadas de Paris contra adversário complicado, mas que nunca venceu as brasileiras

O Brasil está contando as horas para entrar em campo pela primeira vez nos Jogos Olímpicos de Paris.

A seleção brasileira enfrenta a Nigéria nessa quinta-feira (25), às 14h, em um duelo que coloca como adversário uma equipe que nunca venceu o Brasil.

No entanto, engana-se quem pensa que a expectativa seja de um jogo fácil, pois nas duas ocasiões em que se enfrentaram, brasileiras e nigerianas fizeram jogos equilibrados.

A primeira vez foi na Copa do Mundo de 1999, na qual o jogo terminou empatado por 3x3 no tempo normal, e na prorrogação, Sissi marcou de falta e deu a vitória ao Brasil.

O segundo duelo ocorreu nas Olimpíadas da China, em 2008. Com show de Cristiane, que marcou três vezes, o Brasil ganhou por 3x1 e avançou para a segunda fase como líder do grupo.

Além dos dois jogos contra as nigerianas, a seleção brasileira enfrentou equipes africanas mais sete vezes, somando cinco vitórias e dois empates. Ou seja, no décimo confronto contra seleções da África, o Brasil defende uma invencibilidade histórica.

E para manter o tabu, o técnico Arthur Elias vem estudando as nigerianas e aponta que as adversárias têm como pontos fortes as jogadas iniciadas com bola parada, contra-ataques e exploram muito a força física.

Amanhã descobriremos se os estudos conseguiram ajudar o treinador do Brasil a encontrar um bom caminho para a vitória.

Essas informações você recebe em primeira-mão durante o Nova Esportes, de segunda a sexta-feira, às 18h, na Rádio Nova Difusora.



terça-feira, 23 de julho de 2024

Boletim do Futebol Feminino - 23/07: Seleção Brasileira treina na véspera da estreia nas Olimpíadas; e Paulistão Sub20 define semifinalistas

A seleção brasileira feminina faz seus últimos ajustes visando a estreia nos Jogos Olímpicos de Paris, na quinta-feira (25), às 14h, diante da Nigéria.

O Brasil tem treinado no estádio de Bordeaux e dentre as atividades comandadas pela comissão técnica de Arthur Elias estão até as disputas de pênaltis.

Os treinos estão sendo realizados dentro de um cronograma específico, pois além das brasileiras, também estão usando o estádio para treinamentos a seleção feminina da Nigéria e as seleções masculinas do Japão e do Paraguai. Cada uma tem um horário bem definido para realizar suas atividades.

Além da Nigéria, o Brasil ainda enfrentará na fase de grupos o Japão e a Espanha.

Mudando de assunto, vamos falar do Campeonato Paulista Sub20, pois estão decididos os confrontos das semifinais.

Dono da melhor campanha da competição, o São Paulo medirá forças com o Corinthians, enquanto na outra chave, Santos e Ferroviária disputam uma vaga na decisão. As partidas ainda não têm datas para acontecer. 

Essas informações você recebe em primeira-mão durante o Nova Esportes, de segunda a sexta-feira, às 18h, na Rádio Nova Difusora.



sexta-feira, 24 de março de 2023

Estádios Que Eu Conheci - Itaquerão

A NeoQuimica Arena, popularmente conhecida como Itaquerão, é a casa do Corinthians e recebeu também jogos de futebol das Olimpíadas de 2016.

Eu tive o privilégio de poder assistir a um jogo desse evento maravilhoso - sou apaixonado por Olimpíadas e Copa do Mundo.

Lá em Itaquera, Nigéria e Alemanha se enfrentaram pela semifinal do futebol masculino. Os alemães venceram por 2x0 e avançaram para as finais, onde seriam batidos pela seleção brasileira.

Para chegar a esse estádio, o metrô é a melhor opção, pois para "na porta" do Itaquerão. A arena é um luxo - estrutura moderna, elegante e com uma acústica fantástica. 

Foi uma ótima experiência e mais um estádio pra conta.

Foto: Anderson Lima

sábado, 30 de julho de 2016

#Rio2016 Brasil deixa boa impressão em amistoso

O único amistoso da seleção brasileira visando os Jogos Olímpicos Rio 2016 deixou uma boa impressão, embora o Japão tenha se mostrado um adversário fraquíssimo. Com prioridade para posse de bola, poucos chutões e jogadas trabalhadas e objetivas, mesmo diante de um adversário fraco, o desempenho já reflete a filosofia que será base dessa equipe.

O primeiro tempo parecia um treino, de tão fácil que foi. O 2x0 nos primeiros 48 minutos de jogo foi pouco diante do que o Brasil produziu.

Seguro e confiante, o time de Rogério Micale teve posso de bola (quase 75% contra 25% do Japão) e trabalho coletivo, marcando com eficiência e atacando com qualidade.

Destaque para os "santistas" na seleção: Zeca foi muito bem na lateral-direita, marcando bem na defesa e aparecendo bastante no ataque; Thiago Maia foi gigante no meio-de-campo, fez inúmeros desarmes, sofreu um pênalti não marcado pelo árbitro e ainda acertou um chute na trave; Felipe Anderson foi discreto, mas quase marcou um gol em chute cruzado; Gabigol teve duas chances e aproveitou uma delas para estufar as redes; e Neymar jogou para o time, distribuiu bem as jogadas, cobrou escanteio na cabeça de Marquinhos e foi o craque que o time precisa.

Na segunda etapa, várias substituições foram feitas e a qualidade do duelo caiu.

Rafinha e Felipe Anderson deram lugar a Renato Augusto e Luan já no vestiário.

Apesar disso, nos primeiros 10 minutos, Gabigol e Renato Augusto quase marcaram o terceiro gol brasileiro. Porém, nos minutos seguintes, o rendimento brasileiro seguiu caindo e os japoneses esboçaram uma reação com arremates que, em sua maioria, não assustaram o goleiro Uilson, substituto do lesionado Prass. Aliás, o goleiro atleticano fez grande defesa em uma saída de bola errada da defesa tupiniquim.

Micale tentou mudar o time ao colocar Walace e William nos lugares de Gabigol e Zeca, mas o panorama seguiu o mesmo, em um segundo tempo bem abaixo do que foi o primeiro. Neymar e Gabriel Jesus, que deram bastante trabalho aos japoneses no primeiro tempo, sumiram na partida.

Com Luan Garcia e Rodrigo Dourado nos lugares de Thiago Maia e Rodrigo Caio, Micale pode testar uma formação mais consistente na defesa. O teste deu certo, já que o Japão não chegou mais perto do gol de Uilson. Mas o poderio ofensivo diminuiu.

No final, 2x0 permaneceu no placar.

Agora, que venham as Olimpíadas! Que não somente no futebol, mas em todas as modalidades o Brasil consiga medalhas.

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