domingo, 2 de abril de 2017

São Paulo vence a covarde Linense e se aproxima da semifinal do Paulista

Parecia um jogo-treino no Morumbi. Mas, era a primeira partida das quartas-de-final entre Linense e São Paulo, com o time do interior sendo o mandante do duelo no Morumbi. Sim, o Linense era o mandante. No Morumbi. Coisas do Brasil...

Enfim, mesmo sendo uma partida de mata-mata, as duas equipes protagonizaram um primeiro tempo horroroso. A Linense, acovardada, limitando-se a marcar na linha de sua grande área. O São Paulo, sem criatividade, forçava cruzamento atrás de cruzamento na área adversária. As poucas chances de gol nos 45 minutos iniciais surgiram quando os são-paulinos resolveram arriscar chutes de fora da área.

Na segunda etapa, em mais uma bola levantada na área do Linense, Rodrigo Caio tentou ajeitar para o meio, mas a bola bateu em Diego Felipe e morreu no fundo do gol do clube interiorano. O marcados estava na marca dos cinco minutos quando o São Paulo abria o placar com esse gol contra.

Engana-se quem pensou que mudaria algo... A Linense seguiu acovardada, buscando perder de pouco, e o São Paulo, confortável com a vitória, trocava passes sem pressa e sem sofrer pressão alguma, até que surgisse uma oportunidade de arrematar a gol ou fazer o cruzamento para dentro da área. Nem mesmo quando Maycon, volante do Linense, foi expulso a postura das equipes mudou. Ambas seguiram da mesma maneira, com uma posicionando todos seus jogadores perto da própria área, enquanto a outra trocava passes e mais passes.

Num dos mais de 20 cruzamentos são-paulinos (é verdade, sem exagero), Thiago Mendes cabeceou, o goleiro Vitor rebateu e Pratto aproveitou o rebote para ampliar e fechar o placar em 2x0.

Pelo que se viu hoje, o São Paulo já está nas semifinais...

Destaques

Linense: o goleiro Victor Gollas fez boas defesas e é o único que merece uma menção positiva. De ponto negativo, o espírito covarde da Linense, sem interesse algum em vencer o jogo.

São Paulo: Wellinton Nem movimentou-se bastante e, junto com Thiago Mendes, foi um dos jogadores mais perigosos do São Paulo na partida. Negativo: outra vez ninguém viu Cícero jogar...

Empate ruim para Arsenal e Manchester City no Campeonato Inglês

O Emirates Stadium recebeu um ótimo clássico nesse domingo (2), pela 30ª rodada do Campeonato Inglês. Arsenal e Manchester City fizeram um duelo quente, ofensivo e cheio de chances de gol. Uma partida muito gostosa de se assistir, com duas boas equipes com o mesmo objetivo: salvar a temporada. Afinal, ambos foram eliminados da Liga dos Campeões nas oitavas-de-final e, longe do líder Chelsea, tentam se manter na briga por uma vaga na Champions 2017/2018.

Entretanto, o empate por 2x2 foi muito ruim para ambos, principalmente para o anfitrião Arsenal, que estaciona na sexta colocação com 51 pontos e não vence há três jogos pela liga inglesa. Caso o campeonato acabasse hoje, os Gunners encerrariam uma sequência de 19 anos consecutivos disputando o principal torneio de clubes do mundo Já o City cai para o quarto lugar com 58 pontos, aumenta para a três partidas a série sem vitórias, mas, ao menos, não é derrotado há nove jogos.

O Arsenal, em crise, cai de rendimento na reta final do campeonato e no momento mais crítico do técnico Arsene Wenger à frente do clube. Sem títulos expressivos há quase 13 anos, desde quando conquistou a Premier League de forma invicta (com Thiery Henry dando show), o técnico francês já enfrenta a ira de alguns torcedores inconformados com o jejum, enquanto seus adversários só cresceram nesse período (Chelsea, Manchester United e Liverpool já ganharam, por exemplo, a Liga dos Campeões, enquanto o City já venceu a Liga Inglesa duas vezes).

Do outro lado, Pep Guardiola tenta encontrar uma boa sequência de vitórias para voltar a disputar a Liga dos Campeões. Com cinco pontos à frente do United, atual quinto colocado, os Citizens não podem perder pontos e a vaga para a maior competição europeia. Seria uma tragédia para "os azuis de Manchester" e, certamente, colocaria em risco a permanência do treinador espanhol para a próxima temporada.

Destaques

Arsenal: difícil encontrar um destaque individual nessa partida, já que todos foram bem regulares. Walcott, autor do primeiro gol do Arsenal, pode ganhar esse voto por ter se movimentado mais e ter buscado mais o jogo do que seus companheiros. Do lado negativo, vale apontar a partida discreta de Ozil, que deu um passe para gol, mas não apareceu muito em campo.

Manchester: De Bruyne atormentou a defesa do Arsenal e deu uma linda assistência para o gol de Sané. É o coração dos Citizens na temporada. O ponto negativo fica por conta de Sterling, apagado em campo, pouco eficiente no ataque e quando foi substituído por Touré, o City melhorou.

domingo, 26 de março de 2017

Majestoso no nome. Bipolar em campo.

São Paulo e Corinthians protagonizaram no Morumbi um clássico Majestoso dos mais bizarros.

O primeiro tempo foi muito ruim, com apenas um chute a gol, aos 30 minutos de jogo, protagonizado por Rodriguinho, do Corinthians. Foi o único lance a se destacar nos primeiros 45 minutos, que, basicamente, teve apenas troca de passes entre os defensores são-paulinos, de um lado para o outro, sem que sofressem qualquer pressão corintiana.

Já a segunda etapa foi digna dos melhores clássicos: muitas finalizações, boas chances de gol, os dois goleiros trabalhando, lances de habilidade, provocação e gols.

O são-paulino Maicon abriu o placar logo no comecinho da segunda etapa, de cabeça. E devolveu a provocação de Kazim, que chamou os tricolores de bambis, comemorando o gol como se fosse uma galinha, termo usado pelos adversários par provocarem os corintianos.

Pouco depois, a zaga do São Paulo conseguiu a façanha de deixar Jô sozinho dentro a área, entre os dois zagueiros. Ele completou de cabeça um passe perfeito de Guilherme Arana e empatou o jogo. Foi o terceiro gol dele em clássicos neste ano, tendo marcado contra os três rivais: Santos, Palmeiras e São Paulo.

A partir daí, vale destacar a figura do árbitro Vinicius Furlan. Perdido em campo, não expulsou Wellinton Nem devido a um carrinho por trás que matou um contra-ataque corintiano, não expulsou Pablo, que matou um contra-ataque são-paulino, olha que coincidência, com um carrinho por trás. E, no final da partida, expulsou Wellinton Nem em um lance extremamente comum de disputa de bola. Foi alvo de reclamações das duas equipes. E com razão...

Por fim, o empate não muda em nada a vida do Corinthians, mas pode complicar a classificação do São Paulo às quartas-de-final, caso o Red Bull Brasil vença o duelo que lhe falta para completar a 11ª rodada. Além disso, o Tricolor segue atrás da Linense e, se o campeonato acabasse hoje, teria que disputar o jogo decisivo fora de casa.

Destaques

São Paulo - Thiago Mendes foi o motorzinho do time, marcando e organizando as jogadas ofensivas. E, enquanto teve fôlego, Luis Araújo foi muito bem e infernizou a defesa corintiana. Ponto negativo: a zaga são-paulina voltou a comprometer o desempenho do time. Rogério Ceni já teve três meses para corrigir esse defeito, mas segue sem conseguir consertar o sistema defensivo.

Corinthians - Jô, decisivo, letal e comprometido com o time. É um oásis no ataque corintiano, muito mal municiado por Jadson, Rodriguinho, Pedrinho, Maycon... Ponto negativo: a inoperância ofensiva dos meio-campistas corintianos. Impressionante como ninguém consegue render nesse setor.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Entrevista da semana: Jonas Urias, técnico do Sport (PE)


Entrevista realizada ao vivo com o técnico do time feminino do Sport (PE), Jonas Urias.

Brasil histórico massacra o Uruguai em Montevidéu

Uma atuação de gala, histórica e imponente do Brasil resultou em uma goleada por 4x1 sobre o Uruguai, em pleno estádio Centenário de Montevidéu (URU). Os uruguaios, aliás, que vinham de seis vitórias seguida como mandantes e são, nada menos, nada mais, do que os vice-líderes das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

O triunfo tupiniquim garantiu ao técnico Tite alguns feitos históricos:

- Jamais uma seleção havia vencido sete partidas consecutivas nas Eliminatórias Sul-americanas;

- Jamais uma seleção havia vencido quatro jogos seguidos como visitante nas Eliminatórias Sul-americanas;

- Ele se tornou o primeiro técnico a ganhar os sete primeiros jogos oficiais, consecutivamente, treinando a seleção brasileira.

Fora o fato de o triunfo ter servido para garantir o Brasil matematicamente na Copa do Mundo de 2018, mantendo-se como a única seleção de todo o planeta a disputar todas as edições do torneio.

O Brasil dominou os uruguaios desde o primeiro minuto e só saiu atrás do placar graças a uma bobeada de Marcelo, que recuou mal a bola para o goleiro Alisson, que acabou cometendo pênalti em Cavani - ele mesmo converteu a penalidade.

Mesmo em desvantagem, o Brasil manteve a calma. Sentiu um pouco o golpe, pois parou de atacar por alguns minutos, mas logo se recompôs e passou a partir para cima do Uruguai. E o empate não demorou a sair: em um chutaço, Paulinho igualou o marcador antes do relógio chegar a 20 minutos de jogo. O próprio volante marcou o segundo gol na segunda etapa, ao aproveitar rebote em chute de Firmino.

Dominante em campo, o Brasil chegou ao terceiro em um golaço de Neymar, que encobriu o goleiro Martin Silva com um toque genial. O quarto gol, de Paulinho novamente, dessa vez de peito, selou uma goleada histórica e justa.

Com 30 pontos na tabela, o brasil ressurgiu sobre o comando de Tite e saltou do sétimo lugar para o topo da tabela, com sete pontos de vantagem sobre o segundo colocado.

Destaques:

Brasil - Paulinho, onipresente e autor do hat-trick; Neymar, que infernizou a zaga uruguaia, deu uma assistência e marcou (mais) um gol de craque. Por fim, Tite, que resgatou a credibilidade e o respeito do futebol brasileiro. Ponto negativo: o vacilo de Marcelo no início do jogo, que castigou uma atuação até então perfeita do Brasil e culminou no gol uruguaio.

Uruguai - Cavani jogou sozinho. Sem Suarez, suspenso, ele fez um auê na defesa brasileira e ainda ajudou, e muito, a defesa uruguaia, com um fôlego dedar inveja. Ponto negativo: Diego Rolon, uma nulidade em campo, pouco acrescentou ao ataque uruguaio e deixou Cavani sozinho...

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