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quarta-feira, 6 de março de 2024

Você já ouviu falar sobre etarismo?

Como pode alguém melhorar seu rendimento 24 anos depois daquele que poderia ser um dos seus auges físicos?

Tom Brady conseguiu isso ao melhorar seu tempo, mesmo tendo mais do que o dobro de idade de quando estabeleceu seu recorde pessoal anterior.

Sem dúvidas, o astro americano se dedicou bastante aos treinos para obter esse avanço na performance. Treino regrado, boa dieta, foco...

Mas, aproveito essa brecha para falarmos sobre outro ponto: etarismo. Você já ouviu falar sobre esse tema? Esse termo, resumidamente, significa o preconceito contra uma pessoa por conta de sua idade.

É muito comum ver pessoas mais velhas serem discriminadas por conta de sua "rodagem" maior na estrada da vida. 

E, no esporte, isso acontece com uma frequência enorme! O desgaste físico natural é usado, muitas vezes, como principal argumento para que tal atleta seja despachado de uma equipe, sem levar em consideração se isso realmente tem afetado seu rendimento ou se são outros fatores (por exemplo, a qualidade dos colegas de equipe).

Recentemente, um time "de aposentados", como muitos rotulavam o Fluminense, surpreendeu quem subestima a capacidade de pessoas mais velhas e venceu a Libertadores da América. 

Só para se ter uma ideia, a média de idade dos 11 jogadores do Flu em campo na final do torneio continental era de 32,2 anos!

Um dos mais jovens do elenco, Jhon Kennedy, brilhou ao fazer gols decisivos na reta final do torneio? Sim, aos 20 anos, ele ajudou a equipe a buscar o título. Mas, sabe quem foi o artilheiro da competição? Cano, com seus 35 aninhos e incríveis 13 gols no torneio.

A mescla de atletas mais jovens, teoricamente em seu auge físico, com colegas mais velhos, que já passaram por muita coisa nessa vida e sabem como agir em situações mais tensas, muitas vezes geram os melhores resultados. Afinal, é uma soma de forças! 

Por isso, independente da idade, o mais importante é respeitar cada indivíduo. Líderes que enxergam isso conseguem atingir feitos extraordinários. Como Fernando Diniz e seu Fluminense em 2023.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

Fluminense na final do Mundial! Culpa de quem?

Um duelo difícil, tendo do outro lado, o forte Al Ahly, do Egito, acostumado a disputar o Mundial de Clubes. 

Mas, o Fluminense foi preciso para fazer 2x0 e avançar para a grande final.

E a culpa desse sucesso? Pode dividir a responsabilidade...

Fábio, por ter pego até pensamento e mostrar, jogo após jogo, o quão absurdo foi seu término de ciclo no Cruzeiro?

Nino e Felipe Melo, a dupla de zaga segura, que por vezes dá um susto, mas que sustenta o time?

André, o volante que guia o time marcando, passando e atacando, além de ter sido eleito o melhor do jogo?

Martinelli, imparável e onipresente em campo, infernizando a vida dos egípcios? 

Marcelo, o lateral camisa 10 que fez um auê danado na defesa do Al Ahly no lance que gerou o pênalti? 

Ganso, o Maestro que disputa mais um Mundial e desfilou seu talento tranquilamente em campo como se não fosse uma semifinal de Mundial? 

Arias, o motorzinho das Laranjeiras, que acertou a trave, fez gol e abriu o caminho pra final?

Cano, o artilheiro que hoje não balançou as redes, mas participou muito do jogo e incomodou os egípcios com intensa movimentação? 

John Kennedy, o iluminado, o predestinado, o moleque ousado que está cravando um espaço a fórceps na galeria de ídolos do Flu e cravou mais um gom hoje? 

Fernando Diniz, o técnico que arrumou o experiente time e busca, agora, o maior título de sua carreira - e da história do Flu?

Todos eles são culpados... Culpados de criar as maiores expectativas nos torcedores. 

O Dinizismo do Flu, bem diferente do Dinizismo da seleção brasileira, está a um passo de se tornar mundialmente eterno.

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

E o Dinizismo...

Cinco minutos de ótimo futebol. Chance criada. Gol feito. Tabelas, infiltrações. Martinelli. Vini. Martinelli. Gol.

Pouco a pouco, o Brasil foi perdendo fôlego. Até que Vinicius Junior se machucou e saiu para a entrada (?) de João Pedro. 

O "Brasa" sumiu.

A Colômbia, que já vinha pressionando, passou a não se preocupar mais com a defesa. 

E o primeiro tempo foi um Deus nos acuda na área brasileira, mas que inacreditavelmente terminou 1x0 para o Brasil. Santo Alisson!

Na segunda etapa, o show de horrores piorou. 

O Brasil, impotente, mal passava do meio-campo. 

Diniz resolveu mexer. Tirou Rodrygo e colocou Paulinho. 

O atacante do Galo recebeu lindo passe de João Pedro. Ficou de frente pro gol. Mas não chutou. Tentou ajeitar pra perna direita, a boa. Não confiou na esquerda. E não correu o risco de fazer o gol.

A Colômbia agradeceu.

Minutos depois, bola na área brasileira e o gigante Luis Dias, no alto dos seus 1,78m, cabeceou entre os defensores pra empatar. E quatro minutos depois, ele mesmo viraria o jogo - 2x1 Colômbia. 

Diniz ficou tenso. Deu a louca no treinador. Pacotão de mudanças. Pepê. Douglas Luiz. Endrick. Salvem o Brasil. Em apenas 10 minutos. 

Não salvaram.

E ainda viram uma sonolenta troca de passes no meio-campo no minuto final da partida. De um lado, pro outro. E apenas entre brasileiros.

Terceiro jogo sem vitória da seleção.

Segunda derrota consecutiva nas Eliminatórias. 

Quinta posição. Atrás de Venezuela, Colômbia, Uruguai e Argentina.

Esse é o Brasil de Diniz.

sexta-feira, 13 de outubro de 2023

O dia em que o Dinizismo sucumbiu à Venezuela

Ataque sonolento. 
Meio-campo pouco combativo.
Lateral marcando à distância.
Zaga mal postada.
Um gol histórico.
E assim foi o primeiro fracasso do Dinizismo perante a seleção brasileira. 
Diante de sua própria torcida. 
Praticamente com força máxima.
Neymar, Vini Jr. e Rodrygo até arriscaram bons dribles, mas concluíram muito mal a maioria das jogadas. 
Richarlison, Gabriel Jesus e Matheus Cunha seguem em péssima fase e não calam a boca dos críticos: por que seguem sendo convocados se nada produzem - nem em seus clubes? Por que Tiquinho Soares e Marcos Leonardo não ganham UMA chance?
O meio-campo, hoje, sem pegada, comprometeu... Reflexo do gol venezuelano - Gerson perde a disputa na meiuca e não faz o mínimo esforço para recuperar a bola.
Arana marcando à distância permitiu o cruzamento.
E Bello, entre Gabriel Magalhães e Marquinhos, teve tempo e espaço para fazer acrobacia antes do gol.
O 1x1 histórico mostrou que o Brasil está longe de estar acertadinho. 
Diniz que estude bastante e trabalhe bem as alternativas, pois o Uruguai promete ser um adversário ainda mais difícil do que a surpreendente Venezuela. 

Observação: essa foi a segunda vez na história das Eliminatórias que a Venezuela conseguiu pontuar contra o Brasil. A outra vez foi em 14 de outubro de 2009, no Mato Grosso do Sul, quando as equipes ficaram no 0x0. E Tomás Rincón, capitão da Venezuela na partida de hoje, estava em campo naquele histórico jogo há 14 anos.

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