Essa semana terminará a primeira fase da Copa do Mundo! Das 32 seleções que chegaram à África no começo do mês, apenas 16 continuarão no torneio.
Algumas já estão eliminadas antes mesmo da terceira rodada, como Camarões e Coréia do Norte, enquanto outras já garantiram a vaga com antecedência, como Holanda e Brasil.
Mas emoção não vai faltar! Gigantes do mundo futebolístico como Alemanha, Inglaterra e Espanha estão ameaçadas de capirem ainda na primeira fase. A França, finalista do Mundial de 2006, tem remotas chances de avançar e decide hoje o futuro na competição contra a África do Sul.
Vamos à uma análise dos dois grupos, A e B, que serão decididos hoje! (Confira aqui a tabela e classificação dos grupos)
No grupo A, os líderes México e Uruguai se enfrentam precisando apenas de um empate para carimbarem a classificação. O problema é que o segundo colocado desse grupo deverá enfrentar a Argentina logo nas oitavas.
Por enquanto, a vantagem é do Uruguai, que tem três gols de saldo, contra dois dos mexicanos. Será que algum dos dois times irá arriscar a classificação e tentará partir para o ataque, tentando fugir da seleção argentina?
Pensando exatamente nisso, África do Sul e França duelam no mesmo horário dos rivais (11h, horário de Brasília) e torcem para que haja um vencedor no duelo americano. Caso isso aconteça, as duas equipes terão chances de classificação, mas precisarão tirar uma larga vantagem no saldo de gols - África possui três gols negativos e a França está com dois gols negativos. Missão complicada para as duas, mas nada é impossível.
#Palpite: vitória do Uruguai por 2x1 e da África por 1x0.
Já no grupo B, todos os jogos serão às 15h30.
A líder Argentina enfrenta os gregos, que estão empolgados após marcarem o primeiro gol em Copas do Mundo e, de quebra, conseguirem também a primeira vitória na história da competição. Se esse jogo terminar empatado, a Argentina garante a classificação e a liderança do grupo. O empate serve também para os gregos, desde que a Coréia do Sul não vença a quase eliminada Nigéria.
A Coréia, com o mesmo número de pontos que a Grécia, foi goleada pela Argentina, mas enfrenta a Nigéria, derotada nas duas primeiras rodadas. Uma vitória deixa os coreanos com a mão na vaga, mas o ideal para os coreanos é que a Argentina não seja derrotada pelos gregos.
Já os nigerianos ainda podem passar de fase! Apesar de não terem pontuado ainda, basta vencerem a Coréia por um simples 1x0 e a Argentina derrotar a Grécia pelo mesmo placar. Nada impossível!
#Palpite: vitória da Argentina por 3x0 e vitória da Coréia por 2x1.
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Amanhã, as análises dos grupos C e D!
terça-feira, 22 de junho de 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Engrossadas da seleção de 70 e o Brasileirão 2010
Dando uma navegada pelos blogs esportivos, vi um vídeo bem engraçado, que mostra como grandes jogadores e grandes times nem sempre conseguem fazer grandes jogadas.
As cobranças de falta foram demais!
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No Brasileirão 2010, o líder é o Corinthians, que bateu o Santos por 4x2 no Pacaembu. Em campo, muita rivalidade, mas felizmente, sem violência, apesar das provocações antes e durante a partida.
O Corinthians mostrou raça, disciplina e vontade de vencer. Os destaques corinthianos foram Bruno César, que encaixou muito bem no esquema corinthiano, e a dupla de volantes Ralf e Elias. Já Danilo segue devendo uma boa atuação. Outra baixa foi a arrogância de Roberto Carlos "quando o Corinthians quer, a gente vence". Menos RC, menos.
O Timão tem um ótimo começo de Brasileirão e empolga a torcida. O time está se encaixando e precisa manter o nível de atuação para se mostrar realmente confiável.
Pelo Santos, Arouca e Wesley jogaram sozinhos e André aproveitou a única chance que teve na partida. Neymar tem que ser melhor orientado para não ficar provocando os adversários à toa, como a declaração sobre a possibilidade de dar um novo chapéu em Chicão. Ontem, Ganso esteve apático. E Marquinhos não se encaixa nessa equipe: anda em campo, some do jogo, não marca e erra todos os cruzamentos, seja em cobrança de escanteio, seja nas batidas de falta.
Os Meninos da Vila parecem não estar muito a fim de disputar o Brasileirão, ou então, o clima nos bastidores não é bom, pois a alegria e o futebol que contagiou o país nos primeiros meses de 2010 sumiu. Ao mesmo tempo, as reclamações dos jogadores contra o treinador começaram a surgir.
A pausa para a Copa do Mundo vem em uma hora muito oportuna para o Peixe, que vive o primeiro momento ruim no ano.
______________________________
Momento ruim que parece não ter fim para o Palmeiras. O time custa a engrenar, não tem técnico, os jogadores brigam com a torcida e entre si, os diretores parecem fazer o que bem entendem e o clube não engrena. Já se passaram cinco meses, e o Verdão segue sem empolgar a torcida alviverde.
______________________________
Já o rival São Paulo segue em paz. Classificado para a semi-final da Libertadores, o Tricolor reencontrou o caminho das vitórias, reconquistou a confiança dos torcedores e faz um início de Brasileirão sem sustos. O elenco é muito forte e a torcida está confiante para o restante da temporada.
______________________________
No CartolaFC, o Timecorapado 2 foi bem, segue crescendo e melhorando a pontuação. Nessa rodada, foram 65,43 pontos. A diretoria está satisfeita com o trabalho do treinador nesse começo de temporada e espera um desempenho melhor do que o de 2009.
As cobranças de falta foram demais!
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No Brasileirão 2010, o líder é o Corinthians, que bateu o Santos por 4x2 no Pacaembu. Em campo, muita rivalidade, mas felizmente, sem violência, apesar das provocações antes e durante a partida.
O Corinthians mostrou raça, disciplina e vontade de vencer. Os destaques corinthianos foram Bruno César, que encaixou muito bem no esquema corinthiano, e a dupla de volantes Ralf e Elias. Já Danilo segue devendo uma boa atuação. Outra baixa foi a arrogância de Roberto Carlos "quando o Corinthians quer, a gente vence". Menos RC, menos.
O Timão tem um ótimo começo de Brasileirão e empolga a torcida. O time está se encaixando e precisa manter o nível de atuação para se mostrar realmente confiável.
Pelo Santos, Arouca e Wesley jogaram sozinhos e André aproveitou a única chance que teve na partida. Neymar tem que ser melhor orientado para não ficar provocando os adversários à toa, como a declaração sobre a possibilidade de dar um novo chapéu em Chicão. Ontem, Ganso esteve apático. E Marquinhos não se encaixa nessa equipe: anda em campo, some do jogo, não marca e erra todos os cruzamentos, seja em cobrança de escanteio, seja nas batidas de falta.
Os Meninos da Vila parecem não estar muito a fim de disputar o Brasileirão, ou então, o clima nos bastidores não é bom, pois a alegria e o futebol que contagiou o país nos primeiros meses de 2010 sumiu. Ao mesmo tempo, as reclamações dos jogadores contra o treinador começaram a surgir.
A pausa para a Copa do Mundo vem em uma hora muito oportuna para o Peixe, que vive o primeiro momento ruim no ano.
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Momento ruim que parece não ter fim para o Palmeiras. O time custa a engrenar, não tem técnico, os jogadores brigam com a torcida e entre si, os diretores parecem fazer o que bem entendem e o clube não engrena. Já se passaram cinco meses, e o Verdão segue sem empolgar a torcida alviverde.
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Já o rival São Paulo segue em paz. Classificado para a semi-final da Libertadores, o Tricolor reencontrou o caminho das vitórias, reconquistou a confiança dos torcedores e faz um início de Brasileirão sem sustos. O elenco é muito forte e a torcida está confiante para o restante da temporada.
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No CartolaFC, o Timecorapado 2 foi bem, segue crescendo e melhorando a pontuação. Nessa rodada, foram 65,43 pontos. A diretoria está satisfeita com o trabalho do treinador nesse começo de temporada e espera um desempenho melhor do que o de 2009.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Santos na final da Copa do Brasil
O Santos bateu o Grêmio por 3x1 na Vila Belmiro e está classificado para a final Copa do Brasil. O rival será o Vitória, que goleou o Atlético Goianiense por 4x0, no Barradão. Em 2010, haverá um campeão inédito do torneio.
O Santos não fez um bom primeiro tempo, sendo dominado pelo Grêmio e demonstrando muito nervosismo. O alvinegro praiano pouco criou e a marcação do time gaúcho não deixou o goleiro Victor tomar nenhum susto nos primeiros 45 minutos.
Na segunda etapa, o Peixe contou com a habilidade dos seus atletas para construir o placar e selar a vitória. Ganso acertou um chutaço indefensável e abriu o placar aos seis minutos da segunda etapa, resultado que garantia o time da Vila na final.
O Grêmio teve que atacar e abriu espaços. Num contra-ataque, André deu um ótimo passe para Robinho, que avançou e encobriu o goleiro gremista. Mais um golaço santista!
Porém, dois minutos depois o goleiro Felipe falhou num cabeceio de Jonas (que subiu sozinho, explorando o maior defeito do Santos em 2010, as jogadas áereas) e rebateu a bola nos pés de Rafael Marques, que empurrou pro fundo do gol e deu mais emoção à partida.
O técnico gremista Silas colocou mais dois atacantes em campo, mas quem marcou de novo foi o Santos. Marcel deu bom passe para Wesley, que driblou o zagueiro, deixou Victor sentado e, sem ângulo, marcou o terceiro golaço da noite.
No final da partida, a tensão e o nervosismo resultaram na expulsão do santista Edu Dracena e dos gremistas Jonas e Rafael Marques.
Fim de jogo e Santos garantido na final.
_________________________________________
Lamentável a declaração de Silas comparando a Vila Belmiro ao Alfredo Jaconi (estádio do Juventude). De mesma infelicidade foi a fala do presidente do Grêmio sobre "com quem o Peixe estava lidando". Que os dois aprendam a falar menos e respeitar mais os adversários.
Após a partida, os santistas desabafaram contra as provocações dos gremistas e mostrara que respeito é bom!
E se alguém dúvida que o futebol praticado pelos Meninos da Vila é o verdadeiro futebol, a resposta está aqui.
_________________________________________
O Peixe mostrou a força tão contestada pela crítica e por alguns adversários.
Desde o começo do ano o Santos tem sido questionado quanto à verdadeira competência dos seus atletas. A cada goleada, a mesma história: "quero ver contra um time grande".
Vieram os grandes: no Paulistão, o São Paulo perdeu três vezes e o Corinthians uma. Pela Copa do Brasil, o Peixe deixou para trás o Atlético Mineiro e o Grêmio, além do tradicional Guarani.
Não bastaram as belas jogadas, os 113 gols em cinco meses, o título paulista e os recordes na Copa do Brasil para esse time provar que tem qualidade?
_________________________________________
Engana-se quem pensa que a final contra o Vitória será fácil. Os jogadores do Santos já devem estar vacinados contra esse tipo de boato devido ao susto e ao sufoco provocados pelo Santo André nas finais do Paulistão.
O Vitória é um time com tradição, tem bons jogadores e tem atropelado quem os enfrenta no Barradão.
Sem essa de "já ganhou". Serão dois jogos dificilímos, no final de julho e começo de agosto.
O Santos não fez um bom primeiro tempo, sendo dominado pelo Grêmio e demonstrando muito nervosismo. O alvinegro praiano pouco criou e a marcação do time gaúcho não deixou o goleiro Victor tomar nenhum susto nos primeiros 45 minutos.
Na segunda etapa, o Peixe contou com a habilidade dos seus atletas para construir o placar e selar a vitória. Ganso acertou um chutaço indefensável e abriu o placar aos seis minutos da segunda etapa, resultado que garantia o time da Vila na final.
O Grêmio teve que atacar e abriu espaços. Num contra-ataque, André deu um ótimo passe para Robinho, que avançou e encobriu o goleiro gremista. Mais um golaço santista!
Porém, dois minutos depois o goleiro Felipe falhou num cabeceio de Jonas (que subiu sozinho, explorando o maior defeito do Santos em 2010, as jogadas áereas) e rebateu a bola nos pés de Rafael Marques, que empurrou pro fundo do gol e deu mais emoção à partida.
O técnico gremista Silas colocou mais dois atacantes em campo, mas quem marcou de novo foi o Santos. Marcel deu bom passe para Wesley, que driblou o zagueiro, deixou Victor sentado e, sem ângulo, marcou o terceiro golaço da noite.
No final da partida, a tensão e o nervosismo resultaram na expulsão do santista Edu Dracena e dos gremistas Jonas e Rafael Marques.
Fim de jogo e Santos garantido na final.
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Lamentável a declaração de Silas comparando a Vila Belmiro ao Alfredo Jaconi (estádio do Juventude). De mesma infelicidade foi a fala do presidente do Grêmio sobre "com quem o Peixe estava lidando". Que os dois aprendam a falar menos e respeitar mais os adversários.
Após a partida, os santistas desabafaram contra as provocações dos gremistas e mostrara que respeito é bom!
E se alguém dúvida que o futebol praticado pelos Meninos da Vila é o verdadeiro futebol, a resposta está aqui.
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O Peixe mostrou a força tão contestada pela crítica e por alguns adversários.
Desde o começo do ano o Santos tem sido questionado quanto à verdadeira competência dos seus atletas. A cada goleada, a mesma história: "quero ver contra um time grande".
Vieram os grandes: no Paulistão, o São Paulo perdeu três vezes e o Corinthians uma. Pela Copa do Brasil, o Peixe deixou para trás o Atlético Mineiro e o Grêmio, além do tradicional Guarani.
Não bastaram as belas jogadas, os 113 gols em cinco meses, o título paulista e os recordes na Copa do Brasil para esse time provar que tem qualidade?
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Engana-se quem pensa que a final contra o Vitória será fácil. Os jogadores do Santos já devem estar vacinados contra esse tipo de boato devido ao susto e ao sufoco provocados pelo Santo André nas finais do Paulistão.
O Vitória é um time com tradição, tem bons jogadores e tem atropelado quem os enfrenta no Barradão.
Sem essa de "já ganhou". Serão dois jogos dificilímos, no final de julho e começo de agosto.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
A magia do futebol
Em 2010, a magia voltou ao futebol, depois de ficar alguns anos escondida.
Muitos times montam elencos fortes, com ótimos, inteligentes, habilidosos e decisivos jogadores e com eles conqusitam diversos títulos.
Mas, poucos no mundo têm a capacidade de encantar como faz o time da Vila Belmiro.
O Real Madrid sempre montou elencos "galáticos", recheado de estrelas.
Manchester United, Juventus, Inter de Milão, Milan e Chelsea sempre tiveram equipes competitivas, muito aplicadas taticamente.
Mas você não ouve ninguém falando que esses times jogaram bonito em algum momento da vencedora história deles. Essas e outras equipes praticaram (e praticam) um futebol campeão, vencedor, mas que não encantava (nem encanta) pela arte, mas sim pelos troféus.
Na América do Sul, qual time praticou um futebol que atraiu a atenção de todo o mundo devido ao espetáculo que era exibido em cada partida? São Paulo, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, Vasco, Boca Jrs, River Plate, Independiente (ARG), Peñarol sempre foram equipes aplicadas taticamente e alcançaram a grandeza praticando um futebol eficiente.
Em território nacional, Corinthians, Fluminense, Atlético Mineiro e cia também não atrairam atenção do mundo pela beleza do futebol. Suas conquistas foram resultado de raça e eficiência tática.
O Botafogo só mostrou a beleza do futebol quando tinha Garrincha e cia vestindo o uniforme da estrela solitária.
O Palmeiras dos 100 gols era uma máquina de enfiar bolas na rede e o fazia jogando de maneira ofensiva, mas foi na década de 60 que a equipe que jogou o futebol clássico.
O Flamengo viveu uma era iluminada comandada por Zico.
O holandês Ajax, há algumas décadas, chegou ao auge jogando o fino da bola.
O atual Arsenal pratica um jogo de velocidade, de vontade, de aplicação tática, de categoria envolvente.
Mas, todas essas equipes viveram apenas fases do futebol-arte.
No mundo, historicamente apenas duas equipes ficaram registradas por causa do futebol arte: Santos e Barcelona.
Prova disso é que sempre que qualquer time ameaça mostrar um futebol encantador, comparam ao Santos de Pelé ou ao Barça de Messi.
Na história, muitas equipes se tornaram gigantes, vencedoras, dominaram os campeonatos nacionais e/ou continentais. Porém, poucas jogaram com um estilo semelhante ao do Santos de Pelé ou do Barça de Messi.
Em 2010, os Meninos da Vila estão caminhando para gravar o nome deles na história do futebol-arte. Estão jogando para pararem de ser comparados à essas duas gerações e se tornarem exemplo.
Em 2002, Diego, Robinho e cia. mostraram que a Vila é, sim, o celeiro de craques do planeta, mas não empolgaram os boleiros como a geração de Neymar e Ganso.
Em 2002, todos lembraram que, históricamente, os Meninos da Vila jogam um futebol gostoso de se ver.
No Santos, tudo começou com a geração do Pelé, passou pela turma do Pita e do Juari, ressurgiu com Diego e Robinho e se fortaleceu novamente com Neymar, Ganso e cia.
Agora, é esperar para ver até onde a geração 2010 vai chegar.
A de Diego e Robinho parou no Boca Jrs. de Tevez, Riquelme, Abbondanzieri e Schiavi.
A de 84 foi um "curta-metragem".
A geração de Pelé conquistou tudo o que era possível.
A de 2010, por enquanto, apenas resgatou a personalidade que é singular ao Santos - gerar artistas da bola, afinal, os craques do Barcelona são importados, os da Vila são criados por ali mesmo.
Muitos times montam elencos fortes, com ótimos, inteligentes, habilidosos e decisivos jogadores e com eles conqusitam diversos títulos.
Mas, poucos no mundo têm a capacidade de encantar como faz o time da Vila Belmiro.
O Real Madrid sempre montou elencos "galáticos", recheado de estrelas.
Manchester United, Juventus, Inter de Milão, Milan e Chelsea sempre tiveram equipes competitivas, muito aplicadas taticamente.
Mas você não ouve ninguém falando que esses times jogaram bonito em algum momento da vencedora história deles. Essas e outras equipes praticaram (e praticam) um futebol campeão, vencedor, mas que não encantava (nem encanta) pela arte, mas sim pelos troféus.
Na América do Sul, qual time praticou um futebol que atraiu a atenção de todo o mundo devido ao espetáculo que era exibido em cada partida? São Paulo, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, Vasco, Boca Jrs, River Plate, Independiente (ARG), Peñarol sempre foram equipes aplicadas taticamente e alcançaram a grandeza praticando um futebol eficiente.
Em território nacional, Corinthians, Fluminense, Atlético Mineiro e cia também não atrairam atenção do mundo pela beleza do futebol. Suas conquistas foram resultado de raça e eficiência tática.
O Botafogo só mostrou a beleza do futebol quando tinha Garrincha e cia vestindo o uniforme da estrela solitária.
O Palmeiras dos 100 gols era uma máquina de enfiar bolas na rede e o fazia jogando de maneira ofensiva, mas foi na década de 60 que a equipe que jogou o futebol clássico.
O Flamengo viveu uma era iluminada comandada por Zico.
O holandês Ajax, há algumas décadas, chegou ao auge jogando o fino da bola.
O atual Arsenal pratica um jogo de velocidade, de vontade, de aplicação tática, de categoria envolvente.
Mas, todas essas equipes viveram apenas fases do futebol-arte.
No mundo, historicamente apenas duas equipes ficaram registradas por causa do futebol arte: Santos e Barcelona.
Prova disso é que sempre que qualquer time ameaça mostrar um futebol encantador, comparam ao Santos de Pelé ou ao Barça de Messi.
Na história, muitas equipes se tornaram gigantes, vencedoras, dominaram os campeonatos nacionais e/ou continentais. Porém, poucas jogaram com um estilo semelhante ao do Santos de Pelé ou do Barça de Messi.
Em 2010, os Meninos da Vila estão caminhando para gravar o nome deles na história do futebol-arte. Estão jogando para pararem de ser comparados à essas duas gerações e se tornarem exemplo.
Em 2002, Diego, Robinho e cia. mostraram que a Vila é, sim, o celeiro de craques do planeta, mas não empolgaram os boleiros como a geração de Neymar e Ganso.
Em 2002, todos lembraram que, históricamente, os Meninos da Vila jogam um futebol gostoso de se ver.
No Santos, tudo começou com a geração do Pelé, passou pela turma do Pita e do Juari, ressurgiu com Diego e Robinho e se fortaleceu novamente com Neymar, Ganso e cia.
Agora, é esperar para ver até onde a geração 2010 vai chegar.
A de Diego e Robinho parou no Boca Jrs. de Tevez, Riquelme, Abbondanzieri e Schiavi.
A de 84 foi um "curta-metragem".
A geração de Pelé conquistou tudo o que era possível.
A de 2010, por enquanto, apenas resgatou a personalidade que é singular ao Santos - gerar artistas da bola, afinal, os craques do Barcelona são importados, os da Vila são criados por ali mesmo.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Até quando?
É inacreditável acompanhar o que acontece com os grandes times argentinos.
Quem não está muito atualizado até acha que é mentira quando vê na ponta da tabela do campeonato argentino times como Godoy Cruz, Argentinos, Banfield, Lanús e Tigre.
E não acredita quando ouve que entre os cinco últimos colocados estão Rosário Central, River Plate, San Lorenzo e Boca Juniors.
Por enquanto, salvam a reputação dos gigantes apenas Vélez, Estudiantes e Independiente.
É incrível ver onde foram parar os gigantes argentinos.
É sempre legal ver times pequenos crescendo, conquistando títulos, apresentando alternativas e deixando um torneio mais competitivo, mas o que se vê na Argentina é muito estranho.
No Brasil, grandes times foram rebaixados, se reestruturaram e voltaram para a elite com times fortes.
Será que os grandes argentinos terão que passar pelo mesmo processo? Vão ter que colocar uma mancha na história para poder voltar às glórias?
E o que mais me chama a atenção é que todos passam por essa fase ruim na mesma época.
No Brasil, Palmeiras e Botafogo foram os pioneiros a desbravar a Segundona a partir dos anos 2000 e logo depois se recuperaram do tombo. Depois, Grêmio, Atlético Mineiro, Coritiba, Corinthians e Vasco seguiram o mesmo caminho. O Fluminense, na década de 90, chegou a cair para a terceirona.
Porém, nem todos os tradicionais times brasileiros conseguiram retomar a antiga força.
O Bahia não aparece na elite há alguns anos.
O Santa Cruz chegou ao fundo do poço e hoje disputa a quarta divisão.
O Guarani também experimentou o gosto amargo da terceira divisão e depois de muitos anos volta a figurar entre as principais equipes nacionais.
A Portuguesa fica na gangorra: é rebaixada, volta para a elite, cai de novo, e vai seguindo nessa rotina...
O Paysandu, que há sete anos venceu o Boca na Bombonera pela fase de mata-mata da Libertadores, não disputa nem mais a segunda divisão nacional.
Exemplos bem sucedidos de times que caíram e ressurgiram não faltam. Mas exemplos de clubes que se afundaram e ainda não conseguiram honrar as tradições também aparecem aos montes.
O negócio é mudar logo a administração, mudar o pensamento, reciclar a gestão, pois do jeito que está, logo nós, brasileiros, nem vamos mais comemorar as vitórias sobre os tradicionais rivais argentinos.
PS: não tenho nada contra os "pequenos", pelo contrário, acho sensacional quando temos "zebras" e vejo times com pouca tradição atormentando os grandes. Mas chama muito a atenção quando um campeonato tem muitos times "pequenos" (sem títulos importantes nacionais ou internacionais) na ponta de cima e grandes na ponta de baixo.
Quem não está muito atualizado até acha que é mentira quando vê na ponta da tabela do campeonato argentino times como Godoy Cruz, Argentinos, Banfield, Lanús e Tigre.
E não acredita quando ouve que entre os cinco últimos colocados estão Rosário Central, River Plate, San Lorenzo e Boca Juniors.
Por enquanto, salvam a reputação dos gigantes apenas Vélez, Estudiantes e Independiente.
É incrível ver onde foram parar os gigantes argentinos.
É sempre legal ver times pequenos crescendo, conquistando títulos, apresentando alternativas e deixando um torneio mais competitivo, mas o que se vê na Argentina é muito estranho.
No Brasil, grandes times foram rebaixados, se reestruturaram e voltaram para a elite com times fortes.
Será que os grandes argentinos terão que passar pelo mesmo processo? Vão ter que colocar uma mancha na história para poder voltar às glórias?
E o que mais me chama a atenção é que todos passam por essa fase ruim na mesma época.
No Brasil, Palmeiras e Botafogo foram os pioneiros a desbravar a Segundona a partir dos anos 2000 e logo depois se recuperaram do tombo. Depois, Grêmio, Atlético Mineiro, Coritiba, Corinthians e Vasco seguiram o mesmo caminho. O Fluminense, na década de 90, chegou a cair para a terceirona.
Porém, nem todos os tradicionais times brasileiros conseguiram retomar a antiga força.
O Bahia não aparece na elite há alguns anos.
O Santa Cruz chegou ao fundo do poço e hoje disputa a quarta divisão.
O Guarani também experimentou o gosto amargo da terceira divisão e depois de muitos anos volta a figurar entre as principais equipes nacionais.
A Portuguesa fica na gangorra: é rebaixada, volta para a elite, cai de novo, e vai seguindo nessa rotina...
O Paysandu, que há sete anos venceu o Boca na Bombonera pela fase de mata-mata da Libertadores, não disputa nem mais a segunda divisão nacional.
Exemplos bem sucedidos de times que caíram e ressurgiram não faltam. Mas exemplos de clubes que se afundaram e ainda não conseguiram honrar as tradições também aparecem aos montes.
O negócio é mudar logo a administração, mudar o pensamento, reciclar a gestão, pois do jeito que está, logo nós, brasileiros, nem vamos mais comemorar as vitórias sobre os tradicionais rivais argentinos.
PS: não tenho nada contra os "pequenos", pelo contrário, acho sensacional quando temos "zebras" e vejo times com pouca tradição atormentando os grandes. Mas chama muito a atenção quando um campeonato tem muitos times "pequenos" (sem títulos importantes nacionais ou internacionais) na ponta de cima e grandes na ponta de baixo.
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