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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

Ataque a bombas atinge a delegação do Fortaleza e mancha de sangue o futebol brasileiro

Uma noite trágica que manchou de sangue um dos capítulos mais indecentes do futebol brasileiro. 

Ampliando o cenário de violência incontida que só cresce no Brasil nas últimas décadas, o ônibus com a delegação do Fortaleza foi atingido por bombas e pedras após o jogo contra o Sport.

Sim, BOMBA!

Há anos eu falo que as autoridades estão enxugando gelo com medidas frouxas em relação aos vândalos disfarçados de torcedores. E o resultado é isso: ações cada vez mais violentas aterrorizando o mundo do futebol.

Quantas vidas precisarão ser perdidas? Quantos profissionais precisarão ser atacados, agredidos, EXPLODIDOS para que atitudes drásticas sejam tomadas contra esses criminosos? 

Toda semana é um novo episódio. Toda semana é um "caso isolado" de torcedor jogando pedra em ônibus, de torcedores ameaçando jogadores, de torcidas marcando encontros que transfirmam ruas em campos de guerra... Mas, é tudo só mais um caso "isolado".

Isolado está o torcedor brasileiro de verdade, refém de vândalos que agem livremente e expulsam e mantém afastados dos estádios aqueles que só queriam ver uma partida de futebol...

sexta-feira, 7 de julho de 2023

Santos punido: culpa é de quem?

 O Santos foi punido pelo STJD com oito partidas como mandante jogando com portões fechados e a 150km da Vila Belmiro, devido aos incidentes ocorridos no clássico contra o Corinthians. E muito tem se falado que a culpa é dos torcedores. Será?

A punição é justa, por um lado, afinal, o clube já é reincidente em atos de vandalismo provocados por sua "torcida" em seu estádio. 

Mas, meus questionamentos vão além.

1) o que acontecerá com o Corinthians e o Neo Química Arena devido ao fato de Deyverson, do Cuiabá, ter sido atingido no pescoço por um cortador de unha arremessado por "torcedores" rivais?


2) o que acontecerá com o Vasco e o São Januário devido ao fato de "torcedores" terem arremessado sinalizadores no campo (como fez a torcida santista)?

3) o que acontecerá com os "torcedores" que invadiram um motel em São Paulo e agrediram e ameaçaram o jogador Luan, do Corinthians?

4) o que acontecerá com os "torcedores" são-paulinos que depredaram uma estação de Metrô em São Paulo e feriram um segurança do local, após o clássico entre São Paulo e Palmeiras?

Todos esses fatos são recentes, aconteceram há poucas semanas.

E se você colocar no Google "briga torcida" você encontrará matérias e imagens dos mais diversos tipos de vandalismo espalhados pelo país, desde as mais recentes até as mais antigas. E aí é que entra o meu principal questionamento: o que acontece com esses criminosos? Por que isso segue se repetindo continuamente? 

A resposta é desanimadora e explica por que repetidamente, ano após ano, em todo o Brasil, vemos notícias como essas, de "torcedores" vandalizando, ameaçando e agredindo: para a grande maioria desses criminosos, não acontece absolutamente nada. 

Vai ver quantos "torcedores" do Santos foram presos por agredirem os jogadores do Corinthians em 2022. 

Quantos "torcedores" do São Paulo foram presos por vandalizar o estádio de Mogi das Cruzes durante um jogo da Copa São Paulo, em 2016? 

Quantos "torcedores" do Corinthians foram presos por ameaçarem William e Cássio, no ano passado? 

Quantos "torcedores" do Palmeiras foram presos após o caos promovido na região do Allianz Parque após a derrota no Mundial.

Punir os clubes com partidas com portões fechados e multa é apenas enxugar gelo. A evolução no combate a esses atos criminosos só acontecerá quando os vândalos disfarçados de torcedores forem punidos, presos e responsabilizados por seus atos, algo que a Justiça parece não enxergar e que a Segurança Pública ainda é insuficiente em coibir.







domingo, 10 de abril de 2016

Torcida organizada, clubes e o poder público: incentivo ao crime

Na última semana, vândalos disfarçados de torcedores mataram mais uma pessoa em São Paulo. Não foi a primeira e nem será a última vez.

Não importa a camisa do time nem o local do país: hoje, o poder público, os clubes e as torcidas organizadas são grandes incentivadores da violência dentro e fora dos estádios.

Vamos por partes:

- Torcida Organizada: coloca faixinha no estádio reclamando do dinheiro da merenda, do preço do ingresso, faz protesto contra a CBF, mas na hora de fazer sua parte, sobra omissão. Por exemplo, não entregar às autoridades os vândalos infiltrados em sua organização. E ainda onera os clubes exigindo ingressos gratuitamente. Fora as ameaças aos jogadores quando o rendimento não é dos melhores - invasão ao CT, ataques aos carros dos atletas, destruição da estrutura dos estádios (próprio ou dos adversários) dentre outras baixarias recorrentes de Norte a Sul e de Leste a Oeste do Brasil.

- Poder Público: em todas as esferas - municipal, estadual, federal, executivo, legislativo e judiciário - são coniventes com a violência pois não atuam de maneira a realmente combater esses vândalos. Imagens mostram os criminosos, mas raramente eles são presos - e quando são, as leis ultrapassadas permitem uma rápida liberação. As torcidas marcam tocaias pelas redes sociais e as autoridades fingem não saber. Agentes de segurança despreparados.

- Clubes: fecham os olhos para a violência e fingem que não têm nenhuma responsabilidade sobre isso. Mas financiam as torcidas organizadas e apóiam e mantêm dirigentes cujos objetivos particulares estão sempre à frente dos objetivos das entidades esportivas. Mantêm dentro de suas estruturas esquemas de corrupção que acabam com as finanças dos clubes - e têm o apoio dos governos, que abrem mão de cobranças de impostos devidos.

Enquanto essas três partes não mudarem de postura, os vândalos seguirão ganhando as manchetes rotineiramente, livres para matarem, destruírem, roubarem, sem que nada aconteça com eles.

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