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domingo, 10 de abril de 2016

Grandes paulistas: semifinal é obrigação

Finalmente acabaram as 15 rodadas do interminável Campeonato Paulista. Único grande que não chegou à última rodada classificado para as quartas-de-final, o Palmeiras venceu o Mogi Mirim e se garantiu em primeiro lugar do grupo. Santos, São Paulo e Corinthians já tinham garantido a classificação antecipada e com tranquilidade, principalmente Corinthians e Santos, que não sofreram sustos nesses quatro primeiros meses. Diante dos rivais das quartas, a obrigação dos quatro grandes do estado é avançar à semi.

Santos x São Bento: na Vila Belmiro, o Santos recebe a segunda melhor defesa do Campeonato. Favorito, o Peixe talvez tenha o adversário mais chato dessa fase.

Audax x São Paulo: único grande a não terminar em primeiro do grupo, o São Paulo vai até Osasco (se o Audax não decidir ganhar mais $$$ e mandar o jogo em outro estádio) enfrentar o Grêmio Osasco Audax. Instável, o Tricolor do Morumbi terá que jogar muita bola para passar pelo Audax, um time ajeitado mas limitado.

Palmeiras x São Bernardo: o Verdão só se garantiu nas quartas na última rodada, assim como seu adversário. Pelo que os oito classificados jogaram na primeira fase, o São Bernardo é o adversário mais frágil do mata-mata. O Palmeiras tem mais elenco, mas divide o foco com a Libertadores, onde pode acabar eliminado e fragilizado para o resto do Paulistão. Ainda assim, o Alviverde é muito favorito.

Corinthians x Redbull: os quatro primeiros meses do Corinthians escondem a profunda reformulação no time titular. O excepcional trabalho de Tite fez com que o clube terminasse a primeira fase com a melhor campanha e é amplo favorito a avançar. O Redbull chega como franco atirador e sua classificação para a próxima seria a maior zebra da competição.

domingo, 3 de abril de 2016

Palmeiras x Corinthians: Verdão se dá melhor no duelo de opostos

Palmeiras e Corinthians fizeram um bom clássico nesse domingo, no Pacaembu. Perto da zona de rebaixamento e fora da área de classificação do Paulistáo, além de estar a um passo da eliminação da Libetadores, o alviverde precisava da vitória a qualquer custocusto, enquanto que o rival do Parque São Jorge vinha de seis vitórias consecutivas, com a melhor campanha do Paulista e em situação confortável na copa continental.

Sob sol forte, o primeiro tempo foi razoável, brigado, com muitos chutões e poucas chances de gol.

Na segunda etapa, o calor diminuiu e jogo pegou fogo! Precisando vencer, o Palmeiras foi para cima do Corinthians, mas apelando para a ineficiente jogada aérea.

Num desses ataques, a defesa corintiana roubou a bola e inicou um rápido contra-ataque, que terminou com uma falta dentro da área. O pênalti marcado para o alvinegro foi justo e fundamental para o placar: a defesa de Fernando Prass foi a inspiração que os palmeirenses precisavam.

Dois minutos depois, o baixinho Dudu ganhou a jogada aérea de toda defesa corintiana e abriu o placar, que não foi mais alterado até o apito final.

A vitória pode servir como o combustível necessário para o Palmeiras reagir não só no Paulistão, mas também na Libertadores, onde precisa vencer todos os jogos para seguir adiante. No torneio estadual, o alviverde depende apenas de duas forças para chegar às quartas de final. Após duas vitórias seguidas, Cuca ganha força e confiança para a semana decisiva do Palmeiras: é vencer e vencer, ou dizer adeus aos dois principais torneios que a equipe disputa nesses quatro primeiros meses.

Já o Corinthians não deve se abalar com a derrota no clássico, já que a temporada é muito boa e as atuações são consistentes. Derrotas como essas servem para o time aparar arestas e fazer os ajustes necessários para a equipe seguir buscando resultados positivos. E Tite sabe fazer isso muito bem.

domingo, 27 de março de 2016

Palmeiras: não adianta esperar por um milagre

A goleada do Água Santa por 4x1 sobre o Palmeiras escancara um problema crônico do Verdão: o elenco é farto, mas ainda não há um time, e muito menos um meio-campista para organizar o ataque alviverde.

A ausência de um jogador criativo faz com que o time tenha muitas dificuldades para organizar seus ataques e abrir espaço nas defesas adversárias.

Além disso, a zaga é lenta e pesada e os laterais vivem péssima fase: Lucas não é nem sombra do jogador do ano passado, Zé Roberto está com dificuldades para repetir o bom desempenho das últimas temporadas e Egídio não joga bem há anos.

Some isso a inúmeras lesões em todo o plantel e o resultado é esse: um time perdido, frágil e próximo da eliminação da Libertadores e do Paulista.

Cuca terá que trabalhar muito para acertar esse time. Sem um meia criativo e com uma zaga tão pesada, ele terá que se superar e pensar fora dos esquemas tradicionais, pois atuando no 442, no 451 ou no 433 não está dando resultado. Ou então, encaixar melhor as peças que têm à disposição para formar um time competitivo.

Hoje, o Palmeiras está longe disso.

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