terça-feira, 6 de março de 2012

Novos ares

O blogueiro não esqueceu de sua criação.

Mas o tempo e a rotina não têm cooperado para que eu sempre atualize o blog.

No entanto, quem quiser ler minhas postagens (sim, ainda escrevo, e com bastante frequência) tem algumas opções.

A primeira é me adicionar no Facebook (veja meu perfil), onde eu sempre coloco o link das minhas postagens.

A segunda é sempre dar uma olhadinha na minha coluna no Brasil Diário, a "Coluna A+".

Por fim, semanalmente escrevo para o Fala Sério (toda segunda) e para o Nova Esportes (toda sexta).

Dá uma forcinha aí.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Pisou na bola...

A Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão dos jogos do Mundial de Clubes da Fifa "pisou na bola" nesta quarta-feira (14).

A estreia do Santos no torneio, esperada com tanta ansiedade pelos torcedores do time praiano, só foi transmitida pela emissora para o estado de São Paulo.

Todos os outros estados brasileiros ficaram com Ana Maria Braga...

Quem quis assistir ao confronto contra o japonês Kashiwa Reysol, seja torcedor do Santos ou não, teve que apelar para a TV por assinatura - o Esporte Interativo, da TV aberta, também transmitiu a partida, mas nem todos os televisores conseguem reproduzir a programação da emissora.

A atitude da Globo foi deplorável. E a justificativa, pior ainda.

De acordo com o site Yahoo, a "Plin Plin" informou que "por ser uma semifinal, fase do Mundial que não decidia o título, a TV Globo optou por transmitir o jogo para São Paulo, onde está a grande parte da torcida do Santos. A grande final será exibida para todo o país".

Oras, uma equipe brasileira é campeã da Libertadores, vai disputar a semifinal do Mundial de Clubes e a partida não tem importância?

Isso é revoltante, beira o absurdo, e é lamentável que uma emissora do porte da Rede Globo tenha tomado essa decisão.

Não transmitir a semifinal do Mundial de Clubes que envolve um representante do Brasil é um baita desrespeito com os apaixonados por futebol.

O confronto tinha que ter sido televisionado pelo simples fato de ter um time brasileiro em campo, seja ele o dono da maior torcida do país ou não, por uma questão de compromisso com os fãs do futebol e respeito pelos torcedores, sejam eles em grande ou pequena quantidade.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Bobagem

O primeiro jogador de futebol que eu admirei foi Romário. Lembro até hoje de quando ele fez aquele golaço contra a Holanda, na Copa do Mundo de 1994.

Naquela época, eu tinha apenas seis anos de idade, mas já era apaixonado por futebol.

Nos anos seguintes, a eficiência de Romário não foi o suficiente para me atrair mais do que as jogadas sensacionais de um tal de Ronaldo.

A superação das lesões nos joelhos na Copa de 2002 foi um exemplo e a consagração daquele que eu considerava o melhor jogador que eu vi jogar.

Enquanto Ronaldo mostrava ao mundo seu talento com a bola nos pés, Romário fazia gols e mais gols. E discutia com Pelé, até dar a histórica declaração: "Pelé calado é um poeta".

Anos depois, repensei a frase: "Ronaldo calado é um poeta".

Tudo por causa da declaração repugnante que ele deu ao assumir o cargo no Conselho Administrativo do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014.

Traduzindo para  a vida real, ele assumiu o cargo de escudo para o odiado Ricardo Teixeira, presidente "vitalício" da CBF.

Ao colocar o "Fenômeno" na equipe que organiza a Copa do Mundo mais cara da história, Ricardo Teixeira dá uma tacada de mestre: se aproxima de alguém popular e diminui as críticas aos absurdos gastos do Mundial.

E Ronaldo começou bem no cargo ao dar uma declaração que reflete bem o espírito que parece ser o da CBF: "Uma Copa do Mundo não se faz com hospitais".

Esse absurdo foi uma resposta a uma pergunta sobre os gastos elevados em estádios e etc.

Dinheiro que ao invés de ser investido em hospitais, segurança pública e educação, está sendo investido em "infraestrutura para a Copa".

Muitos podem dizer: "mas sem a Copa esse investimento nunca seria feito".

Lamento, senhores, mas um erro não justifica outro.

O que está sendo gasto nesse Mundial é algo que revolta a qualquer ser com bom senso.

O país cujos professores recebem entre dois e três salários mínimos.

O país onde policiais são obrigados a fazer "bicos" fora do expediente.

O país com vias esburacadas e aeroportos caóticos.

O país com filas imensas nos hospitais públicos.

É o mesmo país que gasta mais do que quatro nações juntas gastaram para receber o Mundial. E o valor cresce mensalmente.

Em meio a um protesto contra o presidente Lula - muitos sugeriram que ele fosse tratar o câncer no sistema público de saúde, surge essa declaração imbecil, estúpida, que beira a cegueira.

Parece que Ronaldo não enxerga o país em que vive.

Ou não se importa com isso.

Afinal, ele não precisa do sistema público de saúde.

Os filhos dele não frequentam as escolas públicas.

Mas, o próprio povo se preocupa com essas questões?

Se os brasileiros se interessassem por esses problemas, teriam colocado um palhaço para nos representar no Congresso?

Talvez, a declaração de Ronaldo não represente apenas o terrível espírito que a CBF deixa transparecer.

Mas, infelizmente, talvez seja a opinião do povo.

Se o país não tem educação, saúde e segurança, que ao menos tenha jogos em poltronas confortáveis.

Dizem que cada um tem o que merece.

E eu tenho vergonha de pensar no que o Brasil merece por causa do conformismo diante dessa situação.

Pois, pelo jeito, não seria nada diferente da nossa realidade.

Uma realidade desgraçada.

- PS: eu sonhava com uma Copa do Mundo no Brasil. Hoje, tenho nojo e raiva.

domingo, 28 de agosto de 2011

Que fique o aprendizado

Foto: UFC
O que o UFC tem a ensinar para o mundo esportivo brasileiro?

Muito, principalmente quanto à organzação, à "marquetagem" e, notadamente, o respeito que existe aos atletas e entre eles próprios.

Todos os lutadores se cumprimentam após as lutas, não importa o que tenha acontecido dentro do octógono.

As provocações existem, claro. E ninguém agrada a todos, portanto, é normal que um lutador não goste de outro.

Mas pelo esporte, o respeito predomina. Não importam os gostos e preferências, o esporte os une e o respeito entre os atletas é algo muito legal de se ver.

E chamou muito a minha atenção o presidente do UFC, Dana White, agradecer Forrest Griffin, nocauteado por Maurício Shogun, durante a coletiva.

Um repórter perguntou ao Forrest o que aconteceu para ele ter sido nocauteado. A resposta foi direta: ele não sabe o que aconteceu, pois treinou muito para aquele dia.

Pouco depois, perguntaram se o fuso horário teria influenciado na performance dele dentro do ocotógono. E Griffin disse que adoraria usar essa desculpa, mas não poderia.

Foi então que Dana White tomou o microfone e contou que dentro dos próximos dias a mulher de Forrest dará luz ao filo do casal.

E o presidente do UFC não citou isso como uma desculpa para a derrota, mas apenas para agradecer ao lutador por ter vindo ao Brasil participar do UFC Rio em um mometo tão importante para a família dele.

Bem diferente do que acontece no Brasil.

É duro ver esportistas sem a menor condição de treinar.

Ver as confederações darem as costas aos atletas.

Ver pessoas talentosas ficando pelo caminho devido à falta de investimentos e estrutura.

Isso acontece também, óbvio, em outros países.

Mas achei muito legal o presidente do UFC apenas agradecer ao lutador por participar de um evento histórico.

Foi um ato de reconhecimento muito bonito.

E vindo de quem transformou o UFC.

Dana White, junto com os outros organizadores do UFC, está dando um show de organização e promoção da marca do esporte.

Fica o exemplo para os dirigentes brasileiros.

A Copa e as Olimpíadas estão chegando.

Espero que o legado seja precioso para o esporte brasileiro. E que seja muito bem aproveitado.

UFC Rio: noite histórica

Foto: UFC
O UFC Rio foi um espetáculo para os amantes das artes marciais. Para os brasileiros fãs da categoria, a noite foi quase perfeita: somente uma derrota, na primeira luta.

No mais, foi um show brasileiro dentro do octógono.

Minotauro superando os limites e vencendo um adversário forte de maneira surpreendente, que dominava a luta até o momento em que tomou o golpe fatal do ídolo brasileiro.

Édson Júnior mostrando categoria e eficiência no embate com um inglês duro na queda.

Maurício Shogun, no duelo que seria o mais equilibrado da noite, nocauteando Forrest Griffin com uma sequência de golpes impressionante.

E, por fim, Anderson Silva mostrando por que é uma lenda no UFC, ao vencer com facilidade o japonês Yushin Okami.

No seu estilo provocador, o "Spider" tirou o japonês do sério, lutou com uma grande tranquilidade e com uma postura que dizia até para os menos entendidos desse esporte (como eu): "vou vencer na hora em que eu quiser".

E foi isso mesmo que ele fez.

No primeiro round, Anderson ficou andando pelo octógono, enquanto o adversário tentava, sem sucesso, atingi-lo.

No segundo, baixou a guarda e com socos precisos, nocauteou o adversário.

Os torcedores brasileiros não têm do que reclamar das lutas dessa histórica noite de agosto.

O único porém: tentaram jogar revista e copos de cerveja no octógono. Uma ação lamentável de torcedores que ainda têm muito o que aprender quando o assunto é apreciar um espetáculo.

Observações

Forrest Griffin esbanjou simpatia durante a coletiva. Brincou que se cada lutador que perdesse para o Anderson Silva parasse de lutar, a categoria ficaria vazia em breve.

Griffin ainda aproveitou para descontrair o clima ao comentar a gravidez de sua mulher, que está prestes a dar a luz ao bebê. Ele disse que se soubesse que perderia, não teria vindo ao Brasil.

Por fim, vale ressaltar a grande vitória de Minotauro, recuperado de uma série de cirurgias. Na coletiva, ele revelou: ao entrar no octógono ontem à noite, estava tão nervoso por lutar em seu país que não conseguiu olhar para a torcida.

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