O Fluminense recebeu o São Paulo no Maracanã, na noite deste domingo, com o objetivo de se manter líder com uma boa folga sobre o atual segundo colocado, o Corinthians.
Para isso, o time do Rio de Janeiro teria que derrubar as estatistícas: o Flu é o time que mais foi derrotado pelo São Paulo desde 1971 - foram 43 partidas com 23 vitórias para o time paulista, nove para o Flu e onze empates.
O Fluminense começou a partida com apenas um atacante de origem, Washington, e cinco meio-campistas, incluindo Deco e Belleti. Como o São Paulo também encheu o meio-campo, jogando praticamente em um esquema 3-7-0, o que se viu no Maracanã foi um jogo muito disputado no meio-de-campo, mas com boas chances de gol para as duas equipes.
Apesar da escalação defensiva, quem começou assustando foi o time paulista, principalmente nas bolas paradas.
Mas, no primeiro ataque, aos oito minutos, o Fluminense abriu o placar. Conca avançou pela esquerda, deu um toque na linha de fundo para Julio César invadir a área e ajeitar para Deco, sozinho e com o gol vazio, arrematar para o fundo do gol.
O São Paulo tentou empatar ainda no primeiro tempo mas, em lance idêntico ao gol do Flu, a zaga do time carioca evitou o empate.
De tanto pressionar, o São Paulo chegou ao empate. Rogério Ceni, de falta, mandou no cantinho esquerdo de Fernando Henrique, que nada pôde fazer.
Um minuto depois veio a virada. Após cruzamento de Júnior César, o goleiro do Flu saiu caçando borboleta e Fernandão, sozinho, só escorou de cabeça. Virada paulista em dois minutos.
O segundo tempo foi bem diferente da primeira etapa. O Fluminense foi com tudo para cima do rival paulista, Muricy colocou mais um atacante em campo - Rodriguinho - e o São Paulo se fechou ainda mais.
A impressão que se tinha era que o time paulista tinha um jogador a menos devido à retranca. Mas, a muralha são-paulina durou pouco tempo. Antes mesmo dos quinze minutos o Flu empatou o jogo com Leandro Euzébio, que finalizou de cabeça após cruzamento de Deco.
A partir daí virou ataque (do Flu) contra defesa (do São Paulo).
Depois dos trinta minutos do segundo tempo o São Paulo equilibrou a partida com as entradas de Marlos e Jorge Wagner.
O Flu ainda teve a chance de vencer a partida, mas Rogério Ceni defendeu a cobrança de pênalti de Washington e livrou o São Paulo da anunciada derrota.
Assim, o Flu continua na liderança com três pontos a mais que o segundo colocado. Já o São Paulo permanece na 15ª colocação, apenas três pontos distante da zona do rebaixamento.
Observações
O São Paulo precisa mesmo de um treinador. Na partida contra o Flu o que se viu em campo foi um monte de jogadores sem função e posição definidas defendendo e atacando desordenadamente. Basta ver que o SPFC, com três zagueiros e três volantes, quase tomou dois gols de cabeça de jogadores de baixa estatura - um de Conca e outro de Rodriguinho.
O Flu mostrou que é forte e vai disputar o título desse ano. Tem boas opções no banco, mas o goleiro não passa muita confiança.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Palmeiras e Guarani não saem do zero
Palmeiras e Guarani fizeram uma partida bem fraquinha em Campinas na tarde deste domingo.
Embalados pela vitória sobre o Vitória na quinta-feira, os torcedores palmeirenses provavelmente esperavam um time melhor em campo. Mas o que se viu no Brinco de Ouro não foi muito animador.
As duas equipes erraram muitos passes. Muitos mesmo. E, como disse o comentarista Neto, da Bandeirantes, maltrataram a bola.
O Palmeiras não tinha criatividade, movimentação. Dependia demais das bolas alçadas na área.
O Guarani foi bem melhor durante toda a partida, criou boas chances de gol, mas não teve competência para matar o jogo e ainda teve que enfrentar o goleiro Marcos inspirado.
No final, quem se deu bem mesmo foi o Palmeiras, que terminou a partida com dez jogadores (Marcos Assunção foi expulso), tomou sufoco, mas garantiu um ponto fora de casa.
Observações
Novamente o Verdão sofreu muito com a ausência de um armador e Valdívia, que é um jogador nota 6,5, mesmo fora de ritmo entrou, tocou pouco na bola, mas foi o suficiente para criar uma das principais chances de gol do Palmeiras na partida.
Rivaldo novamente esteve apagado e pouco acrescentou à equipe. Kleber foi mal e quase não ofereceu perigo à defesa do Bugre. Mas o pior da equipe palmeirense foi Marcio Araujo, que cometeu dois pênaltis e contou com o auxílio do árbitro Salvio Espínola para não ser crucificado, pois o juizão não marcou infração em nenhuma das oportunidades.
O destaque palmeirense foi o goleiro Marcos, que fez duas defesaças e foi sempre seguro quando o Guarani atacou.
Pelo lado do time de Campinas, Baiano e Mazzola incomodaram bastante e criaram lances perigosos. Já o meia Mario Lucio só foi percebido em campo quando foi substituído.
Embalados pela vitória sobre o Vitória na quinta-feira, os torcedores palmeirenses provavelmente esperavam um time melhor em campo. Mas o que se viu no Brinco de Ouro não foi muito animador.
As duas equipes erraram muitos passes. Muitos mesmo. E, como disse o comentarista Neto, da Bandeirantes, maltrataram a bola.
O Palmeiras não tinha criatividade, movimentação. Dependia demais das bolas alçadas na área.
O Guarani foi bem melhor durante toda a partida, criou boas chances de gol, mas não teve competência para matar o jogo e ainda teve que enfrentar o goleiro Marcos inspirado.
No final, quem se deu bem mesmo foi o Palmeiras, que terminou a partida com dez jogadores (Marcos Assunção foi expulso), tomou sufoco, mas garantiu um ponto fora de casa.
Observações
Novamente o Verdão sofreu muito com a ausência de um armador e Valdívia, que é um jogador nota 6,5, mesmo fora de ritmo entrou, tocou pouco na bola, mas foi o suficiente para criar uma das principais chances de gol do Palmeiras na partida.
Rivaldo novamente esteve apagado e pouco acrescentou à equipe. Kleber foi mal e quase não ofereceu perigo à defesa do Bugre. Mas o pior da equipe palmeirense foi Marcio Araujo, que cometeu dois pênaltis e contou com o auxílio do árbitro Salvio Espínola para não ser crucificado, pois o juizão não marcou infração em nenhuma das oportunidades.
O destaque palmeirense foi o goleiro Marcos, que fez duas defesaças e foi sempre seguro quando o Guarani atacou.
Pelo lado do time de Campinas, Baiano e Mazzola incomodaram bastante e criaram lances perigosos. Já o meia Mario Lucio só foi percebido em campo quando foi substituído.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Inter bicampeão da Libertadores!
O Internacional, fazendo jus ao nome, conquistou o segundo título da Libertadores da América ao vencer a disputa com o Chivas, do México.
O Colorado venceu a primeira partida na casa do adversário por 2x1 e, perante a torcida, garantiu a festa ao bater os rivais por 3x2.
Com o título, o Inter torna-se o melhor time brasileiro na América nesse século, com dois títulos da Libertadores, um Mundial, uma Sulamericana, uma Recopa e uma Copa Suruga. E nesse ano o Inter pode ainda faturar o Mundial de Clubes.
Vale destacar a participação de Rafael Sóbis, que em 2006 marcou gol na final contra o São Paulo e, em 2010, repetiu a dose contra o Chivas. Outro destaque é o garoto Giuliano, que mostrou ter estrela ao decidir partidas complicadas, como a primeira contra o São Paulo, na semifinal. Contra os mexicanos o jovem marcou um belíssimo gol no Beira-Rio.
Parabéns aos Colorados por mais um título!
O Colorado venceu a primeira partida na casa do adversário por 2x1 e, perante a torcida, garantiu a festa ao bater os rivais por 3x2.
Com o título, o Inter torna-se o melhor time brasileiro na América nesse século, com dois títulos da Libertadores, um Mundial, uma Sulamericana, uma Recopa e uma Copa Suruga. E nesse ano o Inter pode ainda faturar o Mundial de Clubes.
Vale destacar a participação de Rafael Sóbis, que em 2006 marcou gol na final contra o São Paulo e, em 2010, repetiu a dose contra o Chivas. Outro destaque é o garoto Giuliano, que mostrou ter estrela ao decidir partidas complicadas, como a primeira contra o São Paulo, na semifinal. Contra os mexicanos o jovem marcou um belíssimo gol no Beira-Rio.
Parabéns aos Colorados por mais um título!
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Carrasco dos paulistas
O Avaí, em 2010, está se especializando em derrotar adversários de São Paulo.
A primeira vítima foi o Palmeiras, na Ressacada. Um incontestável 4x2 mostrou que quem for jogar contra o Leão em seu habitat vai ter muita dificuldade.
Depois foi a vez do Santos, em pleno Pacaembu, ser "atropelado" pelo time do Guga pela Copa Sulamericana. Com 3x1 na mala, os avaianos podem até perder por um gol de diferença na Ressacada que avançam de fase.
Três dias depois, outro alvinegro paulista tomou três gols do Avaí: o vice-líder Corinthians. Em um jogo polêmico, com uma arbitragem péssima, o Leão mostrou força, bateu os rivais por 3x2, assumiu a terceira colocação e, de quebra, juntou-se ao Botafogo como melhor ataque da competição, até o momento, com 25 gols em 14 rodadas.
Depois de surpreender na volta à Série A em 2009, o Avaí sofreu um verdadeiro desmanche no final do Brasileirão, mas com as contratações para 2010, o Leão tem mostrado que pretende ficar na elite por muito tempo.
O futebol apresentado pela equipe avaiana pode até não empolgar, já que os jogadores apresentam algumas limitações técnicas e algumas deficiências, como na saída de bola, mas os resultados que a equipe tem conseguido são, sim, para se admirar.
O Avaí tem bons jogadores, como o arisco Caio, o esforçado Davi e o artilheiro Vandinho, além do promissor goleiro Renan. E não é qualquer equipe que enfrenta três gigantes do futebol brasileiro e marca nada menos do que 10 gols e toma cinco, somando-se os resultados.
Enfim, o carrasco dos paulistas é uma realidade no Brasileirão. São Paulo, Guarani e Prudente que se cuidem...
A primeira vítima foi o Palmeiras, na Ressacada. Um incontestável 4x2 mostrou que quem for jogar contra o Leão em seu habitat vai ter muita dificuldade.
Depois foi a vez do Santos, em pleno Pacaembu, ser "atropelado" pelo time do Guga pela Copa Sulamericana. Com 3x1 na mala, os avaianos podem até perder por um gol de diferença na Ressacada que avançam de fase.
Três dias depois, outro alvinegro paulista tomou três gols do Avaí: o vice-líder Corinthians. Em um jogo polêmico, com uma arbitragem péssima, o Leão mostrou força, bateu os rivais por 3x2, assumiu a terceira colocação e, de quebra, juntou-se ao Botafogo como melhor ataque da competição, até o momento, com 25 gols em 14 rodadas.
Depois de surpreender na volta à Série A em 2009, o Avaí sofreu um verdadeiro desmanche no final do Brasileirão, mas com as contratações para 2010, o Leão tem mostrado que pretende ficar na elite por muito tempo.
O futebol apresentado pela equipe avaiana pode até não empolgar, já que os jogadores apresentam algumas limitações técnicas e algumas deficiências, como na saída de bola, mas os resultados que a equipe tem conseguido são, sim, para se admirar.
O Avaí tem bons jogadores, como o arisco Caio, o esforçado Davi e o artilheiro Vandinho, além do promissor goleiro Renan. E não é qualquer equipe que enfrenta três gigantes do futebol brasileiro e marca nada menos do que 10 gols e toma cinco, somando-se os resultados.
Enfim, o carrasco dos paulistas é uma realidade no Brasileirão. São Paulo, Guarani e Prudente que se cuidem...
Palmeiras e Atlético Paranaense protagonizam noite do terror
Muitos jovens começam a diversão no final de semana nas baladas na noite de sábado.
Porém, quem foi ao Pacaembu assistir a partida entre Palmeiras e Atlético Paranaense, na fria noite paulistana, deve ter se arrependido de pagar o ingresso e por ter começado a noite de sábado com um show de horrores.
O Palmeiras até que começou bem, atacando pelos dois lados do campo e marcando um gol logo no início da partida com Danilo. Mas, pouco a pouco, o jogo foi caindo de ritmo, as jogadas de gol sumiram e aquele futebol feio, sem criatividade, sem técnica e sem qualidade apareceu.
No começo do segundo tempo, o atacante do time paulista Tadeu foi expulso em um lance duvidoso e deixou, oficialmente, o alviverde com dez, já que ele não produziu absolutamente nada durante o jogo.
Mas, a covardia do time paranaense foi tamanha que poucas chances foram criadas nos quarenta e cinco minutos finais. Talvez duas ou três apenas e olhe lá. Muito pouco para uma equipe que precisava vencer para se afastar da zona de rebaixamento e estava com um jogador a mais em campo.
Como castigo, o Atlético tomou o segundo gol, de Ewerton, após belo passe por "elevação" do volante Tinga, o melhor em campo.
Conclusão do jogo: Palmeiras e Atlético Paranaense deixaram bem claro que precisam de reforços.
Pelo lado alviverde, a carência de um armador de qualidade e uma dupla de ataque eficiente é mais do que necessária. O Verdão dependeu demais do bom volante Tinga para criar chances e vencer a partida, já que foi do meia o passe para os dois gols palmeirenses. E Tadeu não tem condições de ser o atacante palmeirense.
No Atlético Paranaense a situação ainda é pior, já que a defesa foi muito mal e Rodolfo parecia jogar sozinho na zaga. Inexplicável como Branquinho e Maikon Leite são reservas em uma equipe que não tem um bom meia e os atacantes não se movimentam e não oferecem opções aos companheiros.
Outro detalhe: em uma partida tão ruim tecnicamente e com duas defesas que não passam confiança, as jogadas de bola parada poderiam ser uma ótima opção para marcar gols. Mas o que se viu no Pacaembu foi uma aula de Marcos Assunção (que acertou UMA bola na trave, dentre as "130" chances que teve) e Paulo Baier (que deve ter tido umas 120 chances) sobre como não bater faltas e escanteios.
As duas equipes precisam se acertar logo. Em um campeonato tão disputado como o Brasileiro, patinar com frequência pode ser fatal.
Porém, quem foi ao Pacaembu assistir a partida entre Palmeiras e Atlético Paranaense, na fria noite paulistana, deve ter se arrependido de pagar o ingresso e por ter começado a noite de sábado com um show de horrores.
O Palmeiras até que começou bem, atacando pelos dois lados do campo e marcando um gol logo no início da partida com Danilo. Mas, pouco a pouco, o jogo foi caindo de ritmo, as jogadas de gol sumiram e aquele futebol feio, sem criatividade, sem técnica e sem qualidade apareceu.
No começo do segundo tempo, o atacante do time paulista Tadeu foi expulso em um lance duvidoso e deixou, oficialmente, o alviverde com dez, já que ele não produziu absolutamente nada durante o jogo.
Mas, a covardia do time paranaense foi tamanha que poucas chances foram criadas nos quarenta e cinco minutos finais. Talvez duas ou três apenas e olhe lá. Muito pouco para uma equipe que precisava vencer para se afastar da zona de rebaixamento e estava com um jogador a mais em campo.
Como castigo, o Atlético tomou o segundo gol, de Ewerton, após belo passe por "elevação" do volante Tinga, o melhor em campo.
Conclusão do jogo: Palmeiras e Atlético Paranaense deixaram bem claro que precisam de reforços.
Pelo lado alviverde, a carência de um armador de qualidade e uma dupla de ataque eficiente é mais do que necessária. O Verdão dependeu demais do bom volante Tinga para criar chances e vencer a partida, já que foi do meia o passe para os dois gols palmeirenses. E Tadeu não tem condições de ser o atacante palmeirense.
No Atlético Paranaense a situação ainda é pior, já que a defesa foi muito mal e Rodolfo parecia jogar sozinho na zaga. Inexplicável como Branquinho e Maikon Leite são reservas em uma equipe que não tem um bom meia e os atacantes não se movimentam e não oferecem opções aos companheiros.
Outro detalhe: em uma partida tão ruim tecnicamente e com duas defesas que não passam confiança, as jogadas de bola parada poderiam ser uma ótima opção para marcar gols. Mas o que se viu no Pacaembu foi uma aula de Marcos Assunção (que acertou UMA bola na trave, dentre as "130" chances que teve) e Paulo Baier (que deve ter tido umas 120 chances) sobre como não bater faltas e escanteios.
As duas equipes precisam se acertar logo. Em um campeonato tão disputado como o Brasileiro, patinar com frequência pode ser fatal.
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