quinta-feira, 16 de março de 2017

Santos vence, mas perde chance de fazer saldo

O Santos fez uma de suas melhores apresentações do ano e venceu o The Strongest (BOL) por 2x0, gols dos veteranos Ricardo Oliveira, no primeiro tempo, e Renato, no segundo.

Mas, o Alvinegro perdeu a oportunidade de fazer um bom saldo de gols, diante da fragilidade da equipe boliviana e da quantidade de chances de gols criadas.

Bruno Henrique foi o destaque do Peixe no primeiro tempo, enquanto que Lucas Lima foi o ponto negativo, apagado, omisso e sem atitude. Quando esboçou vontade de jogar, sofreu a falta que gerou o gol de Ricardo Oliveira.

Na sequência da falta, a equipe boliviana teve um jogador expulso e facilitou a vida santista. Com um a menos, o Strongest, que acertou uma bola na trave no início do jogo, optou por se retrancar e deixou o Santos jogar à vontade.

Aliás, o segundo tempo foi todo santista, quase um treino de ataque contra defesa. Entretanto, Bruno Henrique, Vitor Bueno, Ricardo Oliveira e Vladimir Hernandez desperdiçaram muitas chances de gol e somente no finalzinho da partida o volante Renato, de cabeça, ampliou.

Vitória importante, que deixa o Santos na liderança isolada do grupo com 4 pontos, um a mais que o Strongest e o Santa Fé (COL), próximo adversário santista.

Valeu pelos três pontos e para dar moral ao elenco do Santos. Mas, a equipe ainda precisa melhorar muito se deseja brigar pelo título. Treinar finalizações e buscar alternativas ofensivas é fundamental, além de ter mais atenção na zaga, que deu espaços para os bolivianos criarem chances perigosas de gol na primeira etapa.

Destaques:

Santos - Bruno Henrique, dedicado, veloz e bem posicionado. Mas, precisa melhorar as finalizações. Renato e Ricardo Oliveira também merecem destaque, já que apareceram pouco em campo, mas foram letais.

Ponto negativo: Lucas Lima jogou muito abaixo da média, disperso e se movimentando pouco, criando menos ainda. Vitor Ferraz também está em uma fase ruim, não marcando bem e errando a maioria dos passes e cruzamentos.

Strongest - Escobar é uma ilha de criatividade no meio-de-campo boliviano. Jogou sozinho na Vila Belmiro e criou as melhores chances do time visitante.

Ponto negativo: baixa qualidade técnica, defesa lenta e ataque pouco produtivo. Sem o fator altitude, é time para os adversários fazerem saldo.

domingo, 12 de março de 2017

Ponte merecia a vitoria contra o Corinthians

No Moises Lucarelli, mais de 10 mil torcedores viram o Ponte Preta pressionar o Corinthians durante 90 minutos. Nem parecia que o time da capital era o dono da melhor campanha do Campeonato Paulista 2017.

O time de Campinas infernizou a zaga corintiana com as jogadas laterais, principalmente, de William Pottker e Ravanelli.

Mas, o gol só saiu aos 33 do primeiro tempo, quando Lucca, emprestado pelo Corinthians à Ponte Preta, bateu falta, Cássio falhou e a bola entrou direto.

Na segunda etapa, o cenário foi o mesmo: ataque da Ponte contra defesa corintiana.

Como Futebol e Justiça não são sinônimos, Leo Santos empatou o jogo após receber passe de Jô, depois de confusão na área pontepretana em cobrança de escanteio.

Apesar de deixar escapar a vitória, a Ponte Preta mostra força para passar de fase e lidera o grupo D com 15 pontos, podendo ser ultrapassada pelo Mirassol, mas ainda inatingível para o Santos, terceiro colocado com 10 pontos.

O Corinthians, irreconhecível, segue como dono da melhor campanha da primeira fase e liderando o grupo A com 19 pontos, oito a frente do vice-líder Botafogo de Ribeirão Preto.

Destaques:

Ponte Preta: Ravanelli e Pottker infernizam a defesa do Corinthians. Têm bom potencial.

Corinthians: Jô decidiu de novo, agora com passe fundamental para o gol de Leo Santos. Menção honrosa: Jadson, absolutamente sumido em campo, é o destaque negativo do Corinthians

Guarani brilha e entra na briga pelo G4

Votuporanguense e Guarani se enfrentaram nesse domingo (12) em Votuporanga e o time de Campinas se deu melhor. O duelo foi válido pela décima rodada da A2, a segunda divisão do Campeonato Paulista.

Buscando mais o ataque e com mais qualidade técnica, o Bugre chegou ao gol da vitória no segundo tempo, com Eliandro aproveitando rebote do goleiro Vitor.

Antes, o Votuporanguense perdeu um pênalti com Paulo Josué e acertou a trave com Nathan, um dos poucos lúcidos na equipe anfitriã.

Com o triunfo, o Guarani chega a 15 pontos, quatro a menos que o Taubaté, primeira equipe no G4.

Já o Votuporanguense, que abusou das faltas, segue ameaçado pelo rebaixamento com apenas 10 pontos, a mesma pontuação do Juventus, que abre o Z6.

Destaques:

Votuporanguense: Nathan, mais habilidoso e raçudo do time.

Guarani: Evandro, esforçado e um dos mais técnicos da equipe.

quinta-feira, 9 de março de 2017

A devedora estreia dos Paulistas na Libertadores

Palmeiras e Santos estrearam na Libertadores empatando fora de casa por 1x1, o Alviverde contra os argentinos do Atlético Tucuman e o Alvinegro diante dos peruanos do Sporting Crystal.

O placar não foi a única semelhança na estreia de ambos:

- jogaram fora de casa;
- jogaram mal, perderam boas chances de gol e tomaram sufoco à toa;
- enfrentaram adversários fracos e que devem ficar em último lugar em seus respectivos grupos;
- deixaram escapar dois pontos por falta de ousadia e inteligência.

O lado positivo dá história é que conseguiram pontuar fora de casa.

Mas, poderiam ter somado três pontos ao invés de apenas um e iniciado uma campanha mais firme e empolgante.

O atual momento dos rivais paulistas fora de campo também é semelhante:

- passam por uma batalha política interna;
- seus técnicos estão sob olhares desconfiados.

Ambos têm elenco e mostraram em 2016 potencial muito maior do que têm mostrado em 2017.

Eduardo Baptista e Dorival Junior precisam arrumar suas equipes rapidamente. O futebol brasileiro já mostrou que paciência não é uma virtude.   Muito menos em equipes com tanto potencial, mas com rendimento tão questionável no primeiro trimestre.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Tite estreia com o pé direito na seleção brasileira

Brasil: sexto lugar nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018. Adversário: o ex-líder Equador e a altitude de quase três mil metros. O cenário era dos mais desafiadores, mas o melhor técnico nascido no Brasil nas últimas décadas mostrou que merece estar no comando da seleção.

Com uma atuação primorosa, o Brasil encerrou um tabu de 33 anos sem vencer os equatorianos como visitante. Os 3x0 foram justíssimos - poderia até ter sido mais se não fosse a altitude, que prejudicou bastante a troca de passes tupiniquim. Uma goleada para mostrar que o futebol brasileiro está ressurgindo.

Tite soube superar o pouco tempo para trabalhar colocando a seleção para jogar no esquema que o consagrou e, também, explorando ao máximo o potencial de jogadores-chave, como Neymar (aberto pela esquerda), Gabriel Jesus (flutuando no ataque) e Paulinho, o destaque no meio-de-campo.

Defensivamente, o Brasil tomou poucos sustos, praticamente todos no primeiro tempo, quando Montero atormentou o lado direito da defesa brasileira.

Mesmo assim, o Brasil finalizou mais e contou com a união e compactação do meio-de-campo. Casemiro, maior ladrão de bolas da partida, Renato Augusto, que se apresentou bastante no ataque, mas errou todos os chutes e alguns passes, e Paulinho, onipresente em campo, ditaram o ritmo. O único meio-campista que atuou abaixo da crítica foi William.

Na segunda etapa, o Brasil cresceu e parecia atuar em casa. O gol era questão de tempo. E foi mesmo.

Neymar, muito bem coletivamente, fez boas jogadas e abriu o placar em cobrança de pênalti sofrido pela grande estrela da partida: Gabriel Jesus.

Sim, o atacante palmeirense atraiu todos os holofotes com uma atuação voluntariosa, brigando com os equatorianos em cada centímetro campo e arriscando chutes e tabelas. E foi recompensado com dois golaços: um de calcanhar e outro em um belo chute no ângulo.

Os 3x0 servem para mostrar que o Brasil pode sim voltar a brigar pelas primeiras posições. Tem um jogador excepcional - Neymar; um punhado de jogadores muito bons, como Marcelo, Daniel Alves, Casemiro, Miranda e Phillipe Coutinho; e uma grande promessa que, a cada dia, mostra que tem um potencial absurdo: Gabriel Jesus. Some-se isso a jogadores talentosos e aplicados, como Renato Augusto, William e Paulinho, a um técnico que se capacitou para ser o melhor, e o resultado é esse: uma seleção competitiva.

O jogo, entretanto, não esconde o que precisa ser melhorado: troca de passes mais inteligentes, principalmente no campo defensivo, finalizações mais precisas e mais movimentação por todo o campo - no primeiro tempo, em diversas ocasiões, William ficou sozinho na ponta direita sem ter com quem tabelar. Além disso, em alguns momentos os equatorianos encontraram muito espaço para chutar, além de ficarem com todos os rebotes ofensivos. Detalhes que certamente serão corrigidos com o tempo e trabalho de Tite.

Notas

Alisson- seguro, foi bem nas poucas vezes que os equatorianos acertaram o gol. Nota 6,5.

Marcelo: apoiou muito bem e foi seguro na defesa. Nota 7.

Miranda: capitão e dono da defesa. Foi muito bem por cima e nas antecipações pelo chão. Nota 8.

Marquinhos: formou ótima dupla com Miranda. Seguro, discreto e eficiente. Nota 7,5.

Daniel Alves: sofreu com a velocidade de Montero no primeiro tempo e apoiou menos do que de costume. Nota 6.

Casemiro: muito bem na cobertura à defesa, perdeu algumas bolas perigosas no campo defensivo. Nota 6,5.

Paulinho: surpresa na convocação e na escalação, justificou sua presença defendendo e atacando bem. Nota 7.

Renato Augusto: ajudou a compor o meio-de-campo e apareceu bem no ataque, mas errou todos os chute. Nota 6,5.

William: atuou bem abaixo do potencial e, às vezes, isolado na ponta direita. Nota 5.

Neymar: jogou pelo time, driblou quando necessário e criou várias voas oportunidades. Premiado com o gol de pênalti. Nota 7,5.

Gabriel Jesus: estrela da partida, se movimentou, marcou, roubou bola e infernizou a defesa equatoriana. Fez dois golaços, sofreu pênalti e foi o melhor jogador na partida que marcou sua estreia na seleção principal. Nota 9,5.

Philippe Coutinho: entrou bem no lugar de William e quase marcou dois gols. Nota 6,5.

Tite: mesmo com pouco tempo para trabalhar, armou bem a seleção e conseguiu extrair ao máximo o potencial dos convocados. Nota 9,5.

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