segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Palmeiras e Atlético Paranaense protagonizam noite do terror

Muitos jovens começam a diversão no final de semana nas baladas na noite de sábado.

Porém, quem foi ao Pacaembu assistir a partida entre Palmeiras e Atlético Paranaense, na fria noite paulistana, deve ter se arrependido de pagar o ingresso e por ter começado a noite de sábado com um show de horrores.

O Palmeiras até que começou bem, atacando pelos dois lados do campo e marcando um gol logo no início da partida com Danilo. Mas, pouco a pouco, o jogo foi caindo de ritmo, as jogadas de gol sumiram e aquele futebol feio, sem criatividade, sem técnica e sem qualidade apareceu.

No começo do segundo tempo, o atacante do time paulista Tadeu foi expulso em um lance duvidoso e deixou, oficialmente, o alviverde com dez, já que ele não produziu absolutamente nada durante o jogo.

Mas, a covardia do time paranaense foi tamanha que poucas chances foram criadas nos quarenta e cinco minutos finais. Talvez duas ou três apenas e olhe lá. Muito pouco para uma equipe que precisava vencer para se afastar da zona de rebaixamento e estava com um jogador a mais em campo.

Como castigo, o Atlético tomou o segundo gol, de Ewerton, após belo passe por "elevação" do volante Tinga, o melhor em campo.

Conclusão do jogo: Palmeiras e Atlético Paranaense deixaram bem claro que precisam de reforços.

Pelo lado alviverde, a carência de um armador de qualidade e uma dupla de ataque eficiente é mais do que necessária. O Verdão dependeu demais do bom volante Tinga para criar chances e vencer a partida, já que foi do meia o passe para os dois gols palmeirenses. E Tadeu não tem condições de ser o atacante palmeirense.

No Atlético Paranaense a situação ainda é pior, já que a defesa foi muito mal e Rodolfo parecia jogar sozinho na zaga. Inexplicável como Branquinho e Maikon Leite são reservas em uma equipe que não tem um bom meia e os atacantes não se movimentam e não oferecem opções aos companheiros.

Outro detalhe: em uma partida tão ruim tecnicamente e com duas defesas que não passam confiança, as jogadas de bola parada poderiam ser uma ótima opção para marcar gols. Mas o que se viu no Pacaembu foi uma aula de Marcos Assunção (que acertou UMA bola na trave, dentre as "130" chances que teve) e Paulo Baier (que deve ter tido umas 120 chances) sobre como não bater faltas e escanteios.

As duas equipes precisam se acertar logo. Em um campeonato tão disputado como o Brasileiro, patinar com frequência pode ser fatal.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Os manos do Mano

A estreia da renovada seleção brasileira, comandada por Mano Menezes, deixou uma ótima impressão.

Jogando em Nova Jersey contra a seleção dos Estados Unidos, o Brasil começou meio nervoso, errando muitos passes e sendo pressionado no próprio campo de defesa.

Mas a partir dos quinze minutos o Brasil tomou as rédeas da partida e não largou mais. Com uma movimentação intensa do trio ofensivo composto por Pato, Robinho e Neymar, a seleção canarinho foi criando chances de gol, até que Neymar escorou de cabeça um cruzamento "na medida" de André Santos.

O Brasil continuou melhor e até marcou mais um gol em um lance muito estranho de Pato, mas o juiz anulou alegando falta do atacante brasileiro.

No fim do primeiro tempo, Ramires deu um excelente lançamento para Pato, que driblou o goleiro Howard e marcou um belo gol.

Na segunda etapa, o Brasil não marcou mais gols, mas deu um baile na seleção adversária. Neymar, Ganso e Robinho protagonizaram lances que encheram de brilho os olhos do torcedor brasileiro.

Chances apareciam uma atrás da outra. Ganso e Robinho acertaram a trave. Pato, André, outro estreante, e Carlos Eduardo perderam gols feitos, enquanto o goleiro Victor foi exigido mesmo apenas uma vez, e não vacilou.

Pelo que a seleção brasileira produziu, os norte-americanos saíram no lucro com o 2x0.

E o torcedor brasileiro voltou a ver a seleção vencer e convencer.

_______________________

Destaques da partida: Robinho jogou muito bem, com uma movimentação intensa, bons dribles e finalizações perigosas. Neymar foi o melhor do jogo ao marcar um gol, participar bastante da partida e não sentir o peso da estreia. Pato voltou com tudo vestindo a amarelinha cinco estrelas, marcou um gol e foi muito perigoso em outras jogadas. David Luis, para quem não conhecia, deixou uma excelente impressão, pois foi muito bem na defesa, atuou com tranquilidade e ganhou praticamente todas as jogadas.

Não foi bem: Daniel Alves errou muitos passes, foi mal na marcação e não apoiou com a eficiência que o consagrou no Barcelona. É um grande jogador, mas não foi bem na partida contra os Estados Unidos.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Campeão de tudo

Fazendo jus ao hino mais conhecido do Peixe - "agora quem dá bola é o Santos, o Santos é o novo campeão" - o Santos conquistou o único título que faltava na história do clube nessa quarta-feira: a Copa do Brasil.

A partida foi tensa, digna de uma final. A chuva, o gramado ruim, os milhares de torcedores fanáticos empurrando o time da casa e os jogadores adversários jogando como se fosse a última partida da vida deles só aumentam a glória dessa conquista.

O Vitória começou a disputa a mil por hora, desperdiçou algumas chances de abrir o placar ainda no início da partida, mas não conseguiu balançar as redes e o Santos equilibrou o jogo antes da metade do primeiro tempo.

E com o jogo equilibrado, as chances de gol do Vitória começaram a sumir e os jogadores de branco começaram a se soltar e atacar mais. Até que Neymar acertou um cruzamento e Edu Dracena cabeceou para o fundo do gol. Foi o primeiro gol que o Vitória sofreu nessa edição da Copa do Brasil jogando no Barradão.

Foi uma ducha de água fria nos jogadores e torcedores do time baiano.

Com a vantagem, o Peixe se acomodou e, no segundo tempo, os jogadores da equipe rubro-negra voltaram com o ânimo renovado. As chances de gol começaram a  a aparecer de novo e a diferença para o primeiro tempo é que Wallace e Júnior aproveitaram bem as oportunidades que tiveram e viraram a partida, incendiando os mais de 30 mil torcedores do Leão baiano.

Mas, apesar de toda a luta, a disputa terminou em 2x1, resultado que garantiu o título ao time da baixada santista.

___________________________________________

Observações:

- Neymar foi o artilheiro do Santos e da competição com 11 gols. Ele se tornou o segundo maior goleador da história do torneio, atrás apenas de Fred, que marcou 14 gols pelo Cruzeiro em 2005.

- Desde 1968 o Santos não ganhava dois títulos na mesma temporada.

- Robinho e Léo justificam a idolatria que os torcedores santistas têm por eles: ambos ganharam dois brasileiros, uma Copa do Brasil e um campeonato paulista pelo Peixe, sendo os maiores vencedores da era pós-Pelé.

- Agora o Santos tem na lista de conquistas todos os torneios mais importantes do futebol: campeonato estadual, campeonato brasileiro, Copa do Brasil, Libertadores e Mundial, unindo-se a Internacional, Cruzeiro, Grêmio e Flamengo.

- Com 39 gols em 11 jogos, o Santos é o novo recordista de gols em uma mesma edição da Copa do Brasil.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

A um passo do título

O Santos largou na frente na disputa pelo título da Copa do Brasil contra o Vitória.

Jogando na Vila Belmiro, o Peixe não deu chances para o time baiano e venceu por dois a zero, gols de Neymar, de peito, e Marquinhos, de falta.

Porém, o jogo nem parecia uma final, pois o Vitória tomou um sufoco dos santistas, não criou uma oportunidade sequer de gol e saiu no lucro por ter levado apenas dois gols.

O problema é que apesar do rival ter feito uma péssima partida, o time da baixada fez apenas dois gols e desperdiçou pelo menos cinco chances claras de marcar outros, deixando aberta a disputa pelo título. Afinal, jogando no Barradão o Vitória tem sido demolidor: venceu todas e não tomou um golzinho perante a torcida.

Os destaques positivos do Santos foram os dois laterais, Pará e Alex Sandro, que atacaram e defenderam muito bem, e o volante Arouca, que foi perfeito nos desarmes e anulou Ramón. Já o destque negativo foi a atuação do quarteto "santástico" - Ganso, Neymar, Robinho e André. Os quatro foram muito mal, desperdiçaram chances claras de gol, erraram muitos passes e finalizações e, em certos lances, abusaram do preciosismo.

Já o destaque do Vitória foi o goleiro Lee, reserva de Viáfara, que fez o que pode para brecar o ímpeto santista. O ponto negativo foi a fraca atuação coletiva da equipe inteira. Não atacaram nem defenderam bem e deram sorte de não terem sido goleados. O Vitória que esteve ontem na Vila foi estava irreconhecível.

Com a vitória por dois a zero, o Peixe conseguiu uma pequena vantagem para a partida decisiva. Quem pensa que o confronto já está definido está bem enganado. O time baiano tem bons jogadores, tem um bom esquema tático e, jogando em casa, com o apoio de 50 mil torcedores, vai com tudo para cima do Santos buscanco um resultado nada impossível.

Emoção não vai faltar na próxima quarta-feira.

* Neymar precisa treinar mais cobranças de pênaltis. E o Robinho deveria ter chamado a responsabilidade e ter feito a cobrança.

* Marquinhos mostrou mais uma vez por que é importante para a equipe (e queimou de vez minha língua). O jogador pode não ser um craque e até esteja rendendo bem abaixo do esperado, mas a liderança e o espírito coletivo do atleta mostram que ele é fundamental para o sucesso santista.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Haja coração!

Tem coisas no futebol que são meio complicadas de se entender, como por exemplo, por que a FIFA permanece na Idade das Pedras e não utiliza a tecnologia para evitar injustiças, como anular um gol erroneamente ou validar um gol que não ocorreu.

Mas, a Confederação Brasileira de Futebol também não fica atrás.

Tem uma regra que não permite que um jogador atue por um clube se ele jogar em outro país e for contratado "antes da abertura da janela".

Ou seja. O time contrata o jogador em abril para disputar o Brasileirão, torneio com duração de seis meses, mas não pode escalá-lo antes de AGOSTO! São quase quatro meses que o atleta fica impossibilitado de trabalhar.

Além do prejuízo ao jogador, que perde ritmo de jogo e demora mais para se entrosar, o clube e os torcedores também são prejudicados. Afinal, o clube tem que pagar esses quatro meses de salário e o atleta, que poderia ajudar a equipe, não pode atuar. Desse modo, o que se vê são times enfraquecidos disputando o torneio.

Já o torcedor quer ver bons jogadores, belas jogadas e muitos gols. E paga por isso. Mas acaba impossibilitado de ver o reforço do clube de coração por causa dessa regra.

Por outro lado, as administrações dos clubes também têm responsabilidade nessa história. Primeiro por que pode não ter havido um bom planejamento para a temporada. Um campeonato tão longo como o brasileiro exige um elenco grande e qualificado.

Segundo: se o atleta é tão importante, por que vendê-lo antes do fim do campeonato? Ou por que negociá-lo antes de agosto? Afinal, a regra sempre esteve lá... Não adianta vender um bom atleta, contratar outro logo em seguida e ficar choramingando que não pode escalá-lo antes de agosto.

Mas, como quase todos sabem, os times brasileiros precisam vender os atletas para pagar a dívida, os salários dos atletas e blá, blá, blá...

O detalhe é que os atletas são vendidos, mas a dívida permanece crescendo né?

E por que as administrações não fazem negócios melhores?  Por que os clubes não elaboram ações visando arrecadar dinheiro para sanar essas dívidas? Algum clube já pensou em abrir uma conta poupança e pedir a doação mensal de R$1 (um) real de cada torcedor? Todo o dinheiro arrecadado com essas doações seria utilizado exclusivamente para pagar as dívidas. Será que é tão difícil fazer algo do tipo?

E, insisto, os jogadores de futebol do Brasil são muito mal vendidos.

O São Paulo vendeu o Kaká por apenas US$ 8 (oito) milhões ao Milan. Poucos anos depois o passe dele já estava valendo quase dez vezes mais.

Recentemente o Santos vendeu o atacante André para o Dinamo de Kiev por apenas US$ 8 (oito) milhões, sendo que a multa rescisória dele era de US$35 milhões!

Essas duas vendas são só pequenos exemplos de como os dirigentes brasileiros não sabem negociar os atletas. A impressão que se passa é que os jogadores são vendidos na primeira oportunidade.

E, às vezes, grandes talentos acabam sumindo devido à pequena expressão do time comprador, como o caso de Guilherme, artilheiro do Cruzeiro que fez sucesso em 2008 e 2009 e foi vendido para o Dinamo de Kiev.

Ou seja, é péssimo negócio para o clube, que lucra pouco, e para o jogador, que poderia ir para uma equipe mais tradicional, com chances de ganhar melhores salários.

E quem perde, de verdade, são os torcedores, que vê os bons jogadores indo embora após serem negociados à preço de banana e seu time penando nos torneios e se afundando em dívidas cada vez mais impagáveis...

Como diria um famoso narrador global: haja coração, amigo...

Mais lidas