Não é o ano do centenário do Santos, mas os torcedores santistas estão eufóricos. E com razão.
2010 começou com o Santos visto sob desconfiança da maioria dos futebolistas, após duas campanhas ruins no Brasileirão. O elenco todo foi renovado, os jogadores de peso foram embora e apenas desconhecidos eram anunciados como novos jogadores do time da Baixada.
A esperança dos santistas estava toda depositada nos pés de Paulo Henrique e Neymar, promissores jogadores revelados na categoria de base do alvinegro praiano.
No Brasil, os grandes times foram se reforçando: o Corinthians manteve Ronaldo e trouxe o lateral-esquerdo Roberto Carlos, o São Paulo trouxe o experiente Marcelinho Paraíba, o volante Cléber Santana e o zagueiro Alex Silva, o Flamengo montou o ataque com Adriano e Vágner Love, o Fluminense manteve o matador Fred, o Vasco fechou com Dodô e o Botafogo com Herrera e "El Loco" Abreu.
A nova diretoria do Santos resolveu se mexer e está promovendo algo até então improvável e impossível para qualquer torcedor ou futebolista: reunir, em campo, ícones de três gerações.
E o Santos tenta conseguir isso: repatriou Giovanni, herói do Santos em 1995, está trazendo Robinho, o "Rei das Pedaladas" e segurou Neymar, novo xodó da torcida.
O novo Santos vai se formando com caras idolatradas pela torcida. E o melhor, com "produtos caseiros", a receita que sempre deu certo na Baixada Santista.
2010 pode ser histórico para os santistas, pode ser o ano das redenções: a volta do campeão e respeitado Santos, o ressurgimento do habilidoso e decisivo Robinho, a afirmação de Neymar como jogador diferenciado e a aposentadoria de Giovanni, o Messias.
O encontro dos três ídolos dentro das quatro linhas pode ser o início de algo mágico no mundo do futebol. Três craques, jogadores de habilidade, identificados com a torcida.
Com os reforços, o Santos voltou a estar sob os holofotes.
Com os "Meninos da Vila" montando a base do time, o Peixe começou 2010 mostrando um futebol ofensivo, bonito e habilidoso, apesar de não ser tão eficiente em alguns momentos.
Com a chegada de Robinho (se confirmar) e dos novos jogadores, o Santos espera trazer de volta o brilho e o futebol que conquistou o mundo.
Em 2010, o Santos tem tudo para ser o time sensação, pelo menos até agosto...
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Arbitragem infantil na final da Copa São Paulo de Juniores
O São Paulo conquistou o título da Copa São Paulo de Juniores após uma final emocionante contra o rival Santos, em uma partida cheia de alternativas e bons lances. Os dois times mostraram futebol de gente grande durante toda a competição e chegaram à final com méritos, revelando também bons jogadores.
Pelo lado do Santos, destaque para Alan Patrick, uma das boas revelações da Copinha. Meia de muita habilidade, mostrou muita categoria e tranquilidade nos momentos decisivos. Logo poderá ser aproveitado no time principal.
Pelo São Paulo, destaque para o atacante Lucas Gaúcho, oportunista e com faro de gol, que terminou como artilheiro da Copinha com nove gols.
Os dois times fizeram uma final digna. O Santos dominou boa parte da partida e não foi ameaçado em grande parte do jogo. Porém, nos 20 minutos finais falou fôlego aos santistas e o São Paulo cresceu, arrancando o empate e quase virando o jogo.
O título Tricolor só foi confirmado após cobrança de pênaltis, na qual o goleiro tricolor Richard foi o herói, defendendo as três primeiras cobranças santistas. O resultado das penalidades foi 3 x 0 para o time do Morumbi.
O lado negativo da partida foi a atuação lamentável do árbitro Thiago Duarte Peixoto. Ele foi determinante para o título do São Paulo e mudou totalmente o resultado da partida, pois não expulsou o goleiro Richard após uma falta violenta em Renan Mota. O meia santista foi lançado por Nicão e saiu sozinho, pouco antes da entrada da área, cara a cara com o goleiro, que deu uma rasteira e quase tirou o jogador da partida. O defensor deveria ter sido expulso pela entrada violenta, por ser o último jogador do São Paulo, ou por ter acabado um lance claro de gol com uma falta. Mas o despreparado juíz aplicou apenas um cartão amarelo.
Além disso, pouco depois, o goleiro do Santos, Rafael, foi proteger a bola e quando pegou a pelota na mão, o atacante Lucas Gaúcho deu-lhe uma rasteira por trás. Mais uma falta para cartão vermelho, mas novamente o juíz amarelou, nos dois sentidos.
Com dois a mais, o Peixe poderia ter jogado com mais tranquilidade e quem cansaria mais seria o São Paulo. Além disso, o goleiro que defendeu os três penaltis não estaria mais em campo.
Uma pena que um torneio tão importante para as categorias de base e para os times brasileiros tenha árbitros tão despreparados. Os atletas que disputam essa competição aprendem muito durante as partidas e grandes atletas são revelados durante o torneio. É inadmissível ter juízes desse nível apitando um jogo de qualquer competição., seja profissional ou amadora. Se o árbitro não conhece as regras ou tem medo de dar cartões para garotos, o que esperar dele no futuro?
Que a organização do torneio selecione melhor os árbitros.
Apesar de que isso parece ser algo impossível no Brasil, afinal, até as arbitragens dos campeonatos profissionais são horríveis e as confederações pouco fazem para mudar isso: só punem os árbitros, mas não os ensinam a não cometer os mesmos erros. E não adotam medidas para minimizar os erros, como usar a tecnologia durante as partidas.
Enquanto isso, permanecemos na idade da pedra do futebol.
Pelo lado do Santos, destaque para Alan Patrick, uma das boas revelações da Copinha. Meia de muita habilidade, mostrou muita categoria e tranquilidade nos momentos decisivos. Logo poderá ser aproveitado no time principal.
Pelo São Paulo, destaque para o atacante Lucas Gaúcho, oportunista e com faro de gol, que terminou como artilheiro da Copinha com nove gols.
Os dois times fizeram uma final digna. O Santos dominou boa parte da partida e não foi ameaçado em grande parte do jogo. Porém, nos 20 minutos finais falou fôlego aos santistas e o São Paulo cresceu, arrancando o empate e quase virando o jogo.
O título Tricolor só foi confirmado após cobrança de pênaltis, na qual o goleiro tricolor Richard foi o herói, defendendo as três primeiras cobranças santistas. O resultado das penalidades foi 3 x 0 para o time do Morumbi.
O lado negativo da partida foi a atuação lamentável do árbitro Thiago Duarte Peixoto. Ele foi determinante para o título do São Paulo e mudou totalmente o resultado da partida, pois não expulsou o goleiro Richard após uma falta violenta em Renan Mota. O meia santista foi lançado por Nicão e saiu sozinho, pouco antes da entrada da área, cara a cara com o goleiro, que deu uma rasteira e quase tirou o jogador da partida. O defensor deveria ter sido expulso pela entrada violenta, por ser o último jogador do São Paulo, ou por ter acabado um lance claro de gol com uma falta. Mas o despreparado juíz aplicou apenas um cartão amarelo.
Além disso, pouco depois, o goleiro do Santos, Rafael, foi proteger a bola e quando pegou a pelota na mão, o atacante Lucas Gaúcho deu-lhe uma rasteira por trás. Mais uma falta para cartão vermelho, mas novamente o juíz amarelou, nos dois sentidos.
Com dois a mais, o Peixe poderia ter jogado com mais tranquilidade e quem cansaria mais seria o São Paulo. Além disso, o goleiro que defendeu os três penaltis não estaria mais em campo.
Uma pena que um torneio tão importante para as categorias de base e para os times brasileiros tenha árbitros tão despreparados. Os atletas que disputam essa competição aprendem muito durante as partidas e grandes atletas são revelados durante o torneio. É inadmissível ter juízes desse nível apitando um jogo de qualquer competição., seja profissional ou amadora. Se o árbitro não conhece as regras ou tem medo de dar cartões para garotos, o que esperar dele no futuro?
Que a organização do torneio selecione melhor os árbitros.
Apesar de que isso parece ser algo impossível no Brasil, afinal, até as arbitragens dos campeonatos profissionais são horríveis e as confederações pouco fazem para mudar isso: só punem os árbitros, mas não os ensinam a não cometer os mesmos erros. E não adotam medidas para minimizar os erros, como usar a tecnologia durante as partidas.
Enquanto isso, permanecemos na idade da pedra do futebol.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Show dos Meninos da Vila no Pacaembu
O Santos começou o Campeonato Paulista passando uma boa impressão ao torcedor alvinegro. Com passes rápidos, boa marcação e jogadas de habilidade, o Santos goleou o Rio Branco de Americana por 4x0 no Pacaembu (o mando era do time de Americana, que teve o estádio interditado).
Os destaques da partida foram duas caras bem conhecidas do torcedor santista: Paulo Henrique Ganso e Neymar. A dupla fez dois gols cada e infernizaram os marcadores adversários, mostrando habilidade em diversos momentos.
Na próxima rodada, o Santos recebe a Ponte Preta na Vila Belmiro, enquanto o Rio Branco, de volta à elite em 2010, enfrentará o Mogi Mirim na casa do adversário.
O JOGO
O Santos abriu o placar logo no começo da partida, em um chute de fora da área de Paulo Henrique. O Peixe, então, teve calma para administrar a partida e aproveitar as chances que o limitado rival dava. E antes dos 20 minutos da primeira etapa Neymar ampliou a vantagem após boa triangulação com André e Ganso.
O Rio Branco assustou em poucas oportunidades, mas a renovada zaga do Peixe foi eficiente na cobertura e, quando a bola passou pela defesa, o goleiro Felipe evitou uma possível reação do time de Americana.
No segundo tempo, a partida ficou ainda mais fácil para o Santos após a expulsão de Kléber, do Rio Branco. O técnico Dorival Júnior aproveitou a partida fácil e promoveu a reestréia de Giovanni com a camisa santista. E o meia-atacante, apesar de fazer uma partida discreta, deu um passe açucarado para seu "pupilo" Paulo Henrique marcar o terceiro do alvinegro da Baixada Santista.
No final do jogo, Neymar tentou dar um passe para o ídolo santista marcar, mas errou o chute e acertou o gol, fechando o placar em 4x0.
Aí, foi só trocar passes até o final da partida.
A VOLTA DO ÍDOLO
Giovanni voltou a jogar pelo Santos após uma passagem conturbada em 2005. E voltou mostrando que não perdeu a classe. O ídolo santista teve uma participação discreta, mostrando que ainda precisa entrar em forma, mas deu um belo passe para Paulo Henrique marcar o terceiro gol do Santos na partida. Na comemoração do gol, os jogadores alvinegros correram para abraçar o camisa 10, mostrando que ele não é reverenciado apenas pela torcida, mas também pelos companheiros de equipe.
BREITNER
O garoto venezuelano-brasileiro entrou no segundo tempo e teve uma boa participação na partida. Movimentou-se muito bem e quase fez um gol de cabeça, apesar da baixa estatura. O jovem foi bem na sua primeira partida no time principal.
Os destaques da partida foram duas caras bem conhecidas do torcedor santista: Paulo Henrique Ganso e Neymar. A dupla fez dois gols cada e infernizaram os marcadores adversários, mostrando habilidade em diversos momentos.
Na próxima rodada, o Santos recebe a Ponte Preta na Vila Belmiro, enquanto o Rio Branco, de volta à elite em 2010, enfrentará o Mogi Mirim na casa do adversário.
O JOGO
O Santos abriu o placar logo no começo da partida, em um chute de fora da área de Paulo Henrique. O Peixe, então, teve calma para administrar a partida e aproveitar as chances que o limitado rival dava. E antes dos 20 minutos da primeira etapa Neymar ampliou a vantagem após boa triangulação com André e Ganso.
O Rio Branco assustou em poucas oportunidades, mas a renovada zaga do Peixe foi eficiente na cobertura e, quando a bola passou pela defesa, o goleiro Felipe evitou uma possível reação do time de Americana.
No segundo tempo, a partida ficou ainda mais fácil para o Santos após a expulsão de Kléber, do Rio Branco. O técnico Dorival Júnior aproveitou a partida fácil e promoveu a reestréia de Giovanni com a camisa santista. E o meia-atacante, apesar de fazer uma partida discreta, deu um passe açucarado para seu "pupilo" Paulo Henrique marcar o terceiro do alvinegro da Baixada Santista.
No final do jogo, Neymar tentou dar um passe para o ídolo santista marcar, mas errou o chute e acertou o gol, fechando o placar em 4x0.
Aí, foi só trocar passes até o final da partida.
A VOLTA DO ÍDOLO
Giovanni voltou a jogar pelo Santos após uma passagem conturbada em 2005. E voltou mostrando que não perdeu a classe. O ídolo santista teve uma participação discreta, mostrando que ainda precisa entrar em forma, mas deu um belo passe para Paulo Henrique marcar o terceiro gol do Santos na partida. Na comemoração do gol, os jogadores alvinegros correram para abraçar o camisa 10, mostrando que ele não é reverenciado apenas pela torcida, mas também pelos companheiros de equipe.
BREITNER
O garoto venezuelano-brasileiro entrou no segundo tempo e teve uma boa participação na partida. Movimentou-se muito bem e quase fez um gol de cabeça, apesar da baixa estatura. O jovem foi bem na sua primeira partida no time principal.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Acabou o Brasileirão 2009!
Terminou o Brasileirão 2009, um dos mais disputados campeonatos do planeta!
Nas 38 rodadas, sobrou emoção, agonia, suspense, alegria, surpresas, tristeza e decepção.
Alguns jogadores e times surpreenderam a todos, enquanto outros fracassaram em um torneio marcado pelo equílibrio.
Como foi o ano do seu time? Esse blogueiro vê assim a temporada das 20 equipes que estiveram na elite do futebol brasileiro em 2009, seguindo a tabela final do campeonato:
Flamengo: começou o ano comemorando mais um título carioca, mas, o início do Brasileiro não foi nada animador, com o time oscilando demais e sendo até goleado. Porém, a história mudou quando Andrade assumiu provisoriamente o comando do time, após a demissão de Cuca. O time ganhou corpo e começou uma reação sensacional, que resultou no título. Agora, é se preparar para a Libertadores e manter e reforçar o elenco campeão. Foi o único que não vacilou quando chegou à liderança.
Internacional: favorito ao título na opinião da maioria dos futebolistas no início da temporada, o Inter decepcionou no ano do centenário ao perder o título do Brasileiro, da Copa do Brasil e da Sulamericana. Apesar da temporada irregular, o time sempre esteve no G4 e, por alguns instantes, sentiu o gosto do título. Tem um dos melhores elencos do Brasil e precisa de um bom comandante para 2010.
São Paulo: depois de um começo de campeonato ruim e troca de técnico, o Tricolor engrenou e chegou a ficar na liderança por algumas rodadas no final da competição. Porém, nas últimas partidas o time falhou e o Fla aproveitou a chance. Vai novamente para a Libertadores, tornando-se o time brasileiro com maior número de participações no torneio. Continua muito bem disputando os pontos corridos.
Cruzeiro: começou o brasileiro em marcha lenta, dando prioridade à Libertadores. Após a perda do título continental, lutou contra a ressaca e disparou das últimas posições para o G-4. O time é bom e o técnico conhece bem o elenco. Tem tudo para fazer uma ótima temporada em 2010.
Palmeiras: a maior decepção do ano. Foi eliminado pelo Santos nas semi-finais do Paulista depois de terminar com a melhor campanha da primeira fase. Na Libertadores, caiu nas quartas-de-final, eliminado pelo Nacional, do Uruguai. Liderou o Brasileiro e chegou a abrir uma boa vantagem para os outros times, mas caiu de rendimento, perdeu para adversários considerados fáceis e pagou caro pelos pontos desperdiçados: ficou em 5º e vai, apenas, disputar a Sulamericana.
Avaí: a maior surpresa do campeonato. Superou as expectativas - a maioria achava que o time seria rebaixado - e fez um campeonato excelente, terminando na sexta colocação, na frente de times como Grêmio, Atlético Mineiro, Corinthians e Santos. O técnico saiu e a diretoria terá que suar para manter os bons jogadores.
Atlético Mineiro: pode ser considerado o "cavalo paraguaio" do campeonato. Liderou, ficou por muitas rodadas entre os quatro primeiros, mas, nas últimas partidas, perdeu quase todas e terminou na sétima colocação. Tem bons jogadores, mas demitiu o técnico que levou o grupo ao topo da tabela, mesmo diante de tantas desconfianças. A torcida tem motivo para esperar um 2010 melhor do que as últimas temporadas, isso se a diretoria segurar os destaques e não ficar queimando treinadores à toa.
Grêmio: o time teve a campanha mais bizarra dentre todos os competidores - terminou o torneio invicto em casa, mas só ganhou um jogo fora do Olímpico. Por essa irregularidade, ficou apenas com a oitava colocação e teve que ver o Inter de binóculo. Terá que contratar um novo técnico e reforçar o elenco para 2010.
Goiás: teve uma campanha segura, tranquila e, por algumas rodadas, esteve entre os líderes. Caiu de rendimento no segundo turno, mas cresceu na reta final e atrapalhou Flamengo e São Paulo. Tem bons jogadores e um técnico identificado com o clube. Com contratações nos setores deficientes, pode ir mais longe em 2010.
Corinthians: o meio da tabela é reflexo da vontade que o Corinthians teve de disputar o Brasileirão. Jogou apenas para garantir a permanência na série A e treinar para o ano do centenário. Em nenhum momento o clube se preocupou em buscar a tríplice coroa. Não nesse ano...
Barueri: outro time que superou as expectativas. Com um elenco sem estrelas ou jogadores famosos, o Barueri deixou os torcedores tranquilos, com boas partidas e, em nenhum momento, correu risco de rebaixamento. Em 2010, o time pode pensar em vôos mais altos.
Santos: mais uma temporada sem títulos e uma campanha muito ruim no Brasileiro. Não teve um bom elenco e foi extremamente instável dentro da competição e dos jogos. A Vila Belmiro precisa voltar a ser um caldeirão. Os meninos vindos da base são bons, mas os jogadores mais experientes não tem cooperado. Com a nova diretoria, o Peixe é uma incógnita para 2010.
Vitória: começou o Brasileiro voando baixo, mas caiu de rendimento no segundo turno e, na reta final, viu os times da Zona da Degola se aproximarem perigosamente. Em 2010, lutará para continuar sendo o melhor time da Bahia, mas precisa de contratações.
Atlético Paranaense: não teve muito que comemorar no Brasileiro, a não ser a queda do rival em plena comemoração pelo centenário. Mas, por pouco não morreu abraçado com o Coritiba. Precisa montar um time mais forte para 2010 para tentar se manter no auge do estado paranaense.
Botafogo: conseguiu se salvar na última rodada. O Botafogo não teve o que comemorar em 2009. Além de perder mais um título estadual para o Flamengo, ainda viu o rival ser campeão brasileiro... Tem que segurar os bons atletas, como Jóbson, e contratar muitos atletas para as outras posições...
Fluminense: ficou a maior parte do torneio na zona de rebaixamento. No segundo turno, com a chegada de Cuca e a recuperação do artilheiro Fred, o Flu disparou e engatou uma sequência invicta, suficiente para o time se manter na série A. Será que depois de tanta agonia a diretoria percebeu que não adianta contratar só jogadores renomados? A base do Flu é boa e precisa ser aproveitada.
Coritiba: o mico do ano. Ser rebaixado no ano do centenário é prova de uma diretoria incompetente. Não soube contratar, trocou de técnicos durante o torneio e mostrou que não havia planejamento nenhum. 2009 precisa ser esquecido e, em 2010, muita coisa precisa mudar no Coxa. Lamentável o vandalismo após a última partida, com destruição de parte do Couto Pereira. Merece uma severa punição.
Santo André: quando o time estava bem, mandou o técnico embora. O rebaixamento não surpreendeu ninguém, embora o Santo André tenha surpreendido alguns dos favoritos ao título com boas atuações - vide Palmeiras e São Paulo.
Náutico: o estado de Pernambuco não terá nenhum representante na elite do futebol brasileiro em 2010. O Náutico teve um péssimo ano, não conseguiu segurar o artilheiro Gilmar e agora terá que começar tudo do zero, na segundona... Uma temporada desastrosa para a torcida do Timbu.
Sport: quem só viu os jogos do primeiro semestre não acredita que o Sport terminou na lanterna do Brasileiro. O time fez história ao avançar para as oitavas-de-final na Libertadores, ganhou o Pernambucano com tranquilidade e fazia uma campanha regular na competição nacional. Mas, depois da eliminação na Libertadores, o clube se perdeu, alguns jogadores e o técnico foram embora, contrataram e demitiram outros treinadores e não conseguiu mais engrenar. 2010 promete muita emoção para os torcedores do Leão...
Bom de bola: Petkovic foi o nome do Fla, junto de Adriano e Bruno. Porém, ninguém esperava que ele fosse jogar tanto como jogou na competição! Merece o prêmio de craque do Brasileiro!
Perna-de-pau: Vagner Love chegou com status de matador, artilheiro, fama que conquistou com muitos gols. Mas, no Palmeiras, o desempenho foi abaixo do esperado e ainda apanhou de torcedores na rua. Futebol todo mundo sabe que o Vagner joga e muito bem. Mas, a história não entra em campo e Love não foi decisivo como se esperava.
Menino de ouro: Giuliano mostrou que a safra de craques do Inter não para de dar frutos! Com talento, habilidade, passes decisivos e gols, deixou Taison na sombra e virou titular do Colorado. Tem muito potencial!
Seleção dos melhores do campeonato para esse blogueiro: Victor (GRE), Vítor (GOI), Réver (GRE), André Dias (SPO) e Julio César (GOI); Hernanes (SPO), Guiñazu (INT), Petkovic (FLA) e Giuliano (INT); Adriano (FLA) e Marcelinho (CTB). Técnico: Andrade (FLA).
Nas 38 rodadas, sobrou emoção, agonia, suspense, alegria, surpresas, tristeza e decepção.
Alguns jogadores e times surpreenderam a todos, enquanto outros fracassaram em um torneio marcado pelo equílibrio.
Como foi o ano do seu time? Esse blogueiro vê assim a temporada das 20 equipes que estiveram na elite do futebol brasileiro em 2009, seguindo a tabela final do campeonato:
Flamengo: começou o ano comemorando mais um título carioca, mas, o início do Brasileiro não foi nada animador, com o time oscilando demais e sendo até goleado. Porém, a história mudou quando Andrade assumiu provisoriamente o comando do time, após a demissão de Cuca. O time ganhou corpo e começou uma reação sensacional, que resultou no título. Agora, é se preparar para a Libertadores e manter e reforçar o elenco campeão. Foi o único que não vacilou quando chegou à liderança.
Internacional: favorito ao título na opinião da maioria dos futebolistas no início da temporada, o Inter decepcionou no ano do centenário ao perder o título do Brasileiro, da Copa do Brasil e da Sulamericana. Apesar da temporada irregular, o time sempre esteve no G4 e, por alguns instantes, sentiu o gosto do título. Tem um dos melhores elencos do Brasil e precisa de um bom comandante para 2010.
São Paulo: depois de um começo de campeonato ruim e troca de técnico, o Tricolor engrenou e chegou a ficar na liderança por algumas rodadas no final da competição. Porém, nas últimas partidas o time falhou e o Fla aproveitou a chance. Vai novamente para a Libertadores, tornando-se o time brasileiro com maior número de participações no torneio. Continua muito bem disputando os pontos corridos.
Cruzeiro: começou o brasileiro em marcha lenta, dando prioridade à Libertadores. Após a perda do título continental, lutou contra a ressaca e disparou das últimas posições para o G-4. O time é bom e o técnico conhece bem o elenco. Tem tudo para fazer uma ótima temporada em 2010.
Palmeiras: a maior decepção do ano. Foi eliminado pelo Santos nas semi-finais do Paulista depois de terminar com a melhor campanha da primeira fase. Na Libertadores, caiu nas quartas-de-final, eliminado pelo Nacional, do Uruguai. Liderou o Brasileiro e chegou a abrir uma boa vantagem para os outros times, mas caiu de rendimento, perdeu para adversários considerados fáceis e pagou caro pelos pontos desperdiçados: ficou em 5º e vai, apenas, disputar a Sulamericana.
Avaí: a maior surpresa do campeonato. Superou as expectativas - a maioria achava que o time seria rebaixado - e fez um campeonato excelente, terminando na sexta colocação, na frente de times como Grêmio, Atlético Mineiro, Corinthians e Santos. O técnico saiu e a diretoria terá que suar para manter os bons jogadores.
Atlético Mineiro: pode ser considerado o "cavalo paraguaio" do campeonato. Liderou, ficou por muitas rodadas entre os quatro primeiros, mas, nas últimas partidas, perdeu quase todas e terminou na sétima colocação. Tem bons jogadores, mas demitiu o técnico que levou o grupo ao topo da tabela, mesmo diante de tantas desconfianças. A torcida tem motivo para esperar um 2010 melhor do que as últimas temporadas, isso se a diretoria segurar os destaques e não ficar queimando treinadores à toa.
Grêmio: o time teve a campanha mais bizarra dentre todos os competidores - terminou o torneio invicto em casa, mas só ganhou um jogo fora do Olímpico. Por essa irregularidade, ficou apenas com a oitava colocação e teve que ver o Inter de binóculo. Terá que contratar um novo técnico e reforçar o elenco para 2010.
Goiás: teve uma campanha segura, tranquila e, por algumas rodadas, esteve entre os líderes. Caiu de rendimento no segundo turno, mas cresceu na reta final e atrapalhou Flamengo e São Paulo. Tem bons jogadores e um técnico identificado com o clube. Com contratações nos setores deficientes, pode ir mais longe em 2010.
Corinthians: o meio da tabela é reflexo da vontade que o Corinthians teve de disputar o Brasileirão. Jogou apenas para garantir a permanência na série A e treinar para o ano do centenário. Em nenhum momento o clube se preocupou em buscar a tríplice coroa. Não nesse ano...
Barueri: outro time que superou as expectativas. Com um elenco sem estrelas ou jogadores famosos, o Barueri deixou os torcedores tranquilos, com boas partidas e, em nenhum momento, correu risco de rebaixamento. Em 2010, o time pode pensar em vôos mais altos.
Santos: mais uma temporada sem títulos e uma campanha muito ruim no Brasileiro. Não teve um bom elenco e foi extremamente instável dentro da competição e dos jogos. A Vila Belmiro precisa voltar a ser um caldeirão. Os meninos vindos da base são bons, mas os jogadores mais experientes não tem cooperado. Com a nova diretoria, o Peixe é uma incógnita para 2010.
Vitória: começou o Brasileiro voando baixo, mas caiu de rendimento no segundo turno e, na reta final, viu os times da Zona da Degola se aproximarem perigosamente. Em 2010, lutará para continuar sendo o melhor time da Bahia, mas precisa de contratações.
Atlético Paranaense: não teve muito que comemorar no Brasileiro, a não ser a queda do rival em plena comemoração pelo centenário. Mas, por pouco não morreu abraçado com o Coritiba. Precisa montar um time mais forte para 2010 para tentar se manter no auge do estado paranaense.
Botafogo: conseguiu se salvar na última rodada. O Botafogo não teve o que comemorar em 2009. Além de perder mais um título estadual para o Flamengo, ainda viu o rival ser campeão brasileiro... Tem que segurar os bons atletas, como Jóbson, e contratar muitos atletas para as outras posições...
Fluminense: ficou a maior parte do torneio na zona de rebaixamento. No segundo turno, com a chegada de Cuca e a recuperação do artilheiro Fred, o Flu disparou e engatou uma sequência invicta, suficiente para o time se manter na série A. Será que depois de tanta agonia a diretoria percebeu que não adianta contratar só jogadores renomados? A base do Flu é boa e precisa ser aproveitada.
Coritiba: o mico do ano. Ser rebaixado no ano do centenário é prova de uma diretoria incompetente. Não soube contratar, trocou de técnicos durante o torneio e mostrou que não havia planejamento nenhum. 2009 precisa ser esquecido e, em 2010, muita coisa precisa mudar no Coxa. Lamentável o vandalismo após a última partida, com destruição de parte do Couto Pereira. Merece uma severa punição.
Santo André: quando o time estava bem, mandou o técnico embora. O rebaixamento não surpreendeu ninguém, embora o Santo André tenha surpreendido alguns dos favoritos ao título com boas atuações - vide Palmeiras e São Paulo.
Náutico: o estado de Pernambuco não terá nenhum representante na elite do futebol brasileiro em 2010. O Náutico teve um péssimo ano, não conseguiu segurar o artilheiro Gilmar e agora terá que começar tudo do zero, na segundona... Uma temporada desastrosa para a torcida do Timbu.
Sport: quem só viu os jogos do primeiro semestre não acredita que o Sport terminou na lanterna do Brasileiro. O time fez história ao avançar para as oitavas-de-final na Libertadores, ganhou o Pernambucano com tranquilidade e fazia uma campanha regular na competição nacional. Mas, depois da eliminação na Libertadores, o clube se perdeu, alguns jogadores e o técnico foram embora, contrataram e demitiram outros treinadores e não conseguiu mais engrenar. 2010 promete muita emoção para os torcedores do Leão...
Bom de bola: Petkovic foi o nome do Fla, junto de Adriano e Bruno. Porém, ninguém esperava que ele fosse jogar tanto como jogou na competição! Merece o prêmio de craque do Brasileiro!
Perna-de-pau: Vagner Love chegou com status de matador, artilheiro, fama que conquistou com muitos gols. Mas, no Palmeiras, o desempenho foi abaixo do esperado e ainda apanhou de torcedores na rua. Futebol todo mundo sabe que o Vagner joga e muito bem. Mas, a história não entra em campo e Love não foi decisivo como se esperava.
Menino de ouro: Giuliano mostrou que a safra de craques do Inter não para de dar frutos! Com talento, habilidade, passes decisivos e gols, deixou Taison na sombra e virou titular do Colorado. Tem muito potencial!
Seleção dos melhores do campeonato para esse blogueiro: Victor (GRE), Vítor (GOI), Réver (GRE), André Dias (SPO) e Julio César (GOI); Hernanes (SPO), Guiñazu (INT), Petkovic (FLA) e Giuliano (INT); Adriano (FLA) e Marcelinho (CTB). Técnico: Andrade (FLA).
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Vencer ou não deixar um rival comemorar?
Chegamos à última rodada do Brasileirão 2009, um dos campeonatos mais disputados da história mundial e com a melhor média de público das últimas 22 edições.
Polêmicas não faltaram: arbitragens ruins, gols mal anulados, pênaltis não marcados, jogador que merecia ter sido expulso e não foi, jogador que não merecia ter sido expulso e foi, mudança de horário das partidas, jogadores convocados que voltaram machucados. Tudo como sempre aconteceu.
Porém, nas últimas partidas da competição, as polêmicas estouraram em todos os cantos.
Primeiro foi a mala branca para Goiás e Barueri.
Depois, na penúltima rodada, a dúvida era se o Corinthians entregaria o jogo para o Flamengo, visando prejudicar os rivais São Paulo e Palmeiras, além do Internacional, com quem tem travado acaloradas discussões desde 2005.
Agora, na última e decisiva rodada, a dúvida é se o Grêmio jogará contra o Flamengo, no Maracanã, o que não jogou em nenhuma outra partida do Brasileiro.
Sim, o time com a segunda pior campanha fora de casa se vê pressionado para ganhar do líder, na casa do adversário. A campanha do Grêmio fora do Olímpico é ridícula: 12 derrotas, 5 empates e 1 vitória.
Na última rodada, o Tricolor gaúcho, que não tem mais nenhum objetivo no campeonato, em prol da moral e da ética, tem que ganhar do Flamengo. E pode beneficiar o Internacional, o maior rival.
Imprensa e alguns dirigentes já proclamaram: o Grêmio tem que escalar os titulares, nada de dar férias antecipadas e ganhar uma semana de pré-temporada em 2010.
O Corinthians passou por processo parecido. Para não beneficiar São Paulo, Palmeiras e Inter, o Timão tinha que vir com força máxima e bater o Flamengo, em Campinas.
Poucos se lembram que o Corinthians está em ritmo de treino desde a conquista da Copa do Brasil e pouco produziu no Brasileiro.
Mas, dirigentes e imprensa cobram dedicação máxima na competição, mesmo quando não se tem mais nenhum objetivo.
Sinceramente? Qual torcedor prefere que seu time derrote o outro e acabe dando o título para o maior rival? Qual é a motivação para que os atletas joguem mais do que jogaram no campeonato inteiro? No mundo real, poucos torcedores desejam isso.
A imprensa e dirigentes são hipócritas quando cobram esses resultados.
Os dirigentes reclamam mais por desespero, por não terem sido tão competentes no campeonato. Se tivessem jogado melhor e tivessem desperdiçado menos pontos, não dependeriam do maior rival para levantar a taça.
Afinal, quem explica o empate, no Morumbi, entre São Paulo e Santo André? E o empate contra o Atlético Paranaense, no mesmo estádio?
O que justifica o empate do Palmeiras com o Sport no Palestra Itália? E a derrota para o Santo André diante da torcida alviverde?
E o Inter, por que perdeu para o Botafogo no Beira-Rio? E o empate com o Atlético Paranaense diante da própria torcida?
Tropeçaram e na reta final, dependem dos adversários.
O Flamengo, se não vencer o último jogo, também pode depender de um rival: o Botafogo. Lutando contra o rebaixamento, o Fogão pode dar o título ao Fla caso vença o Palmeiras. (O Fla que também tropeçou, afinal, como explicar o empate com o Náutico em casa? Ainda vale lembrar o empate com o Barueri, também no Maracanã).
Num campeonato de pontos corridos, cada jogo é uma final. E cada vacilo pode custar o título. Nos casos acima, foram citados somente jogos contra times que passaram o campeonato lutando contra o rebaixamento. Os confrontos diretos nem foram citados...
E chegar na última rodada dependendo de uma vitória do rival para ser campeão não é prova de competência.
Não há motivos para cobrar qualquer motivação extra dos rivais. Isso é irreal. É bizarro.
No próximo campeonato, não tropece e garanta o título sem depender de ninguém, muito menos de um histórico adversário.
Quem jogou futebol, quem sabe como é o coração de um torcedor, tem uma certeza: evitar que um rival ganhe um título ou rebaixá-lo tem um gosto delicioso.
Polêmicas não faltaram: arbitragens ruins, gols mal anulados, pênaltis não marcados, jogador que merecia ter sido expulso e não foi, jogador que não merecia ter sido expulso e foi, mudança de horário das partidas, jogadores convocados que voltaram machucados. Tudo como sempre aconteceu.
Porém, nas últimas partidas da competição, as polêmicas estouraram em todos os cantos.
Primeiro foi a mala branca para Goiás e Barueri.
Depois, na penúltima rodada, a dúvida era se o Corinthians entregaria o jogo para o Flamengo, visando prejudicar os rivais São Paulo e Palmeiras, além do Internacional, com quem tem travado acaloradas discussões desde 2005.
Agora, na última e decisiva rodada, a dúvida é se o Grêmio jogará contra o Flamengo, no Maracanã, o que não jogou em nenhuma outra partida do Brasileiro.
Sim, o time com a segunda pior campanha fora de casa se vê pressionado para ganhar do líder, na casa do adversário. A campanha do Grêmio fora do Olímpico é ridícula: 12 derrotas, 5 empates e 1 vitória.
Na última rodada, o Tricolor gaúcho, que não tem mais nenhum objetivo no campeonato, em prol da moral e da ética, tem que ganhar do Flamengo. E pode beneficiar o Internacional, o maior rival.
Imprensa e alguns dirigentes já proclamaram: o Grêmio tem que escalar os titulares, nada de dar férias antecipadas e ganhar uma semana de pré-temporada em 2010.
O Corinthians passou por processo parecido. Para não beneficiar São Paulo, Palmeiras e Inter, o Timão tinha que vir com força máxima e bater o Flamengo, em Campinas.
Poucos se lembram que o Corinthians está em ritmo de treino desde a conquista da Copa do Brasil e pouco produziu no Brasileiro.
Mas, dirigentes e imprensa cobram dedicação máxima na competição, mesmo quando não se tem mais nenhum objetivo.
Sinceramente? Qual torcedor prefere que seu time derrote o outro e acabe dando o título para o maior rival? Qual é a motivação para que os atletas joguem mais do que jogaram no campeonato inteiro? No mundo real, poucos torcedores desejam isso.
A imprensa e dirigentes são hipócritas quando cobram esses resultados.
Os dirigentes reclamam mais por desespero, por não terem sido tão competentes no campeonato. Se tivessem jogado melhor e tivessem desperdiçado menos pontos, não dependeriam do maior rival para levantar a taça.
Afinal, quem explica o empate, no Morumbi, entre São Paulo e Santo André? E o empate contra o Atlético Paranaense, no mesmo estádio?
O que justifica o empate do Palmeiras com o Sport no Palestra Itália? E a derrota para o Santo André diante da torcida alviverde?
E o Inter, por que perdeu para o Botafogo no Beira-Rio? E o empate com o Atlético Paranaense diante da própria torcida?
Tropeçaram e na reta final, dependem dos adversários.
O Flamengo, se não vencer o último jogo, também pode depender de um rival: o Botafogo. Lutando contra o rebaixamento, o Fogão pode dar o título ao Fla caso vença o Palmeiras. (O Fla que também tropeçou, afinal, como explicar o empate com o Náutico em casa? Ainda vale lembrar o empate com o Barueri, também no Maracanã).
Num campeonato de pontos corridos, cada jogo é uma final. E cada vacilo pode custar o título. Nos casos acima, foram citados somente jogos contra times que passaram o campeonato lutando contra o rebaixamento. Os confrontos diretos nem foram citados...
E chegar na última rodada dependendo de uma vitória do rival para ser campeão não é prova de competência.
Não há motivos para cobrar qualquer motivação extra dos rivais. Isso é irreal. É bizarro.
No próximo campeonato, não tropece e garanta o título sem depender de ninguém, muito menos de um histórico adversário.
Quem jogou futebol, quem sabe como é o coração de um torcedor, tem uma certeza: evitar que um rival ganhe um título ou rebaixá-lo tem um gosto delicioso.
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