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terça-feira, 25 de junho de 2024

Empate decepcionante na estreia da Copa América escancara a Neymardependência do Brasil

Vinicius Junior. Rodrygo. Raphinha. Paquetá. Bruno Guimarães. Martinelli.

Jogadores já com uma certa bagagem no mundo do futebol - seja em clubes, seja na seleção. 

Porém, nenhum deles, até hoje, mostrou o famoso "culhão", o poder de chamar a responsabilidade e desequilibrar jogos difíceis. O Brasil segue refém de Neymar como único selecionável a ter esse poder.

Sem Neymar, qualquer seleção fechadinha vira um adversário sofrível para o Brasil.

E na estreia da Copa América, contra uma apenas esforçada Costa Rica, a seleção brasileira decepcionou e escancarou o quanto está sem um jogador referência em campo.

Sem Neymar, o Brasil é um time previsível, plenamente marcável. Não há a individualidade que quebre a linha defensiva ou que tire o adversário da linha. 

Savinho ainda até que tentou algo após entrar no segundo tempo. Errou alguns desafios no x1, ganhou outros, mas pecou demais na conclusão das jogadas. Na única vez que acertou a definição, deu passe açucarado para Bruno Guimarães chutar pra fora.

Aliás, de 19 finalizações brasileiras, apenas quatro foram em direção ao gol. Pouco, muito pouco para a equipe pentacampeã mundial.

O nervosismo da estreia pesou muito, ainda mais para um setor ofensivo tão jovem - Raphinha (27) e Paquetá (26) eram os jogadores de ataque mais velhos.

Para não falar apenas dos espinhos, há de se destacar o domínio do jogo. O Brasil ficou praticamente toda a partida no campo de ataque, prensando a Costa Rica em seu setor defensivo. Talvez, o único "ponto positivo" a ser extraído dessa partida. 

No mais, pouca coisa positiva num 0x0 contra a Costa Rica, que pela primeira vez em nove jogos, não perde para o Brasil.

Que Dorival tenha sabedoria para reorganizar o time e fazer os talentos que têm em mãos desempenharem o seu máximo pela seleção. O que, definitivamente, não aconteceu contra  Costa Rica.

sexta-feira, 1 de setembro de 2023

Que time é esse: faliu e renasceu como uma estrela do movimento afro-americano

Uma das principais cidades da Costa Rica, Puerto Limon tem uma relação curiosa com o futebol e com o movimento afro-americano.

Tudo começou em 2009, quando um empresário comprou o time local, chamado "AD Limonense", e o transformou no "Limon F.C.".

Dois anos depois, esse investidor foi preso e a vida financeira do clube ficou bem complicada. Até que em 2022, o Limon F.C. deixou de existir por conta de suas dívidas.

Foi aí que um novo grupo de investidores entrou em cena, comprou uma equipe chamada Marineros de Puntaneras e decidiu transferi-la para a província de Limon. Ali surgia o Limon Black Star.

Além de levar o nome da sua cidade-sede, Limon, a equipe homenageia o Liberty Hall, prédio-símbolo do início do maior movimento da história afro-americana do país e que era conhecido como "Black Star Line Building". O local, um dos mais importantes da província, pegou fogo em 2016, mas seu significado segue intacto!

Atualmente, o time, com um ano de vida, disputa a Segunda Divisão nacional.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Jogos da Copa que eu acompanhei - Grupo D

Uruguai 1x0 Itália

Os uruguaios suaram sangue para arrancar o gol salvador, em cabeceio do ótimo zagueiro Godín, que garantiu a Celeste nas oitavas. Com a fase brilhante deste zagueiro, a raça dos demais defensores, o talento de Luis Suárez e o potencial de Cavani e Lodeiro, os uruguaios sonham em repetir 1950 e serem campeões em solo brasileiro. Com atuações como diante da Itália e da Inglaterra, ninguém pode duvidar dessa possibilidade. Os italianos, que terminaram a partida com seus 10 jogadores no campo uruguaio (incluindo o goleiro Buffon e sem o expulso Marchisio), estão eliminados e sob um recado duro: precisam qualificar a renovação desta seleção em todos os setores.

Costa Rica 0x0 Inglaterra

Jogo morno, onde o empate era lucro para ambos e acabou sendo um resultado justo: os costarriquenhos garantiram a liderança da chave e não precisaram se desgastar, pensando nas oitavas-de-final, enquanto que os ingleses, que entraram em campo com um time reserva, deram experiência aos atletas mais novos, já pensando na equipe que disputará vaga para o Mundial de 2018.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Jogos da Copa que eu acompanhei - Grupo D

Uruguai 2x1 Inglaterra

Com Luis Suárez em uma fase espetacular (autor dos dois gols sul-americanos deste duelo), os uruguaios ganharam muita qualidade e ainda respiram nesta Copa. Terão que ganhar da Itália na última rodada para avançar às oitavas, mas, para time que tem Luis Suárez, nada é impossível. Já os ingleses são a segunda seleção campeã do mundo a deixar a Copa ainda na primeira fase, acompanhando a Espanha. Nem o primeiro gol de Rooney em Copas salvou o decepcionante time da rainha.

Itália 0x1 Costa Rica

Essa, sem dúvida, já é a melhor participação da Costa Rica em Copas. Caiu no grupo da morte e era considerada por quase todos como o "saco de pancada" da chave. Mas, com muita obediência tática e uma dose de talento, soma 100% de aproveitamento, já está classificada às oitavas (repetindo o feito de 1990) e, de quebra, é a responsável pela eliminação de mais uma campeã mundial, já que Itália e Uruguai brigarão pela única vaga restante na próxima fase. A primeira grande zebra deste Mundial vem da América Central.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Jogos da Copa que eu acompanhei - Grupo D

Uruguai 1x3 Costa Rica

Um resultado surpreendente e histórico. No "grupo da morte", com três campeões mundiais, o líder após a primeira rodada é a Costa Rica, do promissor Campell, que infernizou a defesa uruguaia e deu esperança de surgir uma zebra nesta chave. Agora, a Costa Rica joga por dois empates para avançar. Já os uruguaios terão que vencer Inglaterra e Itália. Pelo futebol apresentado contra a seleção mais fraca do grupo, parece improvável triunfar sobre os europeus.

Itália 2x1 Inglaterra

Uma belíssima partida de duas equipes com propostas bem diferentes. Os vencedores buscavam o domínio de jogo com a bola nos pés, trocando passes, cansando o adversário e esperando o momento certo para concluir. Já os ingleses, com seu trio ofensivo formado por Welbeck, Rooney e Sturridge, municiados pelo bom Sterling, abusavam da velocidade para concluir logo as jogadas. Ambas devem passar de fase, mas têm que tomar cuidado com a zebra latina...

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