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domingo, 21 de maio de 2017

Real Madrid: 33 vezes campeão espanhol

Só uma combinação de resultados evitaria que o Real Madrid comemorasse seu 33º título espanhol nesse domingo (21): ele deveria perder para o Málaga, apenas 11º colocado no Campeonato Espanhol e sem ambições na última rodada do torneio, e o Barcelona precisara vencer o Eibar, jogando diante de sua torcida no Camp Nou.

O Barça até fez a parte dele e triunfou por 4x2, mas o Real não quis "dar sorte ao azar": derrotou o Málaga por 2x0, gols de Cristiano Ronaldo, aos dois minutos de jogo, e Benzema, aos 10 do segundo tempo, e garantiu mais um título nacional.

O confronto foi bem aberto, com as duas equipes criando boas oportunidades de gol, mas apenas quando conseguiam vencer a forte marcação estabelecida pelos dois clubes. Quando isso aconteceu, na maioria das vezes, os goleiros Navas e Kameni apareceram muito bem e evitaram que mais gols acontecessem nesse duelo.

No final, a superioridade do time de Cristiano Ronaldo, Benzema, Casemiro, Marcelo Ramos e Sérgio Ramos prevaleceu e garantiu o primeiro título da Liga Espanhola a Zinedine Zidane atuando como treinador. Esse, alías, é mais uma taça para a já rica galeria do técnico merengue, campeão da última edição da Liga dos Campeões, do Mundial de Clubes e da Supercopa da Uefa.

Destaques

Málaga: Kameni foi brilhante na partida e fez pelo menos três grandes defesas Foi o principal jogador do duelo. Como ponto negativo, a falta de mira dos jogadores do Málaga, que acertaram no gol apenas seis das 22 finalizações.

Real Madrid: Zidane tem estrela e conseguiu equilibrar o Real Madrid. É "o cara" dessa equipe que atua de maneira envolvente, rápida e eficiente. Como ponto fraco, a atuação discreta de Toni Kroos.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Insuportável

Cansativa, entediante, chata e extremamente insuportável. Assim tem sido a pressão de comandantes da CBF e de parte da mídia implorando para que Neymar vá embora do Brasil. Essa será a segunda vez nos últimos meses que essa discussão será tema no blog.

A justificativa para mandar o craque santista embora é a mesma de sempre: na Europa ele evoluirá. Explicação fraquinha, que ainda menospreza o produto brasileiro.

Na Europa Neymar encontrará tantos ou mais jogadores de nível baixo pela frente.

Dizer que o Osasuña (ESP) tem mais time que o Atlético Mineiro é piada.

Acreditar que o Grêmio é mais fraco que o Siena (ITA) é bizarro.

Defender que é mais fácil superar o Vasco do que o Wolfsburg (ALE) chega a ser patético.

E o que dizer das "potências" Groningen (HOL), Swansea (ING), Olhanense (POR)? Esses times mal jogariam a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro.

Claro, existem times bem fracos no Brasil. Muito fracos. Mas no país mais vitorioso do futebol existem pelo menos 12 grandes clubes para serem enfrentados rotineiramente, não apenas dois ou três, como acontece nos campeonatos europeus.

E, de verdade: você preferiria contratar o zagueiro português Pepe, do poderoso Real Madrid (ESP) ou o brasileiro Dedé, do Cruzeiro? Eu não tenho dúvidas: ficaria com a segunda opção.

Quer mais? Então escolha entre o atacante durão Soldado, do Valencia (ESP) (que sempre fica entre os primeiros no campeonato espanhol), ou o afiado brasuca Leandro Damião, do Internacional?

Ou seja, até nos grandes times europeus existem jogadores bem medíocres. Como existem no elenco dos principais times brasileiros. Estamos quites.

Outra dúvida: se o Neymar precisa ir para Europa para evoluir, por que, então, a seleção brasileira não é dirigida por um técnico europeu?

Vamos seguir a lógica: se para evoluir, Neymar precisa sair do Brasil, é por que em outros países ele será melhor treinado. Portanto, os técnicos brasileiros não prestam?

É isso mesmo Carlos Alberto Parreira? É isso mesmo Mano Menezes? É isso mesmo Muricy Ramalho? É isso mesmo caro presidente da CBF, José Maria Marin?

Cadê a lógica?

Por fim, volto a questionar: se na Europa o jogador evolui tanto, por que o Robinho não é titular da seleção brasileira, após sete temporadas nas principais ligas europeias?

Por que o armador Diego não é o 10 da seleção canarinho?

Por que Alexandre Pato (quase seis temporadas no Milan) é reserva de Romarinho (ex-Bragantino) no Corinthians?

Por que Íbson, que se destacou na Rússia mas hoje é moeda de troca no Flamengo, não está convocado para a Copa das Confederações?

Por que o Felipe Melo, após trocentos anos na Europa (hoje é jogador da Juventus-ITA e campeão turco pelo Galatasaray), não é o "cão de guarda" da equipe pentacampeã mundial?

E por que o Anderson, que só não fez chover quando surgiu no Grêmio, e hoje, quase sete anos após ir para a Europa, não passa de um médio volante mediano do Manchester United (ING), campeão inglês?

Por que o centroavante André, agora detestado pela torcida do Santos e recém-contratado pelo Vasco, não voltou como matador após jogar na Ucrânia e na França?

Se a Europa é um centro de evolução, por que eles, que tinham tanto potencial antes de sair do Brasil, hoje mal têm espaço nos clubes brasileiros?

Já passou da hora do brasileiro perder a síndrome de vira-lata e ver que aqui mesmo, no nosso Brasil, nós temos produtos extremamente valiosos.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Escola de futebol Barcelona

Segunda-feira, 29 de novembro de 2010.

Os amantes do futebol (que puderam) pararam para acompanhar o duelo entre Barcelona e Real Madrid no Camp Nou, pelo Campeonato Espanhol.

O jogo gerou muita expectativa no mundo da bola, afinal, o Real Madrid, do técnico super campeão José Mourinho, entraria em campo para manter a invencibilidade no campeonato nacional, embalado pelos gols de Cristiano Ronaldo.

Já o Barça entraria em campo embalado pela grande fase de Lionel Messi e da base espanhola campeã da Copa do Mundo.

Era o duelo dos dois melhores ataques do torneio.

Porém, o que se viu em campo foi uma aula de futebol do time Catalão.

O Barça dominou completamente o Real, criou diversas chances de gol, não foi pressionado em nenhum momento, encaixou a marcação direitinho, não deixou o adversário jogar e manteve o padrão de jogo durante toda a partida, utilizando toques curtos e rápidos.

Já o Real Madrid não viu a cor da bola e não é possível achar nenhum atleta do time merengue que mereça uma nota cinco. Além do que, os atletas do Real abusaram da pancadaria.

Em pouco mais de 90 minutos, o Real criou apenas uma chance verdadeira de gol em um chute de Di Maria ainda no primeiro tempo.

Já o Barça dominou completamente a partida do início ao fim.

Na única jogada em que foi exigido, Valdés mandou para escanteio um chute complicado de Di Maria. No mais, o goleirão foi um mero espectador.

Puyol foi um monstro na zaga e não deixou Cristiano Ronaldo respirar.

Piqué foi eficiente e anulou Benzema.

Daniel Alves e Abidal atacaram pouco, mas acabaram com as jogadas pela ponta do Real Madrid e colocaram Marcelo, Ozil e Di Maria no "bolso".

Xavi e Iniesta fizeram de tudo no meio-de-campo: desarmaram os jogadores adversários, tabelaram, trocaram passes até cansar, fizeram lançamentos e Xavi ainda estufou as redes uma vez.

Messi foi "discreto": além das inúmeras fintas que deixavam os adversários para trás, o meia-atacante argentino deu dois passes para gol e apanhou o jogo inteiro. A resposta dele vinha sempre na jogada seguinte, com fintas eficientes e passes precisos.

No ataque, Villa marcou dois gols e Pedro anotou um. Os dois saíram e deram lugar para Bojan e Jeffren. O primeiro fez uma bela jogada pela direita e cruzou na medida para o segundo fechar a goleada catalã por cinco a zero.

Foi um show do Barcelona, uma equipe com toque de bola envolvente e jogadores muito participativos, que se movimentam durante o jogo inteiro e têm como foco jogar para o time, não para si próprio.

Diferente do Real Madrid, que se mostrou extremamente dependente das habilidades individuais de suas estrelas e que não soube vencer a estratégia armada por Pep Guardiola.

E para piorar, os merengues partiram para a pancadaria para tentar frear o Barça. E não deu certo.

O máximo que o clube catalão conseguiu com a violência foi ver Sérgio Ramos expulso. E não seria exagero se Khedira também tivesse ido para o chuveiro mais cedo.

Enfim, no primeiro duelo entre dois gigantes do futebol mundial, deu Barça com sobras.

Agora é esperar para ver o que acontecerá no duelo do returno, no Santiago Bernabéu.

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